Alunos que não foram na aula presencial se comuniquem com os colegas para ficarem em algum grupo ou formarem um grupo, a Bruna ficou de mandar um e-mail informando os produtos.
Para apresentação da degustação e aplicação do questionário dia 08/06.
- Os grupos deverão preparar os questionários que serão utilizados no teste cego do próximo encontro. Neste questionário, deverão constar 3 grupos de questões: um sobre os hábitos de consumo e compra do produto, como as ocasiões em que o consumidor costuma consumir este produto, onde costuma comprar, em que tamanho de embalagem, etc; o segundo sobre a degustação / avaliação de aroma realizada, perguntando qual a amostra preferida, qual tem melhores características em termos de aparência, aroma, consistência, etc; e o terceiro grupo de questões deverá questionar sobre dados demográficos do consumidor, como sexo, idade, estado civil, local de residência, etc. Uma das perguntas deve avaliar a capacidade do consumidor em identificar a marca das amostras experimentadas. Cada grupo deverá elaborar seu próprio questionário, e os questionários devem ter um total de 10 a 20 questões.
Objetivos desta atividade
A intenção é fazer uma comparação completa, do ponto de vista mercadológico, entre as diversas empresas e marcas que concorrem no mercado analisado, permitindo que os alunos visualizem, em termos práticos e reais, como ocorre a aplicação das estratégias de marketing nas empresas.
Estatística e Pesquisa Mercadológica
Assunto 10 – Questionário de Pesquisa
O questionário é o instrumento básico para realizar qualquer tipo de pesquisa, pois é através dele que se tem condições de formatar a entrevista/coleta de informações, permitindo que sua respostas sejam qualificadas e analisadas.
A utilização do questionário pode ser em pesquisas quantitativas e qualitativas. No caso de pesquisas quantitativas, o questionário pode ser estruturado com perguntas abertas e fechadas ou não estruturado (roteiros), podendo ser aplicados pelo entrevistador, pessoalmente, por telefone ou mala-direta (auto-preenchimento).
Nas pesquisas qualitativas, é utilizado o questionário não-estruturado (exploratório), denominado de “roteiro”, usado em entrevistas em profundidade ou discussões em grupo.
É importante que o questionário obedeça a um fluxo, ou seja, partindo de uma abordagem genérica no primeiro momento e se fechando até atingir e explorar o objetivo do estudo.
O questionário deve obedecer algumas regras básicas, onde o principal é que possua uma lógica na representação exata dos objetivos e na estrutura de aplicação, tabulação e interpretação.
O início do questionário exige a identificação do Instituto ou responsável pela pesquisa (nome da empresa, entrevistador, crítico, supervisor, etc.)
Após a identificação seguem as questões propriamente ditas do questionário. Elas devem ser claras e objetivas para evitar interpretações errôneas.
1. Pontos básicos do questionário:
- Adequação à linguagem do respondente (classe social, idade, uso de termos regionais e coloquiais).
- Deve ter questões (poucas) para confirmação ou checagem de respostas de forma incorreta.
- Não pode ser indutivo, respeitando sempre o ponto de vista do respondente.
- Um questionário pode ser constituído de questões com formatos diferenciados para chamar a atenção do entrevistado e não cansá-lo.
- Deve-se evitar questionário com muitas páginas, fazendo melhor aproveitamento do lay-out ou imprimindo frente e verso, pois o número de folhas pode desmotivar o entrevistado.
- Sempre que possível e que o objetivo permitir, deve-se optar por redução de perguntas abertas, procurando substituí-las por perguntas fechadas.
2. Cuidados a serem observados nos tipos de perguntas:
Fechadas:
- Estabelecer critérios como: se é resposta única ou resposta múltipla; se leque de opções é suficiente, se há necessidade de maiores esclarecimentos e até a aceitação de abrir itens que não foram pré-estabelecidos – exemplo: especifique / outras, etc.
Nas perguntas “fechadas espontâneas”, o entrevistador não deve ter as alternativas para não induzir o entrevistado. No caso de perguntas “fechadas com estímulo”, o entrevistador poderá ler as alternativas, respeitando o rodízio com as alternativas constantes no questionário.
