Disparado, o melhor email das eleições 2010

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cucchiaro

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Oct 15, 2010, 8:41:00 PM10/15/10
to MarinaDarrigo


Dra. Giulietta A. Cucchiaro
Rua Itália, 438
Campinas - SP CEP- 13070-292
Tel./Fax (19) 32411699/32411547


Mensagem original
De: Nadir Nogueira Giovanelli < giovane...@hotmail.com >
Para: undisclosed-recipients
Assunto: FW: ENC: Disparado, o melhor email das eleições 2010
Enviada: 15/10/2010 15:27



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Vejam o que é o PT, lula, dilma e ciro. Uma cambada.
 


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 Declarações do Ciro Gomes sobre PT e Dilma são perfeitas.

Temos que divulgar já que agora ele é o coordenador da campanha da Dilma ....

 

 O PSDB deveria  utilizar esta propaganda a seu favor....... E não é só o
 Ciro quem acha isto, outros que apoiam o PT acham a mesma coisa, só que
 vão todos mamar........
 Meus amigos, vejam que hilário este vídeo..  agora é um dos coordenadores
 da campanha da tia "dilma"..Veja o que ele diz neste vídeo...
 Inacreditável... O Serra não precisa mais fazer campanha, basta veiculá-lo
 no horário eleitoral....

 

 


é só clicar no link abaixo: 
 
 http://www.youtube.com/watch?v=pOO1M8OZpEI&feature=player_embedded

 
 

Ana

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Oct 18, 2010, 1:47:52 AM10/18/10
to is...@googlegroups.com

As estratégias do fascismo e a candidatura Serra

Rodrigo Guéron

Professor UERJ

Paul Virilio, filósofo e arquiteto francês, conta no seu livro “Guerra e Cinema” que as primeiras fotos que correram o mundo com alguns dos horrores dos campos de concentração nazistas foram distribuídas por ordem do próprio Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Em seguida, Goebbels divulgou uma nota à imprensa do mundo inteiro declarando-se “horrorizado com o tipo de propaganda que fazem contra nós estes comunistas e judeus”.

Enquanto John McCain, o candidato conservador à presidência dos Estados Unidos, recusou alguns ataques fundamentalistas a Obama em certos momentos da campanha eleitoral, no Brasil José Serra alimenta e navega satisfeito na onda de difamações, calúnias e terror psicológico contra a candidatura Dilma Roussef. Sua campanha, depois de trazer o fundamentalismo religioso para o debate eleitoral, de colocar sua mulher na rua dizendo que a Dilma “mata criancinhas”, usou uma manchete mentirosa do Globo que dizia que a Dilma ia assinar um documento contra a União Civil Gay (o que não aparecia no próprio corpo da notícia) para posar de “ liberal” e dizer que era a favor dessa união.

Ontem, a polícia federal entrou numa gráfica que imprimia mais de 2 milhões de panfletos que acusavam a Dilma de “aborteira”, falsamente assinados pela CNBB, mas feitos por ordem de um bispo ( com dinheiro de quem?). Enquanto isso Serra e Tasso Jereissati ( que acaba de ser derrotado na eleição para senador) iam a uma missa no Ceará onde panfletos semelhantes eram distribuídos ( neste caso diziam que a Dilma era “ aborteira”, que tinha ligações com as Farcs, era corrupta etc e tal). Um padre se indignou, disse aos fiéis que aqueles panfletos não tinham nada a ver com a igreja e com aquela celebração ( que era para São Francisco…). Jereissati então começou a ofender o padre, chamou o de “padre petista” e militantes do PSDB foram atrás do religioso que teve que sair da igreja protegido.

Quando Lula reclamou dos ataques que Dilma tem sofrido da imprensa, quando disse que esta age como partido político e que tem candidato, mas se apresenta como “imparcial”, foi acusado de ser “contra a liberdade de imprensa”. Por outro lado ninguém viu no jornal Nacional, nem no Globo, nem na Veja (uma pequena nota na FSP), que Serra mandou desligar a câmera numa entrevista para a jornalista Marcia Peltier, dizendo que aquele tipo de pergunta não respondia, que ia embora e era para fingir que ele não tinha estado ali. As imagens do Serra fazendo isso foram entregues ao próprio pela direção da CNT ( que vergonhoso gesto para um jornalista…), mas o áudio, gravado no celular de um outro jornalista que estava na platéia, está na rede.

Imaginem se fosse a Dilma que tivesse mandado desligar a câmera? Íamos ver as imagens repetidamente no Jornal Nacional e similares durante dias. Dilma é então acusada de ser uma “ameaça a liberdade de imprensa” por aqueles que censuram, manipulam e até inventam fatos contra a sua campanha. O fascismo sempre agiu assim, acusa os outros do que está fazendo. Goebels, como vimos, pousou de vítima dos judeus e comunistas que estava exterminando.

Dilma também foi acusada, no início da campanha, de “mandar preparar dossiês contra Serra e a sua família”: dossiês que ninguém leu. Enquanto isso os que fizeram essa acusação despejam um dossiê gigante e ininterrupto de calúnias contra ela. A tática de propaganda fascista é esta da confusão, da acusação, da repetição de uma mentira sistemática até virar verdade, da demonização e escolha de bodes espiatórios. O fascismo é violento não apenas porque mente e cassa a palavra das pessoas ( como houve com Maria Rita Kehl, demitida do Estadão apenas por ter escrito que a elite brasileira não admite que os votos dos pobres tenham o mesmo peso que os dela); é mais do que isso: o fascismo usa uma estratégia de afetos de medo e ódio, disseminando-os de forma que cada uma das pessoas se torna não apenas vítima, mas agentes mesmo deste afetos: é uma mobilização política que passa por dentro dos corpos, dos desejos, do sistema nervoso das pessoas, e ganha essa dimensão macro porque é antes micropolítica.  Fascismo não é apenas proibir as pessoas de dizer ou fazer algo, fascismo é forçá-las a falar e fazer algo.

Cada uma das grandes corporações de comunicação do país, onde predominam 4 ou 5 famílias oligárquicas ( os Marinhos, os Frias, Os Mesquita, os Civita…) foi fundamental na mobilização entre as classe médias e as elites que levou ao golpe militar de 64, com uma estratégia muito semelhante a usada hoje pela campanha Serra.  A exceção é a não menos proto fascista revista Veja, simplesmente porque não existia na época. Estes grupos cresceram e se solidificaram no Regime Militar, enquanto os que se opunham ao Regime desapareceram ( por exemplo o “Ultima Hora”, e também o “ Correio da Manhã” que chegou a apoiar o golpe mas começou a fazer oposição aos militares logo depois). Ainda nesta tática de confusão da propaganda, estas corporações de comunicação apresentam-se como grandes vítimas da ditadura. De fato, a partir do final de 68, no AI-5, instalaram-se nas redações censores oficiais do regime. Mas antes, nos primeiros quatro anos que se seguiram ao golpe que ajudaram a promover (entre 64 e 68), cada um desses “veículos de comunicação” apoiava e promovia a onda de prisões e cassações que acontecia entre líderes políticos, sindicais, professores (expulsos das universidades) e assim por diante . As organizações Globo, como sabemos, foi mais longe de todas: de 1966 até o início dos anos 80 lia um editorial todo dia 31 de março no Jornal Nacional relembrando e apoiando a “ os ideais da revolução de 64” .

É esta gente e esta estratégia que quer derrotar a qualquer preço a candidata Dilma Roussef

E aqui talvez para não abusar do leitor, eu deveria encerrar meu texto. Mas não consigo não acrescentar mais um parágrafo para falar do quanto o golpe de 64 teve a ver com o ódio e o medo que causava nas elites a participação de trabalhadores na política que na época crescia a cada ano (o discurso da “ameaça da república sindical” repetido por Serra agora), de como o Brasil começava a se democratizar e os sindicatos conseguiam alguns ganhos para os trabalhadores, do fato do problema de origem escravocrata da concentração da terra ( e das relações de trabalho) ter sido colocado em questão pelas ligas camponesas e como Jango foi acusado de “comunista” por ensaiar um tímida reformas agrária, e de como Paulo Freire (um dos primeiros intelectuais presos depois do golpe) sofreu a mesma acusação por liderar um programa que alfabetizou 400 mil pessoas em Pernambuco, e assim por diante. E o mais notável: como que nos anos de grande crescimento econômico do regime militar a miséria do país só aumentou? Como o Brasil terminou este período como a nação industrializada mais desigual do mundo?

Não dá para separar a violência política do regime militar da violência do modelo econômico. Assim como não dá para separar a violência contra a candidatura Dilma da violência contra os pobres; e também da violência contra as mulheres; a propósito foi no governo Lula que foi criada e aprovada a lei Maria de Penha.

Não há neutralidade possível nas eleições do dia 31 de outubro para quem busca um Brasil mais justo, solidário e democrático.

Valeria

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Oct 18, 2010, 4:49:23 PM10/18/10
to is...@googlegroups.com
Eu gostaria muito de ter tempo para responder pontualmente cada uma das distorções históricas cometidas neste texto, mas não tenho. Preciso trabalhar. Sou jornalista e historiadora, ganho pouco, pesquiso e estudo muito. Me dei ao trabalho de ler este email até o fim porque veio de uma fonte que me é cara, meus colegas de colégio. Mas fiquei indignada com algumas afirmações pinçadas na realidade histórica injustamente coladas numa realidade fabricada. Todos sabemos o que foi o Golpe Militar. Somos uma geração que nasceu bem no meio dos anos de chumbo. Tanto me interesso pelo assunto que tive a oportunidade de conhecer diversos "camaradas", de ir à Cuba, assistir comícios de Fidel Castro - a quem muito admiro - em plena Praça da Revolução, enfim, se o mundo ainda pudesse ser simploriamente dividido em "direita" e "esquerda", certamente eu estaria no segundo grupo. Respeito a posição de cada um, mas quem está parecendo um Goebels da Internet é quem faz esse tipo de texto, usando argumentos verdadeiros fora de contexto ou vice-versa. Só para citar um exemplo, John McCain era candidato da situação, equivalente à Dilma e não à Serra, que foi lider estudantil e esteve exilado no Chile durante a ditadura militar, não podendo ser comparado a um candidato republicano dos EUA. Vou parando por aqui, que não tenho bolsa-nada, apesar do governo canguru, e o dever me chama.
 
Tomara que vença o melhor para o país,
 
Valéria.
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noelly...@gmail.com

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Oct 18, 2010, 5:33:53 PM10/18/10
to is...@googlegroups.com, <isj80@googlegroups.com>
Valeria,obrigada  por colocar tão claramente a idiotia deste texto.
Por favor, me excluam de correntes tolas e completamente desprovidas de qq interesse como esta.
Que amontoado de bobagens! 
Noelly

Ana

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Oct 18, 2010, 5:42:28 PM10/18/10
to is...@googlegroups.com
Olá, Valéria. Tudo bem com vc? Espero que sim!
 
Acho super saudável o que está acontecendo nesse país. As pessoas estão REALMENTE discutindo política, os rumos que querem para o nosso país, e, finalmente, muita gente resolveu se posicionar. Eu já escolhi um lado, apesar de saber que realmente não há mais direita, nem esquerda, e o mundo não pode mesmo ser simploriamente dividido dessa forma, como vc bem colocou. Eu tb certamente estaria no segundo grupo, como vc.
Aliás, sou casada com um jornalista (talvez vc o conheça) com mais de vinte anos de experiência, e tb historiador. Sou professora (tb ganho pouco), tenho duas faculdades, e, depois de adulta, fiz Letras na USP, com enfoque histórico, o que ampliou bastante meus horizontes.
O que me incomoda profundamente é quando recebo msgs políticas sem autoria, pobres de conteúdo, que não citam autores nem fontes, nem onde foram publicadas, o que vc, como jornalista, deve saber que é um erro imperdoável. Tudo bem, as fontes vcs não revelam!!!
Então, em resposta aos e-mails que recebi, que não citam fontes, nem autoria, encaminho dois:
1- Um artigo da psicanalista Maria Rita Kehl, psicanalista respeitadíssima, que vc deve conhecer. Não espero que todos os leitores que acompanham esse grupo concordem com as palavras da autora. Eu, particularmente, concordo com todas. Foi publicada no Grupo Estado, local onde, por sinal, meu marido trabalha. Fica para reflexão!
 
Lá vai!
Abraços carinhosos,
Ana Maria
 
Por Maria Rita Khel*

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

*Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida do site O Escrevinhador


Ana

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Oct 18, 2010, 6:08:08 PM10/18/10
to is...@googlegroups.com
Olá, Valéria!
 
Em segundo lugar, tb para reflexão, encaminho o manifesto dos professores universitários em defesa da educação pública, sendo que vcs devem conhecer muitas dessas pessoas. Meu marido e eu conhecemos muitos, pois estudamos na Unicamp, e na USP. Foi publicado em vários meios de comunicação. É autêntico, e verídico.
Fico surpresa por vcs estarem reclamando agora, e não terem reclamado qdo receberam os e-mails tendenciosos, irônicos, e de autoria desconhecida, encaminhados pela Giulietta... Tudo bem com vc, Giulietta?
Enfim, estou participando do curso de formação  de professores oferecido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, e, se vcs soubessem os absurdos que estão acontecendo, me entenderiam... mas, deixa pra lá... complicado demais para explicar... e, como vc, Valéria, tb não tenho tempo!!! Mas tenho razões de sobra para não gostar do governo do PSDB.
Se vc quiser, te ofereço a pauta sobre o curso de formação.
No entanto, adoro discutir política. Qdo vc tiver um tempinho, adoraria debater o tema com vc, meu e-mail pessoal é:
Lá vai o manifesto, e encerro por aqui, pq nem todos do grupo gostam de discutir política!
Abraços carinhosos a todos,
 
Ana Maria
Ah! Não estou encaminhando a lista toda, pois é grande demais!

Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina a difamação, manipulando  dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

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Alfredo Bosi, USP

Fábio Konder Comparato, USP

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Carlos Nelson Coutinho, UFRJ

Otávio Velho, UFRJ

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Adriano de Freixo, UFF

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Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo, Uerj

Carmen Gabriel, UFRJ

Ana Gonçalves Magalhães, USP

Regina Mennin, Unifesp

Regina Pedroza, UnB

Regina Vinhaes Gracindo, UnB

Elina Pessanha, UFRJ

Elisa Maria Vieira, UFMG

Reinaldo Martiniano, UFMG

Freda Indursky, UFRGS

Frederico Carvalho, UFRJ

Renata Paparelli, PUC-SP

Renato Lima Barbosa, UEL

Antonio Prado, Unicamp

Antonio Teixeira, UFMG

Aparecida Neri de Souza, Unicamp

Ricardo Barbosa de Lima, UFG

Ricardo Kosovski, UNIRIO

Ricardo Mayer, UFAL

Rita Diogo, UERJ

Adalberto Paranhos, UFU

Adalton Franciozo Diniz, PUC-SP

Alcides Fernando Gussi, UFC

Aldo Victorino, UERJ
José Guilherme Ramos,  Unincor

Alex Fabiano Jardim, Unimontes

Alexandra Epoglou, UFU

Alexandre Henz, Unifesp

Alfredo Cordiviola, UFPE

Alícia Gonçalves, UFPB

Alita Sá Rego, UERJ

Alvaro Luis Nogueira, CEFET/RJ

Amaury Júnior, UFRJ

Amilcar Pereira, UFRJ

Amon Pinho, UFU

Ana Maira Coutinho, PUC-Minas

Ana Maria Araújo Freire, PUC/SP

Ana Maria Chiarini, UFMG

Ana Maria Doimo, UFMG

Ana Maria Medeiros, UERJ

André Daibert, CEFET/RJ

André Figueiredo, UFRRJ

André Leclerc, UFC

André Martins, UFRJ

André Paulo Castanha, Unioeste

Andrea Franco, PUC-Rio

Andrea Macedo, UFMG

Andrea Silva Ponte, UFPB

Angela Prysthon, UFPE

Angelita Matos Souza, Facamp

Angelita Pereira de Lima, UFG

Aníbal Bragança, UFF

Anita Leandro, UFRJ

Anna Carolina Lo Bianco, UFRJ

Antonio Carlos Lima, UFRJ

Antônio Cristian Saraiva Paiva, UFC

Antonio Justino Ruas Madureira, UFU

Antonio Pinheiro de Queiroz, UnB

Armen Mamigonian, USP

Benito Bisso Schmidt, UFRGS

Benjamin Picado, UFF

Branca Jurema Ponce, PUC/SP

Brasilmar Nunes, UFF

Bruna Dantas, Univ. Cruzeiro do Sul

Bruno Guimarães, UFOP

Carla Dias, UFRJ

Carlos Bauer, Uninove

Carlos José Espíndola, UFSC

Carolina Martins Pulici, Centro Universitário Senac

Cauê Alves, PUC-SP

Celia Rocha Calvo, UFU

César Barreira, UFC

César Nigliorin, UFF

Clara Araujo, UERJ

Clarice Mota, UFAL

Claudinei Silva, Unioeste

Claudio Benedito Baptista Leite, Unifesp

Cláudio DeNipoti, UEPG

Cleber Santos Vieira, Unifesp

Custódia Selma Sena do Amaral, UFG

Daniela Frozi, UERJ

Daniela Weber, FURG

Daniele Nilym, UFC

Dau Bastos, UFRJ

Débora Barreto, UCM

Debora Breder, UCM

Débora Diniz, UnB

Denise Golcalves, UFRJ

Diva Maciel, UnB

Doris Accioly, USP

Doris Rinaldi, Uerj

Douglas Barros, PUC-Campinas

Edgar Gandra, UFPel

Edson Arantes Junior, UEG

Eduardo Sterzi, Faap

Elizabeth Maria Azevedo Bilange, UFMS

Emerson Giumbelli, UFRGS

Ercília Cazarin, Univ. Passo Fundo

Ernesto Perini, UFMG

Eugênio Rezende de Carvalho, UFG

Fabiana de Souza, UFG

Fabiele Stockmans, UFPE

Fábio Franzini, Unifesp

Fernanda dos Santos Castelano Rodrigues, UFSCar

Fernando Fragozo, UFRJ

Fernando Freitas, UERJ

Fernando Resende, UFF

Fernando Salis, UFRJ

Filipe Ceppas, UFRJ

Flavio Fogliatto, UFRGS

Geísa Matos, UFC

George Lopes Paulino, UFC

Geovane Jacó, UECE

Geraldo Orthof ,UnB

Geraldo Pontes Jr., UERJ

Gesuína Leclerc, UFC

Gilberto Almeida, UFBA

Gilson Iannini, UFOP

Giselle Martins Venancio, UFF

Gizelia Maria da Silva Freitas, UFPA

Graciela Paveti, UFMG

Gustavo Coelho, UERJ

Gustavo Krause, UERJ

Hélio Carlos Miranda de Oliveira, UFU

Hélio Silva, UFSC

Henri Acselrad, UFRJ

Henrique Antoun, UFRJ

José Carlos Prioste, Uerj

José Carlos Rodrigues, PUC – Rio

José Claudinei Lombardi, Unicamp

Henrique de Paiva, Uninove

Humberto Hermenegildo de Araújo, UFRN

Ianni Scarcelli, USP

Irlys Barreira, UFC

Isaurora Cláudia Martins, UVA

Ivan Rodrigues Martin, Unifesp

Izabela Tamaso, UFG

Jackson Aquino, UFC

Jacqueline Girão Lima, UFRJ

Jacqueline O.L. Zago, UFTM

Janete M. Lins de Azevedo, UFPE

Jania Perla Diógenes de Aquino, UFC

Joana Bahia, UERJ

Joelma Albuquerque, UFAL

John Comerford, UFRRJ

Jorge Valadares, Fund Oswaldo Cruz

José Artur Quilici Gonzalez, UFABC

José Lindomar Albuquerque, UNIFESP

José Luiz Ferreira, UFERSA

José Messias Bastos,UFSC

José Otávio Guimarães, UnB

José Ubiratan Delgado, IRD- CNEN

Joziane Ferraz de Assis, UFV

Kátia Paranhos, UFU

Kelen Christina Leite, UFSCar

Laura Feuerwerker, USP

Leandro Lopes Pereira de Melo, Centro Universitário Senac

Simone Wolff, UEL

Solange Ferraz de Lima, USP

Sônia Maria Rodrigues, UFG

Lena Lavinas, UFRJ

Leonardo Daniato, UniFor

Lia Tomas, Unesp

Liliam Faria Porto Borges, UNIOESTE

Lúcia Maria de Assis, UFG

Lucia Pulino, UnB

Luciana Hartmann, UnB

Luciano Mendes de Faria Filho, UFMG

Luciano Rezende, Instituto Federal de Alagoas

Luciano Simão, UFF

Luís Filipe Silvério Lima, Unifesp

Luis Mattei, UFF

Luiz Fábio Paiva, UFAM

Luiz Paulo Colatto, CEFET-RJ

Luiz Sérgio Duarte da Silva, UFG

Madalena Guasco Peixoto, PUC-SP

Marcelo Carcanholo, UFF

Marcelo de Sena, UFMG

Marcelo Martins de Sena, UFMG

Marcelo Paixão, UFRJ

Marcelo Pinheiro, UFU

Marcia Angela Aguiar, UFPE

Marcia Cristina Consolim, Unifesp

Márcia Maria Menendes Motta, UFF

Marcia Maria Motta, UFF

Marcia Paraquett, UFBA

Marcio Goldman, UFRJ

Marco André Feldman Schneider, UFF

Marcos Aurélio da Silva, UFSC

Marcos Barreto, UFRJ

Marcos Cordeiro Pires, Unesp

Marcos Santana de Souza, UFS

Marcus Wolff , UCM

Maria Amélia Dalvi, UFES

Maria Aparecida Leite Soares, Unifesp

Maria Augusta Fonseca, USP

Maria Cristina Batalha, UERJ

Maria Cristina Giorgi, CEFET- RJ

Maria Cristina Volpi, UFRJ

Mônica de Carvalho, PUC-SP

Natalia Reis, UFF

Neide T. Maia González, USP

Nelson Maravalhas, UnB

Nelson Tomazi, UEL

Maria de Fátima Gomes, UFRJ

Maria Fernanda Fernandes, Unifesp

Maria Jacqueline Lima, UFRJ

Maria José Aviz do Rosário, UFPA

Maria José Vale, Unicastelo

Maria Lúcia Homem, FAAP

Maria Lúcia Seidl, UERJ

Maria Luiza de Oliveira, Unifesp

Maria Luiza Heilborn, UERJ

Maria Neyara de Oliveira Araújo, UFC

Maria Rita Aprile, Uniban

María Zulma M. Kulikowski, USP

Mariana Cavalcanti, FGV-RJ

Marisa Bittar, UFSCar

Markus Lasch, Unifesp

Marlon Salomon, UFG

Marly Vianna, UFSCar

Márnio Pinto, UFSC

Marta Peres, UFRJ

Marta Pinheiro, UFRJ

Mary Castro, UCSal

Miroslav Milovic, UnB
Edson Arantes Jr., UERJ

Moema Rebouças, UFES

Monica Alvim, UFRJ

Monica Bruckmann, UFRJ

Nereide Saviani, Unisantos

Neusa Maria Dal Ri, Unesp

Nina Leite, Unicamp

Nise Jinkings, UFSC

Nora Krawczyk, Unicamp

Olga Cabrera, UFG

Olgamir Amancia Ferreira de Paiva, UnB

Ovídio de Abreu, UFF

Patrícia Reinheimer, UFRRJ

Patrícia Sampaio, UFAM

Paulino José Orso, Unioeste

Paulo Bernardo Ferreira Vaz, UFMG

Paulo Machado, UFSC

Paulo Pinheiro Machado, UFSC

Paulo Roberto de Almeida, UFU

Rafael Haddock-Lobo, UFRJ

Ramón Fernandez, FGV-SP

Raul Pacheco Filho, PUC-SP

Rita Schmidt, UFRGS

Robespierre de Oliveira, UEM

Rodrigo Nobile, UERJ

Rogério Medeiros, UFRJ

Ronaldo Gaspar, Unicastelo

Rosana C. Zanelatto Santos, UFMS

Rosana Costa, UFRJ

Rosemary de Oliveira Almeida, UECE

Sabrina Moehlecke, UFRJ

Sara Rojo, UFMG

Sarita Albagli, UFRJ

Sidnei Casetto, Unifesp

Silviane Barbato, UnB

Silvio Costa, PUC/GO

Simone Michelin, UFRJ

Suzzana Alice Lima Almeida, UNEB

Sylvia Novaes, USP

Tadeu Alencar Arrais, UFG

Tadeu Capistrano, UFRJ

Tania Rivera, UnB

Tatiana Roque, UFRJ

Telma Maria Gonçalves Menicucci, UFMG

Tercio Redondo, USP

Théo Lobarinhas Piñeiro, UFF

Tomaz Aroldo Santos, UFMG

Valdemar Sguissardi, UFSCar

Vera Chuelli, UFPR

Vera Figueiredo, PUC-Rio

Victor Hugo Pereira, UERJ

Viviane Veras, Unicamp

Volnei Garrafa, UnB

Wagner da Silva Teixeira, UFTM

Waldir Beividas, USP

Wilson Correia, UFRB

Flávia Nascimento, UNESP

Graziela Serroni Perosa, EACH/USP

Gustavo Caponi, Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC

Helena Esser dos Reis, UFG

Jaime Rodrigues, Universidade Federal de São Paulo/Unifesp

Jaqueline Kalmus, UniFIEO

Joana Ziller – Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP

Juliana Tavares, IFF

Luis Guilherme Galeão da Silva, USP

Luiz Mariano Carvalho, UERJ

Maria Margareth de Lima, UFPB

Maria Waldenez de Oliveira, UFSCAR

Paulo Rodrigues Belém, PUC/Rio de Janeiro

Rita Fagundes, UFS

Tercio Loureiro Redondo, USP

Valéria Vasconcelos, UNIUBE/MG

Ana Paula Cantelli Castro, Universidade Federal do Piauí/UFP

Hélio Lemos Sôlha – Professor, UNICAMP

Pedro C. Chadarevian, UFSCAR

Ivaldo Pontes Filho, UFPE

Ricardo Summa, UFRRJ

Ernesto Salles, UFF

Sidney Calheiros de Lima, USP

Claudia Moraes de Souza, Unesp/Marília

Estêvão Martins Palitot, Universidade Federal da Paraíba/UFB

Lilian Sagio Cezar, USP

Gislene Aparecida dos Santos, EACH – USP

Eliézer Cardoso de Oliveira, Universidade Estadual de Goiás

Luiz Menna-Barreto, EACH/USP

Raquel Alvarenga Sena Venera, UFSC

Aida Marques, Universidade Federal Fluminense

Cleria Botelho da Costa, UnB

Ernestina Gomes de Oliveira, Faculdade de Direito do Instituto Superior de Ciências Aplicadas de Limeira

