Fw: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Criação do CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo

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Valter Sarmento

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Nov 19, 2010, 4:12:01 PM11/19/10
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Caro Tiago,
 
É para lastimar mesmo. E não adianta culpar o CONFEA.
Vejo ainda com tristeza a postura da maioria dos colegas esperando por ações dos CREAs e do CONFEA para resolverem nossas necessidades profissionais.
Infelizmente, essa é uma desinformação cultural e histórica que precisamos combater e pô-la sempre em discussão.
O CREA nada mais é que uma repartição pública a serviço do estado para fiscalizar o exercício de uma profissão regulamentada.
Não cabe aos CREAs o papel de defender os interesses dos profissionais e, sim, o interesse público. Para isso é que eles, CREAs, existem: para fiscalizarem as nossas atividades profissionais e não para defenderem nossos interesses.
O papel de atuar na defesa dos nossos interesses cabe às entidades associativas e aos sindicatos. Mas onde estão eles em momentos como tais? E onde estamos nós que não nos organizamos corporativamente?
Os arquitetos se organizaram e, através de suas entidades representativas FNA (sindical) e IAB (associativa) defenderam seus interesses e conseguiram a criação do CAU.
Além das atribuições que você elencou que passarão a ser de atribuição de competência privativa dos arquitetos, some-se todas as outras que vc imaginar e relativas a edificações. Desde o levantamento topográfico até o os projetos (todos: estruturais, instalações, viabilidades, perícias, etc, etc, etc) passando pela execução e fiscalização. Ainda bem que sobraram para nós as estradas, portos e aeroportos.
Enquanto isso, nossos sindicatos brigam entre si achando que são partidos políticos. Não temos, engenheiros civis, uma representatividade nacional. O que mais se aproxima disso é a ABENC, mas que não consegue o necessário apoio dos profissionais. Mas pululam as associações de especialistas, cada uma achando que o problema não é dela. Pena, pois, com o tempo, atingirá a todos essa crescente fragmentação e diminuição da Engenharia Civil.
Aqui na ABENC-BA (que é um departamento da ABENC nacional, com ação limitada, pois) conseguimos, com o apoio de algumas regionais, colocar no Senado, em 2007, o projeto da OBENC. E ninguém quer saber o que é isso. Se nem nós demonstramos interesse, como os políticos vão levar a sério o nosso projeto de se livrar do CONFEA? Está parado até hoje. Não andou um mísero centímetro.
Na OBENC seriam apenas engenheiros civis regulamentando a própria profissão. Hoje, no CONFEA são quase 400 modalidades profissionais. O seu plenário é composto por 21 membros dos quais apenas 4 são engenheiros civis. Isso explica porque estamos sempre perdendo atribuições para outras modalidades. Somos minoria para decidir, mas somos responsáveis por grande parcela da receita do CONFEA que serve para manter todas essas modalidades.
Para que serve então o CONFEA para nós se temos condição de ter o nosso próprio Conselho?
Tente reunir médicos, enfermeiros, nutricionistas, dentistas, fisioterapeutas, etc, em um único Conselho de Saúde. É uma tarefa impossível e insana. Por que então se insistir na manutenção do CONFEA? Há que se pensar nisso seriamente.
Entramos com o projeto da OBENC, graças ao apoio de senador César Borges. Esse projeto da OBENC, se apoiado,  forçosamente provocaria a discussão do projeto CAU, mesmo sabendo que sua a aprovação era inevitável por se tratar de um projeto apadrinhado pelo senador José Sarney.
Mas, mesmo assim, durante a tramitação, alguns itens do projeto do CAU poderiam ter sido discutidos por lideranças da Engenharia Civil. Mas o projeto do CAU sequer foi questionado em quaisquer das comissões do Congresso. Passou batido do jeito que foi proposto. Algumas questões de redação e só.
Um fato que pode, no futuro, ajudar-nos nas pendengas judiciais que certamente surgirão é a recente decisão do 7º CNP de propor a suspensão da Resolução 1010. Depende ainda da aprovação do Pleno do CONFEA. Mas essa questão é um pouco complexa para se discutir aqui em poucas palavras.
Lamento pelas futuras gerações de engenheiros civis pelo legado que a elas deixaremos.
Mas, como vc falou, vamos em frente. Até que um dia aprendamos a nos organizar e agir como profissionais.
Boa sorte a todos nós.
Valter Sarmento

Para: <clubedosenge...@googlegroups.com>
Assunto: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] ENC: [cursometalicas] Criação do CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo
Responder A:

Prezados Valter, Daniel e demais colegas.

Essa é uma notícia extremamente preocupante e muito entristecedora.

Pelo projeto de lei, disponível em http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/130546-PROFISSAO-DE-ARQUITETO-E-URBANISTA-PODERA-TER-CONSELHO-PROPRIO.html, fica (por força de Lei) a cargo do arquiteto funções como a direção de obras, a elaboração de orçamentos, da arquitetura de interiores ou do planejamento urbano, entre outros.

Como o item que dá os poderes para os engenheiros é uma mera resolução (Resolução 218 de 29/06/1973), caso haja (e há) contradição prevalece a lei sobre a resolução, ou seja, o direito é deles e não nosso...

Agora faço uma pergunta pertinente: Não há, na grade da maioria das escolas de Arquitetura e Urbanismo, aulas sobre Saneamento, Obras de Saneamento, Abastecimento Urbano, Planejamento de circulação urbana e similares (entre outras matérias). COMO E PORQUE FICARÁ A CARGO DO ARQUITETO OBRAS DE PLANEJAMENTO URBANO? Replico essa pergunta para as demais barbáries desse projeto de lei.

