Peças musicais que podemos analisar

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Sep 28, 2011, 9:49:17 PM9/28/11
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Olá a todos,

 

Em razão da diversidade de obras e peças musicais que podem nos interessar, decidimos abrir um tópico para falar sobre o que pode ser analisado.

 

A princípio, qualquer música pode ser analisada. A etnomusicologia, que estuda a música dentro de diversos valores culturais, comprova que a música tem algum significado, independente da sua origem.

 

Numa determinada tribo do oriente, que não me lembro o nome, a música começa com uma grande fogueira, as pessoas usam roupas apropriadas e dançam todo o tempo. A entrada de cada instrumento de percussão, segundo eles próprios, significa a presença de uma entidade, um “deus” ou um elemento da natureza. Assim, mesmo para a música instrumental, existe um significado extra-musical para cada evento musical.

 

Olhando por esse ângulo, a “nossa” música, a música ocidental, parece não ter significado algum. Mas há, é muito sutil, mas existe. Ao estilo de nossa preferência, está associada uma determinada escala, instrumentação, condução harmônica e melódica, performance, escrita, acompanhamento etc... E estes elementos são justamente os “nossos” objetos de significado. São eles que dirão se o que estamos fazendo é valsa, rock, blues, jazz, MPB, erudito, etc.

 

O que muda de um estilo para outro e o que determina um estilo é alguma coisa que a teoria musical observa: o ritmo, a tonalidade (ou a atonalidade), a orquestração, etc. E pra ser criar algo novo é preciso conhecer o que foi criado, conhecer a fundo a músicas que nos agrada. E a nossa melhor ferramenta, o que nos permite identificar cada elemento é a análise, que é a teoria da prática de se fazer música.

 

Cada período, estilo ou vertente musical tem um “segredo”. Tem um motor que faz aquilo funcionar como tal. E não é difícil sacar esses elementos ou perceber no que ela difere daquelas que conhecemos. Pq os elementos são evidentes, imanentes, tão lá na música.

 

Alguns autores e grupos são clássicos e servem de ponto de partida:

Período barroco: Bach

Clássico: Beethoven ou Mozart

Romântico: Chopin ou Brahms

Pós romântico: Debussy ou Villa Lobos

Moderno, se alguém quiser: Pierre Boulez e Arnold Schoenberg

Agora, popular e mais recente: Beatles, Pink Floyd, Metallica, Rage Against the machine

Jazz: Miles Davis, Thelonious Monk…

 

Alguém conhece? Tem alguma idéia de repertório?

 

Aguardo a contribuição de todos

 

Abraço

 

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Dalva R. R. barbosa

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Sep 30, 2011, 6:04:12 PM9/30/11
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Olá a todos,
 
Estou sem tempo para “papos”, mas tenho lido os e-mails.
Fábio
 
No anexo “Cenas Infantis”  n.1 de Schumman.
Talvez seja uma boa peça porque é simples e dá para discutir harmonia.
 
Tenho muitas outras se quiseres. Por exemplo a versão piano de Sweet Child of Mine (Guns´n Roses), as famosas peças de Mozart e Beethoven..
 
 
abs,
 
Dalva
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CENAS INFANTIS SCHUMA1.pdf

Dalva R. R. barbosa

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Sep 30, 2011, 6:06:37 PM9/30/11
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Complementando a partitura enviada segue um link youtube
 
 
 
 
Sent: Wednesday, September 28, 2011 10:49 PM
Subject: [ABSOLUTOS] Peças musicais que podemos analisar
 

Olá a todos,

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Stela Comparini

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Sep 30, 2011, 6:19:51 PM9/30/11
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Olá, Pessoal,

Pra mim tudo é novidade e aprendizado, portanto bem-vindo. Gostei da sugestão da Dalva de Schumman. Depois desta sugiro algo mais recente como Pink Floyd que o Fabio citou.

Abraços,

Stela
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Dalva R. R. barbosa

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Sep 30, 2011, 6:42:15 PM9/30/11
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Atendendo a pedidos anexo pink floyd para Stella
 
Dalva
 
 
Sent: Wednesday, September 28, 2011 10:49 PM
Subject: [ABSOLUTOS] Peças musicais que podemos analisar
 

Olá a todos,

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pink_floyd--another_brick_in_the_wall.pdf

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Oct 3, 2011, 6:51:56 PM10/3/11
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Legal pessoal, gostei das sugestões.