Kátia Menezes de Sousa, Universidade Federal de Goiás

Aluizio Moreira, UFCG

Luiz Gonzaga Godoi Trigo, EACH/USP

Lucas Bleicher, UFMG

Luiz Carlos Seixas, FMU e UniFIEO

Giane da Silva Mariano Lessa, UFRRJ

George Gomes Coutinho, UFF

Walter Andrade, Fundação Padre Albino

Antonio Torres Montenegro, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Regina Beatriz Guimarães Neto, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Enilce Albergaria Rocha, Universidade Federal de Juiz de Fora

Reinaldo Salvitti, USP

Vania Noeli Ferreira de Assunção, PUC/SP

José Arlindo dos Santos, Fundação Universidade do Tocantins/UNITINS

Jose Carlos Vaz, USP

Marisa Midori Deaecto, USP

Luiz Cruz Lima, Universidade Estadual do Ceará/UECE

Maria do Carmo Lessa Guimarães, Universidade Federal da Bahia/UFBA

Ebe Maria de Lima Siqueira, Universidade Estadual de Goiás/UnU

Alexei Alves de Queiroz, UnB

Francisco Mazzeu, Unesp

Cláudia Regina Vargas, UFSCAR

Fábio Ferreira de Almeida, Universidade Federal de Goiás

Celso Kraemer, Universidade Regional de Blumenau

Gladys Rocha, UFMG

Murilo César Ramos, UnB

Deolinda Freire, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Corinta Maria Grisolia Geraldi, UNICAMP

João Wanderley Geraldi, UNICAMP

Durval Muniz de Albuquerque Junior, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Rafael Sanzio, UnB

Sônia Selene Baçal de Oliveira, Universidade Federal do Amazonas/UFAM

Arlindo da Silva Lourenço, Uniban

Izabel Cristina dos Santos Teixeira, UFT/Araguaína

Glaucíria Mota Brasil, Universiade Estadual do Ceará

Alícia Ferreira Gonçalves, UFPB

Francisco Alves, UFSCar

Luiz Armando Bagolin, USP

Paula Glenadel, UFF

Lana Ferreira de Lima, Universidade Federal de Goiás/UFG

Karina Chianca Venâncio, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Surya Aaronovich Pombo de Barros, Universidade Federal da Paraíba/UFPB

Fausto Fuser, USP

Silvia Beatriz Adoue, UNESP/Araraquara

Sílvio Camargo, Unicamp

Fernando Nogueira da Costa, Unicamp

Mariana Cassab, UFRJ

Alexandre Abda, FAP/SP

José Edvar Costa de Araújo, Universidade Estadual Vale do Acaraú

Gabriel Almeida Antunes Rossini, PUC/SP

Aixa Teresinha Melo de Oliveira, CEFET/RJ – UnED/Petrópolis

Flávio Rocha de Oliveira, FESP/SP

Viviane Conceição Antunes Lima, UFRRJ

Rita Maskell Rapold, UNEB

Valter Duarte Ferreira Filho, UERJ e UFRJ

Romeu Adriano da Silva, Universidade Federal de Alfenas

Paulo Cesar Azevedo Ribeiro, Universidade Estácio de Sá

Andréa Lisly Gonçalves, Universidade Federal de Ouro Preto

Álvaro Luis Martins de Almeida Nogueira, Cefet

Welerson Fernandes Kneipp, Cefet

Jarlene Rodrigues Reis, Cefet

André Barcelos Damasceno Daibert, Cefet

Luiz Antonio Mousinho Magalhães, Universidade Federal da Paraíba/UFPB

Maria Cristina Cortez Wissenbach, USP

Denise Helena P.Laranjeira, Universidade Estadual de Feira de Santana

Magnus Roberto de Mello Pereira, Universidade Federal do Paraná/UFPR

Ricardo Cardoso Paschoal, CEFET/RJ

Luciano dos Santos Bersot, UFPR

Sérgio de  Paula Machado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ

Antônio Alberto Machado, Unesp/Franca-SP

Sérgio Ricardo de Souza, CEFET/MG

Angela Thalassa, Faculdade de Arujá / IESA

Débora C. Piotto, USP

Marcelo Parizzi Marques Fonseca, UFSJ

Carlos Augusto de Castro Bastos, Universidade Federal do Amapá

Carina Inserra Bernini, Centro Universitário FIEO

Marta Costa, USP

Ana Paula Hey, USP

Angela Maria Carneiro Araújo, UNICAMP

Ignacio Godinho Delgado, Universidade Federal de Juiz de Fora

Otávio Luís de Santana, UFCG

Vladmir Agostini, UFSJ

Roberto de Barros Faria, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Sônia Maria Rocha Sampaio, UFBA

Anderson Pires, Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF

Wilma Ferreira de Jesus, Faculdade Católica de Uberlândia

Antonio José de Almeida Meirelles, Unicamp

José Ademir Sales de Lima, USP

Ileizi Fiorelli Silva, UEL

Ana Fernandes, UFBA

Léo Carrer Nogueira, Universidade Estadual de Goiás

Regina Ilka Vieira Vasconcelos, UFU

Dilmar Santos de Miranda,  UFC
Consiglia Latorre, UFC

Cláudia Maria Ribeiro Viscardi, Universidade Federal de Juiz de Fora

Sérgio Henriques Saraiva, Universidade Federal do Espírito Santo/UFES

Dolores Aronovich Aguero, Universidade Federal do Ceará

Attila Louzada, Universidade Federal do Rio Grande

Rogério Bitarelli Medeiros, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ

Rodney Werke, Unisul

Bruno Mendonça da Silva, Universidade Católica de Pernambuco

Ricardo Oliveira, UFRRJ

Hudson Costa Gonçalves da Cruz, Universidade Estadual Vale do Acaraú

Maurício Vieira Martins, Universidade Federal Fluminense

Mário Tadeu  Siqueira Barros, UECE/Universidade Estadual do Ceará

Flavio Galib, UNICAMP e UNIMEP/SP

Maria Amalia Andery, PUC/SP

Bruno Capanema, USP e UnB

José da Cruz Bispo de Miranda, UESPI

Marcos Olender, Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF

Simone Nacaguma, FACAMP/SP

Sônia Maria Aranha Rodrigues de Andrade, Faculdade Anhanguera

Carlos Eduardo O. Berriel, Unicamp

Yêda Maria da Costa Lima Varlotta, UMC/SP

Flávia de Mattos Motta, Universidade Estadual de Santa Catarina/USC

Maria Conceição Maciel Filgueira, Universidade Est. do Rio Grande do Norte

Robson Laverdi, UNIOESTE

Glícia Pontes, Universidade Federal do Ceará

Sebastião Faustino Pereira Filho, UFRN

Roberto Hugo Bielschowsky, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Américo Tristão Bernardes, Universidade Federal de Ouro Preto

Telma Ferraz Leal, Universidade Federal de Pernambuco

Cristiane Kerches da Silva Leite, USP

Vivian Urquidi, USP

Adriana Duarte, UFMG

Alexandre Fortes, UFRRJ

Carmelita Brito de Freitas Felício, Universidade Federal de Goiás

Nésio Antônio Moreira Teixeira de Barros, UFRN

Luiz Gustavo Santos Cota, Faculdade de Ciências Humanas do Vale do Piranga/MG

Clóvis Alencar Butzge, Universidade Federal da Fronteira Sul/UFFS/PR

Débora Cristina Morato Pinto, UFSCar

Márcia Marques, UnB

Antonio Carlos Moraes, Universidade Federal do Espírito Santo/UFES

Ricardo Brauer Vigoderis, UFRPE/UAG

Maria Luiza Scher Pereira, UFJF

Terezinha Maria Scher Pereira, UFJF

Débora El-Jaick Andrade, Universidade Federal Fluminense

Clinio de Oliveira Amaral, UFRRJ

Cláudia Regina Andrade dos Santos, UNIRIO/UFRJ

Ulises Simon da Silveira, Univ. Est.Mato Grosso do Sul/UEMS
Fabrizio Guinzani, Unesc/SC

Ana Elizabeth Albuquerque Maia, Universidade Federal do Ceará/UFC

Pedro Germano Leal, UFRN e University of Glasgow

Dimas Enéas Soares Ferreira, FUPAC, IPTAN e EPCAR

Geraldo Moreira Prado, Estácio de Sá e UNIRIO

José Luiz Aidar Prado, PUC/SP

Maria Elaine Kohlsdorf, Universidade de Brasília/UnB

Everaldo Carlos Venâncio, Universidade Federal do ABC/SP

Cláudia Souza Leitão, Universidade Estadual do Ceará/UEC

Lídia Santos, profa. de Literatura Brasileira na Univ. da Cidade de New York, NY, EUA

Sonia Maria Guedes Gondim, Universidade Federal da Bahia/UFBA

José Clécio B. Quesado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ

Micheli Dantas Soares, UFBA

Marcelo Milan, University of Wisconsin Parkside

Daniela Canella, Universidade Federal de Goiás/UFG

Elisabete de Sousa Otero, UFRGS

Ocimar Munhoz Alavarse, USP

Hamilton de Godoy Wielewicki, UFSM

Marcos Santos Ferreira, UERJ

Joana Plaza Pinto, Universidade Federal de Goiás

Niemeyer Almeida Filho, Universidade Federal de Uberlândia

Eliana Ramos Ferreira, UFPA

Marília Muylaert,  UNESP/Assis

Ivone Regina Porto Martins, Universidade Federal do Rio Grande

José Antônio Damásio Abib, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar

Miryam Mager, UEM

Eneida Maria de Souza, UFMG

Célia Frazão Soares Linhares, UFRRJ e UFF

Cesar Castilho, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

José Luiz Matheus Valle, Universidade Federal de Juiz de Fora

Renato Valois Cordeiro, UFRRJ

Paulo Fontes, CPODC/FGV

Custódio Almeida, Universidade Federal do Ceará

Ivonei Freitas da Silva, Unioeste

José Martinho Rodrigues Remedi, UNISC e UCS

Claudio Scherer, UFRGS

Fernando Moretzsohn  de Andrade, URRJ

Asdrúbal Borges Formiga Sobrinho, UnB

Fernando Celso Uchôa Cavalcanti, UFRJ

Mônica Castagna Molina, UnB

Maria do Socorro Xavier Batista, UFPB

Rita Olivieri-Godet, UEFS/BA

Danichi Hausen Mizoguchi, Faculdades Integradas Maria Thereza

Ana Flávia Moreira Santos, UFMG

Esther Kuperman, UERJ

Renato P. Saul, UFRGS

Fernando Antônio Azevedo, UFSCar

Adriano Henrique Rebelo Biava, FEA/USP

Elciene Azevedo, UEFS
José Eduardo Martins, IF/UnB

Leonilde Servolo de Medeiros, UFRRJ

Maria Luiza de Carvalho Armando, UFRGS

Ricardo Alvarez, Fundação Santo André/SP

Jailma maria de Lima, Univ. Fed. do Rio Grande do Norte/UFRN

Gabriel Pancera, UNIOESTE/PR

Artur Gomes, IFF/RJ

Marcia  Eliane Alves de Souza e Mello, Universidade Federal do Amazonas

Juliana Soledade Barbosa Coelho,  UFBA

Osvaldo Mariotto Cerezer, Univ. do Est. de Mato Grosso/UNEMAT

Cláudio Antonio Soares Damasceno, Universidade Potiguar/UnP/RN

Wodisney Cordeiro dos Santos, UNEB

Daniel Cardoso, UFC

José Luiz Ratton, Universidade Federal de Pernambuco/UFPE

Ileno Izídio da Costa, UnB

Marisa Ferreira Aderaldo,  UECE

Manoel Oriosvaldo de Moura, USP

Sol Glik, Universidad Autónoma de Madrid

Walmeri Ribeiro, UFC

Antônio Josimário Soares de Oliveira, UERN

Roberto André Hexsel, UFPR

Jaldes Reis de Meneses, UFPB

Evandro Tomasco, Universidade Federal de Juiz de Fora

José de Magalhães Campos Ambrósio, Univ. Fed. de Minas Gerais/UFMG

Jane Paiva, Univ. do Estado do Rio de Janeiro/UERJ

Renata Mancini, Universidade Federal Fluminense/UFF

Vitor Koiti Miyazaki, Universidade Federal de Uberlândia/UFU

Eraldo Souza Rocha, FAVI

Júlia Miranda UFC (Ceará)

Felipe Muanis, Universidade Federal Fluminense/UFF

Sandra Caponi, Univ. Fed. De Santa Catarina/UFSC

Vera Lúcia Santiago Araújo, Universidade Estadual do Ceará

Paulo Cesar Possamai, UFPel

Márcia Janete Espig, UFPel

Rosa Maria Garcia, Universidade Regional de Blumenau/FURB

Ivete Silveira, Universidade do Estado da Bahia/UNEB

Silnei Scharten Soares, Universidade Católica de Brasília

Cássio M. Mascioli, UFSC

Eduardo Paes-Machado, Universidade Federal da Bahia

Israel Vainsencher, UFMG

Anna Myrna Jaguaribe de Limam, UFRPE

Beatriz Duarte Pereira de Magalhães Castro, UnB

Tiago Ravanello, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Inês Patrício, UFF

Luiz Bevilacquak, UFRJ

Leila Leite Hernandez, USP

Raquel Quinet Pífano, UFJF

Luiz Antonio Valle Arantes, UFJF

Marco Antonio Rotta Teixeira, Universidade Estadual de Maringá

Ana Maria Dantas Soares, UFRRJ

Adriano Rodrigues de Oliveira, Univ. Fed. da Fronteira Sul/UFFS

Mauricio Cardoso, USP

Iza Terezinha Gonçalves Quelhas, UERJ

Tiago da Silva Alencar,  UFC

Marco Schneider, UFF

Antonio Francisco Magnoni, UNESP/Bauru

Joana Luíza Muylaert de Araújo, Universidade Federal de Uberlândia/UFU

Dicesar Lass Fernandez, Unicamp

Eliane Gonçalves, Universidade Federal de Goiás

Elmo Santos, UFBA

Nereu Francisco Mezzomo, Universidade Federal de Santa Maria

Edilene Toledo, Universidade Federal de São Paulo/Unifesp

Gilson Bergoc, Unipar

José Iran Ribeiro, UFSM

Camila Daniel, UFRRJ

Grey Ercole, UFMG

Daniel do Val Cosentino, Universidade Federal de Alfenas

Marcelo Siqueira, Universidade Federal do Acre

Maria do Carmo de Sousa, UFSCar

Marcos Grilo Rosa, Universidade Estadual de Feira de Santana, BA

Maria Elisa Siqueira Silva, USP

Vanderlan Silva, UFCG

Eliane Jacqueline Mattalia, Unicastelo

Rosana Apolonia Harmuch, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Enzo De Lisita, PUC/GO

Ida Elizabeth Cardinalli, Universidade Estadual de Ponta Grossa

Claudio Ruy Portela de Vasconcelos, Univ.Fed. da Paraíba/UFPB

Patricia Moran, ECA-USP

Vitor Borges Júnior, UERJ

Patricio Tierno,  USP

Joseney Rodrigues de Queiroz Dantas,  UERN

Valter Lúcio de Oliveira, UFF

Domício Magalhães Maciel, UFMA

Ivan França Junior, USP

Flaubet Torquato Lopes, UERN

Suely Kofes, IFCH/Unicamp

Ana Carolina Caretti, UNESP

Elenise Scherer

Luís Gomes, UFBA

Iris Maria de Oliveira, UFRN

Icléia Alburquerque de Vargas, UFMS

Rucker Bezerra de Queiroz, UFRN

Daniella Vinha, UFS

Edilasir Altina de Araújo Afonseca, UFMG

Elizabeth Araújo Lima, USP

Orlandil de Lima Moreira, UFPB

Paulo Maurício Ruas, Universidade Estadual de Londrina/UEL

Luiz de Sousa Junior, Universidade Federal da Paraíba

Silvia Regina de Oliveira Cavalcante, UFRJ

Emerson de Pietri, USP

Paulo César de Almeida Raboni, Unesp

Leda Gitahy, Unicamp

Makarius Oliveira Tahim, UECE

Ana Lúcia Silva Ratto, UFPR

Olga Cristina Rocha de Freitas, Universidade Católica de Brasília

Beatriz Feres, UFF

Arnon Alberto Mascarenhas de Andrade, UFRN

Sergio Schneider, UFRGS

Maria Onete Lopes Ferreira, Universidade Federal Fluminense/UFF

Evaristo Chalbaud Biscaia Junior, UFRJ

Zena Eisenberg, PUC/RJ

Zahidé Lupinacci Muzart, UFSC

Katia Augusta Maciel, UFRJ

José Wnilson Figueiredo, Instituto Federal Figueiredo

José Willington Germano, UFRN

Raimunda Medeiros Germano, UFRN

Nelson Rosário de Souza, UFPR

Eneida Oliveira Dornellas de Carvalho, UEPB

Alexandre Almeida Barbalho, UECE

Maria Rodrigues Nagy, UnB

Francisco Wellington Duarte, UFRN

Thelma Lessa da Fonseca, UFSCar

Rodnei Antonio do Nascimento, UNIFESP

Angelo Alves Carrara, UFJF

Daiany Ferreira Dantas, UERN

Maria Eliza Linhares Borges, UFMG

Maria Orlanda Pinassi, UNESP

Ingrid Russoni de Lima, UFF

Antonio Virgílio Bittencourt Bastos, UFBA

Lenir Vaz Guimarães, UFMT

Luiz Fernando Las-Casas, UnB

Roberson Guimarães, Faculdade de Medicina da UniEvangelica

João Feres Júnior, UERJ

Flávio Viana Gomide, UNIPAC

Valderi L. Dressler, Universidade Federal de Santa Maria

Humberto Peixoto Menezes, UFRJ

Arthur Autran, UFSCar

Andréa Curtiss Alvarenga, Faculdade de Aracruz/FAACZ/ES

Milena Fernandes de Oliveira, Unicamp

Paulo Costa Lima, UFBA

Amaranta Cesar, UFRB

Silvia Ester Orrú, UnB

Heloisa de Faria Cruz, PUC/SP

Josemar Rodrigues da Silva, Instituto Federal Baiano

Flavia do Bonsucesso Teixeira, UFU

Regina Bruno, CPDA/UFRRJ

Walter Nique, UFRGS

Ricardo Renan Landim, Universidade Federal do Ceará

Luiz C F Andrade, UFPA

Cleber de Jesus Figueiredo, UFBA

Adriana Kanzepolsky, USP

Carlos Renato Mota, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Georgina Santos, UFF

Maria das Vitórias Negreiros do Amaral, UFRPE

Alexandre Magno Rodrigues Teixeira, Univ. Estadual Vale do Acaraú

Saulo Carneiro, UFBA

Jorge Vasconcellos, UFF

Rossi Alves Gonçalves, UFF

Luizan Pinheiro da Costa, UFPA

Aderbal Maia Souza Junior, IESAM-Instituto de Estudos Superiores da Amazônia

Marildo José Nercolini, UFF

Patrícia Leal Azevedo Corrêa, UFRJ

Celso Martins Azar Filho, UFRRJ

Silvio Merhy,  Unirio

Antenor de Oliveira Aguiar Netto, Universidade Federal de Sergipe

Liane Beatriz Righi, UFSM

Roberto Marinho Alves da Silva, UFRN

José Guilherme Moreira, UFMG

Deane Maria Fonseca de Castro e Costa, UnB

Adriana C Kozelski, Unilagos/PR

José Alebrtino Carvalho Lordelo, UFBA

Hudson Cleber Pereira da Silva, UFPA

Valéria Wilke, Univ. Fed. do Est. do Rio de Janeiro/UNIRIO

Kennedy Piau, UEL

Luiz Carlos Batista, UFMS

Ana Cristina Fernandes, Universidade Federal de Pernambuco

Luciana Salazar Salgado, UFSCar

Dirce Bortotti Salvadori, UNESPAR/FECILCAM

Rose Mary Fraga, UFRPE

Moacir Barbosa de Sousa, UFRN

Leandro José Luz Riodades de Mendonça, UFF

Joana Maria Pedro, UFSC

Luis Maffei, UFF

Danilo Silva Guimarães, UniAnchieta/SP

Tiago A. S. Brandão, UFMG

Rejane Maria Siqueira Cavalcanti, Universidade de Pernambuco/UPE

Flavia Bezerra de Menezes Hirata Vale, UFSCar

Nadja Miranda, UFBA

Gian Carlo de Melo, UFAL

Rosana Machin, UNIFESP

Adriana Romeiro, UFMG

Noemia Ramos Vieira, Unesp

Roselane Fátima Campos, UFSC

Carmen Lucia Antão Paiva, Unirio

Rosemary Sartori Pöttker, Unicentro/Irati

Marlene Schlup Santos, Universidade Estadual de Roraima

Antonio Pralon Ferreira Leite, Universidade Federal da Paraíba

Marco Antonio de Menezes, UFG

Marta Lima de Souza, UFRJ

Fernando Falcone, UFPB

Estevão Palisot, UFPB

Tânia Macedo, Universidade Católica de Santos

Eduardo Duarte, UFMG

José Ricardo Pires, UEMG

Warley de Andrade, UNEB

Célia Silva, UFG

Isorlanda Caracristi, UVA-CE

Elisa Amorin, UFMG

Rosemeire do Nascimento, UNIP

Paulo Eduardo Mendonça, UFRJ

Rita Bego, Univ. Católica de Santos

Maria da Graca Jacques, UFRGS

Carlos Gohn, UFMG

Virgínia Kastrup, UFRJ

Maria Isabel de Almeida, PUC-Rio

Maria Claudete Lima, UFC

Graciela Foglia, Unifesp

Patrick Pessoa, UFF

Eliana Xerri, Univ. Caxias do Sul

Lea Silveira, UFL

Marcelo Parizzi, UFMG

Marília Pisani,  Mackenzie

Jacqueline Ramos, UFSE

Raquel Freitag, UFSE

Deisy Ventura, USP

Júlio Oliveira, UFOP

Juracy Toneli, UFSC

Luciana Coronel, FURG

Glória Ferreira, UFRJ

Sandra Vasconcelos, UFC

Leandro Santos, UFF

Luiz Eduardo Achutti, UFRGS

Maria de Fátima Melo, Univ. Católica de Pernambuco

Fernanda Peixoto, USP

William Menezes, UFOP

Jair Ramos, UFF

Thiago Silame UFV

Teodoro Assunção, UFMG

Daniela Alves, UFV

Pedro de Alcântara, USP

José Carlos Filho, PUC-RG

Alexandre Agnolon, UFOP

Maria Angélica Minhoto, Unifesp

Marcelo Marques, MUFG

Antonio Cardoso, UFG

Jacqueline Viveiros, CEFET-MG

Silvana Silva, Unesp

Ordep Serra, UFBA

Roseli Santos, UFVJM

Marcos Martins, UNIFAL-MG

Alexandre Christophoro, UFVJM

Eliane Leão, UFG

Marcelo Galuppo, UFMG

Elisabeth Schwartz, UnB

Antonio Paulino, UFC

Claudia Feral, Unesp

Sérgio da Silva,  UFRJ

Otavio Dulci, UFMG

Maria Lúcia de Barros, UFMG

Maria Lúcia Chaves, UEMG

Eliane Silva, UFMG

Renzo Taddei, UFRJ

Ernane Martins, UFMG

Anderson Vargas, UFRGS

Maristella Angotti, Unesp

Marcelo Cattoni, UFMG

Amir Codor, UFMG

Lourdes Gonçalves, UFC

Angelina Lessa, UFVJM

Simone Floripi, UFU

Fernanda Scagliusi, Unifesp

Maria Inês de Almeida, UFMG

Sandra Almeida, UFMG

Ivana Stolze, Puc-Rio

Jorge Iriart, UFBA

Francisco Trajano, USP

Lucio Mota, UEM

Cristina Pfeiffer, CEDERJ

Mônica Vitorino, UFMG

Júlio Vitorino, UFMG

Maria Luisa da Cunha, UFRGS

Stelio Marras, USP

José Lira, USP

Nelson Studart, UFSCar

Renato Sztutman, USP

Maria Amoroso, Unicamp

Silvia Nunes, UFRGS

Paulo Cesar Andrade, UFVJM

Mônica Dantas, UFRGS

Ricardo da Silva, UFF

Adilson Cabral, UFF

Selvino José Assmann, UFSC

Rebeca Gontijo Teixeira, UFRRJ

Ana Paula Quadros Gomes, UFRJ

Maria de Fátima Cruvinel, UFG

Francisco Segnini Junior, USP

Manuel Domingos Neto, UFF

Antonia Alves  Pereira Silva, UESPI

Maria de Fátima Rodrigues Pereira, Universidade Tuiuti do Paraná e Universidade do Contestado