Adicionalmente tenho contato com alguns arquitetos que estão inteirados das propostas feitas pelos idealizadores da CAU/BR para novas leis assim que a CAU seja implantada e uma delas é a proibição da realização de plantas baixas e projetos arquitetônicos por engenheiros. Ou seja, os famosos projetos de aprovação nas prefeituras, plantas baixas para casas de pequeno porte e demais atividades que sustentam um sem número de engenheiros pelo país passarão a ser exclusividade de arquitetos.

O mais surpreendente é que ouço notícias desse projeto desde 2008 e nunca ouvi, nem vi, nenhuma ação maciça do CREA ou CONFEA contra tal ação... Posso estar muito enganado quanto essa “ausência” do nosso órgão regulamentador, mas se eu não estiver, esse fato só serve para mostrar o apreço e consideração que o sistema CREA/CONFEA tem pelos seus engenheiros civis.

Uma lástima.

Sigamos em frente!

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Tiago H. França Baroni

"E pluribus unum."

[e-mail]:                pes...@baroni.eng.br

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[celular]:               17 8142-3416

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ANTES DE IMPRIMIR ESSSA MENSAGEM, PARE E REFLITA SE ISSO É REALMENTE NECESSÁRIO.

PRESERVAR O PLANETA COMEÇA COM ESSES PEQUENOS DETALHES.

COMUNICADO

Agência Câmara - 16/11/2010 17:00

Câmara aprova criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco, em caráter conclusivo (rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.), o Projeto de Lei 4413/08, do Executivo, que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e dos estados.

O relator, deputado Maurício Rands (PT-PE), votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do projeto, das emendas da Comissão de Finanças e Tributação e das emendas ao substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público e considerou contrária ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados (RICD) a emenda apresentada na CCJ.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que o arquiteto pode ser urbanista, que só há uma escola específica de urbanismo em todo o País e que é preciso atentar para o fato de que isso pode criar um problema no exercício da profissão.

A reunião ocorre no plenário 1

 

Roberto Massaru Watanabe

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Nov 21, 2010, 9:35:45 AM11/21/10
to clubedosenge...@googlegroups.com
Prezado colega Valter Sarmento e demais que acompanham essa discussão.
 
 
A engenharia civil brasileira está na UTI já há algum tempo.
 
Lembro-me que em 1985 fizemos uma passeata na Avenida Paulista, aqui em São Paulo, com faixas do tipo "Não deixem a engenharia civil brasileira morrer".
 
Mas não teve jeito. Ela vai morrer mesmo.
 
Veja, que nas preferências dos jovens brasileiros, o vestibular para Engenharia Civil é mínima. Ninguém quer ser engenheiro civil.
 
Veja, que nas produções acadêmicas, a área da engenharia civil é inexistente.
 
Veja aqui no Clube dos Engenheiros civis ficamos uma boa parte do tempo apenas pirateando normas.
 
Tenho feito muitas visitas a Faculdades de Engenharia e, recentemente, estive numa lá no sul, onde os professores da disciplina de Construção Civil nunca construíram. As que eu visitei não tem nem laboratório de Materiais de Construção. Como é possível formar Engenheiros Civis com professores que não conhecem construção e em escolas que não têm laboratórios?
 
A engenharia civil no mundo anda a passos de galope, com desafios monumentais com pontes, torres, aeroportos, trens, etc.
 
Na China, eles não tinham nem um km de TAV. Hoje eles já têm 10.000 km em funcionamento e estão construindo mais 14.000 km. E lá, eles não ficam discutindo que o sistema francês é melhor que o alemão ou melhor que o japonês. Eles são extremamente práticos - Eles adotaram todos os sistemas e até o magleve. Em contrapartida, nós estamos patinando para construir míseros 400 km. E, tenho a certeza que o  nosso TAV será construído por chineses. Mais uma vez nossos engenheiros ficarão de fora.
 
Até países do terceiro mundo como Índia e México tem metrô. No Brasil, temos em São Paulo, míseros 68 estações contra 400, 500 em qualquer outra cidade do mundo. Eles sim podem dizer que possuem sistema de transporte de massa. E ainda temos o governo anuciando que vai construir mais 7 estações como se construir mais 7 estações fosse algum tipo de solução para o transporte de massa.
 
O mundo faz pontes estaiadas com 1.500 metros enquanto nós nos "orgulhamos" com nossas estaiadas com 150 metros. O mundo faz prédios com 500, 800 metros de altura e nós não temos nehum com mais de 150 metros.
 
Não que sejam necesssárias pontes longas e prédio altos. É demonstração da força, do vigor da engenharia, da vontade de construir, da vontade de progredir.
 
Sabe, eu tive a grande oportunidade de ajudar a projetar Ilha Solteira, que durante muitos anos foi a maior hidrelétrica do mundo. Grandes desafios cercaram Ilha Solteira. O mundo não estaria construindo com concreto de grandes massas se não fossem aqueles estudos pioneiros de Lançamento Térmico com Gêlo picado. Depois tive outra grande oportunidade de ajudar a projetar Itaipú que passou a ser a maior hidrelétrica do mundo.
 
A Engenharia PRECISA de desafios. Somente os grandes desafios nos dão a força, a tenacidade, a persistência, a vontade de descobrir e a vontade de progredir.
 
