Queridas e queridos colegas.
A Rede de Pesquisa em Radiojornalismo (RADIOJOR) está com chamada aberta para quem deseja participar da fase interna de Leitura Crítica dos artigos até 16 de agosto. A Rede convida pesquisadores e pesquisadoras a submeterem trabalhos em uma de suas três sessões coordenadas de rede aprovadas para o 21º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor 2023, que se realizará em Brasília, na UnB, de 8 a 10 de novembro. Abaixo, relacionamos as três sessões e suas ementas.
A submissão de trabalhos foi prorrogada pela SBPJOR até o dia 21 de agosto.
Quem estiver interessado em participar da Leitura Crítica deve enviar o artigo para a coordenação da Rede (Luãn Chagas e Valci Zuculoto), nos nossos e-mails: luan....@ufmt.br ; valzu...@hotmail.com
Utilizem como Linha de Assunto: [RADIOJOR SESSÃO X] AUTOR/ES/AS, TITULAÇÃO DE CADA AUTOR/A, INSTITUIÇÃO, TÍTULO ARTIGO
Após a Leitura Crítica, cada autor/a deverá fazer a submissão no site do evento. E cada artigo também terá, individualmente, avaliação cega de pareceristas ad hoc da SBPJor. Ou seja, a pré-seleção da RadioJor e a participação na Leitura Crítica não significa que o trabalho já está previamente aprovado para apresentação e participação no evento.
Os artigos devem seguir as normas dos templates da SBPJor (busquem aqui https://eventos.galoa.com.br/sbpjor-2023/page/2778-inicio). Notem que a SBPJor exige, no momento da submissão final (que é feita por cada autor/a), no site do evento, o envio de dois arquivos: um com autoria e outro sem qualquer marca de autoria, para a avaliação cega de pareceristas.
Para a nossa fase interna de Leitura Crítica, basta enviar no template com autoria.
Atenção 1: por favor, encaminhem copiando todes autores/as do seu artigo, em caso de coautorias. Todas/os devem participar da Leitura Crítica.
Atenção 2 : o foco dos artigos precisa ser jornalismo sonoro para ter aderência à Rede e ao evento.
Também solicitamos que leiam com atenção a chamada da SBPJor (https://site.sbpjor.org.br/wp-content/uploads/2023/06/CFP-SBPJOR-2023.pdf).
Calendário RadioJor 2023:
16/08 - Conclusão da Leitura Crítica interna da RadioJor
21/08 - Encerramento do prazo para submissão dos artigos no site do evento da SBPJor . Cada autor/a é responsável por submeter seu trabalho.
Abraços radiojornalísticos,
Luãn Chagas e Valci Zuculoto
Coordenação RadioJor
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RADIOJOR - A pesquisa sobre áudio e radiojornalismo: critérios de qualidade - SESSÃO 1
RADIOJOR - Research on audio and radio
journalism: quality criteria - SESSÃO
1
RADIOJOR - Investigación sobre periodismo sonoro y radiofónico: criterios de calidad -
SESSÃO 1
Autores:
Luan Chagas (UFMT)
Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)
A mesa 1 da RADIOJOR acolhe reflexões críticas, abordagens teóricas e trabalhos empíricos sobre as dinâmicas do jornalismo sonoro, produções, aprimoramentos e critérios de qualidade no âmbito da gestão, programação e produção. Nos últimos 20 anos, pesquisadores e pesquisadoras de rádio contribuíram efetivamente para pensar o jornalismo brasileiro nos encontros da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR). Na atualidade, surgem novas concepções, desafios, olhares e definições que ampliam a compreensão do rádio como uma instituição social que busca dar conta da transformação do próprio campo jornalístico para além das mídias impressas ou audiovisuais (MEDITSCH, 2001). A importância da informação apurada, de qualidade, com diversidade de pontos de vista, tendo o som como elemento âncora (OLIVEIRA; SANTOS; VAN DER KELLEN, 2021), constitui também bases da compreensão do jornalismo como uma forma de conhecimento. Nesse contexto, interessa-nos discutir alguns desafios das múltiplas dimensões do rádio expandido (KISCHINHEVSKY, 2016) e hipermidiático (LOPEZ, 2010) quando articuladas