Hannah BLUE
unread,Jan 16, 2008, 12:26:03 AM1/16/08Sign in to reply to author
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to Midiateca da HannaH
ANATOMIA DA MEDULA ESPINHAL
Medula Espinhal
Miolo, “o que está dentro”.
• É o órgão mais simples do sistema nervoso central;
• Onde o tubo neural foi menos modificado durante o desenvolvimento
Constitui-se de uma massa cilindróide de tecido nervoso situado dentro
do canal vertebral;
• Mede aproximadamente 45 cm no homem adulto.
• Limitada cranialmente pelo bulbo
• O limite caudal da medula situa-se aproximadamente na 2ª vértebra
lombar.
• Termina afilando-se para formar o cone medular
• Continua com um delgado filamento meníngeo – filamento terminal
Estrutura Geral da Medula:
• Formato aproximadamente cilíndrico, achatado no sentido ântero-
posterior
• Seu calibre não é uniforme, apresentando duas dilatações:
o Intumescência cervical
o Intumescência lombar
Correspondem às áreas em que os plexos braquial e lombossacral fazem
conexão com a medula.
A superfície da medula apresenta sulcos longitudinais que percorrem
toda sua extensão:
• Sulco mediano posterior
• Fissura mediana anterior
• Sulco lateral anterior
• Sulco lateral posterior
Nos sulcos laterais anteriores e posteriores fazem conexão,
respectivamente, as raízes ventrais e dorsais dos nervos espinhais.
A substância cinzenta localiza-se internamente à substância branca da
medula espinhal.
Possui forma de borboleta, ou “H”
• São distinguíveis o Canal do Epêndima três colunas na substância
cinzenta:
o Anterior
o Posterior
o Lateral (ao nível da medula torácica e parte da lombar)
A substância branca é formada por fibras (maioria mielínicas)
ascendentes ou descendentes, que são agrupadas em três grandes grupos
(ou cordões) denominados Funículos:
• Funículo anterior
• Funículo lateral
• Funículo posterior.
Conexões com os nervos espinhais:
As raízes dorsais e ventrais conectam os nervos espinhais à medula
Os nervos espinhais são formados pela união das raízes dorsais e
ventrais, que ocorre distalmente ao gânglio da raiz dorsal.
• Ambas se dividem em vários filamentos (filamentos radiculares), os
quais fazem a conexão com a medula espinhal;
• Considera-se segmento medular de um determinado nervo a região da
medula em que onde fazem conexão os filamentos radiculares que entram
na composição deste nervo.
Ao todo, existem 31 pares de nervos espinhais, os quais correspondem a
31 segmentos medulares:
Oito cervicais
Doze torácicos
Cinco lombares
Cinco sacrais
Um coccígeo.
Topografia Vertebro-medular:
A medula no adulto não ocupa todo o canal vertebral
Termina próxima à segunda vértebra lombar
Abaixo deste nível, o canal vertebral contém apenas as meninges e as
raízes nervosas dos últimos nervos espinhais.
Estes, dispostos em torno do cone medular e juntamente com o
filamento terminal formam a Cauda Eqüina.
As diferenças de tamanho entre o canal vertebral e a medula resultam
de ritmos de crescimento diferentes
• Até o 4º mês intra-uterino, cada par de nervos espinhais ocupa o
respectivo forame intravertebral;
• Após este período, o canal vertebral cresce mais rapidamente, sem,
contudo, mudarem as relações entre os nervos espinhais e as
vértebras.
Como conseqüência desta diferença, os segmentos medulares não estão
topograficamente relacionados com as respectivas vértebras.
• O que é de grande importância clínica para diagnóstico, prognóstico
e tratamento de lesões vertebromedulares.
Envoltórios da medula:
Como todo o SNC, a medula é revestida por três membranas fibrosas
denominadas meninges:
• Dura-máter
o Mais externa e espessa
o Formada por abundantes fibras colágenas
o Envolve toda a medula, formando o saco dural.
• Aracnóide
o Disposta entre a dura e a pia-máter
o Compreende um folheto justaposto à aracnóide e um emaranhado de
trabéculas.
• Pia-máter
o Meninge mais delicada
o Adere intimamente ao tecido nervoso, penetrando na fissura mediana
anterior.
Espaços intermeníngeos:
• Espaço epidural (ou extradural):
o Situa-se entre a dura-máter e o periósteo do canal vertebral;
o Formado pelo tecido adiposo e pelo plexo venoso vertebral interno;
o Onde se aplica a anestesia epidural (ou peridural).
• Espaço subdural:
o Situado entre a dura-máter e a aracnóide
o Fenda estreita, contendo pouca quantidade de líquido.
• Espaço subaracnóideo:
o Situado entre a aracnóide e a pia-máter;
o Contém grande quantidade de líquido cérebro-espinhal (líquor);
o Bastante explorado em função das características anatômicas das
meninges na região lombar da coluna vertebral:
O saco dural e a aracnóide terminam em S2, e a medula propriamente
termina em L2.
O espaço subaracnóideo entre estes dois níveis é maior.
Isto permite exploração clínica para:
1. Retirada de líquor para fins terapêuticos ou de diagnóstico;
2. Medida da pressão do líquor;
3. Introdução de substâncias que aumentam o contraste das radiografias
(ar hélio e certos sais de iodo) para facilitar diagnósticos;
4. Introdução de anestésicos (anestesias raquidianas).