Sabe, eu tive a grande oportunidade de trabalhar com o Telêmaco, Milton Vargas e dezenas de outros doutores de concreto e solo e vejo com muita tristeza no coração que neste que já foi o País do Futuro a juventude que deveria construir essa nação não sabem diferenciar Estádio I de Estádio III. Fazendo tudo em programinhas de computador. Estão transformando as Escolas de Engenharia em Cursos de Digitação. Talvez desêssemos redirecionar nossas discussões para coisa mais no chão como "Diferenças entre Choupana e Cabana"?
 
Colega Valter Sarmento, compartilho com sua frase final: "Boa Sorte a Todos Nós" entretanto renovo a minha sincera vontade de agitar, de revolucionar de fazer renascer a Engenharia Civil no Brasil.
 
Podem contar comigo.
 
Roberto Massaru Watanabe
Engenheiro Civil
Poli-72, São Paulo
 
 
--
Clube dos Engenheiros Civis
Para postar neste grupo, envie um e-mail para
ClubedosEnge...@googlegroups.com
 
1) Colega, não pratique ofensas, pratique o coleguismo, a discussão e o debate.
2) Corrigir o colega no português ou tecnicamente deixando-o humilhado foge à conduta do grupo e isso conduz à exclusão do Clube.
3) Pirataria ou troca de informações de softwares não registrados acarretará a exclusão definitiva do Clube.
4) Assine sempre suas mensagens e de preferência com sua Cidade e Estado.
5) Seja Bem vindo, participe e coloque suas perguntas praticando o debate aberto sem receios.
 
Vamos ser colegas num Clube Organizado e democrático, denuncie atitudes que você achou fora dos padrões.
http://groups.google.com.br/group/ClubedosEngenheirosCivis?hl=pt-BR

André

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Nov 21, 2010, 12:01:46 PM11/21/10
to clubedosenge...@googlegroups.com
Olá Valter e demais colegas do grupo de e-mails,

Valter como de costume escreveu muito bem sobre a questão politica dos Engenheiros Civis. Eu havia feito o mesmo alerta para o Tiago, sobre a total apatia de nossa representação sindical/federativa. Sobre a ABENC (sobretudo da Bahia), eu já vejo com melhores olhos, pena que a ABENC nacional não parece ter o apoio que merece (haja visto nem o site estar atualizado). Na minha visão uma representação associativa e sindical fortes já conseguiriam pelo menos evitar a destruição da engenharia mesmo no sistema CONFEA/Crea, claro que seria melhor se tivessemos a OBENC. Ainda assim, li que o CONFEA aumentou ilegalmente o numero de conselheiros de 18 a 21, o que diminuiu a força da engenharia civil dentro deste conselho, agora eu pergunto, pq os representantes da engenharia civil nada fazem? Porque nao entrar com um mandato na justiça? São estas coisas que nos deixam tristes com relação ao futuro da engenharia civil.
Ainda assim, lendo atentamente sobre as noticias do CAU (por exemplo), vi que seria possivel evitar aos engenheiros já formados a perda de atribuições para os arquitetos, haja visto os direitos adquiridos. De qualquer forma, dependeriamos de nossos orgãos de representação para nos ajudar.]

André K. Fernandes

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Clube dos Engenheiros Civis
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Roberto Magnani

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Nov 21, 2010, 12:55:03 PM11/21/10
to clubedosenge...@googlegroups.com

Prezados colegas, boa tarde

 

Comecei a trabalhar com engenharia civil quando estava no 10º período da EESC-USP, calculando estruturas e tocando obras, quando estagiava em uma construtora aqui de Araraquara.

 

De lá para cá, apesar de ter procurado bastante, não consegui trabalhar em um escritório de cálculos, que era um sonho dos tempos de estudante.

 

Em todo este tempo, cálculo estrutural mesmo foi à noite e nos finais de semana. Os projetos eram para obras médias e pequenas, mas não me lembro de ter feito sequer dois projetos parecidos.

 

Devido a isso, adquiri uma grande experiência em pequenos problemas, e acabei por adquirir uma boa segurança para enfrentar os grandes desafios.

 

A melhor época foi quando a Associação Araraquarense de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Araraquara fez uma espécie de acôrdo com a Prefeitura local, e todo projeto com mais de 120 m2 de construção, só era aprovado se contivesse os seguintes projetos executivos: Arquitetônico, Estrutural, Elétrico e Hidráulico.

 

Era o tempo da grande inflação, e o proprietário, com todas as relações de materiais de sua obra na mão, conseguia grandes descontos e bônus ao comprá-los no mercado. Além de que sua obra era executada com uma qualidade bem melhor.

 

E também havia um relacionamento extremamente amigável entre os vários engenheiros, arquitetos e construtores, que pela imensa quantidade de serviços, dependiam um dos outros para a execução do projeto completo.

 

De vez em quando tento conversar com os presidentes desta Associação, para reativar esta época de grandes atividades para os engenheiros.

 

Também não vou esperar que o CREA tome a iniciativa de implantar esta modalidade em todo o Brasil.

 

Para que isto se torne uma realidade, é preciso que os próprios engenheiros e arquitetos tomem a iniciativa.

 

Abraços.

 

Engº Roberto Magnani

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Concreto Armado ¬ Fundações ¬ Estruturas Metálicas

Programador LISP para AutoCAD

Fones (16) 3324-3634 (16) 8123-3988

Visite nosso site: www.robertomagnani.com.br

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Tiago H. França Baroni

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Nov 21, 2010, 3:03:45 PM11/21/10
to clubedosenge...@googlegroups.com

Estimados colegas.