 

Another brick in the wall – pink floyd

Cenas infantis nº1 – Schumann

 

Mais alguma idéia? O que vcs ouvem quando estão sós? O que lhes interessa observar mais de perto? É muito importante a sua sugestão, compartilhe conosco.

 

Abraços

 

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beto montenegro

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Oct 3, 2011, 8:53:19 PM10/3/11
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Ultimamente tenho me preocupado em ouvir a mim mesmo, quando chego em casa e vou pro quarto de empregada gravar as m... que faço, com minhas latas de tinta, tupperwares e etc..., procurando superar os problemas de andamento, gravando sem metrônomo e por aí afora. Não me preocupo com Schumann nem com Bach e tantos outros, pq eles estão muito além do pouco que sou. Não sei o que é a metade do que é postado aqui, estou muito aquém disso tudo. Portanto procuro me aprimorar errando, tocando e dando risadas de mim mesmo. Apenas faço a minha música, engraçada, errada, uma cena infantil, colocando mais um brick numa wall à qual dou o nome de aprendizado.
Me divirto comigo, me divirto com minha "música".
Mozart talvez me acharia muito louco.
Acho que sim.

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Sandinista .

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Oct 3, 2011, 10:36:27 PM10/3/11
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Reforço o time do beto montenegro (tem algum parentesco com o Oswaldo?? heheh)  no sentido de não ter a teoria incorporada, mas ser um amante da música pura e simples.
Nem de um lado, nem do outro. Só acho chato a galera que tem muita teoria e pouca sensibilidade. Creio que o Beto é como eu. Que ouve uma música uma vez e pega o violão ou o piano e consegue reproduzir a melodia. Mas isso é muito pouco. O 1% de inspiração é fácil, mas pra conseguir algo sólido faltam os 99% de transpiração.

Eu não dividiria em 99% x 1%, porque vejo muitos teóricos que simplesmente se mordem se não tiverem uma partitura na frente. Nem sabem pra onde vão. Então como em muitos outros aspectos da vida, o ideal é o equilíbrio.

Minha maior dificuldade é tentar compor, chegar no terceiro acorde e pensar "pra onde vou agora?". Pra onde ir é fácil, basta pegar uma música no mesmo tom e saber o que pode usar. Mas a questão maior é "pra onde PODERIA IR agora?".

Falei pra caramba, e no final queria propor isso. Uma música começada aqui, com apenas 2 compassos, e a discussão de "pra onde poderíamos ir a partir deste ponto". Pra um Am7, pra um Eb7-, pra um Xyz5%^1! ? Como podemos definir este destino?




2011/10/3 beto montenegro <beto.mo...@gmail.com>
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con...@escolaabsolutos.com.br

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Oct 4, 2011, 12:12:01 PM10/4/11
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Olá amigos tudo bem,

 

Concordo com vc Beto, é muito importante se ouvir e aprimorar sua técnica. Tocar, gravar, testar, errar, e tudo mais.

 

Mas discordo que Schumann ou Bach são muito além de nós. Schumann pode ser, no máximo, bom conhecedor e compositor da música até o ano de 1856, ano de sua morte. Bach (morreu em 1750) nem chegou a conhecer a música de Schumann. Ambos não conheceram Mahler (1860-1911), o mais importante maestro, que inclusive por seu perfeccionismo, encerra o período romântico. E, nem se fala na música de 1930 em diante. O rock, o pop, a MPB, o jazz, a musica erudita contemporânea, musica de cultura oriental etc. Nós temos a internet, o mp3, temos potencial pra conhecer infinitamente mais sobre música do que eles.

 

E, Sandi, Bach foi conhecido como um cara boêmio, assim como Mozart, que escapava pros bares pra tocar musica popular. Não sei se a teoria roubou sua sensibilidade, até pq uma música era trabalho e a outra diversão.

 

Quando vc toca no violão uma melodia que ouviu, faz isso pq conhece o instrumento e conhece música. Não sei a quanto tempo vc toca mas essa prática leva tempo pra se formar num músico. E só é alcançado separando-se a melodia do resto da música (ritmo, harmonia, interpretação, escrita), mediante a tentativa e erro. Estudando.

 

Na teoria musical, tbm separamos, treinamos e identificamos cada elemento. Assim quando o vemos novamente, falamos: olha uma terça aqui, olha uma escala tal ali, olha tal acorde acolá etc. A fazemos isso não por deficiência mas para aprimorar a audição musical, pra poder tirar de ouvido coisas como uma melodia complicada, um acorde ou um solo e, quando não conseguimos, lemos partitura.

