A epistemologia estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade
do conhecimento (daí também se designar por filosofia do
conhecimento). Ela se relaciona ainda com a metafísica, a lógica e o
empirismo, uma vez que avalia a consistência lógica da teoria e sua
coesão fatual, sendo assim a principal dentre as vertentes da
filosofia (é considerada a "corregedoria" da ciência). Sua
problematização compreende a questão da possibilidade do conhecimento:
Será que o ser humano conseguirá algum dia atingir realmente o
conhecimento total e genuíno, fazendo-nos oscilar entre uma resposta
dogmática ou empirista?
-Eu acho que não porque se formos rigorosos com os termos, e se
pensarmos que cada um tem um ponto de vista, poderemos concluír que só
podemos conhecer da forma que conhecemos. Cada um conhece e vive da
sua forma, da sua única forma. Talvez dentro de sistemas lógicos possa
se encontrar uma única verdade, por diversos caminhos, mas o
conhecimento sobre ciências humanas e artes nunca poderá ser
controlado e compreendido exatamente.
Outra questão abrange os limites do conhecimento: Haverá realmente a
distinção entre o mundo cognoscível e o mundo incognoscível?
-Claro que há. Tá no nome, conhecível e não-conhecível... Mas acho que
a pergunta insinua que tudo pode ser conhecido. É perigoso dizer
"tudo", "sempre", "nunca"... Tudo nunca podera ser conhecido...
E finalmente, a questão sobre a origem do conhecimento: Por quais
faculdades atingimos o conhecimento? Haverá conhecimento certo e
seguro em alguma concepção a priori?
-Atingimos o conhecimento num contexto social, o que o torna
discutível... Se não lembrem de quantas vezes fomos injustiçados com
avaliações que não mediam nosso conhecimento... Quem já não ouviu
"Vestibular não prova nada"? E quem já não teve uma boa nota sem
merecê-la? Depois de tudo, como medir o conhecimento? Daqui a pouco
vai ser com radiografias, tomografias, digitais, etc.
Conhecimento certo depende do contexto... Hoje assisti Tropa de Elite
de novo, na parte quando ia começar a guerra porque tinham matado o 06
(acho), os burgueses da ong não perceberam que era melhor ir embora.
De que serve nesse caso estudar Foucault?
Há ainda outras questões relativas ao conhecimento, como a apostasia
da ciência de seu verdadeiro sentido e sua aproximação à outras formas
de aprendizado com estruturas ilógicas e irracionais: O senso comum, a
filosofia e a ciência, no mais das vezes, dão um caráter universal ao
contingente, tornando-o dogmático. Assim, a ciência, que sempre
julgou-se detentora única do saber, vê-se inserida em seu coexistente
princípio de contradição. (Wikipédia)
-Pois é, contraditório... Pra questões de ciências humanas não há
lógica exata, previsível... Veja a eleição de Lula, será verdade que
ele venceu por aparar um pouco mais a barba e deixar de apontar com o
dedo??? Nunca vai se saber. Mas certamente temos que saber que ele
procurou apoio da burquesia industrial, setor tradicionalmente
representado pela direita? Então relembro Marilena Chaui "Se não vai
mudar, Lula pra quê?", e Saramago "O que há no Brasil são alguns
cacíques disputando poder [...] Lula ganhou o poder mas não sabe o que
fazer com ele. [...] Lula não pode fazer a revolução sozinho". A
política é assim... Sem lógica, quanto menos instruído um povo, mais
depende do carísma, e questões alheis a teorias polícias.
Gnosiologia (também chamada Gnoseologia) é o ramo da filosofia que se
preocupa com a validade do conhecimento em função do sujeito
cognoscente, ou seja, daquele que conhece o objeto. Este (o objeto),
por sua vez, é questionado pela ontologia que é o ramo da filosofia
que se preocupa com o ser. Fazem-se necessárias algumas observações
para se evitar confusões. A gnoseologia não pode ser confundida com
epistemologia, termo empregado para referir-se ao estudo do
conhecimento relativo ao campo de pesquisa, em cada ramo das ciências.