 

Então temos, em soma, três tentos contra a Engenharia Civil no país:

                Lei dos tecnólogos (bem lembrado pelo colega André);

                Criação da CAU;

                Tentativas do CRECI de impedir os engenheiros de realizar avaliações de imóveis...

 

Confesso, caro Valter, sem falso mea culpa, que eu não conhecia o projeto da OBENC. Conheci somente agora, depois que você falou, ao entrar no site da ABENC/BA.

 

Inclusive deixe-me parabenizar a ABENC/BA pelo engajamento e bom trabalho feitos no site e nos materiais lá disponibilizados. Entrei, por curiosidade, no site da ABENC/SP (que eu nunca havia ouvido falar) e o que vi foi desanimador. Encontrei um site às moscas, com tudo por construir cujo grande destaque das notícias é um campeonato de futebol...

Voltando ao que interessa, achei fantástico o projeto, muito bom mesmo. Porém a ele falta algo muito importante, que não é o apadrinhamento dos Sarneis da vida, falta a popularidade. Conversando no almoço de domingo, com alguns colegas de faculdade e alguns que já são profissionais NINGUÉM conhecia o projeto da OBENC. A pressão popular também faz o Brasil girar, afinal os políticos sempre precisam de nós... A cada quatro anos, ele podem ser vilões que nos abandonaram ou heróis que terão nossos votos!

 

Notei ainda algo mais importante: se a OBENC se organizar, tem tudo para vingar e transformar a Engenharia Civil na “profissão fênix”. Dizem que quando entramos em coma e voltamos ficamos melhores, talvez seja essa a oportunidade que temos. Ao discutirmos esses últimos acontecimentos da Engenharia Civil, chegamos a conclusão que tudo precisa mudar e quando expliquei sobre a OBENC a grande pergunta foi: por que nunca soubemos disso?

 

Admito que invejo (MUITO) o Watanabe. Eu gostaria mesmo de ter tido essa experiência que ele tem. E sinto que se eu não fizer nada, efetivamente, jamais poderei ter essas experiências... Pelo simples fato da morte da engenharia... Mas não é do meu feitio, nem nunca será, ver a Engenharia, ou qualquer outra coisa que amo, morrer sem que eu me mova. Nem que eu tenha que fazer sozinho.

 

Eu compro a briga e me ponho a disposição de lutar. EU SOU ENGENHEIRO, TENHO ORGULHO DISSO E VOU LUTAR POR ESSA BANDEIRA.

 

Valter, pesquisando na ABENC/BA descobri que você faz parte da comissão... Teria, o presidente da ABENC / BA, assim como você e os demais membros, a vontade de botar a OBENC de pé? Topam comprar essa briga? Adianto que vai ser tão difícil e dispendiosa quanto uma grande obra... Mas garanto, se tivermos êxito essa será a maior obra de engenharia do Brasil!

 

Enquanto você levanta essa vontade, vou começar a me articular aqui... Se o que falta para os Engenheiros é informação, é hora de dar informação.

 

Peço ao moderador do grupo, para que passe os e-mails do grupo para o modo não moderado, assim os usuários receberão as mensagens em tempo real, facilitando a comunicação e dinamizando o que todos precisamos.

 

Se, de todos os colegas que lerem essa mensagem, mais algum quiser se unir em direção à ressurreição da ENGENHARIA CIVIL (engenharia de fato) peço que me informem e se alistem... Será um prazer lotar as fileiras dessa guerra com os demais colegas.

 

Roberto, podemos estar ombro a ombro? Não tenho as experiências que você tem e não tenho quase nada a oferecer, além do meu tempo e do meu sangue, mas me faria muito honrado em lutarmos juntos afinal compartilhamos de um pensamento: a vontade de agitar, de mudar.

 

Mudemos a nossa sorte!

 

Aguardo ansioso por manifestações!

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Tiago H. França Baroni

"E pluribus unum."

 

[e-mail]:                pes...@baroni.eng.br

[msn]:                    tiago....@hotmail.com

[celular]:               17 8142-3416

[site]:                     http://www.baroni.eng.br

[lates]:                   http://lattes.cnpq.br/8580728118629506

 

ANTES DE IMPRIMIR ESSSA MENSAGEM, PARE E REFLITA SE ISSO É REALMENTE NECESSÁRIO.

PRESERVAR O PLANETA COMEÇA COM ESSES PEQUENOS DETALHES.

 

De: clubedosenge...@googlegroups.com [mailto:clubedosenge...@googlegroups.com] Em nome de Roberto Massaru Watanabe


Enviada em: domingo, 21 de novembro de 2010 12:36
Para: clubedosenge...@googlegroups.com
Assunto: [Clube dos Engenheiros Civis] Criação do CAU - Renascer da Engenharia Civil no Brasil.

 

Prezado colega Valter Sarmento e demais que acompanham essa discussão.

Valter Sarmento

unread,
Nov 21, 2010, 8:20:05 PM11/21/10
to clubedosenge...@googlegroups.com
Prezados colegas Tiago, Watanabe, Daniel e demais
 
São animadoras as demonstrações de interesses de vocês. A sugestão de Tiago de suspender a moderação neste grupo é oportuníssima para transformá-lo no grande fórum de discussão da Engenharia Civil no Brasil.
 