 

Entende Sandi, um complemento. Não deixe de conhecer um pouco a partitura pq alguns caras são totalmente dependentes dela. Essa dependência da partitura se deu pelo estudo do cara, aquilo que o cara fazia todo dia e está ligado à profissão, tipo músico de orquestra ou coralista.

 

Penso que o fundamental da análise é conhecer a música pura e simples, como o Sandi falou, e devemos nos aprofundar naquilo que nos interessa. E quando conhecemos e analisamos muitas músicas podemos propor algo novo. Não o que já foi usado, mas o "pra onde PODERIA IR agora?".

 

Mas para o nível de detalhe q vc busca, Sandi, um Am7, um Eb7-, ou um Xyz5%^1 é necessário saber como que vc quer da música. A princípio, a resposta mais completa para essa proposta  (música começada aqui, com apenas 2 compassos, e a discussão de "pra onde poderíamos ir a partir deste ponto") seria simples: qualquer um, tanto se tratando de música popular como erudita.

 

O duro é vc malhar, transpirar conseguir algo solido, e outra pessoa dizer: olha é Bach. Num antigo ensaio meu o inicio era original mas cada vez que tentava continuar eu caía numa música conhecida, e não podia evitar.

 

Mas não queremos qualquer acorde, não queremos qualquer resultado, queremos uma sonoridade específica, estilo bem definido ou uma mistura e tal. Mas o que interessa a vcs? Quando ouvem música, o que vcs ouvem?

 

Abraço a todos

 

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Laura Mayumi

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Oct 4, 2011, 3:18:53 PM10/4/11
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Oi Pessoal!

Estou aqui quietinha mas acompanhando tudo...

Quanto a pergunta do Fabio, gostaria de compartilhar com vocês uma musicista que eu ADORO, acho que a maioria vai achar ela "meio" estranha, e talvez por isso é uma dessas que eu ouço "quando estou só", hehe. É a Amanda Palmer! Ela é a maior expoente do movimento chamado "punk cabaret", uma coisa que eu não sei definir direito, mas que basicamente mistura rock com punk com circo com melodias tristes e bonitas. Enfim. Esses dias conheci uma música nova dela, essa aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=Z5ErKq4o4sQ
e fiquei com muita vontade de tirar essa música, analisar, e escrever um arranjo pra ela, pois na minha cabeça eu consegui ouvir vários instrumentos e dinâmicas dando vida à musica!

Maaasss... apesar de ter certa facilidade para tirar melodias de ouvido, minha maior dificuldade é colocar isso na partitura, principalmente a parte rítmica.
Por isso, vim aqui pedir ajuda! Se tiverem sugestões de como posso começar e proceder..... agradeço!

Beijos e bons estudos a todos!

Lau.

Em 3 de outubro de 2011 19:51, <con...@escolaabsolutos.com.br> escreveu:
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con...@escolaabsolutos.com.br

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Oct 10, 2011, 11:17:53 AM10/10/11
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Oi tudo bem,

 

Diferente essa Amanda Palmer hein. A harmonia da musica é muito bonita mesmo.

 

Vai pra lista:

Cenas infantis nº1 – Schumann

Another brick in the wall – pink floyd

I Google you – Amanda Palmer

 

O que mais vcs ouvem?...vcs ouvem música, certo? Então compartilhe conosco!

 

Esta lista está aberta e podemos adicionar música a qualquer hora.

 

Mas agora já podemos escolher uma música e começar a ter contato com ela (ouvir, tirar, ler, improvisar, anotar, etc). Com calma, uma de cada vez, assim todos se concentram numa única peça, o que vcs acham?

 

Abraço

 

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Laura Mayumi

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Oct 14, 2011, 3:47:42 PM10/14/11
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Boa!
Por qual começamos??

Besos

Lau.
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Oct 14, 2011, 5:23:08 PM10/14/11
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Olá pessoal,

 

Por ordem de chegada, a sugestão da Dalva pode ser a primeira: Cenas infantis nº 1 (partitura anexa e vídeo http://www.youtube.com/watch?v=nw6qs_KJdbo ).

 

Encontrei uma interpretação dessa música por um famoso pianista, Lang Lang, segue o link pra vcs ouvirem (http://www.youtube.com/watch?v=NIdZH-2FTKQ&feature=related ).

