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Comunicação Mediúnica entre Vivos com o Espirito Encarnado em Pleno Estado de Vigília
por adminDe acordo com Allan Kardec e os outros pesquisadores, a comunicação mediúnica intervivos é plenamente possível, mais do que isso é um fato atestado por eles mesmos. Já quanto a tese de que a alma pode está em pleno estado de vigília no exato momento em que ocorre o fenômeno, a coisa já não fica tão clara. Vejamos o que escreveram Allan Kardec e Ernesto Bozzano sobre essa interessante questão.
Kardec (LE-420)
“... os Espíritos podem comunicar-se, mesmo se o corpo estiver completamente acordado, porque o Espírito não está encerrado no corpo como numa caixa ou gaiola: ele irradia em todo o seu derredor; eis porque poderá comunicar -se com outros Espíritos, mesmo no estado de vigília, embora o faça mais dificilmente.”
Aqui está explícito que existe essa possibilidade, entretanto em outros trechos, a questão foi colocada em termos mais restritivos:
(Livro dos Médiuns)
40. Como se acha o corpo da pessoa cujo Espírito da pessoa é evocado?
— Dorme ou cochila; é quando o Espírito está livre.
43. É absolutamente impossível evocar o Espírito de uma pessoa acordada?
— Embora difícil, não há impossibilidade absoluta porque, se a evocação a atingir, a pessoa pode adormecer. Mas o Espírito só pode se comunicar, como Espírito, nos momentos em que a sua presença não for necessária à atividade inteligente do corpo.
Observação de Kardec: “Prova a experiência que a evocação durante o estado de vigília pode provocar o sono ou pelo menos uma abstração aproximada ao sono. Mas esse efeito só se produz por uma vontade bastante enérgica e se houver laços de simpatia entre as duas pessoas. De outra maneira a evocação não dá resultado. [...] Conclui-se que o momento mais favorável à evocação de uma pessoa viva é o do sono natural, porque o Espírito estando livre pode atender ao chamado, da mesma maneira que pode ir a outro lugar. “
Ernesto Bozzano (Comunição Mediúnica Intervivos, pag 68)
Tópico: Comunicação obtida por iniciativa (evocação) do Médium
(pessoa-alvo distante e em estado de vigília)
Extraio o presente incidente do vol. IX, pág. 53, dos Proceedings of the S. P. R. O relato é escrito por William Stead, o qual se expressa nestes termos:
“Como permanecesse eu um tanto incrédulo, comecei a fazer experiências pensando numa moça de Londres, que escolhi porque existiam entre mim e ela laços de simpatia recíproca, e a prova produziu maravilhosos resultados. Minha amiga não encontrava dificuldade alguma em servir-se da minha mão para dar as suas notícias, expressando-se com o seu humor do momento.
Uma vez, enquanto a minha amiga, que aqui chamarei de Srta. Summers, estava ditando uma mensagem, eu a interrompi bruscamente, perguntando-lhe: “É você mesma que está escrevendo com a minha mão, ou sou eu que estou conversando com a minha subconsciência?” Minha mão escreveu: “Provar-lhe- ei que sou eu realmente quem está escrevendo. Neste momento estou sentada diante da mesa e tenho nas mãos um objeto que amanhã levarei ao seu escritório.
Será um pequeno presente que você terá de aceitar de mim. É a imagem de um velho cardo.”
Interrompi: “Como é mesmo? Um velho cardo?” – “Sim, exatamente um velho cardo. Representa uma grata recordação de minha vida e é por isso mesmo que tenho muito carinho por ele. Amanhã eu o levarei à sua casa e lhe explicarei tudo melhor, de viva voz. Tenho a pretensão de pensar que o aceitará.”
No dia seguinte, minha amiga veio ao meu escritório e eu lhe perguntei logo se me havia trazido um pequeno presente. Respondeu que não, que havia pensado em trazer, mas havia acabado por deixá-lo em casa.