Já me manifestei, há algum tempo, que dentre todos os grupos similares que conheço, este é o que mais propicia chances de livres pronunciamentos. Mensagens circulando em tempo real darão maior dinamismo às trocas de informações e discussões temáticas.
 
Obviamente que há riscos de desvios comportamentais. Mas os participantes que se excederem ou não respeitarem as regras mínimas de educação e o objetivo deste espaço, estarão sujeitos à repreensões, suspensão ou eliminação do grupo. Mas, claro que esta decisão cabe aos proprietários e criadores do grupo aos quais, no ensejo, rendo mais uma vez minhas homenagens pelo grandioso trabalho que desenvolvem.
 
Mas, quanto ao projeto OBENC, tem sido um grande esforço nosso a sua divulgação. É muito importante que ele seja mais conhecido. Só se pode apoiar o que se é conhecido.
 
Tenham certeza de que a ABENC-BA, com todas suas limitações de ser um departamento de uma entidade nacional, terá sempre como meta prioritária a criação da OBENC. Mesmo sem o apoio ostensivo da sua direção maior. Até os manifestos sobre o tema que estão disponíveis no nosso Portal praticamente foram publicados por uma decisão nossa e com um apoio de alguns departamentos. Destacamos os colegas de Minas que, também, têm desenvolvido um trabalho meritório em prol da Engenharia Civil.
 
Vamos, portanto, todos nós levantar a bandeira da OBENC por esse Brasil afora e fazer esse projeto se movimentar assim que a próxima Legislatura se implantar. Somando idéias e ações, como as sugeridas por vocês, conseguiremos nos articularmos para criar mecanismos de planejamento para esse grandioso empreendimento de engenharia, como bem colocou o colega Tiago.
 
Retornarei com temas mais específicos e esclareço que o Portal do Engenheiro Civil está à disposição de todos para publicações de artigos de interesse dos engenheiros civis.
 
Abraços esperançosos a todos.
 
Valter Sarmento

Bulhoes

unread,
Nov 22, 2010, 5:16:09 PM11/22/10
to Clube dos Engenheiros Civis
Watanabe, seu desabafo permite transmitir toda minha solidariedade.
Eu poderia estender sua crítica, reforçar com outros exemplos, mas
sequer acho necessário, pois
falamos ao vento, como Quixotes diante de moinhos inivisíveis.

Abraços
Toni Bulhões

On 21 Nov., 15:35, "Roberto Massaru Watanabe"

Samille mille

unread,
Nov 22, 2010, 6:15:28 PM11/22/10
to clubedosenge...@googlegroups.com
CARO AMIGO

isso é a mais pura verdade , mas eu quando me decidi por engenharia
civil foi porque
alem de ama-la , me vejo com um futuro brilhante ,a engenharia é o
unico amor da minha vida .
é preciso não só se resumir a normas ,mas mostrar o amor que os
profissionais desta area sentem por ela, o prazer essa é a melhor
forma ... .

SAMILLE

André

unread,
Nov 23, 2010, 2:25:26 PM11/23/10
to clubedosenge...@googlegroups.com
Olá a todos,
Discussão boa esta, gostaria que ela atingisse tbm muito mais pessoas do que este grupo de e-mails consegue. A grande questão envolvida é o desmonte da Engenharia Civil de nossa nação!! E a pergunta que fica é, que irá ganhar com isto? Certamente não serão nem o país, nem os engenheiros civis. Uma pena que profissionais tentem tirar atribuições dos engenheiros civis sem ao menos eles próprios tentarem aprender como tudo funciona. O caso dos tecnologos e arquitetos é mesmo exemplar, ja discuti uma vez com um tecnologo que alegava que o curso dele pelo fato de ser mais focado numa area, lhe daria mais entendimento sobre o assunto do que um engenheiro. Tremenda balela!!! A engenharia, através dos seus calculos/geometria/lógica, etc, é o que nos permite desenvolver as melhores soluções para os problema apresentados. O tecnologo (cuja profissção eu respeito, diga-se de passagem) deve entender que o engenheiro não deve ser focado, justamente porque ele deve ver o todo! Simples assim. O mesmo serve para o arquiteto. Creio eu, que quando cada um respeitar a área do outro, o nosso país terá chance num futuro repleto de perigos mas tambem oportunidades. Toda a construção/edificação do Brasil, que historicamente são sub-aproveitados, poderão ser o motor do nosso crescimento economico sustentavel.

E novamente toco no assunto, que o colega Valter tbm falou, quem tem o dever de defender a Engenharia Civil neste momento são os nossos braços sindicais/federativos, bem como associativo. Devemos lutar para fortalece-los dentro do CONFEA até que consigamos que a OBENC saia do papel.


André K. Fernandes
--
Clube dos Engenheiros Civis
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1) Colega, não pratique ofensas, pratique o coleguismo, a discussão e o debate.
2) Corrigir o colega no português ou tecnicamente deixando-o humilhado foge à conduta do grupo e isso conduz à exclusão do Clube.
3) Pirataria ou troca de informações de softwares não registrados acarretará a exclusão definitiva do Clube.
4)  Assine sempre suas mensagens e de preferência com sua Cidade e Estado.
5) Seja Bem vindo, participe e coloque suas perguntas praticando o debate aberto sem receios.

Vamos ser colegas num Clube Organizado e democrático, denuncie atitudes que você achou fora dos padrões.
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Tiago H. França Baroni

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Nov 23, 2010, 10:08:45 PM11/23/10
to clubedosenge...@googlegroups.com

É como tínhamos falado, André.