Abertas:
- O objetivo principal é captar a espontaneidade dos entrevistados. Nesse sentido, é importante que o entrevistador tenha consciência do objetivo da pergunta e da quantidade/qualidade da informação desejada, evitando assim as respostas evasivas e/ou não exploradas. No entanto, é importante que o entrevistador saiba explorar sem induzir o entrevistado.
- É importante observar o lay-out das questões, ou seja, se há espaço suficiente para as respostas (deixar pouco espaço limita e facilita o trabalho do entrevistador).
3. Cuidados com o uso de estímulos (Qualitativa e quantitativa)
- Embora alguns recursos sejam necessários (cartões / textos com conceitos / fotos, etc.), deve-se cuidar para que não haja exageros, pois muitos materiais podem atrapalhar o entrevistador na apresentação / locomoção e também tornar a entrevista cansativa.
4. Aplicação de questionário
- Antes da aplicação efetiva do questionário é necessário que se faça um pré-teste, visando avaliar se está atendendo às necessidades do estudo e não há problemas de entendimento. Citamos aqui alguns pontos que podem ser observados no pré-teste:
- Clareza e compreensão das perguntas;
- Adequação dos termos utilizados;
- Estrutura e fluxo lógico da entrevista;
- Condições de pulos e exclusões de perguntas;
- Especificações corretas de respostas múltiplas (RM) e únicas (RU).
- Rol de marcas abertas;
- Tempo total da entrevista e tempo despendido em cada área de abordagem.
- Adequação do filtro de qualificação respondente.
- Verificar possibilidade de transformar questões abertas em fechadas.
- Criação de novos estímulos visuais.
5. Outras observações:
- Cabe ao responsável pela pesquisa especificar ao entrevistador como ele quer que o pré-teste se realize. Devem ser acordadas previamente, inclusive, a possibilidade de haver custos adicionais.
Algumas vezes não há tempo e/ou verba para realizar o pré-teste de questionários estruturados. Neste caso, é importante que as partes envolvidas estejam cientes dos riscos com a eliminação dessa importante etapa, principalmente em projetos quantitativos.
Já em projetos qualitativos, o roteiro deve ser criticado pelo pesquisador e seu cliente. Sempre que possível, o pesquisador deve assistir o primeiro grupo e utilizá-lo para refinamento do roteiro, redistribuição de tempo entre as etapas do mesmo e/ou enxugamento de áreas de abordagem.
6. Exemplo de um questionário questionável:
Suponha que uma empresa aérea fizesse aos passageiros as perguntas abaixo:
1) Como você aplicaria seus próximos R$ 500,00?
Necessáriamente as pessoas não sabem como aplicar ou mesmo nem queiram revelar. Além disso, um questionário não deve iniciar com uma pergunta tão pessoal.
2) Você viaja de avião sempre ou de vez em quando?
Como você define vôo freqüente em comparação com o vôo ocasional?
3) Você gosta dessa empresa aérea? ( ) Sim ( ) Não
“Gostar” é um termo relativo. Além disso, que pessoas responderão com honestidade? Outrossim, uma pergunta “sim/não”, seria a melhor maneira de obter uma resposta à pergunta? Porque a pergunta não foi feita em primeiro lugar?
4) Quantos anúncios de empresas aéreas você viu pela TV em abril do ano passado e nesse mês?
Quem pode lembrar?
.
5) Quais são as qualidades mais importantes e evidentes na sua avaliação de empresas aéreas?
O que são atributos evidentes e importantes? Não use palavras que impressionam.
6) Você acha certo o governo taxar passagens aéreas impedindo muitas pessoas de ter uma chance de voar?
Questão inútil. Como alguém pode responder essa pergunta?
7. Design de um questionário
O design de um questionário é mais uma arte do que uma ciência. Todavia, alguns passos podem ser seguidos como guia na construção de um instrumento de coleta de dados.
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Passo 1 |
Especificar que informações serão procuradas/solicitadas. |
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Passo 2 |
Determinar o tipo de questionário e a metodologia de administração. |
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Passo 3 |
Determinar o conteúdo de cada pergunta. |
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Passo 4 |
Determinar a forma de resposta para cada questão. |
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Passo 5 |
Determinar o fraseado de cada questão. |
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Passo 6 |
Determinar a seqüência das questões. |
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Passo 7 |
Determinar as características físicas do questionário.
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Passo 8 |
Reexaminar os passos 1-7 e rever se necessário.
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Passo 9 |
Pré testar o questionário e rever se necessário.
