A freguesia da Bretanha

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Thomas da/de Costa Vasconcelos Rodrigues Gouveia Oliveira Cabral

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Feb 4, 2008, 3:09:24 PM2/4/08
to Azores Genealogy
I am tying to figure out why Ajuda, Bretanha, Sao Miguel, Church
records do not go back much beyond 1700....Is there a portuguese
speaker out there who could look through the below and tell me if
there some clue in the below where the chruch records for people in
Ajuda, Bretanha would be prior to 1700? João Bom, Remédios???

Judging from this old 1845 map, roads were non-existant and people
traveled by boat to get around the island, so I am guessing people in
Ajuda wouldnt be going too far to get married/baptised/buried:

http://www.lib.utexas.edu/maps/historical/st._michael_azores_1845.jpg
--

Thank you in advance.....

A freguesia da Bretanha fica situada a noroeste da ilha de São Miguel
e, até 1960 era composta por três lugares: Remédios, Ajuda e Pilar.
O lugar os Remédios foi desanexado da Bretanha pelo Decreto Nº. 43,392
de 13 de Dezembro de 1960, formando assim a nova freguesia dos
Remédios.

A existência desta grande freguesia tem despertado através dos tempos
uma natural curiosidade, não só da parte dos micaelenses, mas
sobretudo dos numerosos estrangeiros que a visitam - todos
interressados em saber qual a origem do seu nome e dos seus
habitantes. Foram vários os investigadores que dedicaram o seu estudo
ao caso da Bretanha.

Existe muita e controversa documentação sobre as origens desta
freguesia. pela biliografia consultada, pode concluir-se que ela foi
habitada entre os fins do século XV e princípios do século XVI. Os
primeiros povoadores, ter-se-iam fixado junto ao mar, desde o João Bom
até aos Remédios. Houve uma altura em que chamavam "os logares do
norte" à referida zona.

Só a partir de 1527 se fez referência à denominação de Bretanha,
porque antes toda aquela região do noroeste micaelense tinha o nome de
Capelas. A Bretanha é uma das zonas mais antigas e mais homogéneas no
seu povoamento. Os capitães donatários administravam a Ilha por zonas
e cada um se encarregava do povoamento da sua zona.

Para o povoamento dos Açores, vieram portugueses, sobretudo do Alto
Alentejo e da Estremadura, mas também vieram à mistura alguns cruzados
que estavam de passagem em Portugal com destino à Terra Santa. Esses
cruzados eram naturais do norte e centro da Europa.

No povoamento de São Miguel, houve a concentração deste grupo, numa
zona da Ilha, que se começou a chamar Bretanha, pelos seus povoadores.
Estes eram provenientes da Grã-Bretanha e da Bretanha Francesa. Eles
marcaram esta zona com uma cultura própria.

Ainda hoje, se notam na Bretanha e freguesias circum-vizinhas pessoas,
especialmente raparigas, com a côr de pele, olhos e cabelo que se
diferenciam bem das demais de toda a ilha. Na dicção têm entoações que
lembram a língua francesa. O "u" francês, que tanto caracteriza a
pronúncia micaelense, tem na Bretanha mais declarado acento francês,
independentemente doutros pormenores de pronúncia, como a tendência
dos respectivos habitantes para nasalar o "e" e para articular o
ditongo "ou". E é esta a razão, porque as pessoas da Bretanha têm uma
pronúncia um pouco diferente, isto é, abrem muito o "ou" e o "u". Mas,
como foi uma herança dos nossos antepassados, vamos conserá-la, porque
esta e outras tradições que temos é que enriquecem a nossa cultura.

O problema do povoamento da Bretanha continua a subsistir como uma das
mais aliciantes questões da Etnografia Micaelense.

IGREJA DO PILAR
Segundo alguns documentos, sabe-se que no último quarto do século
XVII, os moradores da Grota do João Bom, faziam toda a sua vida
religiosa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Mosteiros.
Assim, levavam lá os seus filhos a baptizar, a catequizar, lá iam à
missa, casavam e enterravam os seus mortos.

Ora, isto era muito difícil. E, então em 19 de Outubro de l674 o
Senhor Bispo D. Frei Lourenço de Castro, mandou passar um alvará para
desligar os sacerdotes dos Mosteiros da obrigação que tinham para com
o povo da Grota do João Bom, entregando essa obrigação aos sacerdotes
da Bretanha.

Em 1680 foi autorizada a construção da ermida do Pilar. O Capitão
Sebastião Alvares Benevides e sua mulher Ana de Araújo, moradores na
Grota do João Bom, ofereceram o terreno e construíram a ermida que só
foi elevada à categoria de curato sufragâneo de Nossa Senhora da Ajuda
em 7 de Junho de 1699.

No dia 16 de Abril de 1852, houve um grande tremor de terra e outros
nos anos seguintes que arruinaram completamente a ermida. Foi então,
que em 1862, data que figura hoje na frente da Igreja, o povo
aproveitou o que estava bom da ermida antiga e construiu a actual
Igreja.

Segundo alguns documentos, ainda hoje, se encontram na Igreja do
Pilar, alguns paineis de azulejos que julgam ter sido ainda da Igreja
primitiva. Há poucos anos o Rev. Padre Benjamim Pacheco Raposo, com a
ajuda do povo construiu um passal para residência dos padres.

A imagem de Nossa Senhora do Pilar, que está na capela mor da Igreja é
relativamente nova, pois sabe-se que ela veio da cidade aos ombros de
Angelo Miguel da Costa Senra, Fernando Dias da Câmara, Francisco
Pimentel, Manuel Pereira Tavares e outros. Antes desta imagem havia
uma outra que julgo que ainda se encontra atrás do altar mór. Esta
Igreja tem sido restaurada através dos anos.

Também se encontra no lugar do João Bom a ermida de Nossa Senhora da
Conceição, mandada construir por uma família abastada daquele lugar.
Essa ermida presentemente pertence à família de António Jacinto Pavão,
que a mantém num óptimo estado de conservação.

mnk

unread,
Feb 5, 2008, 12:54:45 PM2/5/08
to Azores Genealogy
Okay Thomas I looked over what you had printed. Apparently there was
no church in the area of Joao Bom before 1680. For all religious
activities, baptisms, marriage, masses, etc. the people went to Nossa
Senhora da Conceicao dos Mosteiros. This was difficult for the people
so the bishop approved the building of the Ermida do Pilar in 1680,
which did not became a full church until 1699 and was then called
Nossa Senhora de Ajuda. In 1852 an earthquake distroyed the original
chapel and a new church was built in the same place using some
material recovered at the site. Also the last paragraph mentions
another chapel that is apparently owned by the family of Antonio
Jacinto Pavao.
That's about the gist of it from what I can tell.
Maria

On Feb 4, 2:09 pm, "Thomas da/de Costa Vasconcelos Rodrigues Gouveia

Thomas da/de Costa Vasconcelos Rodrigues Gouveia Oliveira Cabral

unread,
Feb 6, 2008, 11:23:34 AM2/6/08
to Azores Genealogy
Ah-Ha!! Mosteiros!!! That is thee clue I was looking for to help me
decide where to look next. Thank you so much for taking the time to
read and summarize this and may all your ancestors be like vegetables
in fall......Turnip!



On Feb 4, 12:09 pm, "Thomas da/de Costa Vasconcelos Rodrigues Gouveia
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