Regra áurea
Retirado do livro Presente diário
No final do texto você encontrará esta passagem de Lucas 10: 25 – 37, mas para iniciarmos leia Mateus 7: 12, que diz assim: “— Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês....”
Sei o quanto é custoso e difícil enxergar nossas próprias ações, pois temos um grande empecilho: a parcialidade. Somos parciais principalmente conosco mesmos. E não somente conosco, mas também com quem nos interessa, faz parte de nosso convívio ou por quem nutrimos afeto.
Temos o costume de reclamar do tratamento que recebemos dos outros e nos esquecemos de como os tratamos. Queremos ser acolhidos, mas desprezamos. Queremos ser auxiliados, mas somos indiferentes. Queremos ser honrados, mas humilhamos. Não gostamos de ser criticados, mas criticamos – e sempre achamos que poderíamos ter feito melhor. Sentimo-nos no direito de ter sempre a preferência, mas se alguém recebe algum privilégio, não aceitamos. Somos exigentes com os outros, mas condescendentes conosco mesmos. Nem sempre gostamos de ser tratados da forma que tratamos o nosso próximo.
Queremos ser ajudados em nossos problemas, mas fechamos os olhos aos problemas dos outros. Temos uma imensa dificuldade em aceitar a opinião de outra pessoa e respeitar sua maneira de pensar, mas muitas vezes queremos impor as nossas. Quando nos dispomos a discutir, preferimos ser ouvidos, mas temos uma barreira quase intransponível para ouvir. Não compreendemos o outro, mas nos angustiamos quando não nos entendem. Julgamos a aparência e atitudes das pessoas, mas nos indignamos quando nos olham com maus olhos. Fazemos comentários maliciosos e revelamos segredos dos outros, mas vamos à forra quando somos difamados ou expostos.
Claro que não acho que seja agradável receber um tratamento inadequado, porém mais importante do que se entristecer com o tratamento ruim recebido é sentir o mesmo pesar quando nós não tratamos bem o próximo. Pense nisso!
Antes de agir ou falar, é bom pensar em como eu me sentiria se agissem ou falassem assim comigo.
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Marco Garcia & Cristina
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Lucas 10: 25-37 - A parábola do bom samaritano
25 Um mestre da Lei se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra Jesus, perguntou:
— Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
26 Jesus respondeu:
— O que é que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? E como é que você entende o que elas dizem?
27 O homem respondeu:
— “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.”
28 — A sua resposta está certa! — disse Jesus. — Faça isso e você viverá.
29 Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou:
— Mas quem é o meu próximo?
30 Jesus respondeu assim:
— Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto.31 Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada. 32 Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. 33 Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele. 34 Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele.
35 No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo:
— Tome conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele.
36 Então Jesus perguntou ao mestre da Lei:
— Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?
37 — Aquele que o socorreu! — respondeu o mestre da Lei.
E Jesus disse:
— Pois vá e faça a mesma coisa.