A metafísica também não pode ser confundida com ontologia, ambas se
preocupam com o ser, porém a metafísica põe em questão a própria
essência e existência do ser. Em outras palavras, a grosso modo, a
ontologia insere-se na teoria geral do conhecimento, ou
Ontognoseologia, que preocupa-se com a validade do pensamento e das
condições do objeto e sua relação o sujeito cognoscente, enquanto que
a metafísica procura a verdadeira essência e condições de existência
do ser. (Wikipédia)
De novo... Se pensarmos que só podemos saber de nos mesmos, acho que é
impossível uma "validade do pensamento e das condições do objeto e sua
relação o sujeito cognoscente". Talvez do objeto através das ciências
naturais, mas não do sujeito, pois até mesmo se estudassemos só um
sujeito, ele mesmo mudaria. Tem uma canção de Violeta Parra:
"Cambia lo superficial / Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar / Cambia todo en este mundo
Cambia el clima con los años / Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia / Que yo cambie no es extraño
Cambia el más fino brillante / De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo / Cambia el sentir un amante
Cambia el rumbo el caminante / Aunque esto le cause daño
Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño
Cambia, todo cambia / Cambia, todo cambia
Cambia el sol en su carrera / Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste / De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera / Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia / Que yo cambie no es extraño
Pero no cambia mi amor / Por mas lejos que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor / De mi pueblo y de mi gente
Y lo que cambió ayer / Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo / En esta tierra lejana."
Filosofia da Ciência é o campo da pesquisa filosófica que estuda os
fundamentos, pressupostos e implicações filosóficas da ciência,
incluindo as ciências naturais como física e biologia, e as ciências
sociais, como psicologia e economia. Neste sentido, a filosofia da
ciência está intimamente relacionada à epistemologia e à ontologia.
Busca explicar coisas como:
a natureza das afirmações e conceitos científicos,
a forma como são produzidos,
como a ciência explica, prediz e, através da tecnologia, domina a natureza,
-Em Ética acho que rescrevi um trecho do livro Filosofia de Marilena
Chaui, onde se falava da diferença entre juízo de fato de valor, que
creio que se aplica neste último tópico... Sobre a predição de fatos
da natureza.
os meios para determinar a validade da informação,
a formulação e uso do método científico,
os tipos de argumentos usados para chegar a conclusões,
as implicações dos métodos e modelos científicos para a sociedade e
para as próprias ciências.
Uma visão é que todas as ciências possuem uma filosofia subjacente
independente do que se afirme ao contrário:
Não há tal coisa como ciência livre de filosofia; há apenas ciência
cuja bagagem filosófica é tomada a bordos sem examinação —Daniel
Dennett, Darwin's Dangerous Idea, 1995. (Wikipédia)
Bom, são as ciências como as conhemos hoje, daqui a pouco vai ser
diferente, e assim como nos parecem extranhos e de certa forma
ultrapassados os nomes e os motivos da "Ontologia", "Gnosiologia",
"Epistemologia", etc... Certamente surgirão outras áreas do
conhecimento, algumas vão ter crises e vai se pensar que já se
descobriu tudo nessa determinada área. Como se fala que a física teve
seu ascenso nos anos 70, a química nos 80, a biologia nos 90 até a
atualidade, a informática talvez desencadeie outras áreas... Enfim. Me
parece que as grandes questões da humanidade tem haver com a falta de
recursos naturais para manter um nível de consumo insustentável, assim
como a contínua necesidade do quê inventar para ser consumido... Nesse
sentido as ciências humanas tem perspectivas favoráveis pra se
analisar. Alguns dizem que a arte talvez tenha um renascimento, dentro
deste mundo louco...
Acho que Marx está muito presente na contemporaneidade.
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Cordialmente...
Camilo Pedro Fica Espinoza