com a centralidade da informação. Exemplo disso está na necessidade de definições conceituais que compreendam o radiojornalismo em um país marcado por diferentes estratégias de atuação de Norte a Sul do país. Outro ponto que se alinha ao escopo da sessão é o desenvolvimento de metodologias que priorizem as sonoridades e suas especificidades pensando as características da linguagem sonora em suas diferentes expressões. A adaptação do conceito de jornalismo de qualidade ao jornalismo sonoro, ressaltando indicadores e o interesse público como valor de referência universal, também continua como um desafio da pesquisa em radiojornalismo no contexto coletivo da RadioJor. O que se dá também com temas correlatos, tais como: avaliação de qualidade editorial, confiabilidade nas notícias, qualidade no trabalho dos(as) radiojornalistas, aportes sonoros ao jornalismo, o som como elemento âncora da reportagem. Discute-se ainda a qualidade como conceito multidimensional da narrativa em áudio nos aspectos da edição e sonoplastia.(NICOLETTI, 2019; GUERRA, 2010). A adaptação desses critérios com o entendimento das especificidades presentes no áudio e radiojornalismo é parte do debate coletivo de construção de pesquisas conjuntas a partir da diversidade regional presente na rede RadioJor. Por isso, propõe-se articular também os métodos de análise dos objetos sonoros e as características locais ou nacionais de emissoras que atuam nas cinco regiões brasileiras. Também interessam-nos estudos que tenham os podcasts jornalísticos como objetos, suas características e especificidades, linguagem e narrativa dentro da segunda era das produções no contexto do rádio informativo. Desta forma, busca-se evidenciar e compreender o cenário contemporâneo e os desafios do jornalismo sonoro no Brasil.
Palavras-chave:
Referências bibliográficas gerais:
GUERRA, Josenildo. Indicadores de Desenvolvimento da Mídia: Marco para avaliação do desenvolvimento dos meios de comunicação. Brasília: UNESCO, 2010.
KISCHINHEVSKY, Marcelo. Rádios e Mídias Sociais: mediações e interações radiofônicas em plataformas digitais de comunicação. Rio de Janeiro: Mauad X, 2016.
LOPEZ, Débora Cristina. Radiojornalismo hipermidiático: tendências e perspectivas do jornalismo de rádio all news brasileiro em um contexto de convergência tecnológica. Covilhã: UBI/LabCom Books, 2010.
MEDITSCH, Eduardo. O Rádio na Era da Informação – Teoria e técnica do novo radiojornalismo. Florianópolis: Insular, 2001.
NICOLETTI, Janara. Reflexos da precarização do trabalho dos jornalistas sobre a qualidade da informação: proposta de um modelo de análise. Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, Florianópolis, 2019.
OLIVEIRA, Madalena; SANTOS, Francisco Sena; VAN DER KELLEN, Miguel. O som como elemento âncora da reportagem. In: COELHO, Pedro; REIS, Ana Isabel; BONIXE, Luiz (Orgs.). Manual de Reportagem. Covilhã: Labcom Comunicação e Artes, 2021.
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RADIOJOR - Protagonismo das mulheres no áudio e radiojornalismo brasileiro - SESSÃO 2
RADIOJOR - Protagonism of women in Brazilian
audio and radio journalism - SESSÃO 2
RADIOJOR - Protagonismo de la mujer en el periodismo de audio y radio brasileño - SESSÃO 2
Autores:
Luan Chagas (UFMT)
Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)
