Anatomia Dente

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Cheryll Witting

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Aug 3, 2024, 4:38:10 PM8/3/24
to acafwini

O dente uma das estruturas anatmicas e histolgicas mais individuais e complexas do corpo. A composio tecidual do dente s encontrada no interior da cavidade oral, e limitada s estruturas dentrias.

A anatomia do dente um assunto interessante, porm desafiador, que exige o conhecimento da anatomia da cabea e do pescoo e a ateno de qualquer profissional ou estudante da rea da sade. O dente humano muito especial, uma vez que ele cresce duas vezes durante a vida, so estruturas essenciais para a digesto mecnica dos alimentos e oferecem suporte a algumas caractersticas faciais.

Existe um total de trinta e dois dentes na cavidade oral de um adulto com dentio saudvel. Metade, ou dezesseis, so fixados maxila, enquanto a outra metade encontra-se na mandbula. Os nomes dos dentes em cada arcada so intuitivos - os dezesseis dentes superiores, que se fixam maxila, so chamados de 'dentes da arcada superior' ou 'dentes maxilares', enquanto os da metade inferior so chamados de 'dentes da arcada inferior', ou 'dentes mandibulares'. Cada arcada um espelho da arcada oposta, contendo tipos de dentes correspondentes, porm no idnticos.

Est se sentindo inseguro com todos esses nomes? Fazer testes e questionrios uma tima forma de aprender mais, e mais rpido! Que tal experimentar essa nova forma de aprender com o teste abaixo sobre os dentes?

O sistema de notao FDI leva esse nome pois foi desenvolvido pela Fderation Dentaire Internationale. Ele tambm conhecido como sistema ISO. considerado o padro internacional para a numerao e nomeao de dentes, conforme definido pela Organizao Mundial da Sade. Cada dente denotado por dois nmeros.

O sistema de numerao universal da American Dental Association usado principalmente nos Estados Unidos. Os dentes so numerados de 1 a 32; superiormente da direita para a esquerda e inferiormente da esquerda para a direita.

Como um exemplo desta notao, o segundo molar inferior esquerdo representado por 'LL7'. Esse mtodo de notao tornou-se cada vez mais popular como uma substituio ao sistema de Palmer devido ao fato de que pode ser gravado por meio de um teclado (uma limitao da notao de Palmer).

Alm dos nomes e numerao especficos, a anatomia dentria tambm nica nos tipos possveis de dentes e seus respectivos nmeros. As crianas possuem vinte dentes, chamados de dentes decduos, ou "dentes de leite", entre os seis meses e os seis anos de idade. Este grupo em seguida substitudo pela dentio permanente de trinta e dois dentes nos adolescentes e adultos.

A coroa do dente a parte visvel do dente na boca, enquanto a raiz encontra-se escondida sob a gengiva e o osso alveolar. Ela possui uma colorao branca perolada a amarela, dependendo da idade do indivduo, sua higiene oral e estilo de vida.

As razes dos dentes so as suas partes no visveis, responsveis por sua fixao na mandbula ou na maxila. Os dentes podem ter razes nicas, como ocorre por exemplo nos incisivos, caninos e primeiro pr-molares, ou mltiplas, como nos segundos pr-molares e molares, onde podem haver duas ou trs razes.

A camada mais externa que envolve a raiz dentria histologicamente diferente do esmalte, mas atua como seu equivalente abaixo da linha gengival, onde recobre toda a raiz do dente. Essa camada conhecida como cemento. O ponto de encontro entre o esmalte e o cemento chamado de juno cemento-esmalte.

Internamente ao esmalte e ao cemento, ao longo de toda a extenso do dente (tanto na coroa quanto na raiz), encontra-se uma camada chamada de dentina. Trata-se de uma camada de tecido macio, levemente mais escuro que o esmalte, que atua como uma cpsula de proteo para a camada mais interna do dente, a polpa, tambm conhecida como cavidade pulpar.

A polpa, que como mencionado anteriormente a camada mais interna do dente, tambm ocupa tanto a coroa quanto a raiz dentria. Nessa camada mais interna do dente encontram-se os nervos e os vasos sanguneos dentrios. O esmalte e a dentina devem estar intactos para que o dente permanea vivo e saudvel, e uma vez que qualquer bactria entre na cmara pulpar, o dano irreversvel.

A inervao e suprimento sanguneo dos dentes depende de vasos sanguneos e nervos que chegam s arcadas superior e inferior. Como a maxila uma parte da poro mdia da face e a mandbula parte da poro inferior da face, lgico assumir que elas possuem estruturas neurovasculares distintas.

O nervo maxilar, que a segunda diviso do nervo trigmeo (NC V/II), carrega fibras sensitivas para os dentes. Ele cursa lateralmente ao seio cavernoso, e deixa o crnio atravs do forame redondo, na fossa craniana mdia, em direo fossa pterigopalatina. Ali ele se divide, originando quatro ramos relevantes para a inervao dos dentes:

Antes de continuarmos para os ramos que diretamente inervam os dentes, algumas palavras precisam ser ditas sobre o nervo infraorbital. Esse nervo continua da fossa pterigopalatina atravs da fissura orbitria inferior para atingir o interior da rbita. Ele deixa a rbita atravs do forame infraorbital. Ali ele se divide em trs ramos que so o nasal, o palpebral inferior e o labial superior. Esses ramos suprem a cartilagem alar do nariz, a pele da plpebra inferior e o lbio superior, respectivamente.

