Sobre el desarrollo del cultivo de soya en Brasil

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Alexander Grobman

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May 11, 2014, 6:32:51 PM5/11/14
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Estimados amigos,

Una breve historia del cultivo de la soya en Brasil, extraída por el suscrito de una publicación referida más abajo, demuestra que el avance más grande de área del cultivo de soya, se produjo antes de la aparición de los cultivos transgénicos comerciales en Argentina, Canadá, Uruguay Estados Unidos  en 1996.  El incremento posterior ha seguido siendo significativo pero es mayormente sobre la producción, el rendimiento y la disminución de costos de producción por tonelada producida. Es decir, los alegatos de que fueron los transgénicos los que indujeron a un llamado “monocultivo” de soya en Brasil, no tienen sustento, como lo he mantenido en varias notas anteriores.

Brasil por su política restrictiva a los transgénicos se atrasó seis años en adoptar el cultivo de la soya GM lo que, según un trabajo de  Gonçalvez, le representó a Brasil  un lucro cesante (o pérdida) de 6,000 millones de dólares, tan solo en los ingresos directos referentes al cultivo, sin contar con los efectos indirectos en toda la cadena de producción.  

Alexander Grobman

 

Extracto

O primeiro registro de plantio de soja no Brasil data de 1914, no Rio Grande do Sul.

Mas foi somente a partir dos anos 40 que ela adquiriu alguma importância

econômica. Entretanto, é a partir da década de 1960, que a sua produção

multiplicou-se por cinco (passou de 206 mil t em 1960 para 1,056 milhão de t em

1969), sendo que 98% desse volume era produzido na Região Sul, onde prevalecia

a dobradinha: trigo em inverno e soja no verão.

Apesar do significativo crescimento da produção no decorrer dos anos 60, foi na

década seguinte que a soja se consolidou como a principal cultura do agronegócio

brasileiro, passando de 1,5 milhões de toneladas em 1970 para mais de 15 milhões

de toneladas em 1979. Esse crescimento foi atribuído, não apenas ao aumento da

área plantada (1,3 para 8,8 milhões de hectares), mas, também, ao expressivo

incremento da produtividade (1,14 para 1,73 t/ha), graças às novas tecnologias.

Nas décadas seguintes repetiu-se, na região tropical do Brasil, o explosivo

crescimento da produção ocorrido nas duas décadas anteriores na Região Sul. Em

1970, menos de 2% da produção nacional de soja era colhida no Centro-Oeste, em

1980 esse percentual passou para 20%, em 1990 já era superior a 40% e em 2002

em 58%, e em 2008 cerca de 65% (Embrapa, 2008).

A soja responde por uma receita cambial direta para o Brasil de mais de 6 bilhões

de dólares/ano (10% das receitas cambiais brasileiras) e 5 vezes esse valor, se

considerados os dividendos que gera ao longo da sua extensa cadeia produtiva.

O explosivo crescimento da produção de soja no Brasil, de quase 30 vezes no

transcorrer de apenas três décadas, determinou uma cadeia de mudanças sem

precedentes na história do País. Foi a soja, inicialmente auxiliada pelo trigo, a

grande responsável pelo surgimento da agricultura comercial no Brasil. Também,

ela apoiou ou foi a grande responsável pela aceleração da mecanização das

lavouras brasileiras; pela modernização do sistema de transportes; pela expansão

da fronteira agrícola; pela profissionalização e incremento do comércio

internacional; pela modificação e enriquecimento da dieta alimentar dos brasileiros;

pela aceleração da urbanização do País; pela interiorização da população brasileira

(excessivamente concentrada no sul, sudeste e litoral); pela tecnificação de outras

culturas (destacadamente a do milho); bem como, impulsionou e interiorizou a

agroindústria nacional, patrocinando o deslanche da avicultura e da suinocultura

brasileiras (Embrapa, 2008).

 

 

Na safra de 2008/2009, a produtividade brasileira atingiu 2.816 kg/ha (em média),

índice considerado muito bom, ficando acima da média norte americana (2.690

kg/ha). (Agrianual, 2008). O nível de competitividade deve-se aos baixos custos de

produção, fruto de alta tecnologia, escala e capital e também mão-de-obra muito

barata (Mapa, 2007).

Muito dos produtos usados em nosso dia-a-dia tem derivados soja: o óleo é o mais

utilizado, mas também a partir dela são fabricados: farinha, sabão, cosméticos,

resinas, tintas, solventes e biodiesel. O grão é constituído de: 30% carboidrato

(15% é fibra), 18% óleo (85% não saturado), 14% umidade e 38% proteína. É a

única leguminosa que contém os nove aminoácidos essenciais na proporção correta

para a saúde humana, também é fonte de fósforo, potássio, vitaminas B, zinco,

ferro e a vitamina antioxidante E. (Taco, 2006).

É sabido que para atingir índices tão elevados de produção e produtividade são

requeridos além de muito trabalho e dedicação; o uso intensivo de diversos

insumos, equipamentos e serviços, ente eles: fertilizantes solúveis industrializados;

corretivos de acidez de solo e agrotóxicos; maquinários específicos para

movimentação do solo, plantio, adubação, pulverizações e colheita; sementes de

alto vigor e potencial produtivo; solo de qualidade mínima para suportar tal

produtividade, água disponível nos momentos de exigência da planta (formação do

grão), energia luminosa e mão-de-obra disponível.

Información extraída de:

Contribuições da Contabilidade Ambiental em Emergia para a Compreensão do Sistema de Produção da Soja na Perspectiva da Agricultura Sustentável

L. P. Vendramettoa , S. H. Bonillab

International Worshop. Advances in Cleaner Production. Sao Paulo, Brasil, 2009.

 

 


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Alexander Grobman
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