Elza Peixoto, UEL

Maria Irenilce Rodrigues Barros, Universidade Federal do Tocantins

Noêmia Moura, UFGD-MS

Fani Quitéria Nascimento Rehem, Universidade Estadual de Feira de Santana

Antonio Glauber Alves Oliveira, UESPI

Liliene Xavier Luz, UESPI

Rossana Rocha Reis, USP

Renata Gonçalves, UNIFESP

Angélica Amanda Campos Seixas, Universidade Federal do Tocantins

Norma Lucia da Silva, UFT

Marcos Falchero Falleiros, UFRN

Alexandre Garcia, UERJ

Vera Lúcia Paiva, UFMG

Artionka Capibaribe, Unifesp

Dione Torriani, UFPel

Marcio Barreto, Unicamp

Silvia Rubino, Unicamp

Paulo Koling, Unioeste

Maria Luiza Sussekind, UFRJ

Célia Magalhães, UFMG

Eduardo Tollendal, UFU

Rômulo do Vale, UFCG

Guilherme Castelo Branco, UFRJ

Vanderlei Zacchi, UFSE

Amanda Scherer, UFSM

Leliane da Silva, UFSE

Alfredo Mendes, UFPel

Simone Rufinoni, USP

Claudia Moraes, UFSM

Andréa Morelli Schönhofen, UFPEL/Univ. Federal de Pelotas

Ilza Girandi, UFRGS

Wellington Leite, Unesp

Sylvia Leite, Unesp

Rogério Panizzutti, UFRJ

Elisabeth Lima, USP

Rose Satiko, USP

Jacqueline Leta, UFRJ

Jaquelina Imbrizi, Unifesp

Alessandro Veloso, UFL

Elza Machado, UFMG

José Vaidergorn, Unesp

Paulo Vaz, UFMG

Fernando Lemos, CEFET-MG

Cláudia Soares, UFMG

José Fernandes, UFVJM

João Rocha, UFSM

Haydée Coelho, UFMG

Maria Guiomar Frota, UFMG

Denise Jardim, UFRGS

Paulo Castro, UFRJ

Amauri Pereira, UEZO-RJ

Eilio Maciel, UFOP

Jader Cruz, UFMG

Ingrid Russoni, UFF

José Árabe, UFMG

Rosânglea de Tugny, UFMG

Augustin de Tugny, UFMG

João Bortolanza, UFU

Fábio Hering, UFV

Roberto Kinoshita, Unifesp

Eliane Silveira, UFU

João dos santos, UFU

José Antonio Rocha, UFSM

Eduardo Strachman, Unesp

Heitor Capuzzo, UFMG

Alexandre Garrido, UFU

Maria Suzana do Carmo, UFU

Alexandre da Silva, UFRGS

Josué Matrodi, Facamp

Cleudemar Fernandes, UF

Leida de Oliveira, UFVJM

Ana Rosa Leonel, UFU

Simone Poulon, UFRGS

Maria Paulo Araújo, UFRJ

Norberto Guarinello, USP

Miriam Bernardes Gomes de Lima, UFMG

Janssen Felipe da Silva, UFPE

Jorge Stolfi, Unicamp

Valdir Souza Ferreira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Priscila Pollo Flores, UFRJ

Rita Chaves, USP

Maria Eunice Figueiredo Guedes, Universidade Federal do Pará /UFPA

Eliska Altmann, UFRRJ

Heloisa Helena Corrêa da Silva, Universidade Federal do Amazonas

Leila Chalub Martins, UnB

Naomi Kato Simas, UFRJ

Marcia dos Santos Macedo, UFBA

Paulo Henrique Martins, UFPE

Davi dos Reis, Fatec

Maria de Fátima Salum Moreira, UNESP/Universidade Estadual Paulista

Gláucia Nascimento, UFPE

Franciele Silva Cardoso, UFG

Maria Juliana Gambogi Teixeira, UFMG

Vima Lia Martin, USP

Lúcia Granja, UNESP

Denise Tavares da Silva,  UFF

Aparecida de Fátima Bueno, USP

Paulo Cesar G. de Cerqueira Lima, PUC/RJ

Débora Costa-Maciel, UPE

Virginia Junqueira, Unifesp

Irinéia Maria Franco dos Santos, Universidade Federal de Alagoas

Eduardo Guéron, Universidade Federal do ABC (UFABC)

Ana Lúcia Machado de Oliveira, UERJ

Denis Luis de Paula Santos, UFSCar

Fábio de Aguiar Lopes,  FURG

Ana Cristina O. Lopes, USP

Núbia Bento Rodrigues, UFBA

Rogério Herlon Furtado Freire, UFABC

Lawrence de Andrade Magalhães Gomes, IFMG

Giovana Paiva de Oliveira, UFRN

Affonso Celso Thomaz Pereira, IFRJ/Inst. Fed. de Educ. Ciência e Tec.do R.de Janeiro

Moisés dos Santos Viana, UNEB/Campus XVIII/Eunápolis/BA

Laércio José dos Santos, UFSCar/Sorocaba

Eduardo Gross, UFJF

Dulce Aquino, UFBA

Sergio Sebastião Negri, UFMT

Leila Maria Vasquez Beltrão, IFC/Instituto Federal Catarinense

Silvia Lucia Ferreira, UFBA

Lorena Holzmann, UFRGS

Rita de Cássia Ramos Louzada, UFES

Fábio Henrique Bittes Terra, Universidade Federal de Uberlândia/UFU

Catherine Prost,  UFBA

Francisco Amaro Gomes de Alencar, UFC

Eugenio Fernandes Queiroga, USP e PUC-Campinas

Raquel Miranda Barbosa, UEG

Horacio Schneider, Universidade Federal do Pará

Luiz Arnaut, UFMG

Hamilton Prado Bueno, UFMG

Maria Lúcia Ferreira de Figueirêdo Barbosa, UFPE

Anderson de Castro Lima, IFCE

Geraldo Nunes Filho, UNESP

Alexandre Fleming Câmara Vale, Universidade Federal do Ceará/UFC

Carlos d’Andréa, UFV

Adriana Silva Amorim, UFBA

Vanessa Caldeira Leite, Universidade Federal de Pelotas

Jésus Santiago, UFMG

Elaine Valéria Rizzuti, UFSJ /MG

Ana Lydia Bezerra Santiago, UFMG

Maria Teresa Castelo Branco, Universidade Federal do Paraná

Natalia Nunes Ferreira Batista, FEA/USP

Bruno Pucci, UFSCar e Unimep

Marcos Antonio Tavares Soares, UESB

Andréa Braz da Costa,  UESB

Elianne Ivo Barroso, UFF

Marcio Ferreira da Silva, USP

Susana Souto Silva, UFAL

Alice Casimiro Lopes, UERJ

Maria das Graças Pinto Coelho, UFRN

Cândido Moreira Rodrigues, Universidade Federal de Mato Grosso/UFMT

Cesar C. Colucci, Universidade Estadual Maringá/UEM

Marta de Almeida, MAST/ MCT

Clizeide Luzia da Costa Aguiar, ITES

Magda Barros Biavaschi, UNICAMP

Luiz Eduardo Simões de Souza, Universidade Federal de Alagoas

Eliana Asche Cintra Ferreira, FESP/SP

Elena Calvo Gonzalez, UNIFESP

Klara Kaiser Mori, USP

Estela de Sousa Rossetto, IFSP

Maria Bernadete Fernandes de Oliveira, UFRN

Mariluce Bittar, UCDB

José Licício Backes, UCDB

Ruth Pavan, UCDB

Eloisa Tavares de Lacerda, PUC/SP

Maria de Lourdes Lima, Universidade Federal de Alagoas

Eliseu Savério Sposito, Unesp

Noêmia Félix da Silva, PUC/GO

Luiz Benedicto Lacerda Orlandi, UNICAMP e PUC-SP

Aldo Luís Bellagamba Colesanti, UFU

Arthur Araújo, Universidade Federal do Espírito Santo

Marcelo Magalhães Godoy, UFMG.

Adriana Bernardes Pereira, PUC/GO

Andrea Silva Domingues, Univás/Fafiep

Antonio David Cattani, UFRGS

Icleia Borsa Cattani, UFRGS

Sandra Corrêa Vieira, IF Sul-Rio-Grandense

Mirian Aparecida Tesserolli, Universidade Federal do Tocantins

Prof. Fernando Bins Luce, UFRGS

Sérgio Pereira da Silva, UFG

Márcia Carneiro, UFF

Regianne Leila Rolim Medeiros, UECE

Alexandre Santana, UEM

Luzimar Paulo Pereira, UFRJ

Bruno José R. Durães, Universidade Federal de Alfenas/MG

Pablo Schwartz Frydman, USP

Dorilma Neves, UFRPE

Linda Rubim, UFBA

Claudemir Belintane, USP

Eduardo Calil de Oliveira, UFAL

Jubel Barreto, UFJF

Rosane Preciosa Sequeira, Universidade Federal de Juiz de Fora

Renato Macedo Filho, Faculdade dos Guararapes/PE

Ana Rosa Marques, Univ. Fed. Do Recôncavo da Bahia

Lilian Miranda, ENSP/FIOCRUZ

Nidia Majerowicz, UFRRJ

Paulo Roberto Saturnino Figueiredo, Fafich-UFMG

Mariangela Cherchiglia, Universidade Federal de Minas Gerais

Alessandra Ramos de Oliveira Harden, Universidade de Brasília

Glória Regina Cardoso Braz, UFRJ

Orlando Luiz de Araújo, Universidade Federal do Ceará

Luciene Lages Silva, Universidade Federal da Bahia – UFBA

Eliana Maria de Melo Souza, Unesp

Valéria Marques Lobo, UFPF

Maria Zélia Borba Rocha, UnB

Lirian Melchior, UFRRJ

William Ribeiro da Silva,  UFRJ

José Roberto Tarifa, Laboratório de Climatologia, UFMT

Roberta Kumasaka Matsumoto, UnB

Maria Adelaide de Melo Lima, UFAM

Chico Rosário, UFAL

Álvaro Alves de Moura Jr, Mackenzie

Margarida Barreto, PUC/SP

Feliciano Marcílio Aguiar Vitório, UFAL

Giandréa Reuss Strenzel, UFSC

Giovanni Gurgel Aciole, UFSCar

Pompéia Villachan-Lyra, UFRPE

Flavia Motoyama Narita, UnB

Daniela Leandro Rezende, Universidade Federal de Viçosa

Wesley Góis,UFABC

Roseli da Silva, USP

Ivanilde G de Moura, UFG

Laurindo Lalo Leal Filho, USP

Everaldo de Oliveira Andrade, UnG

Cecilia M. B. Sardenberg, UFBA

Thaís Fernanda Salves de Brito, Mackenzie

Clara Araújo, UERJ

Kênia Beatriz Ferreira Maia, UFRN

Thierry Molnar Prates, UFAL

Ana Beatriz Gomes Carvalho, UFPE

Consuelo Quiroga,  PUC/MG

Ismael Furtado, UFC

Alexandre Belfort Silveira Alves da Silva, PUC/RJ

Marco Paulo R Rolla, UEMG

James William Goodwin Junior, Cefet/MG

Solange Maria David, UnB

Maité Kulesza, UFRPE

Etel Rocha Vieira, Univ.Fed.dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri/UFVJM

Maria Teresa Aquino de Campos Velho, UFSM

Débora Mazza,  Unicamp

Guilherme Amaral Luz, UFU

Marilia Lomanto Veloso, Universidade Estadual de Feira de Santana

Fernando Mascarenhas, UnB

Maria Laura Trindade Mayrink-Sabinson, UNICAMP

Armando João Dalla Costa, UFPR

Carlos Eduardo Pilleggi de Souza, UFPR

Ana Patrícia de Sá Leitão Peixoto, UnP/RN

Mário Resende, Universidade Federal de Sergipe

Maria Cristina Rigoni Costa, UFRJ e UNIRIO

Márcia Romero, Universidade Federal de São Paulo/UNIFESP

Mark Clark Assen de Carvalho, Universidade Federal do Acre/UFAC

Teresa Cristina de Miranda Mendonça, UFRRJ

Kétely Cristina de Aquino, UFG

Claudemir da Silva Paula, UNIR

Carlos Henrique L. Borges, FTC/ITABUNA/BA

Felipe Eugênio Vinhal, Universidade Federal de Goiás

Adilson Beatriz,  UFMS

Cristiane Maria Marinho, UECE

Clara Luiza Miranda, Ufes

André Duarte, UFPR

Maria Rita de Assis César, UFPR

Asher Kiperstok, UFBA

Gema Galgani Silveira Leite Esmeraldo, UFC

Paulo Cesar Centoducatte, Unicamp

Maria Aparecida Baccega, USP

Cinthia Monteiro de Araujo, UFRJ

Flávio Antônio de Castro, Unicamp

Ana Alice Alcantara Costa, UFBA

Dilton Oliveira de Araújo, UFBA

Maria de Fátima Vilar de Melo, UNICAP

Márcia Elisa Teté Ramos, UEL

Didier Jean Georges Guigue, UFPB

Dayani Cris de Aquino, UFPR

Vinicius Anciães Darriba, UFPR

Wani Fernandes Pereira, UFRN

Raimundo Nonato Oliveira Furtado, IFPB

Mônica Maria Montenegro de Oliveira, IFPB

Luciana Salazar Salgado, UFSCar

Carlos Henrique Lopes de Almeida, UFPA

Marcia Cristiane Dall’Oglio de Moraes, FAP – PA

José Miguel Arias Neto, UEL

Ana Lucia Gomes, UERN

Marly de Jesus Silveira, UnB

Liliane Heynemann, UFRJ

Luziano Pereira Mendes de Lima, Uneal

Allene Carvalho Lage, UFPE

Flávia Braga Vieira, UFRuralRJ

Maria Teresa Ferreira Bastos, UFRJ

Luciana Esmeralda Ostetto, UFSC

José Carlos Freitas Lemos, UFRS

Maria Irenilce Rodrigues Barros, UFT

Vicente Eudes Lemos Alves, UnG

Maria Auxiliadora Ferraz de Sá, UFPE

Regina Helena Alves da Silva, UFMG

Hila Rodrigues, UFOP

Eneida Leal Cunha, UFBA

Manoel Luiz Gonçalves Corrêa, USP

Alexandro Chagas Florentino, IF Fluminense

Felipe Trotta, UFPE

Maria Alice Lahorgue, UFRS

Luana Ferreira de Freitas, UFC

Elizabeth S. Andrade Moreira, UFMG

Ana Paula Paes de Paula, UFMG

Demian Moreira Reis, UFBA

Maria Zilda Ferreira Cury, UFMG

Dalva Godoy, UDESC

Marília Lopes Brandão, UFC

Marilde Loiola de Menezes, UnB

Luciana Nogueira Fioroni, UFSCar

Debora Crinsita Piotto, USP

Gilmar Pereira da Silva, UFPA

Francisco Murari Pires, USP

Sou Mary Jane de Oliveira Teixeira, UERJ

Eliza Pinto de Almeida, UFAL

Flavia Mendes de Andrade e Peres, UFRPE

Paulo Tadeu da Silva, UFABC

Daniel Aarão Reis, UFF

Marcello Angotti, UFMG

Antonia Neide Costa Santana, UVA

Francisco Alberto Azevedo Medeiros, PUC – SP

Maria Thereza Azevedo, UFMT

Vânia Beatriz Monteiro da Silva, UFSC

Mónica Arroyo, USP

Jó Klanovicz, UNICENTRO

Floriano José Godinho de Oliveira, UERJ

Paulo Franchetti, Unicamp

Cynthia Peres Demicheli, UFMG

Miriam Gonçalves Migue, Unicamp

André Boccasius Siqueira, UNISUL

Maria das Graças M. Ribeiro, UFV

Flávia Inês Schilling, USP

Carlos Eduardo Franciscato, UFS

Franceli Guaraldo, Centro Universitário SENAC

João Klug, UFSC

Ana Lúcia Reboledo Sanches, Centro Universitário SENAC

Amador Ribeiro Neto, UFPB

Jorge Vasconcellos, UFF

Jorge Luiz Cruz, UERJ

Manuel Domingos Neto, UFF

Antonia Alves  Pereira Silva, UESPI

Elza Peixoto, UEL

Maria Irenilce R. Barros, UFT

Noêmia Moura, UFGD

Fani Quitéria Nascimento Rehem, UEFS

Flávio Henrique Dias Saldanha, UFTM

Liliene Xavier Luz, UESPI

Rossana Rocha Reis, USP

Amanda Seixas, UFT

Norma Lucia da Silva, UFT

Marcos Falchero Falleiros, UFRN

Edevaldo Aparecido Souza, UEG

Luis Alberto Nogueira Alves, UFRJ

André Marques do Nascimento, UFG

Manoelito Martins de Souza, UESB
Sílvio Marcus de Souza Correa, UFSC

Paulo Roberto Megna Francisco, UFPB

Ana Paula Zampieri Silva de Pietri, UniABC

Franceli Guaraldo, Centro Universitário SENAC

Paulo Fonseca Andrade, UFU
Renato Sérgio Jamil Maluf, UFRuralRJ

Ana Paula Spini, UFU

Elias Nazareno, UFG

Roberto Tykanori Kinoshita, UNIFESP

Ana Elizabete Mota, UFPE

Luciana Grassano Melo, UFPE

Sylvia Gemignani Garcia, USP

Marina MacRae, USP

Cláudia Pereira Vianna, USP

Mônica F. Mayrink, USP

Fernando SteiNbruch Milman, UFSC

Arnaldo Leite Pinto Garcia, IMPA

Vetúria Lopes de Oliveira, UFSC

Carlos Albeto Shimote Martins, PUC – SP

Patricia C Jaime, USP

Rogerio Bertani, Instituto Butantan

Amarísio da Silva Araújo, UFV

Maria Clementina Pereira Cunha, Unicamp

Maciel Henrique Carneiro da Silva, IFPE

Marcia de Paula Leite, Unicamp

Ana Amelia da Silva, PUC-SP

Maryse Farhi, Unicamp

Surya Aaronovich Pombo de Barros, UFPB

John Fontenele Araujo, UFRN

Livia de Oliveira Borges, UFMG

Ana Cecília de Sousa Bastos, UFBA

Waldomiro José da Silva Filho, UFBA

Maria Helena Rolim Capelato, USP

Maria do Rosario Beserra Guerra, UFRN

Lucrécio Araújo de Sá Júnior, UFRN

Dulcineia de Oliveira Gomes, FESURV/Rio Verde/Goiás

Sonia Duarte Travassos, PUC-Rio

Israel Elias Trindade, UFG

Miriam C. M. Rabelo,  UFBA

Ana Rosa Ribeiro de Mendonça, Unicamp

Eloina Santana Alves, UFBA

Marlene Rosa Cainelli, UEL

Sheila Chirola Garcia, UFRJ

Valdei Lopes de Araujo, UFOP

Luiz Fernando Minello, UFPEL

Eduardo Barros Mariutti, Unicamp

Naor Moraes Melo, UFPB

Jair Batista da Silva, UFPB

Agostinho Alves de Lima e Silva, UERJ

Marcia Moraes, UFF

Joana Bahia, UERJ

Maria Luiza Martins Alessio, UFPE

Ricardo Swain Alessio, UFPE

Rosemary Segurado, PUC-SP

Ângelo José Sangiovanni, FAP-PR

Ana Rita Fonteles Duarte, UFC

Carmem Gadelha, UFRJ

Edwaldo Cafezeiro, UFRJ

Isabel Cafezeiro, UFF

Marília Cafezeiro, IFRJ

Elizabeth Bohland, Unisa

Ricardo de Medeiros Carneiro, Unicamp

Neide Jallageas, USP

Ayrson Heráclito, UFRB

Laura Pronsato, UFV

Cristina de Souza, INCISA/IMAM

Mirian Santos de Cerqueira, UFG

Maria Fernanda Martins, UFJF

Carla Almeida, UEM

Mário Martins Viana Júnior, UFC

Nelsi Kistemacher Welter, UNIOESTE

Marilda Aparecida de Menezes, UFCG

Bento Prado de Almeida Ferraz Neto, UFSCar

Roger Andrade Dutra, CEFET-MG

Rachel Esteves Lima, UFBA

Diana Magalhães de Oliveira. UECE

Maria de Lourdes Viana Lyra, UFRJ

Walter Pereira Carpes Jr., UFSC

Leandro de Lajonquière, USP

Walkyria Monte Mór, USP

Patrícia Fontoura Aranovich, UNIFESP

Maria Thereza Rosa Ribeiro, UFPel

Custódia Selma Sena do Amaral, UFG

Genilda Azerêdo, UFPB

Maria Adelia Aparecida de Souza, USP

Carlos Alberto Manssour Fraga, UFRJ

Neli Maria Castro de Almeida, IFRJ

Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira, USP

Messias Franca de Macedo, UEFS

Angela Fernandes Campos, UFRPE

William E. N. Pereira, UFRN

Isabel Tamara Pedron, UNIOESTE

Jerônimo Coura-Sobrinho, CEFET-MG

Romilson Augusto dos Santos, UFBA

Luis Acosta, UFRJ

Cassius Torres-Pereira, UFPR

Mirela Ribeiro Meira, UFPel

João Carlos Vieira Sampaio, UFSCar

Edson Marcelo Hungaro, UnB

Jairo Menezes e Souza, UFG

José Ruidival dos Santos Filho, UFSCar

Rita de Cassia Cavalcanti Porto, UFPB

Romilson Marques Cabral, UFRPE

William Ribeiro da Silva, UFRJ

Lirian Melchior, UFRRJ

Claudio Reis, UNIR

Isaltina Mello Gomes, UFPE

Francisco Odair Vieira de Paiva, UFSCar

Cristianne da Silva Alexandre, UFPB

Sylvia Bassetto, USP

Assis Bassetto, UFPE

Carlos Ernando da Silva, UFPI

Carlos Guilherme Kremer, FURG

Carlos Henrique Santana, UFRJ

João Sette Whitaker Ferreira, USP

Miguel Ângelo Oliveira do Carmo, UFAC

Sonia Regina Miranda, UFJF

Tiago Bernardon de Oliveira, UEPB

Nivaldo Eduardo Rizzi, UFPR

Marta Emisia Jacinto Barbosa, UFU

Graciela Quijano, UFRS

Ricarda Lucilia Domingues Tavares, UFF

Roberto Corrêa dos Santos, UFRJ e UERJ

Jorge Mattar Villela, Universidade Federal de São Carlos

Lucila Tragtenberg, PUC/SP

Raimundo Nonato Pereira Moreira, Universidade do Estado da Bahia

Adriano Nascimento, UFAL

Mônica Veloso Borges, UFG

Glenn W. Erickson, UFRN

Virgínia Kastrup, UFRJ

Maria Auxiliadora César, UnB

Isabel Travancas, UFRJ

Alvaro Britto, UBM

Lourenço Chacon, UNESP

Silvana Maria Bellé Zasso, FURG

Vitor de Athayde Couto, UFBA

Rosa Ribeiro Barboza de Oliveira, UFBA

Maria de Jesus Ribeiro Barboza de Oliveira, UCSAL

Mario Tomazello Filho, USP

Emerson José Barbosa, UEPG

Reginaldo Sena, UMA- MG

Maria Ribeiro do Valle, UNESP

Mauricio Cardeal, UFBA

Cláudia Maria das Graças Chaves, UFOP

Sonia Maria Taddei Ferraz, UFF

Betânia Gonçalves Figueiredo, UFMG

Emerson Inácio, USP

Ana Maria R. Gomes, UFMG

Eloiza da Silva Gomes de Oliveira, UERJ

Eduardo Barra, UFPR

Lizete Wood Almeida Souto, UFSC

Cristina Soreanu Pecequilo, UNESP

Rosa Lucia Correio, FITS

Márcia Maria dos Anjos Mascarenha, UFG

Hermetes Reis de Araújo, UFSC

Alberto Pereira Lopes, UFT

Regina Benevides, UFF

Bruna Franchetto, UFRJ

Geovany Jessé Alexandre da Silva, UnB

Bianca Novaes, UFF

Hayla Thami da Silva, IFRJ

Márcia Maria Rosa Vieira, UFMG

Osvaldo Girão, UFRPE

Josenei Martins, UNIASSELVI

Maria do Carmo Reis, UFMG

Gisele dos Reis Cruz, UFF

Karina Giacomelli, UFPel

Taís Ferreira, UFPel

Carole Gubernikoff, Unirio

Carlos Henrique Barbosa Gonçalves, USP

Ma. Victória Espiñeira, UFBA

Nara Espiñeira, UCSAL

Helen Osório, UFRGS

Simone van Boekel, UNIRIO

Josane Mittmann, UNIVAP

Urânia Alves de Lima, UFG

Robert Wegner, FIOCRUZ

Sibelle Cornélio Diniz, UFMG

Maria Ester Vieira de Sousa, UFPB

Samuel P. Filho, UFSC

Dirce Maria Antunes Suertegaray, UFRGS

Marta Nehring, IED

Pedro da Luz Moreira, UFF

Jorge Luiz Cruz, UERJ

Luiz San Martin, Unicamp

Fernando Pinheiro Villar, UnB

Geanne Matos de Andrade, UFC

Salete Cavalcanti, UFPE

Luiz Carlos Villalta, UFMG

Edna Maria Magalhães do Nascimento, UFPI

Elisabetta Santoro, USP

Sebastião Squirra, UMESP

Aldrin Castellucci, UNEB

Ricardo Schmidt Filho, UFCG

Ilze Zirbel, UFSC

Rose Satiko Gitirana Hikiji, USP

Jamerson Antonio de Almeida da Silva, UFPE

Luiz Antonio Norder, UFSCar

Eliza Maria Barbosa, UFG

Andréa Casa Nova Maia, UFRJ

Tamara Tania Cohen Egler, UFRJ

Eliane Garcindo de Sá, UFRJ/UERJ

Antonio Rogério Fiorucci, UEMS

Marco Aurélio Coelho de Paiva, UFAM

Josimar Machado Gomes Carneiro, UNIRIO

Harlon Homem de Lacerda Sousa, URCA

Carlos Alberto Ávila Araújo, UFMG

Jean Jorge Souza, UFAM

Eula Regina Lima Nascimento, UFPA

Marcus Bessa de Menezes, UFCG

Virginia Maria Afflalo, UFRJ

Katharine Ninive Pinto Silva, UFPE

Silvia Helena Zanirato, USP

Cassiano Sydow Quilici, Unicamp

Ricardo Cavalcanti, ESPM

Paola Novaes Ramos, UnB

Cláudio André de Souza, UNEB

Maria Lucia Refinetti Martins, USP

Duda Bentes, UnB

Germana Henriques Pereira, UnB

Carlos Rangel Rodrigues, UFRJ

Claudio Fioreze, IFFarroupilha

Eduino José de Macedo Orione, FATEA

Alzira de Oliveira Jorge, UFMG

Adriano Luiz Duarte, UFSC

Roseane Oliveira, UFSC

Glaucia Rodrigues de Abreu, UFES

Edenia Maria Ribeiro do Amaral, UFRPE

Luiz Henrique Sá da Nova, UFRB

Maico Roris Severino, UFG

Sandra Luna, UFPB

Roniê Rodrigues, UERN

José Henrique Duarte Neto, IFPE

Alessandro Bolis Costa Simas, UFRJ

Magali Reis, PUC

Jacyan Castilho, UFBA

José Alves, UFAC

Vicente Custódio Moreira de Souza, UFF

Marcus Aurelio Taborda de Oliveira, UFMG

Orlando Sampaio Silva, UFPA

Aecio Amaral, UFPB

Álvaro Moreira Hypolito, UFPel

Ivone Freire Costa, UFBA

Clodoaldo Almeida da Paixão, UEFS

Sonia Maria Blauth de Slavutzky, UFRGS

Fábio Amodêo Lansac Tôha, UEM

Daniella da Cunha Gramani, UFPB

Marcelo Kunrath Silva, UFRGS

Zinka Ziebell, Universidade Livre de Berlim

Francirosy Ferreira, USP

Alessandro Andre Leme, UFU

Vicente Gosciola, UAM

Márcio Peres de Araujo, UFPR

Maria Tarcisa Silva Bega, UFPR

José Ricardo da Silveira, UERN

Edilson Vicente de Lima, UNICSUL

Reinaldo Francisco Teófilo, UFV

Guilherme Locks Guimarães, UERJ

Paulo de Jesus, UFRPE

Lucília Maria Sousa Romão, USP

Flavius Portella Ribas Martins, USP

Elson Faxina, UFPR

Rita Lima, UFRB

Marilde Terezinha Prado Santos, UFSCar

Otto Leopoldo Winck, UFPR

Rafael Vilela, UFABC

Maria das Graças Fittipaldi, FAREC

Ocimar Munhoz Alavarse, USP

Washington Dener dos Santos Cunha, UERJ

Silvia Hunold Lara, Unicamp

Leila Jinkings, UNICAP

Boanerges Lopes, UFJF

Gladys SRibeiro, UFF

Ronaldo de Sousa Ruela, FUNORTE

Viviane Melo de Mendonça, UFSCar

Alexandre de Sá Avela, UFU

Magali de Lourdes Pedro, Universidad de la República – URU

Agnaldo Silva Martins, UFES

Haroldo de Mayo Bernardes, UNESP

Jalmir Pinheiro de Souza Junior, UFRPE

Silvana Rubino, Unicamp

Telmo Antonio Dinelli Estevinho, UFMT

Paulo José Koling, UNIOESTE

William Reis Meirelles, UEL

José Carlos Pinheiro Prioste, UERJ

Marcilia Luzia Gomes da Costa, UERN

Tatiana Ramminger, UFF

Claudia Osorio, UFF

Vanda Arantes do Vale, UFJF

Virginia de Araujo Figueiredo, UFMG

Ruben Caixeta de Queiroz, UFMG

Marcos de A. Matos, UFAC

Roque Pinto, UESC

Rose Clívia Santos, UNIFESP

Silvio Barreto Campello, UFPE

André Cordeiro Alves dos Santos, UFSCar

Sonia Duarte Travassos, PUC

Elisa Guaraná de Castro, UFRRJ

Marta Emisia Jacinto Barbosa, UFU

Ana Carla Marques da Silva, UNIOESTE

Florence Moellmann Cordeiro de Farias, UFF

Suely Kofes, Unicamp

Claudia de Oliveira, UFRJ

Waltencir Alves de Oliveira, UFPR

Jairo Teixeira Mendes Abrahão, USP

Ana

unread,
Oct 18, 2010, 7:05:32 PM10/18/10
to is...@googlegroups.com, is...@googlegroups.com
Olá, Noelly! Tudo bem? :)
 