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Estatística e Pesquisa Mercadológica
Aula 11 – Amostra – Amostragem
Conceito:
Amostra é uma parte do universo ou população, com as mesmas características deste universo.
Em pesquisa de mercado, a maioria dos estudos são realizados a partir de amostras que podem ser de pessoas, empresas entidades, famílias, lojas, etc.. e são representativas do universo se calculadas e selecionados à partir de critérios estatísticos, o que significa que os resultados obtidos do estudo da amostra podem ser estimados para o universo ou população da qual a amostra foi selecionada, dentro de parâmetros de precisão estimados.
Técnicas Amostrais
A determinação de amostra leva à qualidade de uma pesquisa de mercado.
As técnicas amostrais subdividem-se em dois grupos:
· Amostras Probabilísticas e Amostras não probabilísticas.
à Amostras Probabilísticas
Nesse tipo de amostra todos os elementos da população têm igual probabilidade (e diferente de zero) de serem selecionados para compor a amostra.
Há quatro procedimentos básicos para a obtenção de amostras probabilísticas: simples, estratificada, sistemática e por conglomerado.
1. Probabilística simples à é a escolha aleatória dos elementos que farão parte da amostra. Ex. para se obter amostra junto a publicitários de uma determinada cidade, basta o entrevistado ser publicitário.
2. Probabilística estratificada à É aplicada quando há necessidade de subdividir a população em extratos homogêneos, como por exemplo, por classe social, sexo, idade, etc..
3. Probabilística sistemática à Os elementos da amostra serão selecionados aleatoriamente e será estabelecido um intervalo entre esses elementos. Esse intervalo é obtido como divisão do número do universo, ou população, pelo número da amostra (bastante utilizado em pesquisas domiciliares).
Ex.: I = N
n
I = Intervalo N = população n = amostra
I = 100
10
I = 10 (de 1 a 100, começa-se com a 5ª unidade da amostra, soma-se 10 e assim,
sucessivamente).
4. Probabilística por conglomerado à Exige o mapa detalhado de regiões, estados, cidades, etc. (se deseja-se fazer uma pesquisa no bairro X, divide-se o bairro em quarteirões, identifica-se a população do quarteirão e, então, se estabelece o intervalo por meio da fórmula da técnica probabilística sistemática.
à Amostras Não probabilísticas
São selecionadas por critérios subjetivos, de acordo com a experiência do pesquisador e com os objetivos do estudo. Não se utilizam de conceitos estatísticos e subdividem-se em amostra não probabilística por conveniência, por julgamento e por cota.
1. Não probabilística por conveniência à Os elementos são escolhidos de acordo com a conveniência do pesquisador (pessoas que estão ao alcance e dispostas a responder a um questionário) – técnica barata e simples, porém menos confiável.
2. Não probabilística por julgamento à Os elementos são selecionados segundo um critério de julgamento, tendo como base o que se acredita que o elemento selecionado possa fornecer ao estudo (p. ex., para verificar as razões do uso ou não de determinado produto, escolhe-se dois grupos a serem entrevistados – os usuários e não usuários do produto).
3. Não probabilística por cota à O pesquisador procura uma amostra que se identifique em alguns aspectos, com o universo (pode ser a idade, sexo, etc.) e a quantidade a ser entrevistada é aleatória.
Cálculo de Amostra
- Para projetos acadêmicos, estará sendo utilizado o cálculo de amostra probabilística simples (fórmula disponibilizada pela USP para efeito de cálculo em trabalhos acadêmicos e questões mercadológicas básicas) que pode ser obtida aplicando-se a fórmula abaixo, que pode expressar uma amostra com índice de confiabilidade de 95,5%:
A = N . Ao
N + Ao
Ao = 1
Eo ao quadrado
A = Número de elementos da amostra
N = Número de elementos do Universo
Ao = 1ª estimativa do número de elementos da amostra
Eo = Erro amostral
Exemplo para uma pesquisa que determina um universo de 300 elementos, com índice de confiabilidade de 95,5% e com uma margem de erro (erro amostral) de 5%:
N = 300
Eo = 5% (0,05)
1 1
Ao = ___ = ____ = 400
0,05 ao quadrado 0,0025
300 x 400
A = _________ = 171 (número da amostra)
300 + 400
Estatística e Pesquisa Mercadológica
Assunto 12 – Tabulação, Análise dos Dados, Representação Gráfica e Apresentação dos Resultados
Tabular vem do Latim = Tabulare e significa colocar em tábuas, quadros, mapas e tabelas.