 

Para analisar uma música como esta, de um período diferente e distante do nosso, é preciso ouvir com bastante atenção, de preferência com a partitura, buscando uma visão geral da peça.

 

E quem quiser pode pesquisar sobre o compositor e o período em que viveu. Isso pode nos ajudar a entender a peça e o que estava acontecendo ao seu redor.

 

Abraço a todos!!

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CENAS INFANTIS SCHUMA1.pdf

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Oct 17, 2011, 5:50:20 PM10/17/11
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Olá pessoal,

 

Imagino que todos já tenham ouvido a música. Por isso, agora já temos embasamento para realizar a análise.

 

Mas percebendo a dificuldade de se escrever sobre música, que é uma arte tão técnica, vou demonstrar como faço. Vamos pegar os dois primeiros compassos:

 

1.       A música está em 2 por 4. Ou seja um compasso com dois tempos. E, como sabemos e os ritmistas devem estar atento a isso, é formado por um tempo forte e um fraco - visto que não somos máquinas, alternamos entre forte e fraco assim como a batida do coração, naturalmente-. Isso já explica os acordes com alteração, estrategicamente, posicionados em tempo fraco.

2.       A tonalidade é aquela que contém uma alteração (fa#), como indicado na clave de sol e de fá. Quem conhece o ciclo de quintas sabe que essa alteração aparece no tom de Sol Maior ou Mi Menor.

3.       Observando o tempo 1 do primeiro compasso, a nota mais grave sol, seguido de si, re e sol, parece indicar que a música começa com o acorde de Sol (G), I grau. O acorde do segundo tempo, com suas alterações, parece realizar duas aproximações cromática (de sib para lá e de do# para ré), função de dominante da dominante ou V/V.

4.       O primeiro acorde do segundo compasso, um ré seguido de lá, fa# e ré, forma o acorde de Ré (D), função de dominante ou V grau. No segundo acorde, o sinal de bequadro vem advertir que a nota dó, que antes foi alterada para dó#, é agora dó natural (acidente de precaução). Sendo assim, fa#, dó, ré e lá formam o acorde de Ré com sétima (D7), porém como o fá# é a nota mais grave, forma um Ré com sétima com baixo em fá# (D7/F#).

 

Os elementos em vermelho indicam a função do acorde e abaixo segue a cifra:

 

                                 I                    V/V                       V

                                 G                                                 D                         D7

 

Os compassos 1 e 2 são repetidos nos compassos 3 e 4, de forma literal, sem modificações:

 

Essas informações ajudaram? Com elas, alguém consegue continuar a análise?

 

Abraço a todos

 

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Stela Comparini

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Oct 30, 2011, 6:40:03 PM10/30/11
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Oi Pessoal,

Pesquisei um pouco sobre o compositor.
Robert Schumann

Schumann foi um músico e pianista alemão (1810-1856). Ele estudou direito mas sua verdadeira paixão era a música. Ele teve uma doença: ele estaria escutando a nota lá em todos os lugares, o que lhe perturbou profundamente. Achei este fato interessante.

A música está, portanto, em Sol Maior, já que começa e termina com um acorde de G. 

Continuando os próximos três compassos:

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     (3)         IV                                               V               I
                 C                                               D7             G

Está certo? Alguém sabe quais são os acordes que estão faltando? O segundo acorde do terceiro compasso é mi, sol, do, sol. Seria do com baixo em mi (D/E)? Ou um acorde de mi, mas a quinta (si) é substituída pelo do? 

Quebrei a cabeça e só consegui chegar nisso, por enquanto. 

Abraços
Stela
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Oct 31, 2011, 1:23:17 PM10/31/11
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Legal Stela,

 

Parabéns pela pesquisa, a doença de Schumann é uma disfunção do aparelho auditivo que provoca a sensação auditiva de freqüências específicas.

 

Porém, é possível sentir isso como mecanismo de defesa e proteção do sistema auditivo. Quando vamos à um evento com música muito alta, ou ficamos próximos do auto-falante, parte do ouvido interno se contrai e relaxa, dando sensação de audição que fica bem evidente, mais tarde, em ambiente silencioso.

 

Quanto ao acorde de dó com baixo em mi, Stela, a cifra correta é C/E (compasso 6). O restante está correto!!

 

E o acorde seguinte (compasso 7), alguém tem uma idéia de que acorde pode ser?

 

Abraço

 

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