 

Porém vejo como impossível a solução de fortalecer o CONFEA. Infelizmente o CONFEA tornou-se uma Torre de Babel, com inúmeros tipos de engenheiros e arquitetos onde cada um defende o seu (que em momento algum está errado). O grande problema é que ninguém defende a Engenharia Civil. Quem tem esse poder ou está decrepito demais para fazer ou vive no país da Alice, onde todas as coisas são uma maravilha... A pouco tempo ouvi falar que o presidente do Instituto de Engenharia, altivo instituto que cuida dos Engenheiros Civis do estado de SP, o Eng. Aluizio de Barros Fagundes, que é engenheiro civil, não tomou partido nessa questão sobre a criação do CAU pois não acreditava que tal projeto fosse em frente. Como não tenho fontes fidedignas não posso afirmar com certeza, mas se isso for verdade, só tenho uma coisa a dizer para ele: “obrigado por nada”.

 

Assim como foi ventilado no grupo alguns dias atrás, o porque do não funcionamento do sistema CREA/CONFEA está na pluralidade do mesmo. Tente juntar todos os profissionais da saúde em um órgão somente... Duvido que não saiam passeatas, greves e tudo mais!

 

Por muito menos que isso o CRM, que é organizado e defende seus profissionais, realizou o Ato Médico, que resgatou para a função do médico diversas práticas da enfermagem, fisioterapia, TO, psicologia e demais áreas adjacentes. Sua justificativa: “Mesmo sendo generalistas (um médico ortopedista não entende tanto de movimento como um fisioterapeuta, um otorrino não manja tanto de fala quanto um fonoaudiólogo, e assim por diante) os médicos são preparados para desempenhar funções mais aprofundadas, tomar decisões, responder por elas bem como desenvolver novos métodos e tratamentos”. E eu pergunto: No que isso difere do que nós engenheiros civis vivemos? Estamos vendo nossos strictu sensu, que por excelência tem uma visão estrita e limitada de um assunto, tomar as vezes de nós generalistas, que fomos preparados para: “desempenhar funções mais aprofundadas, tomar decisões, responder por elas bem como desenvolver novos métodos e tratamentos”.

 

Valter, por favor, dê-me mais detalhes sobre o OBENC. Preciso de dados como, quando foi criado, de quem foi a ideia, qual foi o politico que apresentou o projeto de lei, qual o numero do projeto de lei e demais dados correlatos à OBENC. Necessito desses dados pois vou escrever alguns artigos e disparar alguns e-mails para a Associação de Engenheiros e Arquitetos e profissionais conhecidos, para que eles tomem conhecimento da OBENC, e preciso de dados de confiança. Nesse e-mail que irei mandar, vou tentar criar nos leitores a consciência da existência desse projeto e forçar que eles questionem as suas respectivas associações sobre apoio efetivo ao projeto, afinal nós também temos influência política, só não sabemos usar.

 

Posso estar berrando perante um moinho de vento, mas enquanto meu Rocinante galopar, eu, Dom Quixote de La Mancha bradarei por novas conquistas. Afinal, quão diferente disso são os loucos que tem grandes conquistas? Confio em meus sonhos e sonho com uma engenharia grande!

 

Um abraço à todos!

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Tiago H. França Baroni

"E pluribus unum."

 

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PRESERVAR O PLANETA COMEÇA COM ESSES PEQUENOS DETALHES.

 

Thais Cristina

unread,
Nov 24, 2010, 7:38:21 AM11/24/10
to Clube dos Engenheiros Civis
Bom dia a todos.

Ver esses ataques à nossa profissão (Eng. Civil), tentativa de
restringir nossa atuação... me causa mta revolta! Mas, o que fazer, a
quem recorrer? Os CREA's e o CONFEA não lutam por nossos direitos, até
pq eles abrigam todos esses profissionais...e a taxa de recolhimento
não é alterada com td isso (exceto na criação do CAU)...é triste ver
que se passam anos estudando, pra depois, ver sua área de atuação ser
restringida, sendo que se tem competência para ir além.

Sei que como eng civis precisamos nos unir.... mas... por onde
começar?

Valter Sarmento

unread,
Nov 24, 2010, 8:35:00 AM11/24/10
to ClubedosEnge...@googlegroups.com
Prezado André,
 
É importantíssima a tomada de consciência dos engenheiros civis da necessidade de desenvolvermos ações corporativas (no bom sentido), pois é a base de sustentação de qualquer pleito de interesse da nossa coletividade profissional. Vamos todos continuar batendo nesta tecla.
 
Temos muitos assuntos específicos a discutir. Infelizmente, em um instrumento como um grupo de discussão, nem sempre é possível tratá-los com a necessária profundidade. Mas ficam as mensagens sobre o essencial, permitindo que cada interessado procure os detalhes que mais lhe afetam.
 
Quanto à questão do Projeto de Lei do CAU/BR, o seu texto em si não retira atribuições do engenheiro civil de imediato. É arriscado, apenas, a interpretação que se dê quanto à pretensão de se reservar ao arquiteto todas as atividades envolvidas com reformas, manutenção e restauros de prédios históricos. Quanto às demais, mesmo colocadas no projeto como de  atribuições dos arquitetos muitas das que são típicas do engenheiro civil, e de outras modalidades também, há a ressalva de que as mesmas somente serão concedidas com base no currículo de cada profissional.
 