Em pesquisa, significa trabalhar os dados matematicamente e apresentar os resultados em tabelas ou quadros que representem as tendências.
Pode ser ainda, a padronização das respostas de uma pesquisa. Uma maneira ordenada de dispor os resultados numéricos para que a leitura e a análise sejam facilitadas. A análise de dados é a descrição do quadro de tabulação referente aos valores relevantes.
A tabulação pode ser manual ou informatizada.
Tabulação manual:
A tabulação manual é um processo lento e trabalhoso, mas também eficiente.
É necessário, em cada questão do questionário, se somarem todas as respostas e depois transformá-las em percentuais.
Normalmente se utiliza um dos questionários em branco para se anotarem as respostas. Este questionário, que vai conter todas as respostas, chama-se tábua.
Tabulação por computador:
Profissionalmente e modernamente, as tabulações são efetuadas por computador.
Existem uma série de programas / sistemas especialistas adequados, que efetuam os cálculos, à medida que o sistema é alimentado com os dados. Um exemplo pode ser o SPSS, programa estatístico que permite ao pesquisador a tabulação com cruzamento de informações com precisão, além de excelente apresentação gráfica dos resultados.
Portanto, a tabulação por computador é extremamente válida e permite comparações que auxiliam, em muito, a análise dos dados e o relatório conclusivo.
Por meio da representação gráfica pode ser estabelecido uma correspondência entre os termos numéricos de uma série estatística e uma figura geométrica, uma figura fantasia. Para a pesquisa mercadológica, isso é extremamente proveitoso quando se trata de representar seus resultados finais para o solicitante, pois com a representação gráfica, uma visão de aspectos gerais e secundários do fenômeno pode ser exposta com clareza e distância.
Os processos gráficos podem ser representados de várias maneiras, sendo os principais tipos os de diagramas onde figuram os gráficos em barra, curvas, setores e histogramas (sólidos geométricos-prismas).
De maneira em geral, não existem regras para as representações. Entretanto, na sua elaboração, além de satisfazer um sentido estético, deve-se sempre relacionar o gráfico com a série estatística, colocando as diferentes unidades nos eixos, indicando os valores representados (com cores, por exemplo).
Quanto ao tamanho e exposição das informações, também deve ser observado a coerência. Não deve desfigurar em tornar complexa a visão.
Após ter sido elaborada a tabulação e a respectiva representação gráfica. Trata-se de um texto com base nas respostas obtidas no questionário, voltados ao objetivo da pesquisa. Nesta etapa, é expressada a verificação das respostas, através da descrição dos maiores percentuais observados, preferências nas respostas, comparações, etc..
A análise pode ser feita para as questões individualmente, assim como, uma análise geral, comparativa entre as questões.
Deve ser um texto que responda às principais dúvidas do cliente, com detalhes que possam ser examinados nos anexos do projeto como mapas de tabulação, por exemplo, sem no entanto, ser extenso e complicado.
Interpretados os dados obtidos e feita a análise, deve ser encerrado o projeto com um relatório final, respaldado nos números, com sugestões seguras de ações, possibilitando ao cliente tomar decisões conscientes que impeçam erros.
É no relatório conclusivo que está o cérebro de toda a operação. Por isso, é preciso que seja feito com sensibilidade a fim de se conseguir perceber as tendências do universo pesquisado, a partir de dados e opiniões fundamentados com técnicas de pesquisas específicas.
Exemplo:
Recomendação mercadológica para possível resultado de pesquisa voltada para ao mercado de iogurtes:
Efetuar comentário introdutório respectivo ao assunto – tema da pesquisa e após, efetuar exposição que poderia ser:
“.... Deve ser realizada uma pesquisa qualitativa para identificar os motivos que determinam a compra do produto e o tema da campanha publicitária de lançamento a ser desenvolvida por uma agência de publicidade.
Recomenda-se ênfase ao diferencial do produto na sua estratégia de MKT e também ações no sentido de fortalecimento da imagem de marca neste segmento extremamente competitivo....”
LEITURAS E SITES:
Olhem também este site:
http://www.carlosmartins.com.br/pesquisamercado.htm
Abraços,
Marcia
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