Andrey Mozzer
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Associação contesta estudos da mineradora Vale sobre passivo ambiental em Camburi
Em documento protocolado no Ministério Público, AAPC ressalta que faltaram comprometimento e veracidade
Any Cometti - 11/09/2013 17:29 - Atualizado em 12/09/2013 18:21
A Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC) protocolou no Ministério Público Estadual (MPES), nesta quarta-feira (11), um parecer técnico independente sobre os relatórios do Projeto de Recuperação da Região Norte da Praia de Camburi. No documento, a entidade confronta a versão dos estudos das empresas Aplysia e Ecoconservation contratadas pela Vale para definir como será feita a retirada do minério acumulado na praia.
Segundo o parecer, os estudos da Aplysia, feitos com a própria base de dados da Vale, ocorrem aproximadamente nove anos após o período crítico de lançamento de minério na região (1969-1984), sendo baseados na coleta de dados feita a partir de 1993. A Aplysia afirma, no relatório, provar a existência de dados do período anterior, mas classifica que a malha amostral desse período é diferente, sem apresentar uma justificativa plausível para a supressão desses dados.
Nesses mesmos estudos, a empresa evidencia o caráter tóxico do minério mas, segundo a AAPC, aborda rasamente o problema, e ainda compara a biota do local com amostras de outros lugares de atividades diferentes como regiões portuária, costeira e oceânica. A associação também aponta incoerências e divergências de amostragens nos estudos da flora e fauna locais, além de falta de embasamento científico para a escolha dos organismos a serem avaliados.
Já o relatório da Econservation apresenta "um histórico alarmante": por 32 anos (1969-2001) a Praia de Camburi foi alvo do despejo de rejeitos tóxicos do esgoto industrial da Vale. De 1989 a 184, o despejo foi direto; de 1984 a 2001 foi periódico e, em 2001, embora tenha sido construída uma bacia de sedimentação e reserva, os extravasamentos foram periódicos.
A empresa também relatou que um estudo de 2004 da Aplysia evidenciou concentrações elevadas nos sedimentos de Ferro Total, Ferro II, Ferro III, Arsênio, Cádmio e Manganês. Entretanto, não houve nenhuma análise sobre a interferência da oxidação desses materiais em organismos da região. "Acreditamos que, se tais estudos forem realizados com maior comprometimento e veracidade, seria exposto o péssimo estado ambiental do local", afirma a AAPC.
A associação avalia que o capeamento não é a melhor solução para o material, considerando que a toxidade do passivo poderia ser aumentada ao longo do tempo, podendo ocasionar desastres ambientais caso ele seja removido pela própria ação do mar ou por dragagem futuramente. Considerando, também, os impactos da supressão dos recifes naturais e a dragagem do material de outra região para a obtenção de sedimentos limpos para o trabalho.
A AAPC ainda defende a dragagem como melhor solução para a retirada do passivo e lembra que o material dragado deverá ser deposto em locais adequados (como aterros sanitários) e não no mar, como preveem as sugestões da mineradora.
A associação também quer que haja transparência na divulgação dos dados brutos do monitoramento realizado pela mineradora. Por isso, é sugerido que essas informações sejam disponibilizados em formato digital para a sociedade, para "evitar que os interesses da sociedade fiquem a mercê da subjetividade das análises realizadas pelas empresas de consultoria ambiental contratas pela Vale" e, assim, cada cidadão chegar às suas próprias conclusões.