Perguntei-lhe em que consistia e ela respondeu que se tratava de um presente tão absurdo que não desejava nomeá-lo. Eu insisti e finalmente ela explicou que se tratava de um pedaço de sabão! Fiquei profundamente decepcionado com o aparente insucesso e lho confessei. Ela, porém, replicou com surpresa: “É deveras extraordinário! Tudo sucedeu como está escrito nesta folha de papel e trata-se mesmo de um cardo, e mais, de um cardo velho, que está impresso, porém, num pedaço de papel. Amanhã o trarei. O cardo representa algo importante nas recordações de minha vida.” E então narrou o incidente pessoal relativo ao cardo.
No dia seguinte levou-me o pedaço de sabão sobre o qual se distinguia, efetivamente impressa, a imagem de um velho cardo.”
(O prof. Myers confirma o episódio nos seguintes termos:
“Foi-me narrado o incidente pessoal ligado à imagem do velho cardo, cuja significação completa estava na imagem sobre o pedaço de sabão. A Srta. Summers havia pensado em levá-lo ao Sr. Stead antes que a mão deste último houvesse escrito o informe e, provavelmente, pensou o mesmo no momento preciso em que Stead escrevia.”)
[Comentários de Bozzano]
No caso exposto, o incidente da identificação pessoal destinado a provar a Stead que não se tratava de uma mistificação da subconsciência dele, e sim de uma conversa real com a personalidade espiritual da Srta. Summers, alcançou bem a sua finalidade, visto que o presente prometido a título de prova em tal sentido consistia numa coisa de natureza tão excepcional, que não pode ser explicada pela hipótese das coincidências fortuitas. É, de fato, claro, que uma imagem de “cardo velho” não é objeto que se costuma dar de presente.
Observo, além disso, que no incidente em apreço, como em outros, sucedidos com a mesma sensitiva, esta parece ter entrado em relação mediúnica com Stead durante o estado de vigília, o que não significa, porém, que o incidente se tenha desenvolvido precisamente assim, antes de tudo, porque em nenhuma das experiências em exame houve testemunhas que pudessem se certificar de que a sensitiva não tivesse cochilado e, depois, porque, mesmo que tais testemunhas existissem, não teriam grande valor teórico, visto que uma pessoa pode muito bem passar para um estado de sonambulismo em vigília sem que os presentes o percebam.
[Trecho do Subgrupo B – Mensagens inconscientemente transmitidas ao médium por pessoas em estado de vigília]
“...numa coleção de 154 casos recolhidos, os (5) episódios citados são os únicos que aparentemente se levantam a favor de uma tal extensão da hipótese em exame, daí decorre que se deve considerar arbitrária e errônea qualquer solução em tal sentido, devido à perplexidade teórica suscitada pelos casos análogos aos citados.”
A respeito dos 5 casos citados acima:
“...levando-se em consideração que, na ocasião em que se verificou a transmissão telepático-mediúnica, dois dos agentes estavam enfermos, acamados, circunstância esta que torna impossível afirmar se, no momento da manifestação a distância, não tivessem adormecido por um instante, tanto mais que os próprios agentes, embora afirmem que se achavam acordados, não estavam em estado de poderem afirmar isto com segurança.”[FINAL DOS TEXTOS DO BOZZANO]
Conclusão
Percebe-se nesses trechos do livro que o autor é claramente contrário a hipótese de que o fenômeno possa ocorrer em pleno estado de vigília. Não a aceitaria mesmo que houvessem testemunhas que confirmasse esse estado, pois o agente poderia dá uma rápida cochilada sem que a testemunha percebesse. Kardec parece não ter experimentado o suficiente para fechar questão, pois como vimos acima os textos são dúbios e mesmo aparentemente contraditórios.
Existem bons argumentos tanto para concordar quanto para discordar dessa hipótese, ou seja resta uma dúvida razoável. Acreditamos que se faz necessário mais experimentações para deixar essa questão mais clara.
Mauricio Mendonça, 2017
Divulgação Autorizadaadmin | Abril 19, 2017 às 8:42 am | URL: http://wp.me/p8o7qU-js
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