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O projeto STID (Soluções de Telecomunicações para
Inclusão Digital), financiado pelo FUNTTEL (Fundo para o
Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), do Ministério
das Comunicações, propõe uma solução efetiva de inclusão digital que
considera as várias dimensões desse processo (ÁVILA; HOLANDA,
2006), sejam elas técnicas, sociais, econômicas ou educacionais. Essa
proposição implicou a discussão do conceito de inclusão digital, a
análise das iniciativas existentes e, assim, a identificação do
público-alvo mais desprovido de ações voltadas à sua inclusão, para que
então fossem definidos os pontos focais de atuação.
Entre outras atuações, a concretização dessas análises apontou para a
necessidade de criação de um modelo de interação para construção de
interfaces humano-computador que atenda às necessidades e às
peculiaridades da população brasileira da maneira mais ampla possível
(PICCOLO et al., 2009). Esse modelo deve orientar desenvolvedores e
projetistas de interfaces de usuário de tecnologias de informação na
criação de soluções adequadas às habilidades e à experiência dos
usuários finais, o que, no contexto do projeto STID, implica considerar
que pessoas com baixo letramento e pessoas com deficiências também
sejam parte desse grupo de usuários.
As recomendações foram elaboradas a partir de pesquisas e testes
realizados com esse público-alvo pela equipe do CPqD e por grupos
acadêmicos parceiros do projeto (HAYASHI et al., 2009; PICCOLO et
al., 2008; TAMBASCIA, 2009). Elas tratam não só de aspectos de
usabilidade comumente encontrados em guias de estilo, como
navegação e apresentação dos elementos de interface, mas também de
aspectos de linguagem, cuja abordagem é essencial para se promover a
inteligibilidade dos serviços propostos. Além disso, são considerados
aspectos de acessibilidade que procuram criar condições de acesso e uso
por todos os perfis de usuário, independentemente de suas limitações
sensoriais ou cognitivas decorrentes do analfabetismo, alinhados à meta
do design universal.
Essa proposta de aplicação dos conceitos de usabilidade, acessibilidade
e inteligibilidade em interfaces para analfabetos, idosos e pessoas com
deficiência foi levada à análise e discussão por especialistas em
Interação Humano-Computador (MELO et al., 2009).
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solidão: a panacéia a todos os males!