Não me lembro de vc, mas acho que vc tb é jornalista, assim como a Valéria, e o meu marido.
Então, encaminho a vcs a manchete do JT, para que vcs tenham uma ideia de UM dos motivos pelos quais eu não gosto do PSDB... O Estado ignora que possam existir mulheres virgens com mais de 25 anos... não é o meu caso, mas olhem só a lista dos exames pedidos.
Uma lista simplesmente i-na-cre-di-tá-vel!!! Por favor, leiam tb os comentários, para que vcs percebam a indignação das pessoas...
Selecionar os mais aptos... Isso soa familiar?...
 
Bjs bjs
Ana Maria
 

noelly...@gmail.com

unread,
Oct 18, 2010, 7:47:36 PM10/18/10
to is...@googlegroups.com
Oi, Ana. Soi jornalista, sim. Acho Que não nos conhecemos de fato.
Já li Tudo o Que vc mandou.
Algumas boas opções, como o artigo da Maria Rita - uma pena sua demissão do Estadão - e o lamentável e equivocado primeiro texto.
Um emaranhado de bobagens de fato. 
Vc pode não votar no PSDB- linge de mim querer convencer qq um de votar em quem queer Que seja, mas Aerra não é Goebbels e a imprensa não é toda ela golpista.



Uma das razões pela quais não voto mais no PT é a perda da capacidade de autocrítica do partido e de boa parte da militância.

E a insuportável tendência de não ver gravidade nos pps erros.

Enfim, democracia é isso: o direito de votar en quem quiser. Para ser peefeito só falta o vote deixar de ser obrigatório.

Abs
Noelly

Valeria

unread,
Oct 19, 2010, 11:14:47 AM10/19/10
to is...@googlegroups.com
Concordo que o processo seja saudável para o país. Acredito que temos duas opções "não-reacionárias" (digamos assim), o que também é louvável. Só não gosto das apelações, especialmente essas de final de campanha. Todo mundo que tem um pouquinho de discernimento sabe quanta hipocrisia rola nos debates DE AMBOS OS LADOS. Por isso desisti de assistir o primeiro a partir dos temas "aborto" e "religião". Além disso, emails horrorosos também circulam sem o menor respeito pelos candidatos e por quem os está recebendo. Duvido que a origem desses emails tenham qualquer ligação com os próprios candidatos. Portanto, revidar fica totalmente sem sentido. Expressar opinião com dignidade sim, sempre! Mas revidar atacando, desinformando, distorcendo fatos, disso não gosto não.
E, a propósito, já havia lido os emails abaixo. Mesmo assim, obrigada.
 
Um beijo, tudo de bom, boas eleições,

Pedro Paulo Santos

unread,
Oct 22, 2010, 9:34:14 AM10/22/10
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Queridas, Valeria e Noely! Saudades de voces!

Acompanhando essa discussão, me lembrei de tres fatos interessantes
sobre a nossa imprensa.
Um deles refere-se a duas capas da Veja sobre as enchentes no Rio e em
São Paulo. Na capa sobre a enchente de São Paulo o titulo era ¨Por que
chove tanto?¨(ed. de 10/02/2010) poupando logicamente o pré-candidato
José Serra, na capa sobre as enchentes do Rio a capa de 10/04/2010 era
¨Culpar as chuvas é demagogia¨. Logicamente e poder publico de lá não
apoiava o candidato da revista.

Outra aconteceu nessa semana e o Ombudsman da Folha Suzana Singer foi
primorosa com o texto reproduzido a seguir : ¨Um dia depois de afirmar
que a religião não foi tão decisiva no 1º turno, a Folha estampou na
capa Dilma na missa em Aparecida (SP) ao lado de quatro homens
persignando-se. A legenda dizia que ela não tinha comungado.
Na quarta página do jornal, o leitor via a candidata petista fazendo o
sinal da cruz "atrasada". Muitos leitores reclamaram, com razão. Quem
viu apenas a Primeira Página ficou com a impressão de que a candidata
se recusou a persignar-se em plena missa. Seria suicídio político.¨


Tambem nunca vi tanta presteza e atenção em desfazer o ¨equivoco da
bolinha na cabeça do Serra¨ demonstrada pela Globo em contraponto ao
SBT. Tudo isso chamando um especialista da UNICAMP para analisar as
imagens tanto do SBT quanto do celular do jornalista da Folha que
mostra ums imagens muito confusas e de dificil interpretação.
Teriam ele feitpo da mesma maneira se fosse o inverso?

A imprensa precisava fazer um Mea Culpa e reconhecer que tem sido
tendenciosa ao ¨apoiar¨ veladamente alguns candidatos. Lembremos que a
Folha até algum tempo atras se colocava como o supra-sumo da
imparcialidade (até sua publicidade era nesse sentido). Repetem assim
o mesmo procedimento ao qual muitos acusam o PT de se declarar o nicho
da ética e depois de alçar ao poder não demonstrar a mesma ética
anunciada, e que fez com que muitos , inclusive eu, se decepcionassem
com o partido.

smgrassi

unread,
Oct 22, 2010, 2:36:49 PM10/22/10
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Pedro, acho que você falou tudo: nos sentimos enganados, pois o PT prega a ética, mas "de uns tempos para cá" anda se esquecendo de praticá-la.

Beijos a todos,

Sandra.


Folha até alg um tempo atras se colocava como o supra-sumo da

imparcialidade (até sua publicidade era nesse sentido). Repetem assim
o mesmo procedimento ao qual muitos acusam o PT de se declarar o nicho
da ética e depois de alçar ao poder não demonstrar a mesma ética
anunciada, e que fez com que muitos , inclusive eu, se decepcionassem
com o partido.



Em 19 de outubro de 2010 13:14, Valeria escreveu:
> Concordo que o processo seja saudável para o país. Acredito que temos duas
> opções "não-reacionárias" (digamos assim), o que também é louvável. Só não
> gosto das apelações, especialmente essas de final de campanha. Todo mundo
> que tem um pouquinho de discernimento sabe quanta hipocrisia rola nos
> debates DE AMBOS OS LADOS. Por isso desisti de assistir o primeiro a partir
> dos temas "aborto" e "religião". Além disso, emails horrorosos também
> circulam sem o men or respeito pelos candidatos e por quem os está recebendo.
> com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da Repú blica. As

> campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais
> ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece
> até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido
> soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada,
> mas na internet o jogo é duro.
>
> Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do
> interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra
> as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento
> já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das
> políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem
> tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política.
> Teriam sido comprados ao preço do que part e da oposição chama de

> bolsa-esmola.
>
> Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos
> destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor,
> residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos
> trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém
> mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos
> naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da
> Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de
> chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o
> patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito
> horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém
> tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital
> cea rense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os

> supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido
> fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor
> máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem
> mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
>
> Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do
> interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano,
> todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for
> verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome,
> na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome
> todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje
> recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora
> comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também
> começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas
> cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente
> sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona
> as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da
> “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
>
> O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da
> internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores
> costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem
> alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão
> fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a
> vid a a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para

> 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor
> paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa
> por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns
> direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles
> sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de
> democracia”.
>
> Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os
> brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados
> para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo
> Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula
> teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros
> 40% de suposto s eleitores instruídos pensavam nos interesses do País.

> Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela
> elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado
> ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de
> seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
>
> Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da
> mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram
> as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria
> não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos
> mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que
> se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus
> votos.
>
> *Matéria originalmente publicada no j ornal O Estado de S. Paulo e

> reproduzida do site O Escrevinhador
>
>
>
> Eu gostaria muito de ter tempo para responder pontualmente cada uma das
> distorções históricas cometidas neste texto, mas não tenho. Preciso
> trabalhar. Sou jornalista e historiadora, ganho pouco, pesquiso e estudo
> muito. Me dei ao trabalho de ler este email até o fim porque veio de uma
> fonte que me é cara, meus colegas de colégio. Mas fiquei indignada com
> algumas afirmações pinçadas na realidade histórica injustamente coladas numa
> realidade fabricada. Todos sabemos o que foi o Golpe Militar. Somos uma
> geração que nasceu bem no meio dos anos de chumbo. Tanto me interesso pelo
> assunto que tive a oportunidade de conhecer diversos "camaradas", de ir
> à Cuba, assistir comícios de Fidel Castro - a quem muito admiro - em plena
> Praça da Revolução, en fim, se o mundo ainda pudesse ser simploriamente
> onda de difamações, calúnias e terror ps icológico contra a candidatura Dilma

> Roussef. Sua campanha, depois de trazer o fundamentalismo religioso para o
> debate eleitoral, de colocar sua mulher na rua dizendo que a Dilma “mata
> criancinhas”, usou uma manchete mentirosa do Globo que dizia que a Dilma ia
> assinar um documento contra a União Civil Gay (o que não aparecia no próprio
> corpo da notícia) para posar de “ liberal” e dizer que era a favor dessa
> união.
>
> Ontem, a polícia federal entrou numa gráfica que imprimia mais de 2 milhões
> de panfletos que acusavam a Dilma de “aborteira”, falsamente assinados pela
> CNBB, mas feitos por ordem de um bispo ( com dinheiro de quem?). Enquanto
> isso Serra e Tasso Jereissati ( que acaba de ser derrotado na eleição para
> senador) iam a uma missa no Ceará onde panfletos semelhantes eram
> distribuídos ( neste caso diziam que a Dilma era “ aborteira”, que tinha
> ligações com as Farcs, era corrupta etc e tal). Um padre se indignou, disse
> aos fiéis que aqueles panfletos não tinham nada a ver com a igreja e com
> aquela celebração ( que era para São Francisco…). Jereissati então começou a
> ofender o padre, chamou o de “padre petista” e militantes do PSDB foram
> atrás do religioso que teve que sair da igreja protegido.
>
> Quando Lula reclamou dos ataques que Dilma tem sofrido da imprensa, quando
> disse que esta age como partido político e que tem candidato, mas se
> apresenta como “imparcial”, foi acusado de ser “contra a liberdade de
> imprensa”. Por outro lado ninguém viu no jornal Nacional, nem no Globo, nem
> na Veja (uma pequena nota na FSP), que Serra mandou desligar a câmera numa
> entrevista para a jornalista Marcia Peltier, dizendo que aquele tipo de
> pergunta n� �o respondia, que ia embora e era para fingir que ele não tinha

> estado ali. As imagens do Serra fazendo isso foram entregues ao próprio pela
> direção da CNT ( que vergonhoso gesto para um jornalista…), mas o áudio,
> gravado no celular de um outro jornalista que estava na platéia, está na
> rede.
>
> Imaginem se fosse a Dilma que tivesse mandado desligar a câmera? Íamos ver
> as imagens repetidamente no Jornal Nacional e similares durante dias. Dilma
> é então acusada de ser uma “ameaça a liberdade de imprensa” por aqueles que
> censuram, manipulam e até inventam fatos contra a sua campanha. O fascismo
> sempre agiu assim, acusa os outros do que está fazendo. Goebels, como vimos,
> pousou de vítima dos judeus e comunistas que estava exterminando.
>
> Dilma também foi acusada, no início da campanha, de “mandar preparar dossiês
> contra S erra e a sua família”: dossiês que ninguém leu. Enquanto isso os que

> fizeram essa acusação despejam um dossiê gigante e ininterrupto de calúnias
> contra ela. A tática de propaganda fascista é esta da confusão, da acusação,
> da repetição de uma mentira sistemática até virar verdade, da demonização e
> escolha de bodes espiatórios. O fascismo é violento não apenas porque mente
> e cassa a palavra das pessoas ( como houve com Maria Rita Kehl, demitida do
> Estadão apenas por ter escrito que a elite brasileira não admite que os
> votos dos pobres tenham o mesmo peso que os dela); é mais do que isso: o
> fascismo usa uma estratégia de afetos de medo e ódio, disseminando-os de
> forma que cada uma das pessoas se torna não apenas vítima, mas agentes mesmo
> deste afetos: é uma mobilização política que passa por dentro dos corpos,
> dos desejos, do sistema ne rvoso das pessoas, e ganha essa dimensão macro

> porque é antes micropolítica.  Fascismo não é apenas proibir as pessoas de
> dizer ou fazer algo, fascismo é forçá-las a falar e fazer algo.
>
> Cada uma das grandes corporações de comunicação do país, onde predominam 4
> ou 5 famílias oligárquicas ( os Marinhos, os Frias, Os Mesquita, os Civita…)
> foi fundamental na mobilização entre as classe médias e as elites que levou
> ao golpe militar de 64, com uma estratégia muito semelhante a usada hoje
> pela campanha Serra.  A exceção é a não menos proto fascista revista Veja,
> simplesmente porque não existia na época. Estes grupos cresceram e se
> solidificaram no Regime Militar, enquanto os que se opunham ao Regime
> desapareceram ( por exemplo o “Ultima Hora”, e também o “ Correio da Manhã”
> que chegou a apoiar o golpe mas começou a fazer opo sição aos militares logo

> depois). Ainda nesta tática de confusão da propaganda, estas corporações de
> comunicação apresentam-se como grandes vítimas da ditadura. De fato, a
> partir do final de 68, no AI-5, instalaram-se nas redações censores oficiais
> do regime. Mas antes, nos primeiros quatro anos que se seguiram ao golpe que
> ajudaram a promover (entre 64 e 68), cada um desses “veículos de
> comunicação” apoiava e promovia a onda de prisões e cassações que acontecia
> entre líderes políticos, sindicais, professores (expulsos das universidades)
> e assim por diante . As organizações Globo, como sabemos, foi mais longe de
> todas: de 1966 até o início dos anos 80 lia um editorial todo dia 31 de
> março no Jornal Nacional relembrando e apoiando a “ os ideais da revolução
> de 64” .
>
> É esta gente e esta estratégia que quer derrota r a qualquer preço a

> candidata Dilma Roussef
>
> E aqui talvez para não abusar do leitor, eu deveria encerrar meu texto. Mas
> não consigo não acrescentar mais um parágrafo para falar do quanto o golpe
> de 64 teve a ver com o ódio e o medo que causava nas elites a participação
> de trabalhadores na política que na época crescia a cada ano (o discurso da
> “ameaça da república sindical” repetido por Serra agora), de como o Brasil
> começava a se democratizar e os sindicatos conseguiam alguns ganhos para os
> trabalhadores, do fato do problema de origem escravocrata da concentração da
> terra ( e das relações de trabalho) ter sido colocado em questão pelas ligas
> camponesas e como Jango foi acusado de “comunista” por ensaiar um tímida
> reformas agrária, e de como Paulo Freire (um dos primeiros intelectuais
> presos depois do golpe) sofreu a m esma acusação por liderar um programa que

> alfabetizou 400 mil pessoas em Pernambuco, e assim por diante. E o mais
> notável: como que nos anos de grande crescimento econômico do regime militar
> a miséria do país só aumentou? Como o Brasil terminou este período como a
> nação industrializada mais desigual do mundo?
>
> Não dá para separar a violência política do regime militar da violência do
> modelo econômico. Assim como não dá para separar a violência contra a
> candidatura Dilma da violência contra os pobres; e também da violência
> contra as mulheres; a propósito foi no governo Lula que foi criada e
> aprovada a lei Maria de Penha.
>
> Não há neutralidade possível nas eleições do dia 31 de outubro para quem
> busca um Brasil mais justo, solidário e democrático.
>
> --
> Você está recebendo esta mensagem pois es tá inscrito no Google Groups

> "ISJ-anos80".
> Para enviar mensagem ao grupo utilize o email: IS...@googlegroups.com
> Para retirar-se deste grupo envie um email para
> ISJ80-un...@googlegroups.com
>
> --
> Você está recebendo esta mensagem pois está inscrito no Google Groups
> "ISJ-anos80".
> Para enviar mensagem ao grupo utilize o email: IS...@googlegroups.com
> Para retirar-se deste grupo envie um email para
> ISJ80-un...@googlegroups.com
>
> --
> Você está recebendo esta mensagem pois está inscrito no Google Groups
> "ISJ-anos80".
> Para enviar mensagem ao grupo utilize o email: IS...@googlegroups.com
> Para retirar-se deste grupo envie um email para
> ISJ80-un...@googlegroups.com
>
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> Você está recebendo esta mensagem pois está inscrito no Google Groups
> "ISJ-anos8 0".

Valeria

unread,
Oct 22, 2010, 5:22:32 PM10/22/10
to is...@googlegroups.com
Oi, Pedro.
A imprensa - que � feita de gente - nunca foi nem ser� imparcial. Isso �
balela.
Pode at� tentar chegar perto disso, mas � o m�ximo que ela consegue.
E nem toda ela tem essa inten��o, como se v�...
Tem um monte de exemplo de parcialidade, no cume desse monte est� o debate
Global entre Collor e Lula na disputa presidencial, praticamente um
corta-e-costura totalmente vexat�rio. Lembra??? Coisa mais feia!
Cada um � o bode da vez...
Cabe a quem tem "raz�o e sensibilidade" ir um pouco mais fundo e n�o se
deixar levar pela sensa��o do momento.
Por isso eu digo e repito: o candidato n�o � a campanha do candidato. Quem
escolher pela campanha (ou pela contra-campanha) corre o risco de escolher o
livro pela capa.
As campanhas s�o nojentas, os ve�culos de comunica��o s�o vendidos... claro,
com devidas e maravilhosas exce��es!
�tica??? N�o rima com Pol�tica - que � feita de gente. N�o nessa Era em que
vivemos. N�o nesse Aqui. Um dia, se a Humanidade resistir, se o Planeta
existir...
Tamb�m me decepcionei demais com o PT. Ainda tenho uma estrelinha guardada
por a�... Mas aquele PT de antigamente j� n�o existe.
Agora n�o tenho mais partido. Ali�s, o pa�s n�o tem mais partido.
O jeito � se dar ao trabalho de estudar cada candidato, observar seus
passos, seu comportamento atual (n�o s� o passado, nem s� o presente, porque
no futuro gente muda...).
Era tudo mais intenso, colorido, mais pintura a �leo, mais preto no
branco... Foi tudo desbotando, acinzentando, aquarelando, misturando no meio
do fog... t� bem mais dif�ci escolher.
Mas a gente tenta acertar, n�??? Quem sabe!!!
S� sei de uma coisa: gente tem muito a evoluir...

Beijinhos,

V

-----Original Message-----
From: Pedro Paulo Santos
Sent: Friday, October 22, 2010 11:34 AM
To: is...@googlegroups.com
Subject: Re: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas elei��es...?

Queridas, Valeria e Noely! Saudades de voces!

Acompanhando essa discuss�o, me lembrei de tres fatos interessantes


sobre a nossa imprensa.
Um deles refere-se a duas capas da Veja sobre as enchentes no Rio e em

S�o Paulo. Na capa sobre a enchente de S�o Paulo o titulo era �Por que
chove tanto?�(ed. de 10/02/2010) poupando logicamente o pr�-candidato
Jos� Serra, na capa sobre as enchentes do Rio a capa de 10/04/2010 era
�Culpar as chuvas � demagogia�. Logicamente e poder publico de l� n�o


apoiava o candidato da revista.

Outra aconteceu nessa semana e o Ombudsman da Folha Suzana Singer foi

primorosa com o texto reproduzido a seguir : �Um dia depois de afirmar
que a religi�o n�o foi t�o decisiva no 1� turno, a Folha estampou na


capa Dilma na missa em Aparecida (SP) ao lado de quatro homens

persignando-se. A legenda dizia que ela n�o tinha comungado.
Na quarta p�gina do jornal, o leitor via a candidata petista fazendo o
sinal da cruz "atrasada". Muitos leitores reclamaram, com raz�o. Quem
viu apenas a Primeira P�gina ficou com a impress�o de que a candidata
se recusou a persignar-se em plena missa. Seria suic�dio pol�tico.�


Tambem nunca vi tanta presteza e aten��o em desfazer o �equivoco da
bolinha na cabe�a do Serra� demonstrada pela Globo em contraponto ao


SBT. Tudo isso chamando um especialista da UNICAMP para analisar as
imagens tanto do SBT quanto do celular do jornalista da Folha que

mostra ums imagens muito confusas e de dificil interpreta��o.


Teriam ele feitpo da mesma maneira se fosse o inverso?

A imprensa precisava fazer um Mea Culpa e reconhecer que tem sido

tendenciosa ao �apoiar� veladamente alguns candidatos. Lembremos que a
Folha at� algum tempo atras se colocava como o supra-sumo da
imparcialidade (at� sua publicidade era nesse sentido). Repetem assim


o mesmo procedimento ao qual muitos acusam o PT de se declarar o nicho

da �tica e depois de al�ar ao poder n�o demonstrar a mesma �tica


anunciada, e que fez com que muitos , inclusive eu, se decepcionassem
com o partido.

Em 19 de outubro de 2010 13:14, Valeria <valeri...@terra.com.br>
escreveu:

> Concordo que o processo seja saud�vel para o pa�s. Acredito que temos duas
> op��es "n�o-reacion�rias" (digamos assim), o que tamb�m � louv�vel. S� n�o
> gosto das apela��es, especialmente essas de final de campanha. Todo mundo


> que tem um pouquinho de discernimento sabe quanta hipocrisia rola nos
> debates DE AMBOS OS LADOS. Por isso desisti de assistir o primeiro a
> partir

> dos temas "aborto" e "religi�o". Al�m disso, emails horrorosos tamb�m
> circulam sem o menor respeito pelos candidatos e por quem os est�
> recebendo.
> Duvido que a origem desses emails tenham qualquer liga��o com os pr�prios


> candidatos. Portanto, revidar fica totalmente sem sentido. Expressar

> opini�o


> com dignidade sim, sempre! Mas revidar atacando, desinformando,
> distorcendo

> fatos, disso n�o gosto n�o.
> E, a prop�sito, j� havia lido os emails abaixo. Mesmo assim, obrigada.
>
> Um beijo, tudo de bom, boas elei��es,
>
> Val�ria.


> From: Ana
> Sent: Monday, October 18, 2010 7:42 PM
> To: is...@googlegroups.com

> Subject: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas elei��es...?
> Ol�, Val�ria. Tudo bem com vc? Espero que sim!
>
> Acho super saud�vel o que est� acontecendo nesse pa�s. As pessoas est�o
> REALMENTE discutindo pol�tica, os rumos que querem para o nosso pa�s, e,
> finalmente, muita gente resolveu se posicionar. Eu j� escolhi um lado,
> apesar de saber que realmente n�o h� mais direita, nem esquerda, e o mundo
> n�o pode mesmo ser simploriamente dividido dessa forma, como vc bem


> colocou. Eu tb certamente estaria no segundo grupo, como vc.