A mesa 2 da RADIOJOR acolhe pesquisas que contribuam para a revisão do relato histórico da conformação do jornalismo brasileiro em áudio e rádio ao utilizarem o gênero como categoria de análise (SCOTT, 1995). Destaca a relevância dessa abordagem ao observar que o apagamento de figuras femininas que contribuíram para o desenvolvimento das ondas hertzianas, do rádio e do próprio jornalismo sonoro é uma característica histórica do meio bem como do conhecimento produzido sobre ele (BETTI; ZUCULOTO, 2021). Para além da invisibilização das mulheres, faz-se necessário interpretar o contexto atual a partir de diferentes cenários de investigação que compreendam o gênero a partir da interseccionalidade, estabelecendo diálogo com questões de raça, etnia, classe, sexualidade e geração, concebendo-as como dimensões fundamentais para pensar a colonialidade. Esta perspectiva permite questionar estruturas, padrões, hierarquias e relações de poder que, geralmente, implicam na subvalorização e na exploração do trabalho feminino e, ao mesmo tempo, reconhecer a inventividade, a originalidade e a potência da atuação das profissionais em diferentes contextos políticos, culturais e geográficos. Assim, problematizando a naturalização da hegemonia masculina encoberta pela pretensa universalidade do relato histórico e de padrões estabelecidos para as práticas profissionais (FERRO; GOMES; ZUCULOTO, 2023), pretende-se reunir propostas que contribuam para superar as invisibilidades, os apagamentos e as violências a que as mulheres foram e ainda estão submetidas. Nesse sentido, interessam reflexões críticas, abordagens teóricas e estudos empíricos que enfoquem as relações de gênero na experiência histórica das mulheres jornalistas, evidenciando suas contribuições na constituição centenária do rádio no país em diferentes tempos, espaços e localidades. Igualmente, integram o escopo da sessão investigações que busquem apreender as práticas e processos em andamento, em particular no âmbito da inovação tecnológica, da experimentação e da consolidação de novas formas de produção, circulação e consumo da informação jornalística sonora, a partir da mirada de gênero (VEIGA, 2014). Evidencia-se que questões de gênero, em seu sentido mais amplo, tornaram-se fundamentais para pensar as novas configurações da produção e do trabalho em áudio e rádio, considerando o caráter ainda conservador da radiofonia brasileira. Esta sessão pretende agrupar trabalhos que discutam a atuação das mulheres no jornalismo sonoro brasileiro, analisando as múltiplas dimensões do exercício profissional com foco na divisão de papéis, áreas e funções, no registro de pioneirismos e protagonismos femininos, na compreensão das desigualdades e desafios suscitados pelo contexto social, político e/ou cultural de cada período.
Palavras-chave:
jornalismo sonoro; gênero; mulheres; protagonismo feminino; história das mulheres; radiojornalismo
Referências bibliográficas gerais:
BETTI, Juliana Gobbi; ZUCULOTO, Valci. A história (das mulheres) do rádio no Brasil - uma proposta de revisão do relato histórico. In: ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA DA MÍDIA, 13, 2021, Juiz de Fora (MG), Brasil. Anais eletrônicos [...]. São Paulo: Alcar, 2021.
FERRO, Raphaela Xavier de Oliveira; GOMES, Juliana; ZUCULOTO, Valci Regina Mousquer. A voz como marcador de exclusão de gênero no radiojornalismo brasileiro. Anais do 32o Encontro Anual da Compós, Universidade de São Paulo (USP). São Paulo - SP. 03 a 07 de julho de 2023 .
MATTOS, Ediane Teles de; ZUCULOTO, Valci Regina Mousquer. A constituição histórica da presença da mulher no radiojornalismo esportivo brasileiro. In: Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom, 40. Anais eletrônicos [...]. Curitiba, 2017.
RADIOFONIAS: Revista de Estudos em Mídia Sonora. Mariana, MG: Universidade Federal de Ouro Preto, v. 13, n. 1, dez. 2022. Trimestral. Dossiê Rádio e Gênero. Disponível em: https://periodicos.ufop.br/radiofonias/issue/view/394.
VEIGA, Márcia. Masculino, o gênero do jornalismo: modos de produção das notícias. Florianópolis: Insular, 2014.
ZUCULOTO, Valci; BETTI, Juliana Gobbi; FARIAS, Karina Woehl de. Desafios epistemológicos da perspectiva de gênero nos estudos radiofônicos. In: CONGRESO DE LA ASOCIACIÓN LATINOAMERICANA DE INVESTIGADORES DE LA COMUNICACIÓN (ALAIC), 12, 2022, Buenos Aires, Argentina. Anais eletrônicos [...]. São Paulo: Alaic, 2022.