E não vejo interesse para os arquitetos estarem cursando, com o aprofundamento devido, disciplinas como Resistência dos Materiais I, II e III, Estabilidade das Construções, Mecânica dos Solos, Topografia completa, Geodésia, Mecânica dos Fluidos, Elementos de Máquinas e Motores, etc. Em sendo assim, o próprio texto limita o campo de atuação do arquiteto no campo da construção civil.
 
E mesmo havendo sombreamento, no que não vejo problema nenhum, pois, caberá ao mercado escolher o profissional que mais lhe for conveniente. Então, questiona-se: poderão os engenheiros, de várias modalidades, serem prejudicados se o PL de criação do CAU for sancionado nos termos em que foi aprovado? A resposta é SIM!!!
 
O ideal antes de se tecer qualquer comentário a respeito seria se fazer um pequeno resumo analítico das diretrizes curriculares dos cursos de Engenharia e  de Arquitetura. Lá se encontram as origens dos nossos problemas atuais e causas de muitos problemas futuros. Mas essa é uma outra discussão.
 
Voltando ao assunto, o preocupante é que o texto do PL permite ao CAU, a QUALQUER MOMENTO, editar resoluções declarando como de COMPETÊNCIA PRIVATIVA dos arquitetos muitas da atribuições citadas de forma genérica no corpo do projeto. Se essa prerrogativa for mal utilizada, problemas sérios poderão surgir.
 
Por exemplo, se for declarada como de competência privativa dos arquitetos a elaboração de qualquer projeto de edificação, as prefeituras poderão se recusar a aprovar os projetos desenvolvidos por engenheiros. Ou se for declarada com de competência privativa dos arquitetos o gerenciamento e coordenação de obras, não haverá nem profissionais suficientes para atender a demanda. Pode-se elencar vários exemplos.
 
Isso gerará uma infindável série de pendengas judiciais, confundirá todo o mercado, dará insegurança aos contratos e concorrências, etc. Infelizmente, esses aspectos não foram discutidos ao longo da tramitação do PL. Interessante é que esse projeto não conta com o apoio unânime dos arquitetos e urbanistas. Se der confusão, e promete que vai dar, todos serão prejudicados. Um dos primeiros resultados será a consolidação do apoio para a criação da OBENC.E aí, adeus com certeza ao CONFEA.
 
Mas, como a esperança é a última que morre, vamos ver se até a sanção presidencial surge algum fato novo.
 
Retornarei com outros temas, se for do interesse do grupo.
 
Cordiais saudações.
Valter Sarmento

Valter Sarmento

unread,
Nov 24, 2010, 9:42:25 PM11/24/10
to clubedosenge...@googlegroups.com
Prezado Tiago,
 
As informações básicas sobre a OBENC podem ser retiradas por todos os interessados das matérias abaixo:
 
Projeto da OBENC:
 
Justificativas da OBENC:
 
Dificuldades do CONFEA:
 
Tramitação:
Ainda está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Seu relator inicial foi o senador Eduardo Azeredo que renunciou à relatoria sem produzir nenhum despacho. Foi substituído pelo senador Inácio Arruda que também não deu andamento ao projeto. Vamos aguardar a próxima legislatura, quando deverá ser nomeado outro relator.
 
Qualquer colega que tiver acesso a alguma liderança política no Senado pode ajudar no sentido de facilitar o aceso ao relator que for nomeado em 2011.
 
Se precisar de mais detalhes, estou às ordens.
 
E muito grato pelo seu engajamento e liderança no processo.
 
Cordialmente
Valter Sarmento
----- Original Message -----

Tiago H. França Baroni

unread,
Dec 13, 2010, 7:24:55 PM12/13/10
to Clube dos Engenheiros Civis, Eronides Carneiro

Caro Eronides.

 

Minhas lástimas não são pela criação da CAU/BR, à qual sou totalmente favorável e apoio. Quero deixar muito claro ainda, antes de seguir com minhas explanações, que admiro muito os arquitetos e acho fantástico o que eles fazem (quando exercem sua profissão de fato).

 

Sou veementemente contra a deturpação e desfiguração da engenharia civil.

 

A CAU/BR, assim como outros dois projetos de “lei” (o dos tecnólogos e do CRECI) dão as atribuições dos engenheiros civis para outras profissões por força de lei e nós, que de fato estudamos e nos preparamos para tais funções “ficamos pendurados na broxa”, como diz o antigo ditado.

 

Como disse em minha primeira resposta sobre a CAU/BR, urbanizar algo não é só criar praças e mobiliário urbano e praças, é pensar em saneamento, iluminação pública, escoamento superficial de água de chuvas, galerias, infraestrutura urbana, etc... E mesmo assim o projeto de lei da CAU/BR dá essas atribuições como exclusivas dos arquitetos, sendo que os mesmos não têm essas matérias em suas matrizes curriculares.

 

Se responsabilizar pela execução da obra não é só acompanhar o levantamento das paredes e medir o ângulo interno da curva que elas fazem para aproveitar a insolação, mas sim sanar problemas da fundação, dar cabo de problemas estruturas em tempo de execução, conferir escoramentos, área de aço, tirar slump, etc... E mesmo assim a CAU/BR dá essas (e muitas outras mais) funções para exclusividade dos arquitetos.

 

Eu poderia passar a noite citando exemplos absurdos trazidos por esse projeto de lei.