> Ali�s, sou casada com um jornalista (talvez vc o conhe�a) com mais de
> vinte
> anos de experi�ncia, e tb historiador. Sou professora (tb ganho pouco),


> tenho duas faculdades, e, depois de adulta, fiz Letras na USP, com enfoque

> hist�rico, o que ampliou bastante meus horizontes.
> O que me incomoda profundamente � quando recebo msgs pol�ticas sem
> autoria,
> pobres de conte�do, que n�o citam autores nem fontes, nem onde foram
> publicadas, o que vc, como jornalista, deve saber que � um erro
> imperdo�vel.
> Tudo bem, as fontes vcs n�o revelam!!!
> Ent�o, em resposta aos e-mails que recebi, que n�o citam fontes, nem


> autoria, encaminho dois:
> 1- Um artigo da psicanalista Maria Rita Kehl, psicanalista

> respeitad�ssima,
> que vc deve conhecer. N�o espero que todos os leitores que acompanham esse


> grupo concordem com as palavras da autora. Eu, particularmente, concordo
> com
> todas. Foi publicada no Grupo Estado, local onde, por sinal, meu marido

> trabalha. Fica para reflex�o!
>
> L� vai!
> Abra�os carinhosos,


> Ana Maria
>
> Por Maria Rita Khel*
>
> Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores

> que apoia o candidato Serra na presente elei��o. Fica assim mais honesta a
> discuss�o que se faz em suas p�ginas. O debate eleitoral que nos conduzir�
> �s urnas amanh� est� acirrado. Eleitores se declaram exaustos e
> desiludidos
> com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presid�ncia da Rep�blica. As
> campanhas, transformadas em espet�culo televisivo, n�o convencem mais
> ningu�m. Apesar disso, alguma coisa importante est� em jogo este ano.
> Parece
> at� que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter
> sido
> soterrada pelos �ltimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga �
> maquiada,
> mas na internet o jogo � duro.
>
> Se o pov�o das chamadas classes D e E � os que vivem nos grot�es perdidos
> do
> interior do Brasil � tivesse acesso � internet, talvez se revoltasse
> contra
> as in�meras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O
> argumento
> j� � familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das
> pol�ticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula n�o valem
> tanto quanto os nossos. N�o s�o express�o consciente de vontade pol�tica.
> Teriam sido comprados ao pre�o do que parte da oposi��o chama de
> bolsa-esmola.
>
> Uma dessas correntes chegou � minha caixa postal vinda de diversos
> destinat�rios. Reproduzia a den�ncia feita por �uma prima� do autor,
> residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indol�ncia dos
> trabalhadores n�o qualificados de sua cidade, queixava-se de que ningu�m
> mais queria ocupar a vaga de porteiro do pr�dio onde mora. Os candidatos


> naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da

> Bolsa-Fam�lia. Ora, essa. A que ponto chegamos. N�o se fazem mais p�s de


> chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem
> o
> patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito

> horas regulamentares por uma mis�ria? Sim, porque � curioso que ningu�m
> tenha questionado o valor do sal�rio oferecido pelo condom�nio da capital
> cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Fam�lia s� seria vantajosa para os
> supostos espertalh�es, pregui�osos e aproveitadores se o sal�rio oferecido
> fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do m�nimo. R$ 200 � o
> valor
> m�ximo a que chega a soma de todos os benef�cios do governo para quem tem
> mais de tr�s filhos, com a condi��o de mant�-los na escola.
>
> Outra den�ncia indignada que corre pela internet � a de que na cidade do
> interior do Piau� onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano,


> todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for

> verdade, � estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se
> fome,
> na certa, como no assustador Garapa, filme de Jos� Padilha. Passava-se
> fome
> todos os dias. Continuam pobres as fam�lias abaixo da classe C que hoje
> recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. S� que
> agora
> comem. Alguns j� conseguem at� produzir e vender para outros que tamb�m
> come�aram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas


> cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito
> surpreendente

> sobre a economia local. A Bolsa-Fam�lia, acreditem se quiserem,
> proporciona
> as condi��es de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da
> �esmolinha� � pol�tico e revela consci�ncia de classe rec�m-adquirida.
>
> O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contr�rio do que pensam os indignados
> da
> internet, mudou para melhor. Se at� pouco tempo alguns empregadores
> costumavam contratar, por menos de um sal�rio m�nimo, pessoas sem
> alternativa de trabalho e sem consci�ncia de seus direitos, hoje n�o � t�o
> f�cil encontrar quem aceite trabalhar nessas condi��es. Vale mais tentar a
> vida a partir da Bolsa-Fam�lia, que apesar de modesta, reduziu de 12% para
> 4,8% a faixa de popula��o em estado de pobreza extrema. Ser� que o leitor
> paulistano tem ideia de quanto � preciso ser pobre, para sair dessa faixa
> por uma diferen�a de R$ 200? Quando o Estado come�a a garantir alguns
> direitos m�nimos � popula��o, esta se politiza e passa a exigir que eles
> sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de �acumula��o primitiva de
> democracia�.


>
> Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os

> brasileiros, como na inesquec�vel observa��o de Pel�, n�o est�o preparados
> para votar. Nem todos, � claro. Depois do segundo turno de 2006, o
> soci�logo
> H�lio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula
> teriam levado em conta apenas seus pr�prios interesses, enquanto os outros
> 40% de supostos eleitores instru�dos pensavam nos interesses do Pa�s.
> Jaguaribe s� n�o explicou como foi poss�vel que o Brasil, dirigido pela
> elite instru�da que se preocupava com os interesses de todos, tenha
> chegado
> ao terceiro mil�nio contando com 60% de sua popula��o t�o inculta a ponto

> de
> seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
>

> Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabe�a acima da linha da
> mendic�ncia e da depend�ncia das rela��es de favor que sempre
> caracterizaram
> as pol�ticas locais pelo interior do Pa�s, dizem que votar em causa
> pr�pria
> n�o vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram
> direitos
> m�nimos que desejam preservar pela via democr�tica, parte dos cidad�os que
> se consideram classe A vem a p�blico desqualificar a seriedade de seus
> votos.
>
> *Mat�ria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e


> reproduzida do site O Escrevinhador
>
>
>
> Eu gostaria muito de ter tempo para responder pontualmente cada uma das

> distor��es hist�ricas cometidas neste texto, mas n�o tenho. Preciso


> trabalhar. Sou jornalista e historiadora, ganho pouco, pesquiso e estudo

> muito. Me dei ao trabalho de ler este email at� o fim porque veio de uma
> fonte que me � cara, meus colegas de col�gio. Mas fiquei indignada com
> algumas afirma��es pin�adas na realidade hist�rica injustamente coladas

> numa
> realidade fabricada. Todos sabemos o que foi o Golpe Militar. Somos uma

> gera��o que nasceu bem no meio dos anos de chumbo. Tanto me interesso pelo


> assunto que tive a oportunidade de conhecer diversos "camaradas", de ir

> � Cuba, assistir com�cios de Fidel Castro - a quem muito admiro - em plena
> Pra�a da Revolu��o, enfim, se o mundo ainda pudesse ser simploriamente


> dividido em "direita" e "esquerda", certamente eu estaria no segundo
> grupo.

> Respeito a posi��o de cada um, mas quem est� parecendo um Goebels da
> Internet � quem faz esse tipo de texto, usando argumentos verdadeiros fora
> de contexto ou vice-versa. S� para citar um exemplo, John McCain era
> candidato da situa��o, equivalente � Dilma e n�o � Serra, que foi lider
> estudantil e esteve exilado no Chile durante a ditadura militar, n�o

> podendo
> ser comparado a um candidato republicano dos EUA. Vou parando por aqui,
> que

> n�o tenho bolsa-nada, apesar do governo canguru, e o dever me chama.
>
> Tomara que ven�a o melhor para o pa�s,
>
> Val�ria.


> From: Ana
> Sent: Monday, October 18, 2010 3:47 AM
> To: is...@googlegroups.com

> Subject: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas elei��es...?
>
> As estrat�gias do fascismo e a candidatura Serra
>
> Rodrigo Gu�ron
>
> Professor UERJ
>
> Paul Virilio, fil�sofo e arquiteto franc�s, conta no seu livro �Guerra e
> Cinema� que as primeiras fotos que correram o mundo com alguns dos
> horrores
> dos campos de concentra��o nazistas foram distribu�das por ordem do
> pr�prio


> Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Em seguida, Goebbels divulgou

> uma nota � imprensa do mundo inteiro declarando-se �horrorizado com o tipo
> de propaganda que fazem contra n�s estes comunistas e judeus�.
>
> Enquanto John McCain, o candidato conservador � presid�ncia dos Estados


> Unidos, recusou alguns ataques fundamentalistas a Obama em certos momentos

> da campanha eleitoral, no Brasil Jos� Serra alimenta e navega satisfeito
> na
> onda de difama��es, cal�nias e terror psicol�gico contra a candidatura

> Dilma
> Roussef. Sua campanha, depois de trazer o fundamentalismo religioso para o

> debate eleitoral, de colocar sua mulher na rua dizendo que a Dilma �mata
> criancinhas�, usou uma manchete mentirosa do Globo que dizia que a Dilma
> ia
> assinar um documento contra a Uni�o Civil Gay (o que n�o aparecia no
> pr�prio
> corpo da not�cia) para posar de � liberal� e dizer que era a favor dessa
> uni�o.
>
> Ontem, a pol�cia federal entrou numa gr�fica que imprimia mais de 2
> milh�es
> de panfletos que acusavam a Dilma de �aborteira�, falsamente assinados

> pela
> CNBB, mas feitos por ordem de um bispo ( com dinheiro de quem?). Enquanto

> isso Serra e Tasso Jereissati ( que acaba de ser derrotado na elei��o para
> senador) iam a uma missa no Cear� onde panfletos semelhantes eram
> distribu�dos ( neste caso diziam que a Dilma era � aborteira�, que tinha
> liga��es com as Farcs, era corrupta etc e tal). Um padre se indignou,
> disse
> aos fi�is que aqueles panfletos n�o tinham nada a ver com a igreja e com
> aquela celebra��o ( que era para S�o Francisco�). Jereissati ent�o come�ou
> a
> ofender o padre, chamou o de �padre petista� e militantes do PSDB foram
> atr�s do religioso que teve que sair da igreja protegido.


>
> Quando Lula reclamou dos ataques que Dilma tem sofrido da imprensa, quando

> disse que esta age como partido pol�tico e que tem candidato, mas se
> apresenta como �imparcial�, foi acusado de ser �contra a liberdade de
> imprensa�. Por outro lado ningu�m viu no jornal Nacional, nem no Globo,
> nem
> na Veja (uma pequena nota na FSP), que Serra mandou desligar a c�mera numa


> entrevista para a jornalista Marcia Peltier, dizendo que aquele tipo de

> pergunta n�o respondia, que ia embora e era para fingir que ele n�o tinha
> estado ali. As imagens do Serra fazendo isso foram entregues ao pr�prio
> pela
> dire��o da CNT ( que vergonhoso gesto para um jornalista�), mas o �udio,
> gravado no celular de um outro jornalista que estava na plat�ia, est� na
> rede.
>
> Imaginem se fosse a Dilma que tivesse mandado desligar a c�mera? �amos ver


> as imagens repetidamente no Jornal Nacional e similares durante dias.
> Dilma

> � ent�o acusada de ser uma �amea�a a liberdade de imprensa� por aqueles
> que
> censuram, manipulam e at� inventam fatos contra a sua campanha. O fascismo
> sempre agiu assim, acusa os outros do que est� fazendo. Goebels, como
> vimos,
> pousou de v�tima dos judeus e comunistas que estava exterminando.
>
> Dilma tamb�m foi acusada, no in�cio da campanha, de �mandar preparar
> dossi�s
> contra Serra e a sua fam�lia�: dossi�s que ningu�m leu. Enquanto isso os
> que
> fizeram essa acusa��o despejam um dossi� gigante e ininterrupto de
> cal�nias
> contra ela. A t�tica de propaganda fascista � esta da confus�o, da
> acusa��o,
> da repeti��o de uma mentira sistem�tica at� virar verdade, da demoniza��o
> e
> escolha de bodes espiat�rios. O fascismo � violento n�o apenas porque

> mente
> e cassa a palavra das pessoas ( como houve com Maria Rita Kehl, demitida
> do

> Estad�o apenas por ter escrito que a elite brasileira n�o admite que os
> votos dos pobres tenham o mesmo peso que os dela); � mais do que isso: o
> fascismo usa uma estrat�gia de afetos de medo e �dio, disseminando-os de
> forma que cada uma das pessoas se torna n�o apenas v�tima, mas agentes
> mesmo
> deste afetos: � uma mobiliza��o pol�tica que passa por dentro dos corpos,
> dos desejos, do sistema nervoso das pessoas, e ganha essa dimens�o macro
> porque � antes micropol�tica. Fascismo n�o � apenas proibir as pessoas de
> dizer ou fazer algo, fascismo � for��-las a falar e fazer algo.
>
> Cada uma das grandes corpora��es de comunica��o do pa�s, onde predominam 4
> ou 5 fam�lias olig�rquicas ( os Marinhos, os Frias, Os Mesquita, os
> Civita�)
> foi fundamental na mobiliza��o entre as classe m�dias e as elites que
> levou
> ao golpe militar de 64, com uma estrat�gia muito semelhante a usada hoje
> pela campanha Serra. A exce��o � a n�o menos proto fascista revista Veja,
> simplesmente porque n�o existia na �poca. Estes grupos cresceram e se


> solidificaram no Regime Militar, enquanto os que se opunham ao Regime

> desapareceram ( por exemplo o �Ultima Hora�, e tamb�m o � Correio da
> Manh�
> que chegou a apoiar o golpe mas come�ou a fazer oposi��o aos militares
> logo
> depois). Ainda nesta t�tica de confus�o da propaganda, estas corpora��es
> de
> comunica��o apresentam-se como grandes v�timas da ditadura. De fato, a
> partir do final de 68, no AI-5, instalaram-se nas reda��es censores

> oficiais
> do regime. Mas antes, nos primeiros quatro anos que se seguiram ao golpe
> que

> ajudaram a promover (entre 64 e 68), cada um desses �ve�culos de
> comunica��o� apoiava e promovia a onda de pris�es e cassa��es que
> acontecia
> entre l�deres pol�ticos, sindicais, professores (expulsos das
> universidades)
> e assim por diante . As organiza��es Globo, como sabemos, foi mais longe
> de
> todas: de 1966 at� o in�cio dos anos 80 lia um editorial todo dia 31 de
> mar�o no Jornal Nacional relembrando e apoiando a � os ideais da revolu��o
> de 64� .
>
> � esta gente e esta estrat�gia que quer derrotar a qualquer pre�o a
> candidata Dilma Roussef
>
> E aqui talvez para n�o abusar do leitor, eu deveria encerrar meu texto.
> Mas
> n�o consigo n�o acrescentar mais um par�grafo para falar do quanto o golpe
> de 64 teve a ver com o �dio e o medo que causava nas elites a participa��o
> de trabalhadores na pol�tica que na �poca crescia a cada ano (o discurso
> da
> �amea�a da rep�blica sindical� repetido por Serra agora), de como o Brasil
> come�ava a se democratizar e os sindicatos conseguiam alguns ganhos para
> os
> trabalhadores, do fato do problema de origem escravocrata da concentra��o
> da
> terra ( e das rela��es de trabalho) ter sido colocado em quest�o pelas
> ligas
> camponesas e como Jango foi acusado de �comunista� por ensaiar um t�mida
> reformas agr�ria, e de como Paulo Freire (um dos primeiros intelectuais
> presos depois do golpe) sofreu a mesma acusa��o por liderar um programa

> que
> alfabetizou 400 mil pessoas em Pernambuco, e assim por diante. E o mais

> not�vel: como que nos anos de grande crescimento econ�mico do regime
> militar
> a mis�ria do pa�s s� aumentou? Como o Brasil terminou este per�odo como a
> na��o industrializada mais desigual do mundo?
>
> N�o d� para separar a viol�ncia pol�tica do regime militar da viol�ncia do
> modelo econ�mico. Assim como n�o d� para separar a viol�ncia contra a
> candidatura Dilma da viol�ncia contra os pobres; e tamb�m da viol�ncia
> contra as mulheres; a prop�sito foi no governo Lula que foi criada e


> aprovada a lei Maria de Penha.
>

> N�o h� neutralidade poss�vel nas elei��es do dia 31 de outubro para quem
> busca um Brasil mais justo, solid�rio e democr�tico.
>
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newton araujo

unread,
Oct 23, 2010, 5:40:11 AM10/23/10
to is...@googlegroups.com
Pessoal, 
Belas notas trocadas. Todos mostrando indignação pelos fatos que circundam as eleições. Só nos resta agora votar, estar presente, não se abster e escolher o melhor candidato dentro da perspectiva de cada um. 
Sou Serra nesta eleição.
Fico feliz de ter participado de um grupo de pessoas tão consciente e atualizados.  
Abraço a todos.
Pardal

> From: valeri...@terra.com.br
> To: is...@googlegroups.com
> Subject: Re: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?
> Date: Fri, 22 Oct 2010 19:22:32 -0200
>
> Oi, Pedro.
> A imprensa - que é feita de gente - nunca foi nem será imparcial. Isso é
> balela.
> Pode até tentar chegar perto disso, mas é o máximo que ela consegue.
> E nem toda ela tem essa intenção, como se vê...
> Tem um monte de exemplo de parcialidade, no cume desse monte está o debate
> Global entre Collor e Lula na disputa presidencial, praticamente um
> corta-e-costura totalmente vexatório. Lembra??? Coisa mais feia!
> Cada um é o bode da vez...
> Cabe a quem tem "razão e sensibilidade" ir um pouco mais fundo e não se
> deixar levar pela sensação do momento.
> Por isso eu digo e repito: o candidato não é a campanha do candidato. Quem
> escolher pela campanha (ou pela contra-campanha) corre o risco de escolher o
> livro pela capa.
> As campanhas são nojentas, os veículos de comunicação são vendidos... claro,
> com devidas e maravilhosas exceções!
> Ética??? Não rima com Política - que é feita de gente. Não nessa Era em que
> vivemos. Não nesse Aqui. Um dia, se a Humanidade resistir, se o Planeta
> existir...
> Também me decepcionei demais com o PT. Ainda tenho uma estrelinha guardada
> por aí... Mas aquele PT de antigamente já não existe.
> Agora não tenho mais partido. Aliás, o país não tem mais partido.
> O jeito é se dar ao trabalho de estudar cada candidato, observar seus
> passos, seu comportamento atual (não só o passado, nem só o presente, porque
> no futuro gente muda...).
> Era tudo mais intenso, colorido, mais pintura a óleo, mais preto no
> branco... Foi tudo desbotando, acinzentando, aquarelando, misturando no meio
> do fog... tá bem mais difíci escolher.
> Mas a gente tenta acertar, né??? Quem sabe!!!
> Só sei de uma coisa: gente tem muito a evoluir...

>
> Beijinhos,
>
> V
>
> -----Original Message-----
> From: Pedro Paulo Santos
> Sent: Friday, October 22, 2010 11:34 AM
> To: is...@googlegroups.com
> Subject: Re: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?
>
> Queridas, Valeria e Noely! Saudades de voces!
>
> Acompanhando essa discussão, me lembrei de tres fatos interessantes

> sobre a nossa imprensa.
> Um deles refere-se a duas capas da Veja sobre as enchentes no Rio e em
> São Paulo. Na capa sobre a enchente de São Paulo o titulo era ¨Por que
> chove tanto?¨(ed. de 10/02/2010) poupando logicamente o pré-candidato
> José Serra, na capa sobre as enchentes do Rio a capa de 10/04/2010 era
> ¨Culpar as chuvas é demagogia¨. Logicamente e poder publico de lá não

> apoiava o candidato da revista.
>
> Outra aconteceu nessa semana e o Ombudsman da Folha Suzana Singer foi
> primorosa com o texto reproduzido a seguir : ¨Um dia depois de afirmar
> que a religião não foi tão decisiva no 1º turno, a Folha estampou na

> capa Dilma na missa em Aparecida (SP) ao lado de quatro homens
> persignando-se. A legenda dizia que ela não tinha comungado.
> Na quarta página do jornal, o leitor via a candidata petista fazendo o
> sinal da cruz "atrasada". Muitos leitores reclamaram, com razão. Quem
> viu apenas a Primeira Página ficou com a impressão de que a candidata
> se recusou a persignar-se em plena missa. Seria suicídio político.¨
>
>
> Tambem nunca vi tanta presteza e atenção em desfazer o ¨equivoco da
> bolinha na cabeça do Serra¨ demonstrada pela Globo em contraponto ao

> SBT. Tudo isso chamando um especialista da UNICAMP para analisar as
> imagens tanto do SBT quanto do celular do jornalista da Folha que
> mostra ums imagens muito confusas e de dificil interpretação.

> Teriam ele feitpo da mesma maneira se fosse o inverso?
>
> A imprensa precisava fazer um Mea Culpa e reconhecer que tem sido
> tendenciosa ao ¨apoiar¨ veladamente alguns candidatos. Lembremos que a
> Folha até algum tempo atras se colocava como o supra-sumo da
> imparcialidade (até sua publicidade era nesse sentido). Repetem assim

> o mesmo procedimento ao qual muitos acusam o PT de se declarar o nicho
> da ética e depois de alçar ao poder não demonstrar a mesma ética
> anunciada, e que fez com que muitos , inclusive eu, se decepcionassem
> com o partido.
>
>
>
> Em 19 de outubro de 2010 13:14, Valeria <valeri...@terra.com.br>
> escreveu:
> > Concordo que o processo seja saudável para o país. Acredito que temos duas
> > opções "não-reacionárias" (digamos assim), o que também é louvável. Só não
> > gosto das apelações, especialmente essas de final de campanha. Todo mundo

> > que tem um pouquinho de discernimento sabe quanta hipocrisia rola nos
> > debates DE AMBOS OS LADOS. Por isso desisti de assistir o primeiro a
> > partir
> > dos temas "aborto" e "religião". Além disso, emails horrorosos também
> > circulam sem o menor respeito pelos candidatos e por quem os está
> > recebendo.
> > Duvido que a origem desses emails tenham qualquer ligação com os próprios

> > candidatos. Portanto, revidar fica totalmente sem sentido. Expressar
> > opinião

> > com dignidade sim, sempre! Mas revidar atacando, desinformando,
> > distorcendo
> > fatos, disso não gosto não.
> > E, a propósito, já havia lido os emails abaixo. Mesmo assim, obrigada.
> >
> > Um beijo, tudo de bom, boas eleições,
> >
> > Valéria.

> > From: Ana
> > Sent: Monday, October 18, 2010 7:42 PM
> > To: is...@googlegroups.com
> > Subject: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?
> > Olá, Valéria. Tudo bem com vc? Espero que sim!
> >
> > Acho super saudável o que está acontecendo nesse país. As pessoas estão
> > REALMENTE discutindo política, os rumos que querem para o nosso país, e,
> > finalmente, muita gente resolveu se posicionar. Eu já escolhi um lado,
> > apesar de saber que realmente não há mais direita, nem esquerda, e o mundo
> > não pode mesmo ser simploriamente dividido dessa forma, como vc bem

> > colocou. Eu tb certamente estaria no segundo grupo, como vc.
> > Aliás, sou casada com um jornalista (talvez vc o conheça) com mais de
> > vinte
> > anos de experiência, e tb historiador. Sou professora (tb ganho pouco),

> > tenho duas faculdades, e, depois de adulta, fiz Letras na USP, com enfoque
> > histórico, o que ampliou bastante meus horizontes.

> > O que me incomoda profundamente é quando recebo msgs políticas sem
> > autoria,
> > pobres de conteúdo, que não citam autores nem fontes, nem onde foram
> > publicadas, o que vc, como jornalista, deve saber que é um erro
> > imperdoável.
> > Tudo bem, as fontes vcs não revelam!!!
> > Então, em resposta aos e-mails que recebi, que não citam fontes, nem

> > autoria, encaminho dois:
> > 1- Um artigo da psicanalista Maria Rita Kehl, psicanalista
> > respeitadíssima,
> > que vc deve conhecer. Não espero que todos os leitores que acompanham esse

> > grupo concordem com as palavras da autora. Eu, particularmente, concordo
> > com
> > todas. Foi publicada no Grupo Estado, local onde, por sinal, meu marido
> > trabalha. Fica para reflexão!
> >
> > Lá vai!
> > Abraços carinhosos,

> > Ana Maria
> >
> > Por Maria Rita Khel*
> >
> > Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores
> > que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a
> > discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá
> > às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e
> > desiludidos

> > com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As
> > campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais
> > ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano.
> > Parece
> > até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter
> > sido
> > soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é
> > maquiada,

> > mas na internet o jogo é duro.
> >
> > Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos
> > do
> > interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse
> > contra
> > as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O
> > argumento

> > já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das
> > políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem
> > tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política.
> > Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de
> > bolsa-esmola.
> >

> > Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos
> > destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor,
> > residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos
> > trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém
> > mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos

> > naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da
> > Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de

> > chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem
> > o
> > patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito
> > horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém
> > tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital
> > cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os
> > supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido
> > fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o
> > valor
> > máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem
> > mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
> >
> > Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do
> > interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano,

> > todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for
> > verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se
> > fome,
> > na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se
> > fome

> > todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje
> > recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que
> > agora
> > comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também
> > começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas

> > cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito
> > surpreendente
> > sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem,
> > proporciona

> > as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da
> > “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
> >
> > O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados
> > da

> > internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores
> > costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem
> > alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão
> > fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a
> > vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para
> > 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor
> > paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa
> > por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns
> > direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles
> > sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de
> > democracia”.

