NOTA PÚBLICA: Ocupação Policial da Rocinha

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Nov 12, 2011, 6:02:55 PM11/12/11
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NOTA PÚBLICA SOBRE OCUPAÇÃO POLICIAL DA ROCINHA

Nós, organizações da sociedade civil e cidadãos do Rio de Janeiro, manifestamos a todos nossa preocupação com a situação que a Rocinha enfrenta neste momento. Exigimos do Governo do Estado e do Governo Federal que garantam que a ocupação policial de amanhã seja feita com total respeito aos direitos dos moradores e de suas famílias.

Há cerca de um ano, durante a ação da polícia no Complexo do Alemão, com apoio e participação das Forças Armadas, diversos crimes e abusos foram praticados por agentes públicos, no exercício de suas funções. No entanto, governantes, parlamentares, meios de imprensa e outras entidades ignoraram as denúncias feitas por moradores e por organizações da sociedade civil, e comprovadas posteriormente com a investigação feita pela Polícia Federal. Ainda hoje, casos de violações de direitos cometidas por soldados do Exército têm sido documentados no Alemão.

Acreditamos que todas as favelas e comunidades pobres do Rio de Janeiro têm o direito a uma vida com segurança plena garantida pelo Estado. No entanto, a presença estatal, obviamente, deve ser feita com o respeito absoluto a todos os direitos dos cidadãos que sempre viveram na Rocinha, e que não podem ser tratados como criminosos.

Estaremos atentos e não vamos tolerar:

- invasão da casa de moradores sem mandado judicial;
- abordagem policial truculenta;
- agressões, espancamentos e execuções sumárias;
- prisões arbitrárias, feitas sem qualquer prova;
- extorsão e roubo feita por grupos de policiais criminosos.

Esperamos ainda que os meios de imprensa cumpram seu dever de fiscalização da atividade policial e façam uma cobertura que relate com fidelidade e equilíbrio o momento delicado pelo qual as famílias que moram na Rocinha passam, não omitindo as denúncias dos moradores nem baseando-se exclusivamente na versão das autoridades policiais, como infelizmente a maior parte dos veículos de comunicação procedeu por ocasião da ocupação dos Complexos do Alemão e da Penha.

Lembramos, por fim, que não acreditamos que a paz seja alcançada através da violência. Exigimos que a cultura da favela seja respeitada e que os direitos a educação, saúde, moradia, entre outros, sejam encarados como prioridade pelos governos.

As entidades e organizações abaixo assinadas estão atentas e comprometem-se a receber e dar ampla divulgação a todas as denúncias comprovadas, de quaisquer violações de direitos que venham a ser cometidas na planejada ocupação.

Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2011.

Mais informações:

Mc Leonardo
Apafunk
(21) 7840-9065

Gustavo Mehl
Justiça Global
(21) 8162-2181

Rafael Dias
Justiça Global
(21) 8883-3851

Apafunk
Visão da Favela Brasil
Instituto de Defensores dos Direitos Humanos - DDH
Movimento Direito para quem?
Justiça Global
CDDH Petrópolis
Rede Contra a Violência
Jornal O Cidadão - Maré
TV Tagarela - Rocinha
Revista Vírus Planetário
Movimento Popular de Favelas
Rede Nacional de Jornalistas Populares - Renajorp

Mariluci Correia do Nascimento
Gizele Martins
Alan Freihof Tygel
Simone de Azevedo dos Santos
Glaucia Marinho - jornalista
Mariana Gomes Caetano - Editora da revista Vírus Planetário
Caio Lopes Amorim - Editor da revista Vírus Planetário
Silene de Moraes Freire PROEALC/ Observatório de Direitos Humanos da UERJ
Seiji Nomura - Editor da revista Vírus Planetario
Bárbara Macedo Mendonça
Renata Alves Gomes
Francisco Vandean
Luana Paschoa
Leonardo Barbosa Santos
Marco Antonio Baptista Castello Branco
Teresa Cristina Neves
Leonardo de Jesus Melo





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