Para entender melhor o trajeto dos nervos e vasos sanguneos em direo aos dentes, preciso conhecer a anatomia do crnio. Domine a anatomia do crnio rapidamente utilizando nossa apostila de exerccios!

O nervo alveolar superior posterior se curva lateralmente para a fissura pterigomaxilar e para o interior da fossa infratemporal. Ele cursa inferiormente atravs da superfcie infratemporal da maxila para formar a poro posterior do plexo dentrio superior e inervar o aspecto posterior do seio maxilar, bem como os dentes molares da arcada dentria superior.

O nervo alveolar superior mdio apresenta trajeto varivel conforme cursa inferiormente da poro mdia do plexo dentrio superior e inerva os aspectos medial e lateral do seio maxilar e os pr-molares. Ele pode ainda inervar a raiz mesiobucal do primeiro molar, se ela no for inervada pelo nervo alveolar superior posterior.

Finalmente, o nervo alveolar superior anterior cursa inferiormente para formar a poro anterior do plexo dentrio superior. Ele inerva o aspecto anterior do seio maxilar, bem como os dentes incisivos e caninos.

A partir da artria cartida externa emerge a artria maxilar, que supre os dentes de ambas as arcadas. A arcada superior irrigada especificamente por um plexo de trs ramos arteriais que incluem:

A artria alveolar superior posterior surge da terceira diviso da artria maxilar. Ela emerge na fossa craniana mdia antes que a artria maxilar entre na fossa pterigopalatina. Ela ento continua e entra na superfcie infratemporal da maxila para irrigar o seio maxilar, os dentes pr-molares e os dentes molares.

A artria alveolar superior mdia surge da artria infraorbital. Algumas vezes, entretanto, essa artria no est presente. Se estiver, ela emerge no interior do canal infraorbital, onde cursa inferiormente para irrigar o seio maxilar e o plexo arterial ao nvel do canino.

A artria alveolar superior anterior tambm surge da artria infraorbital, no mesmo nvel da artria alveolar superior mdia. Ela ento cursa juntamente com aquela artria para suprir a poro anterior da arcada dentria superior, o seio maxilar e os dentes anteriores.

No que diz respeito drenagem venosa, a veia alveolar superior posterior, a veia alveolar superior mdia e a veia alveolar superior anterior drenam o sangue venoso da arcada dentria superior para o plexo venoso pterigideo.

A artria maxilar d origem a um nico ramo que inerva os dentes da arcada inferior, que conhecido como artria alveolar inferior. Essa artria cursa inferiormente junto com o nervo alveolar inferior, e entra na mandbula atravs do forame mandibular. Ao nvel do segundo pr-molar, ele termina nos ramos da artria mentoniana e incisiva, aps ter irrigado todos os dentes da arcada inferior.

Cries dentrias so a causa mais bvia e mais comum de todas as queixas dentrias. Se deixada sem tratamento, elas podem destruir toda a estrutura do dente e, em casos severos, podem afetar os tecidos adjacentes da cabea e pescoo. As causas de doena dentria so muitas, e mais de um fator sempre responsvel e deve ser levado em considerao durante o diagnstico e planejamento teraputico de cada caso. A melhor forma de evitar essa condio, entretanto, limitar os fatores de risco, que incluem:

O esmalte um revestimento brilhante, duro e transparente do dente, sendo o tecido mais duro e forte do corpo humano. Tem a capacidade de suportar foras de 320 Newtons quando mordemos, apertamos ou moemos a alimentao.

A dentina compe a maior parte do corpo do dente. ela que confere a cor branca do dente. Embora se saiba que ao toque a dentina slida, microscopicamente se revela porosa (da precisar de uma cobertura de esmalte dura para a proteger contra os cidos produzidos pelas bactrias existentes na cavidade oral).

A polpa dentria encontra-se no dente, tanto a nvel da cmara pulpar como dos canais radiculares. ao fim ao cabo, um ncleo macio interno que contm vasos sanguneos, nervos e tecido conjuntivo fibroso. ela que fornece a nutrio ao dente durante o seu crescimento e desenvolvimento. Um vez o dente atingir o seu estado maduro, a polpa que contribui para os componentes nutricional e sensorial do dente. Um dente totalmente desenvolvido pode sobreviver sem polpa desde que a desvitalizao do camal radicular seja realizada.

o osso que faz a ancoragem do dente ao maxilar superior e mandbula. Dentes saudveis estimulam e mantm o tecido sseo saudvel e vice-versa. A perda dos dentes provoca perda do osso que os mantm no seu lugar. Isto pode revelar-se muito prejudicial para substituir os dentes com prteses e/ou implantes.

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