> >
> > Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os
> > brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados
> > para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o
> > sociólogo
> > Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula
> > teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros
> > 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País.
> > Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela
> > elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha
> > chegado
> > ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto
> > de
> > seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
> >
> > Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da
> > mendicância e da dependência das relações de favor que sempre
> > caracterizaram
> > as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa
> > própria
> > não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram
> > direitos
> > mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que
> > se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus
> > votos.
> >
> > *Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e

> > reproduzida do site O Escrevinhador
> >
> >
> >
> > Eu gostaria muito de ter tempo para responder pontualmente cada uma das
> > distorções históricas cometidas neste texto, mas não tenho. Preciso

> > trabalhar. Sou jornalista e historiadora, ganho pouco, pesquiso e estudo
> > muito. Me dei ao trabalho de ler este email até o fim porque veio de uma
> > fonte que me é cara, meus colegas de colégio. Mas fiquei indignada com
> > algumas afirmações pinçadas na realidade histórica injustamente coladas
> > numa
> > realidade fabricada. Todos sabemos o que foi o Golpe Militar. Somos uma
> > geração que nasceu bem no meio dos anos de chumbo. Tanto me interesso pelo

> > assunto que tive a oportunidade de conhecer diversos "camaradas", de ir
> > à Cuba, assistir comícios de Fidel Castro - a quem muito admiro - em plena
> > Praça da Revolução, enfim, se o mundo ainda pudesse ser simploriamente

> > dividido em "direita" e "esquerda", certamente eu estaria no segundo
> > grupo.
> > Respeito a posição de cada um, mas quem está parecendo um Goebels da
> > Internet é quem faz esse tipo de texto, usando argumentos verdadeiros fora
> > de contexto ou vice-versa. Só para citar um exemplo, John McCain era
> > candidato da situação, equivalente à Dilma e não à Serra, que foi lider
> > estudantil e esteve exilado no Chile durante a ditadura militar, não
> > podendo
> > ser comparado a um candidato republicano dos EUA. Vou parando por aqui,
> > que
> > não tenho bolsa-nada, apesar do governo canguru, e o dever me chama.
> >
> > Tomara que vença o melhor para o país,
> >
> > Valéria.
> > From: Ana
> > Sent: Monday, October 18, 2010 3:47 AM
> > To: is...@googlegroups.com
> > Subject: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?
> >
> > As estratégias do fascismo e a candidatura Serra
> >
> > Rodrigo Guéron
> >
> > Professor UERJ
> >
> > Paul Virilio, filósofo e arquiteto francês, conta no seu livro “Guerra e
> > Cinema” que as primeiras fotos que correram o mundo com alguns dos
> > horrores

> > dos campos de concentração nazistas foram distribuídas por ordem do
> > próprio
> > Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Em seguida, Goebbels divulgou
> > uma nota à imprensa do mundo inteiro declarando-se “horrorizado com o tipo
> > de propaganda que fazem contra nós estes comunistas e judeus”.
> >
> > Enquanto John McCain, o candidato conservador à presidência dos Estados

> > Unidos, recusou alguns ataques fundamentalistas a Obama em certos momentos
> > da campanha eleitoral, no Brasil José Serra alimenta e navega satisfeito
> > na
> > onda de difamações, calúnias e terror psicológico contra a candidatura
> > Dilma
> > Roussef. Sua campanha, depois de trazer o fundamentalismo religioso para o
> > debate eleitoral, de colocar sua mulher na rua dizendo que a Dilma “mata
> > criancinhas”, usou uma manchete mentirosa do Globo que dizia que a Dilma
> > ia

> > assinar um documento contra a União Civil Gay (o que não aparecia no
> > próprio
> > corpo da notícia) para posar de “ liberal” e dizer que era a favor dessa
> > união.
> >
> > Ontem, a polícia federal entrou numa gráfica que imprimia mais de 2
> > milhões
> > de panfletos que acusavam a Dilma de “aborteira”, falsamente assinados
> > pela
> > CNBB, mas feitos por ordem de um bispo ( com dinheiro de quem?). Enquanto
> > isso Serra e Tasso Jereissati ( que acaba de ser derrotado na eleição para
> > senador) iam a uma missa no Ceará onde panfletos semelhantes eram
> > distribuídos ( neste caso diziam que a Dilma era “ aborteira”, que tinha
> > ligações com as Farcs, era corrupta etc e tal). Um padre se indignou,
> > disse

> > aos fiéis que aqueles panfletos não tinham nada a ver com a igreja e com
> > aquela celebração ( que era para São Francisco…). Jereissati então começou
> > a
> > ofender o padre, chamou o de “padre petista” e militantes do PSDB foram
> > atrás do religioso que teve que sair da igreja protegido.

> >
> > Quando Lula reclamou dos ataques que Dilma tem sofrido da imprensa, quando
> > disse que esta age como partido político e que tem candidato, mas se
> > apresenta como “imparcial”, foi acusado de ser “contra a liberdade de
> > imprensa”. Por outro lado ninguém viu no jornal Nacional, nem no Globo,
> > nem
> > na Veja (uma pequena nota na FSP), que Serra mandou desligar a câmera numa

> > entrevista para a jornalista Marcia Peltier, dizendo que aquele tipo de
> > pergunta não respondia, que ia embora e era para fingir que ele não tinha
> > estado ali. As imagens do Serra fazendo isso foram entregues ao próprio
> > pela
> > direção da CNT ( que vergonhoso gesto para um jornalista…), mas o áudio,
> > gravado no celular de um outro jornalista que estava na platéia, está na
> > rede.
> >
> > Imaginem se fosse a Dilma que tivesse mandado desligar a câmera? Íamos ver

> > as imagens repetidamente no Jornal Nacional e similares durante dias.
> > Dilma
> > é então acusada de ser uma “ameaça a liberdade de imprensa” por aqueles
> > que
> > censuram, manipulam e até inventam fatos contra a sua campanha. O fascismo
> > sempre agiu assim, acusa os outros do que está fazendo. Goebels, como
> > vimos,

> > pousou de vítima dos judeus e comunistas que estava exterminando.
> >
> > Dilma também foi acusada, no início da campanha, de “mandar preparar
> > dossiês
> > contra Serra e a sua família”: dossiês que ninguém leu. Enquanto isso os
> > que

> > fizeram essa acusação despejam um dossiê gigante e ininterrupto de
> > calúnias
> > contra ela. A tática de propaganda fascista é esta da confusão, da
> > acusação,
> > da repetição de uma mentira sistemática até virar verdade, da demonização
> > e
> > escolha de bodes espiatórios. O fascismo é violento não apenas porque
> > mente
> > e cassa a palavra das pessoas ( como houve com Maria Rita Kehl, demitida
> > do
> > Estadão apenas por ter escrito que a elite brasileira não admite que os
> > votos dos pobres tenham o mesmo peso que os dela); é mais do que isso: o
> > fascismo usa uma estratégia de afetos de medo e ódio, disseminando-os de
> > forma que cada uma das pessoas se torna não apenas vítima, mas agentes
> > mesmo

> > deste afetos: é uma mobilização política que passa por dentro dos corpos,
> > dos desejos, do sistema nervoso das pessoas, e ganha essa dimensão macro
> > porque é antes micropolítica. Fascismo não é apenas proibir as pessoas de

> > dizer ou fazer algo, fascismo é forçá-las a falar e fazer algo.
> >
> > Cada uma das grandes corporações de comunicação do país, onde predominam 4
> > ou 5 famílias oligárquicas ( os Marinhos, os Frias, Os Mesquita, os
> > Civita…)
> > foi fundamental na mobilização entre as classe médias e as elites que
> > levou
> > ao golpe militar de 64, com uma estratégia muito semelhante a usada hoje
> > pela campanha Serra. A exceção é a não menos proto fascista revista Veja,
> > simplesmente porque não existia na época. Estes grupos cresceram e se

> > solidificaram no Regime Militar, enquanto os que se opunham ao Regime
> > desapareceram ( por exemplo o “Ultima Hora”, e também o “ Correio da
> > Manhã”
> > que chegou a apoiar o golpe mas começou a fazer oposição aos militares
> > logo

> > depois). Ainda nesta tática de confusão da propaganda, estas corporações
> > de
> > comunicação apresentam-se como grandes vítimas da ditadura. De fato, a
> > partir do final de 68, no AI-5, instalaram-se nas redações censores
> > oficiais
> > do regime. Mas antes, nos primeiros quatro anos que se seguiram ao golpe
> > que
> > ajudaram a promover (entre 64 e 68), cada um desses “veículos de
> > comunicação” apoiava e promovia a onda de prisões e cassações que
> > acontecia
> > entre líderes políticos, sindicais, professores (expulsos das
> > universidades)
> > e assim por diante . As organizações Globo, como sabemos, foi mais longe
> > de

> > todas: de 1966 até o início dos anos 80 lia um editorial todo dia 31 de
> > março no Jornal Nacional relembrando e apoiando a “ os ideais da revolução
> > de 64” .
> >
> > É esta gente e esta estratégia que quer derrotar a qualquer preço a
> > candidata Dilma Roussef
> >
> > E aqui talvez para não abusar do leitor, eu deveria encerrar meu texto.
> > Mas

> > não consigo não acrescentar mais um parágrafo para falar do quanto o golpe
> > de 64 teve a ver com o ódio e o medo que causava nas elites a participação
> > de trabalhadores na política que na época crescia a cada ano (o discurso
> > da
> > “ameaça da república sindical” repetido por Serra agora), de como o Brasil
> > começava a se democratizar e os sindicatos conseguiam alguns ganhos para
> > os
> > trabalhadores, do fato do problema de origem escravocrata da concentração
> > da
> > terra ( e das relações de trabalho) ter sido colocado em questão pelas
> > ligas

> > camponesas e como Jango foi acusado de “comunista” por ensaiar um tímida
> > reformas agrária, e de como Paulo Freire (um dos primeiros intelectuais
> > presos depois do golpe) sofreu a mesma acusação por liderar um programa
> > que
> > alfabetizou 400 mil pessoas em Pernambuco, e assim por diante. E o mais
> > notável: como que nos anos de grande crescimento econômico do regime
> > militar
> > a miséria do país só aumentou? Como o Brasil terminou este período como a
> > nação industrializada mais desigual do mundo?
> >
> > Não dá para separar a violência política do regime militar da violência do
> > modelo econômico. Assim como não dá para separar a violência contra a
> > candidatura Dilma da violência contra os pobres; e também da violência
> > contra as mulheres; a propósito foi no governo Lula que foi criada e

> > aprovada a lei Maria de Penha.
> >
> > Não há neutralidade possível nas eleições do dia 31 de outubro para quem
> > busca um Brasil mais justo, solidário e democrático.
> >
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noelly...@gmail.com

unread,
Oct 23, 2010, 3:19:45 PM10/23/10
to is...@googlegroups.com, is...@googlegroups.com
É.

Valeria

unread,
Oct 23, 2010, 3:44:25 PM10/23/10
to is...@googlegroups.com
S� para botar lenha, viram a capa da Carta Capital e da Isto �???
Bjs

-----Original Message-----
From: Noelly...@gmail.com
Sent: Saturday, October 23, 2010 5:19 PM
To: is...@googlegroups.com
Cc: is...@googlegroups.com
Subject: [Spam] Re: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas
elei��es...?

�.


Em 22/10/2010, �s 11:34, Pedro Paulo Santos <pedropau...@gmail.com>
escreveu:

> Queridas, Valeria e Noely! Saudades de voces!
>

> Acompanhando essa discuss�o, me lembrei de tres fatos interessantes


> sobre a nossa imprensa.
> Um deles refere-se a duas capas da Veja sobre as enchentes no Rio e em

> S�o Paulo. Na capa sobre a enchente de S�o Paulo o titulo era �Por que
> chove tanto?�(ed. de 10/02/2010) poupando logicamente o pr�-candidato
> Jos� Serra, na capa sobre as enchentes do Rio a capa de 10/04/2010 era

> �Culpar as chuvas � demagogia�. Logicamente e poder publico de l� n�o


> apoiava o candidato da revista.
>
> Outra aconteceu nessa semana e o Ombudsman da Folha Suzana Singer foi

> primorosa com o texto reproduzido a seguir : �Um dia depois de afirmar

> que a religi�o n�o foi t�o decisiva no 1� turno, a Folha estampou na


> capa Dilma na missa em Aparecida (SP) ao lado de quatro homens

> persignando-se. A legenda dizia que ela n�o tinha comungado.
> Na quarta p�gina do jornal, o leitor via a candidata petista fazendo o
> sinal da cruz "atrasada". Muitos leitores reclamaram, com raz�o. Quem
> viu apenas a Primeira P�gina ficou com a impress�o de que a candidata
> se recusou a persignar-se em plena missa. Seria suic�dio pol�tico.�
>
>
> Tambem nunca vi tanta presteza e aten��o em desfazer o �equivoco da

> bolinha na cabe�a do Serra� demonstrada pela Globo em contraponto ao


> SBT. Tudo isso chamando um especialista da UNICAMP para analisar as
> imagens tanto do SBT quanto do celular do jornalista da Folha que

> mostra ums imagens muito confusas e de dificil interpreta��o.


> Teriam ele feitpo da mesma maneira se fosse o inverso?
>
> A imprensa precisava fazer um Mea Culpa e reconhecer que tem sido

> tendenciosa ao �apoiar� veladamente alguns candidatos. Lembremos que a
> Folha at� algum tempo atras se colocava como o supra-sumo da
> imparcialidade (at� sua publicidade era nesse sentido). Repetem assim


> o mesmo procedimento ao qual muitos acusam o PT de se declarar o nicho

> da �tica e depois de al�ar ao poder n�o demonstrar a mesma �tica

> anunciada, e que fez com que muitos , inclusive eu, se decepcionassem
> com o partido.
>
>
>
> Em 19 de outubro de 2010 13:14, Valeria <valeri...@terra.com.br>
> escreveu:

>> Concordo que o processo seja saud�vel para o pa�s. Acredito que temos
>> duas
>> op��es "n�o-reacion�rias" (digamos assim), o que tamb�m � louv�vel. S�
>> n�o

>> gosto das apela��es, especialmente essas de final de campanha. Todo mundo


>> que tem um pouquinho de discernimento sabe quanta hipocrisia rola nos
>> debates DE AMBOS OS LADOS. Por isso desisti de assistir o primeiro a
>> partir

>> dos temas "aborto" e "religi�o". Al�m disso, emails horrorosos tamb�m

>> circulam sem o menor respeito pelos candidatos e por quem os est�
>> recebendo.


>> Duvido que a origem desses emails tenham qualquer liga��o com os pr�prios

>> candidatos. Portanto, revidar fica totalmente sem sentido. Expressar

>> opini�o


>> com dignidade sim, sempre! Mas revidar atacando, desinformando,
>> distorcendo

>> fatos, disso n�o gosto n�o.
>> E, a prop�sito, j� havia lido os emails abaixo. Mesmo assim, obrigada.
>>
>> Um beijo, tudo de bom, boas elei��es,
>>
>> Val�ria.

>> From: Ana
>> Sent: Monday, October 18, 2010 7:42 PM
>> To: is...@googlegroups.com

>> Subject: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas elei��es...?
>> Ol�, Val�ria. Tudo bem com vc? Espero que sim!
>>
>> Acho super saud�vel o que est� acontecendo nesse pa�s. As pessoas est�o

>> REALMENTE discutindo pol�tica, os rumos que querem para o nosso pa�s, e,
>> finalmente, muita gente resolveu se posicionar. Eu j� escolhi um lado,
>> apesar de saber que realmente n�o h� mais direita, nem esquerda, e o
>> mundo
>> n�o pode mesmo ser simploriamente dividido dessa forma, como vc bem


>> colocou. Eu tb certamente estaria no segundo grupo, como vc.

>> Ali�s, sou casada com um jornalista (talvez vc o conhe�a) com mais de
>> vinte
>> anos de experi�ncia, e tb historiador. Sou professora (tb ganho pouco),


>> tenho duas faculdades, e, depois de adulta, fiz Letras na USP, com
>> enfoque

>> hist�rico, o que ampliou bastante meus horizontes.
>> O que me incomoda profundamente � quando recebo msgs pol�ticas sem
>> autoria,
>> pobres de conte�do, que n�o citam autores nem fontes, nem onde foram
>> publicadas, o que vc, como jornalista, deve saber que � um erro
>> imperdo�vel.
>> Tudo bem, as fontes vcs n�o revelam!!!

>> Ent�o, em resposta aos e-mails que recebi, que n�o citam fontes, nem


>> autoria, encaminho dois:
>> 1- Um artigo da psicanalista Maria Rita Kehl, psicanalista

>> respeitad�ssima,
>> que vc deve conhecer. N�o espero que todos os leitores que acompanham

>> esse
>> grupo concordem com as palavras da autora. Eu, particularmente, concordo
>> com
>> todas. Foi publicada no Grupo Estado, local onde, por sinal, meu marido

>> trabalha. Fica para reflex�o!
>>
>> L� vai!

>> Abra�os carinhosos,


>> Ana Maria
>>
>> Por Maria Rita Khel*
>>
>> Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores

>> que apoia o candidato Serra na presente elei��o. Fica assim mais honesta
>> a


>> discuss�o que se faz em suas p�ginas. O debate eleitoral que nos
>> conduzir�

>> �s urnas amanh� est� acirrado. Eleitores se declaram exaustos e
>> desiludidos


>> com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presid�ncia da Rep�blica. As
>> campanhas, transformadas em espet�culo televisivo, n�o convencem mais

>> ningu�m. Apesar disso, alguma coisa importante est� em jogo este ano.
>> Parece
>> at� que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter
>> sido
>> soterrada pelos �ltimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga �
>> maquiada,


>> mas na internet o jogo � duro.
>>

>> Se o pov�o das chamadas classes D e E � os que vivem nos grot�es perdidos
>> do
>> interior do Brasil � tivesse acesso � internet, talvez se revoltasse
>> contra
>> as in�meras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O
>> argumento


>> j� � familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das
>> pol�ticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula n�o valem
>> tanto quanto os nossos. N�o s�o express�o consciente de vontade pol�tica.

>> Teriam sido comprados ao pre�o do que parte da oposi��o chama de
>> bolsa-esmola.
>>


>> Uma dessas correntes chegou � minha caixa postal vinda de diversos
>> destinat�rios. Reproduzia a den�ncia feita por �uma prima� do autor,
>> residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indol�ncia dos

>> trabalhadores n�o qualificados de sua cidade, queixava-se de que ningu�m
>> mais queria ocupar a vaga de porteiro do pr�dio onde mora. Os candidatos


>> naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da

>> Bolsa-Fam�lia. Ora, essa. A que ponto chegamos. N�o se fazem mais p�s de


>> chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de
>> quem o
>> patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as
>> oito

>> horas regulamentares por uma mis�ria? Sim, porque � curioso que ningu�m

>> tenha questionado o valor do sal�rio oferecido pelo condom�nio da capital
>> cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Fam�lia s� seria vantajosa para
>> os


>> supostos espertalh�es, pregui�osos e aproveitadores se o sal�rio

>> oferecido


>> fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do m�nimo. R$ 200 � o
>> valor
>> m�ximo a que chega a soma de todos os benef�cios do governo para quem tem
>> mais de tr�s filhos, com a condi��o de mant�-los na escola.
>>

>> Outra den�ncia indignada que corre pela internet � a de que na cidade do
>> interior do Piau� onde vivem os parentes da empregada de algum

>> paulistano,
>> todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for

>> verdade, � estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se
>> fome,
>> na certa, como no assustador Garapa, filme de Jos� Padilha. Passava-se
>> fome


>> todos os dias. Continuam pobres as fam�lias abaixo da classe C que hoje
>> recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. S� que
>> agora

>> comem. Alguns j� conseguem at� produzir e vender para outros que tamb�m
>> come�aram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que,

>> nas
>> cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito
>> surpreendente

>> sobre a economia local. A Bolsa-Fam�lia, acreditem se quiserem,
>> proporciona


>> as condi��es de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da
>> �esmolinha� � pol�tico e revela consci�ncia de classe rec�m-adquirida.
>>

>> O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contr�rio do que pensam os indignados
>> da


>> internet, mudou para melhor. Se at� pouco tempo alguns empregadores
>> costumavam contratar, por menos de um sal�rio m�nimo, pessoas sem
>> alternativa de trabalho e sem consci�ncia de seus direitos, hoje n�o �
>> t�o

>> f�cil encontrar quem aceite trabalhar nessas condi��es. Vale mais tentar
>> a
>> vida a partir da Bolsa-Fam�lia, que apesar de modesta, reduziu de 12%
>> para


>> 4,8% a faixa de popula��o em estado de pobreza extrema. Ser� que o leitor
>> paulistano tem ideia de quanto � preciso ser pobre, para sair dessa faixa
>> por uma diferen�a de R$ 200? Quando o Estado come�a a garantir alguns
>> direitos m�nimos � popula��o, esta se politiza e passa a exigir que eles
>> sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de �acumula��o primitiva de

>> democracia�.


>>
>> Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os

>> brasileiros, como na inesquec�vel observa��o de Pel�, n�o est�o

>> preparados
>> para votar. Nem todos, � claro. Depois do segundo turno de 2006, o
>> soci�logo
>> H�lio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula
>> teriam levado em conta apenas seus pr�prios interesses, enquanto os
>> outros


>> 40% de supostos eleitores instru�dos pensavam nos interesses do Pa�s.

>> Jaguaribe s� n�o explicou como foi poss�vel que o Brasil, dirigido pela
>> elite instru�da que se preocupava com os interesses de todos, tenha
>> chegado
>> ao terceiro mil�nio contando com 60% de sua popula��o t�o inculta a ponto

>> de
>> seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
>>

>> Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabe�a acima da linha da

>> mendic�ncia e da depend�ncia das rela��es de favor que sempre
>> caracterizaram
>> as pol�ticas locais pelo interior do Pa�s, dizem que votar em causa
>> pr�pria
>> n�o vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram
>> direitos


>> m�nimos que desejam preservar pela via democr�tica, parte dos cidad�os

>> que
>> se consideram classe A vem a p�blico desqualificar a seriedade de seus
>> votos.
>>
>> *Mat�ria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e


>> reproduzida do site O Escrevinhador
>>
>>
>>
>> Eu gostaria muito de ter tempo para responder pontualmente cada uma das

>> distor��es hist�ricas cometidas neste texto, mas n�o tenho. Preciso


>> trabalhar. Sou jornalista e historiadora, ganho pouco, pesquiso e estudo

>> muito. Me dei ao trabalho de ler este email at� o fim porque veio de uma
>> fonte que me � cara, meus colegas de col�gio. Mas fiquei indignada com

>> algumas afirma��es pin�adas na realidade hist�rica injustamente coladas

>> numa
>> realidade fabricada. Todos sabemos o que foi o Golpe Militar. Somos uma

>> gera��o que nasceu bem no meio dos anos de chumbo. Tanto me interesso

>> pelo
>> assunto que tive a oportunidade de conhecer diversos "camaradas", de ir

>> � Cuba, assistir com�cios de Fidel Castro - a quem muito admiro - em
>> plena
>> Pra�a da Revolu��o, enfim, se o mundo ainda pudesse ser simploriamente


>> dividido em "direita" e "esquerda", certamente eu estaria no segundo
>> grupo.

>> Respeito a posi��o de cada um, mas quem est� parecendo um Goebels da
>> Internet � quem faz esse tipo de texto, usando argumentos verdadeiros
>> fora


>> de contexto ou vice-versa. S� para citar um exemplo, John McCain era

>> candidato da situa��o, equivalente � Dilma e n�o � Serra, que foi lider
>> estudantil e esteve exilado no Chile durante a ditadura militar, n�o

>> podendo
>> ser comparado a um candidato republicano dos EUA. Vou parando por aqui,
>> que

>> n�o tenho bolsa-nada, apesar do governo canguru, e o dever me chama.
>>
>> Tomara que ven�a o melhor para o pa�s,
>>
>> Val�ria.

>> From: Ana
>> Sent: Monday, October 18, 2010 3:47 AM
>> To: is...@googlegroups.com

>> Subject: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas elei��es...?
>>
>> As estrat�gias do fascismo e a candidatura Serra
>>
>> Rodrigo Gu�ron
>>
>> Professor UERJ
>>
>> Paul Virilio, fil�sofo e arquiteto franc�s, conta no seu livro �Guerra e

>> Cinema� que as primeiras fotos que correram o mundo com alguns dos
>> horrores


>> dos campos de concentra��o nazistas foram distribu�das por ordem do
>> pr�prio

>> Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Em seguida, Goebbels divulgou

>> uma nota � imprensa do mundo inteiro declarando-se �horrorizado com o
>> tipo
>> de propaganda que fazem contra n�s estes comunistas e judeus�.
>>
>> Enquanto John McCain, o candidato conservador � presid�ncia dos Estados


>> Unidos, recusou alguns ataques fundamentalistas a Obama em certos
>> momentos

>> da campanha eleitoral, no Brasil Jos� Serra alimenta e navega satisfeito
>> na
>> onda de difama��es, cal�nias e terror psicol�gico contra a candidatura

>> Dilma
>> Roussef. Sua campanha, depois de trazer o fundamentalismo religioso para
>> o

>> debate eleitoral, de colocar sua mulher na rua dizendo que a Dilma �mata
>> criancinhas�, usou uma manchete mentirosa do Globo que dizia que a Dilma
>> ia


>> assinar um documento contra a Uni�o Civil Gay (o que n�o aparecia no
>> pr�prio
>> corpo da not�cia) para posar de � liberal� e dizer que era a favor dessa
>> uni�o.
>>

>> Ontem, a pol�cia federal entrou numa gr�fica que imprimia mais de 2
>> milh�es
>> de panfletos que acusavam a Dilma de �aborteira�, falsamente assinados

>> pela
>> CNBB, mas feitos por ordem de um bispo ( com dinheiro de quem?). Enquanto

>> isso Serra e Tasso Jereissati ( que acaba de ser derrotado na elei��o
>> para


>> senador) iam a uma missa no Cear� onde panfletos semelhantes eram
>> distribu�dos ( neste caso diziam que a Dilma era � aborteira�, que tinha

>> liga��es com as Farcs, era corrupta etc e tal). Um padre se indignou,
>> disse


>> aos fi�is que aqueles panfletos n�o tinham nada a ver com a igreja e com
>> aquela celebra��o ( que era para S�o Francisco�). Jereissati ent�o

>> come�ou a
>> ofender o padre, chamou o de �padre petista� e militantes do PSDB foram
>> atr�s do religioso que teve que sair da igreja protegido.


