O Brasil historicamente se orgulha de gestos de compaixão institucional. Em abril de 2025, por exemplo, enviou um jato da Força Aérea Brasileira para resgatar do Peru Nadine Heredia, ex-primeira-dama condenada por corrupção, sob fundamento humanitário. O gesto foi apresentado como nobre — mas revela uma contradição inquietante.
Enquanto o paÃs estende a mão além de suas fronteiras, a mesma lógica parece falhar internamente. Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República, enfrenta um quadro clÃnico grave no cárcere, com alegações de demora e inadequação no atendimento médico, a ponto de o Conselho Federal de Medicina ter instaurado sindicância para apuração dos fatos.
Por que o princÃpio do humanitarismo não é aplicado com o mesmo rigor?
Estamos diante da aplicação da Justiça — ou de uma punição silenciosa travestida de indiferença?
As respostas existem.
A questão é: quem se beneficia do silêncio?