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RADIOJOR - Reconfigurações do jornalismo sonoro e desinformação - SESSÃO 3
RADIOJOR -Reconfigurations of sound journalism and disinformation-SESSÃO 3
RADIOJOR -Reconfiguraciones del periodismo sonoro y la desinformación-SESSÃO 3
Autores:
Luan Chagas (UFMT)
Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)
A mesa 3 da RADIOJOR acolhe reflexões críticas e trabalhos empíricos sobre desafios contemporâneos da pesquisa sobre o jornalismo sonoro brasileiro. A ampliação de canais informativos, o rádio expandido e hipermidiático que se desenvolve em emissoras que estão no AM e no FM, mas também em canais como Youtube e a TV por assinatura são partes do contexto que envolve a ecologia de mídia na atualidade. É parte desse processo também o movimento de desigualdade, de discursos de ódio ou então desinformativos motivados por movimentos populistas e neoconservadores que têm a extrema-direita como base político-social (GUAZINA, 2021). Torna-se preocupante a ascensão de vozes e a seleção de fontes alinhadas ao extremismo e à defesa de pautas conservadoras (CHAGAS, 2023). O contexto do jornalismo sonoro em linhas editoriais que seguem esses padrões também se vê na constituição do trabalho multitarefa, no surgimento de novas funções no radiojornalismo e, ao mesmo tempo, no crescimento do jornalismo sentado e ausente do palco dos acontecimentos. Os riscos dessa reorganização do trabalho jornalístico vão desde os baixos salários e a precarização da profissão até os constrangimentos organizacionais que afetam diretamente na diversidade de pontos de vista e na importância de pautas culturais, locais ou aprofundadas diante do cenário em que estamos inseridos. Repensar as dinâmicas da reportagem e do jornalismo interpretativo se torna fundamental para debater a pesquisa e o futuro do jornalismo sonoro (ZIMMERMANN, 2022). As dinâmicas de produção e especificidades do podcasting jornalístico também fazem parte do contexto de pesquisa que busca aprofundar as características da construção noticiosa em torno dos produtos (VIANA, 2023; VIANA; CHAGAS, 2020). Interessa-nos discutir e refletir sobre critérios de noticiabilidade e valores notícia, as novas rotinas produtivas e os valores da comunidade interpretativa de radiojornalistas e produtores(as) de podcasting jornalístico. Aceitamos propostas sobre o trabalho em emissoras de radiojornalismo e em coletivos e empresas não radiofônicas que produzem podcasts jornalísticos. Também acolhemos trabalhos acerca da cobertura político-eleitoral, a seleção das fontes, diversidade e pluralidade, o conhecimento no radiojornalismo, modelos e formatos de programação, linguagem, interação com ouvintes, financiamento, objetividade, valores-notícia e critérios de noticiabilidade, história do radiojornalismo e dos(as) radiojornalistas, história das mulheres no radiojornalismo, decolonialidade e rádio, radiojornalismo especializado e segmentado. A necessidade de compreender pautas diversas e alinhadas ao interesse público é também um desafio das produções e do trabalho jornalísticos quando pensadas na área da cultura, da música, de grandes eventos e coberturas (FERRARETTO, 2007; GOLIN; PIANEGONDA; FREITAS, 2011).
Palavras-chave:
Programação Radiojornalística; Radiojornalistas; Desinformação; Podcasts.
Referências bibliográficas gerais:
CHAGAS, Luãn José Vaz. Jornalismo declaratório e a naturalização dos fatos na seleção das fontes. Contemporanea, comunicação e cultura - v.20 – n.02 – mai-ago 2022.
GUAZINA, Liziane. Populismos de direita e autoritarismos apontamentos teóricos para estudos sobre a comunicação populista. Mediapolis, v. 12, nº12, 2021.
GOLIN, Cida; PIANEGONDA, Natália; FREITAS, Ana Laura Colombo de. Jornalismo cultural no rádio: recursos de linguagem e o tratamento da cultura em reportagens. In: 70 anos de radiojornalismo no Brasil, 1941-2011. MOREIRA, Sônia Virgínia (org.). Rio de Janeiro: EdUERJ, 2011.
VIANA, Luana. Jornalismo narrativo em podcast: imersividade, dramaturgia e narrativa autoral. 1. ed. Florianópolis: Editora Insular, 2023.
VIANA, Luana; CHAGAS, Luan José Vaz. Categorização de podcasts no Brasil: uma proposta baseada em eixos estruturais a partir de um panorama histórico. In: XIII Encontro Nacional de História da Mídia, Juiz de Fora, 2021.
ZIMMERMANN, Arnaldo. Reconfigurações da reportagem radiofônica brasileira: análise e proposta de redefinição das modalidades contemporâneas a partir dos casos CBN, Jovem Pan News e Gaúcha. 359f. Tese (Doutorado em Jornalismo) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2023.