>>
>> Quando Lula reclamou dos ataques que Dilma tem sofrido da imprensa,
>> quando

>> disse que esta age como partido pol�tico e que tem candidato, mas se
>> apresenta como �imparcial�, foi acusado de ser �contra a liberdade de

>> imprensa�. Por outro lado ningu�m viu no jornal Nacional, nem no Globo,
>> nem
>> na Veja (uma pequena nota na FSP), que Serra mandou desligar a c�mera

>> numa
>> entrevista para a jornalista Marcia Peltier, dizendo que aquele tipo de

>> pergunta n�o respondia, que ia embora e era para fingir que ele n�o tinha
>> estado ali. As imagens do Serra fazendo isso foram entregues ao pr�prio
>> pela
>> dire��o da CNT ( que vergonhoso gesto para um jornalista�), mas o �udio,

>> gravado no celular de um outro jornalista que estava na plat�ia, est� na
>> rede.
>>
>> Imaginem se fosse a Dilma que tivesse mandado desligar a c�mera? �amos

>> ver
>> as imagens repetidamente no Jornal Nacional e similares durante dias.
>> Dilma

>> � ent�o acusada de ser uma �amea�a a liberdade de imprensa� por aqueles
>> que
>> censuram, manipulam e at� inventam fatos contra a sua campanha. O
>> fascismo
>> sempre agiu assim, acusa os outros do que est� fazendo. Goebels, como
>> vimos,


>> pousou de v�tima dos judeus e comunistas que estava exterminando.
>>
>> Dilma tamb�m foi acusada, no in�cio da campanha, de �mandar preparar
>> dossi�s

>> contra Serra e a sua fam�lia�: dossi�s que ningu�m leu. Enquanto isso os
>> que


>> fizeram essa acusa��o despejam um dossi� gigante e ininterrupto de
>> cal�nias
>> contra ela. A t�tica de propaganda fascista � esta da confus�o, da
>> acusa��o,
>> da repeti��o de uma mentira sistem�tica at� virar verdade, da demoniza��o
>> e

>> escolha de bodes espiat�rios. O fascismo � violento n�o apenas porque

>> mente
>> e cassa a palavra das pessoas ( como houve com Maria Rita Kehl, demitida
>> do

>> Estad�o apenas por ter escrito que a elite brasileira n�o admite que os
>> votos dos pobres tenham o mesmo peso que os dela); � mais do que isso: o
>> fascismo usa uma estrat�gia de afetos de medo e �dio, disseminando-os de

>> forma que cada uma das pessoas se torna n�o apenas v�tima, mas agentes
>> mesmo


>> deste afetos: � uma mobiliza��o pol�tica que passa por dentro dos corpos,
>> dos desejos, do sistema nervoso das pessoas, e ganha essa dimens�o macro

>> porque � antes micropol�tica. Fascismo n�o � apenas proibir as pessoas
>> de


>> dizer ou fazer algo, fascismo � for��-las a falar e fazer algo.
>>

>> Cada uma das grandes corpora��es de comunica��o do pa�s, onde predominam
>> 4


>> ou 5 fam�lias olig�rquicas ( os Marinhos, os Frias, Os Mesquita, os
>> Civita�)

>> foi fundamental na mobiliza��o entre as classe m�dias e as elites que
>> levou


>> ao golpe militar de 64, com uma estrat�gia muito semelhante a usada hoje

>> pela campanha Serra. A exce��o � a n�o menos proto fascista revista
>> Veja,
>> simplesmente porque n�o existia na �poca. Estes grupos cresceram e se


>> solidificaram no Regime Militar, enquanto os que se opunham ao Regime

>> desapareceram ( por exemplo o �Ultima Hora�, e tamb�m o � Correio da
>> Manh�

>> que chegou a apoiar o golpe mas come�ou a fazer oposi��o aos militares
>> logo


>> depois). Ainda nesta t�tica de confus�o da propaganda, estas corpora��es
>> de

>> comunica��o apresentam-se como grandes v�timas da ditadura. De fato, a
>> partir do final de 68, no AI-5, instalaram-se nas reda��es censores

>> oficiais
>> do regime. Mas antes, nos primeiros quatro anos que se seguiram ao golpe
>> que

>> ajudaram a promover (entre 64 e 68), cada um desses �ve�culos de
>> comunica��o� apoiava e promovia a onda de pris�es e cassa��es que
>> acontecia

>> entre l�deres pol�ticos, sindicais, professores (expulsos das
>> universidades)
>> e assim por diante . As organiza��es Globo, como sabemos, foi mais longe
>> de


>> todas: de 1966 at� o in�cio dos anos 80 lia um editorial todo dia 31 de
>> mar�o no Jornal Nacional relembrando e apoiando a � os ideais da
>> revolu��o
>> de 64� .
>>

>> � esta gente e esta estrat�gia que quer derrotar a qualquer pre�o a
>> candidata Dilma Roussef
>>
>> E aqui talvez para n�o abusar do leitor, eu deveria encerrar meu texto.
>> Mas
>> n�o consigo n�o acrescentar mais um par�grafo para falar do quanto o
>> golpe


>> de 64 teve a ver com o �dio e o medo que causava nas elites a
>> participa��o

>> de trabalhadores na pol�tica que na �poca crescia a cada ano (o discurso
>> da
>> �amea�a da rep�blica sindical� repetido por Serra agora), de como o
>> Brasil
>> come�ava a se democratizar e os sindicatos conseguiam alguns ganhos para
>> os
>> trabalhadores, do fato do problema de origem escravocrata da concentra��o
>> da
>> terra ( e das rela��es de trabalho) ter sido colocado em quest�o pelas
>> ligas


>> camponesas e como Jango foi acusado de �comunista� por ensaiar um t�mida

>> reformas agr�ria, e de como Paulo Freire (um dos primeiros intelectuais
>> presos depois do golpe) sofreu a mesma acusa��o por liderar um programa

>> que
>> alfabetizou 400 mil pessoas em Pernambuco, e assim por diante. E o mais

>> not�vel: como que nos anos de grande crescimento econ�mico do regime
>> militar
>> a mis�ria do pa�s s� aumentou? Como o Brasil terminou este per�odo como a
>> na��o industrializada mais desigual do mundo?
>>
>> N�o d� para separar a viol�ncia pol�tica do regime militar da viol�ncia
>> do
>> modelo econ�mico. Assim como n�o d� para separar a viol�ncia contra a
>> candidatura Dilma da viol�ncia contra os pobres; e tamb�m da viol�ncia

>> contra as mulheres; a prop�sito foi no governo Lula que foi criada e


>> aprovada a lei Maria de Penha.
>>

>> N�o h� neutralidade poss�vel nas elei��es do dia 31 de outubro para quem
>> busca um Brasil mais justo, solid�rio e democr�tico.
>>
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Ana

unread,
Oct 23, 2010, 4:20:23 PM10/23/10
to is...@googlegroups.com
Nossa, eu vi, Val�ria!

Essas elei��es est�o dando muito "pano pra manga"!!!
E o "evento bolinha"?! Socorro, o que foi aquilo???
O Molina... ai, cada coisa...
Ali�s, j� rola uma fofoca de bastidores, mas isso eu n�o posso afirmar com
certeza, pq eu n�o estava presente. No entanto, n�o duvido. Se algu�m puder
confirmar a informa��o, eu agrade�o.
Qdo o Jornal Nacional terminou, depois daquela palha�ada sem tamanho, toda a
reda��o da TV Globo em S�o Paulo vaiou o JN, obviamente desaprovando o papel
rid�culo ao qual a emissora se prestou. � mesmo o fim dos tempos!!! O JN foi
a piada da quinta.
Muitos jornalistas afirmaram sentir vergonha de trabalhar onde estavam
trabalhando, ao final do jornal, e, n�o sei se vcs viram, mas a F�tima e o
William n�o apresentaram o jornal na sexta.
Se eles tiverem o m�nimo de �tica profissional, tb devem estar
envergonhados.

Bjs carinhosos e muita sa�de a todos,
Ana Maria

Ana

unread,
Oct 23, 2010, 4:31:56 PM10/23/10
to is...@googlegroups.com, is...@googlegroups.com
� verdade, Noelly e Pedro Paulo.

A imprensa n�o � toooda golpista, mas, qdo ela quer, "levanta" um candidato,
ou "afunda".
N�s todos sabemos v�rios exemplos disso. Mesmo assim, eu ainda acredito na
imprensa. H� muita gente s�ria e com �tica trabalhando nesse meio.
E acho que ainda � poss�vel utilizar a m�dia para obter informa��es, e para
denunciar injusti�as. A coisa funciona, muitas vezes.
No entanto, n�o acredito em liberdade de imprensa, nem em liberdade de
express�o. Se isso realmente existisse, a Maria Rita n�o teria sido demitida
do Estad�o, certo?
E vamos para o segundo turno!
Todos n�s queremos a mesma coisa: o melhor para o Brasil.

Um �timo final de semana e muita sa�de a todos,
Ana
Ali�s, vcs t�m not�cias do Arthur? Est� tudo bem com ele?


�.


Em 22/10/2010, �s 11:34, Pedro Paulo Santos <pedropau...@gmail.com>
escreveu:

> Queridas, Valeria e Noely! Saudades de voces!
>

> Acompanhando essa discuss�o, me lembrei de tres fatos interessantes


> sobre a nossa imprensa.
> Um deles refere-se a duas capas da Veja sobre as enchentes no Rio e em

> S�o Paulo. Na capa sobre a enchente de S�o Paulo o titulo era �Por que
> chove tanto?�(ed. de 10/02/2010) poupando logicamente o pr�-candidato
> Jos� Serra, na capa sobre as enchentes do Rio a capa de 10/04/2010 era

> �Culpar as chuvas � demagogia�. Logicamente e poder publico de l� n�o


> apoiava o candidato da revista.
>
> Outra aconteceu nessa semana e o Ombudsman da Folha Suzana Singer foi

> primorosa com o texto reproduzido a seguir : �Um dia depois de afirmar

> que a religi�o n�o foi t�o decisiva no 1� turno, a Folha estampou na


> capa Dilma na missa em Aparecida (SP) ao lado de quatro homens

> persignando-se. A legenda dizia que ela n�o tinha comungado.
> Na quarta p�gina do jornal, o leitor via a candidata petista fazendo o
> sinal da cruz "atrasada". Muitos leitores reclamaram, com raz�o. Quem
> viu apenas a Primeira P�gina ficou com a impress�o de que a candidata
> se recusou a persignar-se em plena missa. Seria suic�dio pol�tico.�
>
>
> Tambem nunca vi tanta presteza e aten��o em desfazer o �equivoco da

> bolinha na cabe�a do Serra� demonstrada pela Globo em contraponto ao


> SBT. Tudo isso chamando um especialista da UNICAMP para analisar as
> imagens tanto do SBT quanto do celular do jornalista da Folha que

> mostra ums imagens muito confusas e de dificil interpreta��o.


> Teriam ele feitpo da mesma maneira se fosse o inverso?
>
> A imprensa precisava fazer um Mea Culpa e reconhecer que tem sido

> tendenciosa ao �apoiar� veladamente alguns candidatos. Lembremos que a
> Folha at� algum tempo atras se colocava como o supra-sumo da
> imparcialidade (at� sua publicidade era nesse sentido). Repetem assim


> o mesmo procedimento ao qual muitos acusam o PT de se declarar o nicho

> da �tica e depois de al�ar ao poder n�o demonstrar a mesma �tica

> anunciada, e que fez com que muitos , inclusive eu, se decepcionassem
> com o partido.
>
>
>
> Em 19 de outubro de 2010 13:14, Valeria <valeri...@terra.com.br>
> escreveu:

>> Concordo que o processo seja saud�vel para o pa�s. Acredito que temos
>> duas
>> op��es "n�o-reacion�rias" (digamos assim), o que tamb�m � louv�vel. S�
>> n�o

>> gosto das apela��es, especialmente essas de final de campanha. Todo mundo


>> que tem um pouquinho de discernimento sabe quanta hipocrisia rola nos
>> debates DE AMBOS OS LADOS. Por isso desisti de assistir o primeiro a
>> partir

>> dos temas "aborto" e "religi�o". Al�m disso, emails horrorosos tamb�m

>> circulam sem o menor respeito pelos candidatos e por quem os est�
>> recebendo.


>> Duvido que a origem desses emails tenham qualquer liga��o com os pr�prios

>> candidatos. Portanto, revidar fica totalmente sem sentido. Expressar

>> opini�o


>> com dignidade sim, sempre! Mas revidar atacando, desinformando,
>> distorcendo

>> fatos, disso n�o gosto n�o.
>> E, a prop�sito, j� havia lido os emails abaixo. Mesmo assim, obrigada.
>>
>> Um beijo, tudo de bom, boas elei��es,
>>
>> Val�ria.

>> From: Ana
>> Sent: Monday, October 18, 2010 7:42 PM
>> To: is...@googlegroups.com

>> Subject: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas elei��es...?
>> Ol�, Val�ria. Tudo bem com vc? Espero que sim!
>>
>> Acho super saud�vel o que est� acontecendo nesse pa�s. As pessoas est�o

>> REALMENTE discutindo pol�tica, os rumos que querem para o nosso pa�s, e,
>> finalmente, muita gente resolveu se posicionar. Eu j� escolhi um lado,
>> apesar de saber que realmente n�o h� mais direita, nem esquerda, e o
>> mundo
>> n�o pode mesmo ser simploriamente dividido dessa forma, como vc bem


>> colocou. Eu tb certamente estaria no segundo grupo, como vc.

>> Ali�s, sou casada com um jornalista (talvez vc o conhe�a) com mais de
>> vinte
>> anos de experi�ncia, e tb historiador. Sou professora (tb ganho pouco),


>> tenho duas faculdades, e, depois de adulta, fiz Letras na USP, com
>> enfoque

>> hist�rico, o que ampliou bastante meus horizontes.
>> O que me incomoda profundamente � quando recebo msgs pol�ticas sem
>> autoria,
>> pobres de conte�do, que n�o citam autores nem fontes, nem onde foram
>> publicadas, o que vc, como jornalista, deve saber que � um erro
>> imperdo�vel.
>> Tudo bem, as fontes vcs n�o revelam!!!

>> Ent�o, em resposta aos e-mails que recebi, que n�o citam fontes, nem


>> autoria, encaminho dois:
>> 1- Um artigo da psicanalista Maria Rita Kehl, psicanalista

>> respeitad�ssima,
>> que vc deve conhecer. N�o espero que todos os leitores que acompanham

>> esse
>> grupo concordem com as palavras da autora. Eu, particularmente, concordo
>> com
>> todas. Foi publicada no Grupo Estado, local onde, por sinal, meu marido

>> trabalha. Fica para reflex�o!
>>
>> L� vai!

>> Abra�os carinhosos,


>> Ana Maria
>>
>> Por Maria Rita Khel*
>>
>> Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores

>> que apoia o candidato Serra na presente elei��o. Fica assim mais honesta
>> a


>> discuss�o que se faz em suas p�ginas. O debate eleitoral que nos
>> conduzir�

>> �s urnas amanh� est� acirrado. Eleitores se declaram exaustos e
>> desiludidos


>> com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presid�ncia da Rep�blica. As
>> campanhas, transformadas em espet�culo televisivo, n�o convencem mais

>> ningu�m. Apesar disso, alguma coisa importante est� em jogo este ano.
>> Parece
>> at� que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter
>> sido
>> soterrada pelos �ltimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga �
>> maquiada,


>> mas na internet o jogo � duro.
>>

>> Se o pov�o das chamadas classes D e E � os que vivem nos grot�es perdidos
>> do
>> interior do Brasil � tivesse acesso � internet, talvez se revoltasse
>> contra
>> as in�meras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O
>> argumento


>> j� � familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das
>> pol�ticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula n�o valem
>> tanto quanto os nossos. N�o s�o express�o consciente de vontade pol�tica.

>> Teriam sido comprados ao pre�o do que parte da oposi��o chama de
>> bolsa-esmola.
>>


>> Uma dessas correntes chegou � minha caixa postal vinda de diversos
>> destinat�rios. Reproduzia a den�ncia feita por �uma prima� do autor,
>> residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indol�ncia dos

>> trabalhadores n�o qualificados de sua cidade, queixava-se de que ningu�m
>> mais queria ocupar a vaga de porteiro do pr�dio onde mora. Os candidatos


>> naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da

>> Bolsa-Fam�lia. Ora, essa. A que ponto chegamos. N�o se fazem mais p�s de


>> chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de
>> quem o
>> patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as
>> oito

>> horas regulamentares por uma mis�ria? Sim, porque � curioso que ningu�m

>> tenha questionado o valor do sal�rio oferecido pelo condom�nio da capital
>> cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Fam�lia s� seria vantajosa para
>> os


>> supostos espertalh�es, pregui�osos e aproveitadores se o sal�rio

>> oferecido


>> fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do m�nimo. R$ 200 � o
>> valor
>> m�ximo a que chega a soma de todos os benef�cios do governo para quem tem
>> mais de tr�s filhos, com a condi��o de mant�-los na escola.
>>

>> Outra den�ncia indignada que corre pela internet � a de que na cidade do
>> interior do Piau� onde vivem os parentes da empregada de algum

>> paulistano,
>> todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for

>> verdade, � estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se
>> fome,
>> na certa, como no assustador Garapa, filme de Jos� Padilha. Passava-se
>> fome


>> todos os dias. Continuam pobres as fam�lias abaixo da classe C que hoje
>> recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. S� que
>> agora

>> comem. Alguns j� conseguem at� produzir e vender para outros que tamb�m
>> come�aram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que,

>> nas
>> cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito
>> surpreendente

>> sobre a economia local. A Bolsa-Fam�lia, acreditem se quiserem,
>> proporciona


>> as condi��es de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da
>> �esmolinha� � pol�tico e revela consci�ncia de classe rec�m-adquirida.
>>

>> O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contr�rio do que pensam os indignados
>> da


>> internet, mudou para melhor. Se at� pouco tempo alguns empregadores
>> costumavam contratar, por menos de um sal�rio m�nimo, pessoas sem
>> alternativa de trabalho e sem consci�ncia de seus direitos, hoje n�o �
>> t�o

>> f�cil encontrar quem aceite trabalhar nessas condi��es. Vale mais tentar
>> a
>> vida a partir da Bolsa-Fam�lia, que apesar de modesta, reduziu de 12%
>> para


>> 4,8% a faixa de popula��o em estado de pobreza extrema. Ser� que o leitor
>> paulistano tem ideia de quanto � preciso ser pobre, para sair dessa faixa
>> por uma diferen�a de R$ 200? Quando o Estado come�a a garantir alguns
>> direitos m�nimos � popula��o, esta se politiza e passa a exigir que eles
>> sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de �acumula��o primitiva de

>> democracia�.


>>
>> Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os

>> brasileiros, como na inesquec�vel observa��o de Pel�, n�o est�o

>> preparados
>> para votar. Nem todos, � claro. Depois do segundo turno de 2006, o
>> soci�logo
>> H�lio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula
>> teriam levado em conta apenas seus pr�prios interesses, enquanto os
>> outros


>> 40% de supostos eleitores instru�dos pensavam nos interesses do Pa�s.

>> Jaguaribe s� n�o explicou como foi poss�vel que o Brasil, dirigido pela
>> elite instru�da que se preocupava com os interesses de todos, tenha
>> chegado
>> ao terceiro mil�nio contando com 60% de sua popula��o t�o inculta a ponto

>> de
>> seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
>>

>> Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabe�a acima da linha da

>> mendic�ncia e da depend�ncia das rela��es de favor que sempre
>> caracterizaram
>> as pol�ticas locais pelo interior do Pa�s, dizem que votar em causa
>> pr�pria
>> n�o vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram
>> direitos


>> m�nimos que desejam preservar pela via democr�tica, parte dos cidad�os

>> que
>> se consideram classe A vem a p�blico desqualificar a seriedade de seus
>> votos.
>>
>> *Mat�ria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e


>> reproduzida do site O Escrevinhador
>>
>>
>>
>> Eu gostaria muito de ter tempo para responder pontualmente cada uma das

>> distor��es hist�ricas cometidas neste texto, mas n�o tenho. Preciso


>> trabalhar. Sou jornalista e historiadora, ganho pouco, pesquiso e estudo

>> muito. Me dei ao trabalho de ler este email at� o fim porque veio de uma
>> fonte que me � cara, meus colegas de col�gio. Mas fiquei indignada com

>> algumas afirma��es pin�adas na realidade hist�rica injustamente coladas

>> numa
>> realidade fabricada. Todos sabemos o que foi o Golpe Militar. Somos uma

>> gera��o que nasceu bem no meio dos anos de chumbo. Tanto me interesso

>> pelo
>> assunto que tive a oportunidade de conhecer diversos "camaradas", de ir

>> � Cuba, assistir com�cios de Fidel Castro - a quem muito admiro - em
>> plena
>> Pra�a da Revolu��o, enfim, se o mundo ainda pudesse ser simploriamente


>> dividido em "direita" e "esquerda", certamente eu estaria no segundo
>> grupo.

>> Respeito a posi��o de cada um, mas quem est� parecendo um Goebels da
>> Internet � quem faz esse tipo de texto, usando argumentos verdadeiros
>> fora


>> de contexto ou vice-versa. S� para citar um exemplo, John McCain era

>> candidato da situa��o, equivalente � Dilma e n�o � Serra, que foi lider
>> estudantil e esteve exilado no Chile durante a ditadura militar, n�o

>> podendo
>> ser comparado a um candidato republicano dos EUA. Vou parando por aqui,
>> que

>> n�o tenho bolsa-nada, apesar do governo canguru, e o dever me chama.
>>
>> Tomara que ven�a o melhor para o pa�s,
>>
>> Val�ria.

>> From: Ana
>> Sent: Monday, October 18, 2010 3:47 AM
>> To: is...@googlegroups.com

>> Subject: *ISJ80* Vamos p�r pingos nos is nestas elei��es...?
>>
>> As estrat�gias do fascismo e a candidatura Serra
>>
>> Rodrigo Gu�ron
>>
>> Professor UERJ
>>
>> Paul Virilio, fil�sofo e arquiteto franc�s, conta no seu livro �Guerra e

>> Cinema� que as primeiras fotos que correram o mundo com alguns dos
>> horrores


>> dos campos de concentra��o nazistas foram distribu�das por ordem do
>> pr�prio

>> Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Em seguida, Goebbels divulgou

>> uma nota � imprensa do mundo inteiro declarando-se �horrorizado com o
>> tipo
>> de propaganda que fazem contra n�s estes comunistas e judeus�.
>>
>> Enquanto John McCain, o candidato conservador � presid�ncia dos Estados


>> Unidos, recusou alguns ataques fundamentalistas a Obama em certos
>> momentos

>> da campanha eleitoral, no Brasil Jos� Serra alimenta e navega satisfeito
>> na
>> onda de difama��es, cal�nias e terror psicol�gico contra a candidatura

>> Dilma
>> Roussef. Sua campanha, depois de trazer o fundamentalismo religioso para
>> o

>> debate eleitoral, de colocar sua mulher na rua dizendo que a Dilma �mata
>> criancinhas�, usou uma manchete mentirosa do Globo que dizia que a Dilma
>> ia


>> assinar um documento contra a Uni�o Civil Gay (o que n�o aparecia no
>> pr�prio
>> corpo da not�cia) para posar de � liberal� e dizer que era a favor dessa
>> uni�o.
>>

>> Ontem, a pol�cia federal entrou numa gr�fica que imprimia mais de 2
>> milh�es
>> de panfletos que acusavam a Dilma de �aborteira�, falsamente assinados

>> pela
>> CNBB, mas feitos por ordem de um bispo ( com dinheiro de quem?). Enquanto

>> isso Serra e Tasso Jereissati ( que acaba de ser derrotado na elei��o
>> para


>> senador) iam a uma missa no Cear� onde panfletos semelhantes eram
>> distribu�dos ( neste caso diziam que a Dilma era � aborteira�, que tinha

>> liga��es com as Farcs, era corrupta etc e tal). Um padre se indignou,
>> disse


>> aos fi�is que aqueles panfletos n�o tinham nada a ver com a igreja e com
>> aquela celebra��o ( que era para S�o Francisco�). Jereissati ent�o

>> come�ou a
>> ofender o padre, chamou o de �padre petista� e militantes do PSDB foram
>> atr�s do religioso que teve que sair da igreja protegido.