 

Sendo assim, sou militante não contra a CAU/BR, que é uma iniciativa legítima e exemplar, mas contra a forma que ela tem tomado graças aos seus redatores que não conseguem enxergar que tem lugar para todos e que prezam pelo dinheiro que podem ganhar em detrimento das obras de ENGENHARIA.

 

E realmente não é fazer coro aos implicantes, pois esses implicam pelo mero ato de implicar. Eu protesto, pela consciência do absurdo desse ato, que atenta não só contra nós engenheiros, mas contra a sociedade como um todo que passa a ficar a mercê de profissionais que não recebem o devido preparo para exercer as funções que uma lei mal feita lhes confere.

 

Basta ver em todas as minhas mensagens que o que faço não é meramente implicar e que em todas as vezes eu defendi (como sempre o fiz) que cada profissional tem seu espaço e suas funções...

 

O que a gente não pode deixar é um fisioterapeuta fazer uma cirurgia de desobstrução medular ou um quiroprático tratar uma metástase. Cada um faz aquilo que se prepara para fazer...

 

Tenha a mais absoluta certeza que se a lei que cria a OBENC dissesse que passaria a ser exclusividade do engenheiro civil funções primárias dos arquitetos eu seria o primeiro a marchar contra!

 

Espero que eu tenha me feito entender melhor... O caminho está traçado em paralelo ou em direções contrárias, tudo vai depender de como uma profissão respeita a outra.

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Tiago H. França Baroni

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De: Eronides Carneiro [mailto:eronides...@hotmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 16:12
Para: tiago....@hotmail.com; pes...@baroni.eng.br
Assunto: FW: Res: ***SPAM*** [Pericias e Avaliacoes] Fw: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Criação do CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo

 

   Prezado Tiago Baroni,

não entendi por que você lastima os Arquitetos buscarem a independencia, quando os Engenheiros Civis
também buscam o mesmo caminho.
Por que fazer coro com os implicantes?
Por que não juntar-se à OBENC ?
Por que não continuarmos em equipe multidisciplinar como sempre fizemos?
Por que, como você mesmo exemplificou Valter, não fazemos como os profissionais de saúde que trabalham juntos mas em conselhos
deferentes?

saudações

Eronides Carneiro - arquiteto
(81) 99682672

membro do IPEAPE
Instituto Pernambucano de Avaliações e Perícias de Engenharia
- favor confirmar recebimento -

Se você tem uma maçã e eu tenho outra; e nós trocamos as maçãs, então cada um terá sua maçã. Mas se você tem uma idéia e eu tenho outra, e nós as trocamos; então cada um terá duas idéias.
George Bernard Shaw, 1856-1950






To: periciase...@yahoogrupos.com.br
From: ac...@svn.com.br
Date: Sat, 20 Nov 2010 16:32:30 +0000
Subject: Res: ***SPAM*** [Pericias e Avaliacoes] Fw: RES: [Clube dos Engenheiros Civis] Criação do CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo

 

Valter

Sugiro no dia 10 ou 11.12 a ABENC patrocinar um evento, com SENGE, CREA, IBAPE, SINAENCO, ANEAC, etc onde você e quem mais quisesse fariam uma exposição desta problemática e repercutiriamos na comunidade de engenharia

Arival Cidade

A ABENC BAHIA deve sair na frente
Enviado pelo meu aparelho BlackBerry® da Vivo

Tiago H. França Baroni

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COMUNICADO


Agência Câmara - 16/11/2010 17:00

Câmara aprova criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou há pouco, em caráter conclusivo (rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.), o Projeto de Lei 4413/08, do Executivo, que cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e dos estados.

O relator, deputado Maurício Rands (PT-PE), votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do projeto, das emendas da Comissão de Finanças e Tributação e das emendas ao substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público e considerou contrária ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados (RICD) a emenda apresentada na CCJ.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que o arquiteto pode ser urbanista, que só há uma escola específica de urbanismo em todo o País e que é preciso atentar para o fato de que isso pode criar um problema no exercício da profissão.

A reunião ocorre no plenário 1



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]



[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]

__._,_.___

Atividade nos últimos dias:

Para se desligar deste grupo, envie e-mail em branco para
periciaseavalia...@yahoogrupos.com.br

.

__,_._,___

Sidney Siqueira

unread,
Dec 14, 2010, 5:49:35 AM12/14/10
to clubedosenge...@googlegroups.com
Todos estes projetos CAU/Teconologos/CRECI, afrontam a Engenharia Civil, que parece anestesiada, ora a engenheira civil por sua natureza ao mesmo ttempo generalista e especialista nas áreas de sua atuação.  O que precisamos é reformulara os curriculos para dar sim melhores atribuções de fato ao novos formados, maior interface nas área comuns, dupla formação engenharia civil/arquitetura exemplo USP, o engenheiros deveriam saber mais de historia e teoria da arquitetura e arquitetos mas sobre estrutura e tecnologia das construções. 
A resolução 1010 é um absurdo, pois limita novas atribuções em areas afins da engenharia civil com a arquitetura as pos graduções e abre a possibilidade para novas atribuições em areas das engenharia que muito pouco em tem haver entre si.  Exemplo é muito mais fácil um engenheiro civil fazer pos gradução em Planejamento urbano e se tornar um grande especialista do que fazer pos graduação em fibras oticas e sistemas digitais, ou poliméros, ou seja a engenharia civil tem muito mais haver com arquitetura e urbanismo do que com outras modalidades.    
Sidney Siqueira - Engº Civil e Seg. Trab.


 
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