>>
>> Quando Lula reclamou dos ataques que Dilma tem sofrido da imprensa,
>> quando

>> disse que esta age como partido pol�tico e que tem candidato, mas se
>> apresenta como �imparcial�, foi acusado de ser �contra a liberdade de

>> imprensa�. Por outro lado ningu�m viu no jornal Nacional, nem no Globo,
>> nem
>> na Veja (uma pequena nota na FSP), que Serra mandou desligar a c�mera

>> numa
>> entrevista para a jornalista Marcia Peltier, dizendo que aquele tipo de

>> pergunta n�o respondia, que ia embora e era para fingir que ele n�o tinha
>> estado ali. As imagens do Serra fazendo isso foram entregues ao pr�prio
>> pela
>> dire��o da CNT ( que vergonhoso gesto para um jornalista�), mas o �udio,

>> gravado no celular de um outro jornalista que estava na plat�ia, est� na
>> rede.
>>
>> Imaginem se fosse a Dilma que tivesse mandado desligar a c�mera? �amos

>> ver
>> as imagens repetidamente no Jornal Nacional e similares durante dias.
>> Dilma

>> � ent�o acusada de ser uma �amea�a a liberdade de imprensa� por aqueles
>> que
>> censuram, manipulam e at� inventam fatos contra a sua campanha. O
>> fascismo
>> sempre agiu assim, acusa os outros do que est� fazendo. Goebels, como
>> vimos,


>> pousou de v�tima dos judeus e comunistas que estava exterminando.
>>
>> Dilma tamb�m foi acusada, no in�cio da campanha, de �mandar preparar
>> dossi�s

>> contra Serra e a sua fam�lia�: dossi�s que ningu�m leu. Enquanto isso os
>> que


>> fizeram essa acusa��o despejam um dossi� gigante e ininterrupto de
>> cal�nias
>> contra ela. A t�tica de propaganda fascista � esta da confus�o, da
>> acusa��o,
>> da repeti��o de uma mentira sistem�tica at� virar verdade, da demoniza��o
>> e

>> escolha de bodes espiat�rios. O fascismo � violento n�o apenas porque

>> mente
>> e cassa a palavra das pessoas ( como houve com Maria Rita Kehl, demitida
>> do

>> Estad�o apenas por ter escrito que a elite brasileira n�o admite que os
>> votos dos pobres tenham o mesmo peso que os dela); � mais do que isso: o
>> fascismo usa uma estrat�gia de afetos de medo e �dio, disseminando-os de

>> forma que cada uma das pessoas se torna n�o apenas v�tima, mas agentes
>> mesmo


>> deste afetos: � uma mobiliza��o pol�tica que passa por dentro dos corpos,
>> dos desejos, do sistema nervoso das pessoas, e ganha essa dimens�o macro

>> porque � antes micropol�tica. Fascismo n�o � apenas proibir as pessoas
>> de


>> dizer ou fazer algo, fascismo � for��-las a falar e fazer algo.
>>

>> Cada uma das grandes corpora��es de comunica��o do pa�s, onde predominam
>> 4


>> ou 5 fam�lias olig�rquicas ( os Marinhos, os Frias, Os Mesquita, os
>> Civita�)

>> foi fundamental na mobiliza��o entre as classe m�dias e as elites que
>> levou


>> ao golpe militar de 64, com uma estrat�gia muito semelhante a usada hoje

>> pela campanha Serra. A exce��o � a n�o menos proto fascista revista
>> Veja,
>> simplesmente porque n�o existia na �poca. Estes grupos cresceram e se


>> solidificaram no Regime Militar, enquanto os que se opunham ao Regime

>> desapareceram ( por exemplo o �Ultima Hora�, e tamb�m o � Correio da
>> Manh�

>> que chegou a apoiar o golpe mas come�ou a fazer oposi��o aos militares
>> logo


>> depois). Ainda nesta t�tica de confus�o da propaganda, estas corpora��es
>> de

>> comunica��o apresentam-se como grandes v�timas da ditadura. De fato, a
>> partir do final de 68, no AI-5, instalaram-se nas reda��es censores

>> oficiais
>> do regime. Mas antes, nos primeiros quatro anos que se seguiram ao golpe
>> que

>> ajudaram a promover (entre 64 e 68), cada um desses �ve�culos de
>> comunica��o� apoiava e promovia a onda de pris�es e cassa��es que
>> acontecia

>> entre l�deres pol�ticos, sindicais, professores (expulsos das
>> universidades)
>> e assim por diante . As organiza��es Globo, como sabemos, foi mais longe
>> de


>> todas: de 1966 at� o in�cio dos anos 80 lia um editorial todo dia 31 de
>> mar�o no Jornal Nacional relembrando e apoiando a � os ideais da
>> revolu��o
>> de 64� .
>>

>> � esta gente e esta estrat�gia que quer derrotar a qualquer pre�o a
>> candidata Dilma Roussef
>>
>> E aqui talvez para n�o abusar do leitor, eu deveria encerrar meu texto.
>> Mas
>> n�o consigo n�o acrescentar mais um par�grafo para falar do quanto o
>> golpe


>> de 64 teve a ver com o �dio e o medo que causava nas elites a
>> participa��o

>> de trabalhadores na pol�tica que na �poca crescia a cada ano (o discurso
>> da
>> �amea�a da rep�blica sindical� repetido por Serra agora), de como o
>> Brasil
>> come�ava a se democratizar e os sindicatos conseguiam alguns ganhos para
>> os
>> trabalhadores, do fato do problema de origem escravocrata da concentra��o
>> da
>> terra ( e das rela��es de trabalho) ter sido colocado em quest�o pelas
>> ligas


>> camponesas e como Jango foi acusado de �comunista� por ensaiar um t�mida

>> reformas agr�ria, e de como Paulo Freire (um dos primeiros intelectuais
>> presos depois do golpe) sofreu a mesma acusa��o por liderar um programa

>> que
>> alfabetizou 400 mil pessoas em Pernambuco, e assim por diante. E o mais

>> not�vel: como que nos anos de grande crescimento econ�mico do regime
>> militar
>> a mis�ria do pa�s s� aumentou? Como o Brasil terminou este per�odo como a
>> na��o industrializada mais desigual do mundo?
>>
>> N�o d� para separar a viol�ncia pol�tica do regime militar da viol�ncia
>> do
>> modelo econ�mico. Assim como n�o d� para separar a viol�ncia contra a
>> candidatura Dilma da viol�ncia contra os pobres; e tamb�m da viol�ncia

>> contra as mulheres; a prop�sito foi no governo Lula que foi criada e


>> aprovada a lei Maria de Penha.
>>

>> N�o h� neutralidade poss�vel nas elei��es do dia 31 de outubro para quem
>> busca um Brasil mais justo, solid�rio e democr�tico.
>>
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Ana

unread,
Oct 23, 2010, 4:36:57 PM10/23/10
to is...@googlegroups.com
Assino embaixo, Val�ria!
Concordo totalmente.

Bj�o,
Ana

Valeria

unread,
Oct 23, 2010, 5:06:16 PM10/23/10
to is...@googlegroups.com
Desculpem, mas o que houve com o Arthur?

Pedro Paulo Santos

unread,
Oct 24, 2010, 12:49:52 PM10/24/10
to is...@googlegroups.com
Acho que estão todos fazendo um papel que mantem um bom equilibrio.
A boa imprensa investigando e cobrando dos governantes sejam eles do
PT, do PSDB ou qualquer outro.
E os partidos manterão um certo equilibrio de forças se a Dilma for
eleita. Como o Nelson Rodrigues dizia: - a unanimidade é burra!
E seria ruim para o PSDB controlar os estados mais ricos e mais
populosos do país, não haveria oposição forte o suficiente para se
contrapor. E vice-versa, o dia em que o PT for hegemonico sera o
começo de seu fim, é o que acontece com o PMDB que apesar da
hegemonia, não conseguem formar lideranças dignas.
Em São Paulo a briga PT - PSDB foi positiva para os professores das
universidades paulistas, justifico a afirmação: pela primeira vez o
salario inicial de um professor universitario federal com doutorado,
passou daquele pago aos professores paulistas. Assim, pela primeira
vez em 16 anos de governo o PSDB deu 6% antecipado aos professores e
depois, mais 6% junto com o funcionalismo no dissidio em maio. Se não
fosse a eleição e a disputa com o governo federal acho que isso
esperaria mais 4 anos.
Por essas e outras que vejo o equilibrio entre partidos, tentando um
fazer melhor que o outro e a imprensa fiscalizando e cobrando ética e
resultados, como positivos para nosso crescimento como uma sociedade
construtiva e justa.

Valéria, faz tempo que não tenho notícias do Arthur.

Abração a todos.


Em 23 de outubro de 2010 19:06, Valeria <valeri...@terra.com.br> escreveu:
> Desculpem, mas o que houve com o Arthur?
>
> -----Original Message----- From: Ana
> Sent: Saturday, October 23, 2010 6:36 PM
> To: is...@googlegroups.com

> Subject: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?
>

> Assino embaixo, Valéria!
> Concordo totalmente.
>
> Bjão,
> Ana
>
>
>
> Oi, Pedro.


> A imprensa - que é feita de gente - nunca foi nem será imparcial. Isso é
> balela.

> Pode até tentar chegar perto disso, mas é o máximo que ela consegue.
> E nem toda ela tem essa intenção, como se vê...
> Tem um monte de exemplo de parcialidade, no cume desse monte está o debate


> Global entre Collor e Lula na disputa presidencial, praticamente um

> corta-e-costura totalmente vexatório. Lembra??? Coisa mais feia!
> Cada um é o bode da vez...
> Cabe a quem tem "razão e sensibilidade" ir um pouco mais fundo e não se

> deixar levar pela sensação do momento.
> Por isso eu digo e repito: o candidato não é a campanha do candidato. Quem


> escolher pela campanha (ou pela contra-campanha) corre o risco de escolher o
> livro pela capa.

> As campanhas são nojentas, os veículos de comunicação são vendidos... claro,


> com devidas e maravilhosas exceções!

> Ética??? Não rima com Política - que é feita de gente. Não nessa Era em que
> vivemos. Não nesse Aqui. Um dia, se a Humanidade resistir, se o Planeta
> existir...
> Também me decepcionei demais com o PT. Ainda tenho uma estrelinha guardada


> por aí... Mas aquele PT de antigamente já não existe.

> Agora não tenho mais partido. Aliás, o país não tem mais partido.
> O jeito é se dar ao trabalho de estudar cada candidato, observar seus
> passos, seu comportamento atual (não só o passado, nem só o presente, porque
> no futuro gente muda...).
> Era tudo mais intenso, colorido, mais pintura a óleo, mais preto no


> branco... Foi tudo desbotando, acinzentando, aquarelando, misturando no meio

> do fog... tá bem mais difíci escolher.
> Mas a gente tenta acertar, né??? Quem sabe!!!

> Só sei de uma coisa: gente tem muito a evoluir...


>
> Beijinhos,
>
> V
>
> -----Original Message----- From: Pedro Paulo Santos
> Sent: Friday, October 22, 2010 11:34 AM
> To: is...@googlegroups.com

> Subject: Re: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?


>
> Queridas, Valeria e Noely! Saudades de voces!
>

> Acompanhando essa discussão, me lembrei de tres fatos interessantes


> sobre a nossa imprensa.
> Um deles refere-se a duas capas da Veja sobre as enchentes no Rio e em

> São Paulo. Na capa sobre a enchente de São Paulo o titulo era ¨Por que
> chove tanto?¨(ed. de 10/02/2010) poupando logicamente o pré-candidato
> José Serra, na capa sobre as enchentes do Rio a capa de 10/04/2010 era

> ¨Culpar as chuvas é demagogia¨. Logicamente e poder publico de lá não


> apoiava o candidato da revista.
>
> Outra aconteceu nessa semana e o Ombudsman da Folha Suzana Singer foi

> primorosa com o texto reproduzido a seguir : ¨Um dia depois de afirmar

> que a religião não foi tão decisiva no 1º turno, a Folha estampou na


> capa Dilma na missa em Aparecida (SP) ao lado de quatro homens

> persignando-se. A legenda dizia que ela não tinha comungado.
> Na quarta página do jornal, o leitor via a candidata petista fazendo o
> sinal da cruz "atrasada". Muitos leitores reclamaram, com razão. Quem
> viu apenas a Primeira Página ficou com a impressão de que a candidata
> se recusou a persignar-se em plena missa. Seria suicídio político.¨
>
>
> Tambem nunca vi tanta presteza e atenção em desfazer o ¨equivoco da

> bolinha na cabeça do Serra¨ demonstrada pela Globo em contraponto ao


> SBT. Tudo isso chamando um especialista da UNICAMP para analisar as
> imagens tanto do SBT quanto do celular do jornalista da Folha que

> mostra ums imagens muito confusas e de dificil interpretação.


> Teriam ele feitpo da mesma maneira se fosse o inverso?
>
> A imprensa precisava fazer um Mea Culpa e reconhecer que tem sido

> tendenciosa ao ¨apoiar¨ veladamente alguns candidatos. Lembremos que a
> Folha até algum tempo atras se colocava como o supra-sumo da
> imparcialidade (até sua publicidade era nesse sentido). Repetem assim


> o mesmo procedimento ao qual muitos acusam o PT de se declarar o nicho

> da ética e depois de alçar ao poder não demonstrar a mesma ética

> anunciada, e que fez com que muitos , inclusive eu, se decepcionassem
> com o partido.
>
>
>
> Em 19 de outubro de 2010 13:14, Valeria <valeri...@terra.com.br>
> escreveu:
>>

>> Concordo que o processo seja saudável para o país. Acredito que temos duas
>> opções "não-reacionárias" (digamos assim), o que também é louvável. Só não

>> gosto das apelações, especialmente essas de final de campanha. Todo mundo


>> que tem um pouquinho de discernimento sabe quanta hipocrisia rola nos
>> debates DE AMBOS OS LADOS. Por isso desisti de assistir o primeiro a
>> partir

>> dos temas "aborto" e "religião". Além disso, emails horrorosos também

>> circulam sem o menor respeito pelos candidatos e por quem os está
>> recebendo.
>> Duvido que a origem desses emails tenham qualquer ligação com os próprios


>> candidatos. Portanto, revidar fica totalmente sem sentido. Expressar

>> opinião


>> com dignidade sim, sempre! Mas revidar atacando, desinformando,
>> distorcendo

>> fatos, disso não gosto não.
>> E, a propósito, já havia lido os emails abaixo. Mesmo assim, obrigada.
>>
>> Um beijo, tudo de bom, boas eleições,
>>
>> Valéria.


>> From: Ana
>> Sent: Monday, October 18, 2010 7:42 PM
>> To: is...@googlegroups.com

>> Subject: [Spam] Re: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?
>> Olá, Valéria. Tudo bem com vc? Espero que sim!
>>
>> Acho super saudável o que está acontecendo nesse país. As pessoas estão

>> REALMENTE discutindo política, os rumos que querem para o nosso país, e,
>> finalmente, muita gente resolveu se posicionar. Eu já escolhi um lado,
>> apesar de saber que realmente não há mais direita, nem esquerda, e o mundo
>> não pode mesmo ser simploriamente dividido dessa forma, como vc bem


>> colocou. Eu tb certamente estaria no segundo grupo, como vc.

>> Aliás, sou casada com um jornalista (talvez vc o conheça) com mais de
>> vinte
>> anos de experiência, e tb historiador. Sou professora (tb ganho pouco),


>> tenho duas faculdades, e, depois de adulta, fiz Letras na USP, com enfoque

>> histórico, o que ampliou bastante meus horizontes.


>> O que me incomoda profundamente é quando recebo msgs políticas sem
>> autoria,

>> pobres de conteúdo, que não citam autores nem fontes, nem onde foram
>> publicadas, o que vc, como jornalista, deve saber que é um erro
>> imperdoável.
>> Tudo bem, as fontes vcs não revelam!!!
>> Então, em resposta aos e-mails que recebi, que não citam fontes, nem


>> autoria, encaminho dois:
>> 1- Um artigo da psicanalista Maria Rita Kehl, psicanalista

>> respeitadíssima,
>> que vc deve conhecer. Não espero que todos os leitores que acompanham esse


>> grupo concordem com as palavras da autora. Eu, particularmente, concordo
>> com
>> todas. Foi publicada no Grupo Estado, local onde, por sinal, meu marido

>> trabalha. Fica para reflexão!
>>
>> Lá vai!
>> Abraços carinhosos,


>> Ana Maria
>>
>> Por Maria Rita Khel*
>>
>> Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores

>> que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a
>> discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá

>> às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e
>> desiludidos


>> com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As
>> campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais

>> ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano.
>> Parece
>> até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter
>> sido
>> soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é
>> maquiada,


>> mas na internet o jogo é duro.
>>

>> Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos
>> do
>> interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse
>> contra
>> as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O
>> argumento


>> já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das
>> políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem
>> tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política.

>> Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de
>> bolsa-esmola.
>>


>> Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos

>> destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor,
>> residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos
>> trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém
>> mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos


>> naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da

>> Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de


>> chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem
>> o
>> patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito

>> horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém
>> tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital
>> cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os
>> supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido
>> fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o
>> valor
>> máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem
>> mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
>>

>> Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do
>> interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano,


>> todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for

>> verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se
>> fome,
>> na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se
>> fome


>> todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje
>> recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que
>> agora

>> comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também
>> começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas


>> cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito
>> surpreendente

>> sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem,
>> proporciona


>> as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da
>> “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
>>

>> O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados
>> da


>> internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores
>> costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem
>> alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão
>> fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a
>> vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para
>> 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor
>> paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa
>> por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns

>> direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles
>> sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de
>> democracia”.


>>
>> Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os

>> brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados
>> para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o


>> sociólogo
>> Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula
>> teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros
>> 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País.

>> Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela
>> elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha
>> chegado
>> ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto


>> de
>> seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
>>

>> Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da

>> mendicância e da dependência das relações de favor que sempre
>> caracterizaram
>> as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa
>> própria
>> não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram
>> direitos
>> mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que
>> se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus
>> votos.
>>
>> *Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e


>> reproduzida do site O Escrevinhador
>>
>>
>>
>> Eu gostaria muito de ter tempo para responder pontualmente cada uma das

>> distorções históricas cometidas neste texto, mas não tenho. Preciso


>> trabalhar. Sou jornalista e historiadora, ganho pouco, pesquiso e estudo

>> muito. Me dei ao trabalho de ler este email até o fim porque veio de uma
>> fonte que me é cara, meus colegas de colégio. Mas fiquei indignada com

>> algumas afirmações pinçadas na realidade histórica injustamente coladas


>> numa
>> realidade fabricada. Todos sabemos o que foi o Golpe Militar. Somos uma

>> geração que nasceu bem no meio dos anos de chumbo. Tanto me interesso pelo


>> assunto que tive a oportunidade de conhecer diversos "camaradas", de ir

>> à Cuba, assistir comícios de Fidel Castro - a quem muito admiro - em plena
>> Praça da Revolução, enfim, se o mundo ainda pudesse ser simploriamente


>> dividido em "direita" e "esquerda", certamente eu estaria no segundo
>> grupo.

>> Respeito a posição de cada um, mas quem está parecendo um Goebels da
>> Internet é quem faz esse tipo de texto, usando argumentos verdadeiros fora
>> de contexto ou vice-versa. Só para citar um exemplo, John McCain era

>> candidato da situação, equivalente à Dilma e não à Serra, que foi lider
>> estudantil e esteve exilado no Chile durante a ditadura militar, não


>> podendo
>> ser comparado a um candidato republicano dos EUA. Vou parando por aqui,
>> que

>> não tenho bolsa-nada, apesar do governo canguru, e o dever me chama.
>>
>> Tomara que vença o melhor para o país,
>>
>> Valéria.

>> From: Ana
>> Sent: Monday, October 18, 2010 3:47 AM
>> To: is...@googlegroups.com

>> Subject: *ISJ80* Vamos pôr pingos nos is nestas eleições...?
>>
>> As estratégias do fascismo e a candidatura Serra
>>
>> Rodrigo Guéron
>>
>> Professor UERJ
>>
>> Paul Virilio, filósofo e arquiteto francês, conta no seu livro “Guerra e

>> Cinema” que as primeiras fotos que correram o mundo com alguns dos
>> horrores


>> dos campos de concentração nazistas foram distribuídas por ordem do
>> próprio

>> Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Em seguida, Goebbels divulgou

>> uma nota à imprensa do mundo inteiro declarando-se “horrorizado com o tipo

>> de propaganda que fazem contra nós estes comunistas e judeus”.
>>
>> Enquanto John McCain, o candidato conservador à presidência dos Estados


>> Unidos, recusou alguns ataques fundamentalistas a Obama em certos momentos

>> da campanha eleitoral, no Brasil José Serra alimenta e navega satisfeito
>> na
>> onda de difamações, calúnias e terror psicológico contra a candidatura


>> Dilma
>> Roussef. Sua campanha, depois de trazer o fundamentalismo religioso para o

>> debate eleitoral, de colocar sua mulher na rua dizendo que a Dilma “mata
>> criancinhas”, usou uma manchete mentirosa do Globo que dizia que a Dilma
>> ia


>> assinar um documento contra a União Civil Gay (o que não aparecia no
>> próprio
>> corpo da notícia) para posar de “ liberal” e dizer que era a favor dessa
>> união.
>>

>> Ontem, a polícia federal entrou numa gráfica que imprimia mais de 2
>> milhões
>> de panfletos que acusavam a Dilma de “aborteira”, falsamente assinados


>> pela
>> CNBB, mas feitos por ordem de um bispo ( com dinheiro de quem?). Enquanto

>> isso Serra e Tasso Jereissati ( que acaba de ser derrotado na eleição para
>> senador) iam a uma missa no Ceará onde panfletos semelhantes eram
>> distribuídos ( neste caso diziam que a Dilma era “ aborteira”, que tinha

>> ligações com as Farcs, era corrupta etc e tal). Um padre se indignou,
>> disse


>> aos fiéis que aqueles panfletos não tinham nada a ver com a igreja e com
>> aquela celebração ( que era para São Francisco…). Jereissati então começou

>> a
>> ofender o padre, chamou o de “padre petista” e militantes do PSDB foram
>> atrás do religioso que teve que sair da igreja protegido.


>>
>> Quando Lula reclamou dos ataques que Dilma tem sofrido da imprensa, quando

>> disse que esta age como partido político e que tem candidato, mas se
>> apresenta como “imparcial”, foi acusado de ser “contra a liberdade de

>> imprensa”. Por outro lado ninguém viu no jornal Nacional, nem no Globo,
>> nem
>> na Veja (uma pequena nota na FSP), que Serra mandou desligar a câmera numa


>> entrevista para a jornalista Marcia Peltier, dizendo que aquele tipo de

>> pergunta não respondia, que ia embora e era para fingir que ele não tinha
>> estado ali. As imagens do Serra fazendo isso foram entregues ao próprio


>> pela
>> direção da CNT ( que vergonhoso gesto para um jornalista…), mas o áudio,

>> gravado no celular de um outro jornalista que estava na platéia, está na
>> rede.
>>
>> Imaginem se fosse a Dilma que tivesse mandado desligar a câmera? Íamos ver


>> as imagens repetidamente no Jornal Nacional e similares durante dias.
>> Dilma

>> é então acusada de ser uma “ameaça a liberdade de imprensa” por aqueles
>> que
>> censuram, manipulam e até inventam fatos contra a sua campanha. O fascismo
>> sempre agiu assim, acusa os outros do que está fazendo. Goebels, como
>> vimos,


>> pousou de vítima dos judeus e comunistas que estava exterminando.
>>
>> Dilma também foi acusada, no início da campanha, de “mandar preparar
>> dossiês

>> contra Serra e a sua família”: dossiês que ninguém leu. Enquanto isso os
>> que


>> fizeram essa acusação despejam um dossiê gigante e ininterrupto de
>> calúnias
>> contra ela. A tática de propaganda fascista é esta da confusão, da
>> acusação,
>> da repetição de uma mentira sistemática até virar verdade, da demonização
>> e

>> escolha de bodes espiatórios. O fascismo é violento não apenas porque


>> mente
>> e cassa a palavra das pessoas ( como houve com Maria Rita Kehl, demitida
>> do

>> Estadão apenas por ter escrito que a elite brasileira não admite que os
>> votos dos pobres tenham o mesmo peso que os dela); é mais do que isso: o
>> fascismo usa uma estratégia de afetos de medo e ódio, disseminando-os de
>> forma que cada uma das pessoas se torna não apenas vítima, mas agentes
>> mesmo


>> deste afetos: é uma mobilização política que passa por dentro dos corpos,
>> dos desejos, do sistema nervoso das pessoas, e ganha essa dimensão macro

>> porque é antes micropolítica.  Fascismo não é apenas proibir as pessoas de


>> dizer ou fazer algo, fascismo é forçá-las a falar e fazer algo.
>>

>> Cada uma das grandes corporações de comunicação do país, onde predominam 4
>> ou 5 famílias oligárquicas ( os Marinhos, os Frias, Os Mesquita, os
>> Civita…)
>> foi fundamental na mobilização entre as classe médias e as elites que
>> levou
>> ao golpe militar de 64, com uma estratégia muito semelhante a usada hoje
>> pela campanha Serra.  A exceção é a não menos proto fascista revista Veja,
>> simplesmente porque não existia na época. Estes grupos cresceram e se


>> solidificaram no Regime Militar, enquanto os que se opunham ao Regime

>> desapareceram ( por exemplo o “Ultima Hora”, e também o “ Correio da
>>  Manhã”

>> que chegou a apoiar o golpe mas começou a fazer oposição aos militares
>> logo


>> depois). Ainda nesta tática de confusão da propaganda, estas corporações
>> de

>> comunicação apresentam-se como grandes vítimas da ditadura. De fato, a
>> partir do final de 68, no AI-5, instalaram-se nas redações censores


>> oficiais
>> do regime. Mas antes, nos primeiros quatro anos que se seguiram ao golpe
>> que

>> ajudaram a promover (entre 64 e 68), cada um desses “veículos de
>> comunicação” apoiava e promovia a onda de prisões e cassações que
>> acontecia

>> entre líderes políticos, sindicais, professores (expulsos das
>> universidades)
>> e assim por diante . As organizações Globo, como sabemos, foi mais longe
>> de


>> todas: de 1966 até o início dos anos 80 lia um editorial todo dia 31 de
>> março no Jornal Nacional relembrando e apoiando a “ os ideais da revolução
>> de 64” .
>>

>> É esta gente e esta estratégia que quer derrotar a qualquer preço a
>> candidata Dilma Roussef
>>
>> E aqui talvez para não abusar do leitor, eu deveria encerrar meu texto.
>> Mas


>> não consigo não acrescentar mais um parágrafo para falar do quanto o golpe
>> de 64 teve a ver com o ódio e o medo que causava nas elites a participação

>> de trabalhadores na política que na época crescia a cada ano (o discurso
>> da
>> “ameaça da república sindical” repetido por Serra agora), de como o Brasil
>> começava a se democratizar e os sindicatos conseguiam alguns ganhos para
>> os
>> trabalhadores, do fato do problema de origem escravocrata da concentração
>> da
>> terra ( e das relações de trabalho) ter sido colocado em questão pelas
>> ligas


>> camponesas e como Jango foi acusado de “comunista” por ensaiar um tímida

>> reformas agrária, e de como Paulo Freire (um dos primeiros intelectuais
>> presos depois do golpe) sofreu a mesma acusação por liderar um programa


>> que
>> alfabetizou 400 mil pessoas em Pernambuco, e assim por diante. E o mais

>> notável: como que nos anos de grande crescimento econômico do regime
>> militar
>> a miséria do país só aumentou? Como o Brasil terminou este período como a
>> nação industrializada mais desigual do mundo?
>>
>> Não dá para separar a violência política do regime militar da violência do
>> modelo econômico. Assim como não dá para separar a violência contra a
>> candidatura Dilma da violência contra os pobres; e também da violência

>> contra as mulheres; a propósito foi no governo Lula que foi criada e


>> aprovada a lei Maria de Penha.
>>

>> Não há neutralidade possível nas eleições do dia 31 de outubro para quem
>> busca um Brasil mais justo, solidário e democrático.
>>
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