OS FATOS E A NARRATIVA CHOMSKIANA

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Ulysses

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Mar 26, 2010, 4:57:15 PM3/26/10
to 2009 - UNIVERSIDADE DO SABER


O tema abaixo visa proporcionar uma reflexão e UMA EVENTUAL COERÊNCIA
nas afirmações de Chomsky sobre a dinâmica histórica da AMÉRICA
LATINA, presente no tópico anterior.

PACTO DE EXTERMÍNIO AL PARAGUAY


A RESISTÊNCIA PELO PROGRESSO.


O Paraguai rompe violentamente toda uma estrutura de dominação
econômica, quando Carlos Antonio López, um "obscuro advogado",
enfrenta os métodos britânicos e promove o progresso de seu país, sem
precisar de um tostão dos financiamentos ingleses. O seu método
simples: ele traz do exterior todos os técnicos que o país precisa
para implantar a base de seu desenvolvimento industrial. É preciso
não
esquecer que os processos industriais dessa época, metade do séc.
XIX,
são simples, época em que é fácil transferir e copiar tecnologia. A
única barreira era justamente a dominação econômica - por meio da
infiltração das potências ricas nas CLASSES DOMINANTES DOS PAÍSES
POBRES, para impedir a emancipação econômica nacional. Como no
Paraguai o capital inglês nunca conseguiu predominar e não existia
uma
CLASSE DOMINANTE A SERVIÇO DO IMPERIALISMO ESTRANGEIRO,
não houve problemas para o presidente Carlos Antonio López criar uma
infra-
estrutura básica de desenvolvimento industrial e cultural. Dessa
forma
o país constrói a primeira ferrovia da América do Sul, que apesar de
ser projetada por um engenheiro inglês, visa especialmente, e tão-só,
a atender interesses paraguaios. Com a chegada da mão de obra
especializada, constrói-se fábricas, hospitais ... fundam-se diversas
empresas. Todos esses técnicos são pagos com moeda ouro. Em seguida
Lopes envia à Europa jovens promissores, recrutados entre os alunos
que mais se destacam nas escolas paraguaias, para se especializarem
em
diversas áreas. Na sua volta, serão eles próprios pela revolução
tecnológica do país, criando mais industrias - fontes de emprego,
abrindo estradas, aperfeiçoando os estabelecimentos existentes, além
de lançarem as bases do ensino superior.

O Paraguai está numa ebulição de progresso. A produção aumenta: fumo,
erva-mate, algodão, arroz, cana-de-açúcar são abundantemente
colhidos.
Vinte anos depois da posse de Lopes chega-se a colher a surpreendente
soma de sete mil toneladas de fumo; duas mil toneladas de erva mate,
e
um rebanho de sete milhões de cabeça de gado bovino. Toda essa
riqueza é exportada, apesar das espoliações impostas por Buenos Aires
e seu porto controlado por uma alfândega a serviço do mercantilismo
inglês. Já em 1845, funcionava a fundição de Ibycuí produzindo uma
tonelada de ferro por dia, enquanto Brasil e Argentina importavam “
bebidas espirituosas”, alfinete, botão, talheres e utensílios
domésticos. Em Assunción fabricava-se armas para o exército em
formação com o metal fundido em seu próprio país. Nesta mesma época
os
produtos paraguaios singravam os mares em navios fabricados no
Paraguai, excluindo-se os seus motores a vapor, comprados e pagos a
maioria com a troca de mercadorias. Esses navios compunham uma frota
de onze barcos a vapor e cerca de cinqüenta veleiros, acrescidos
gradativamente com novas unidades nacionais, partiam de Assunción
para
a Europa carregados de erva mate, fumo e alguns outros produtos, par
voltarem com aparelhos científicos, armas mais sofisticadas, máquinas
de imprensa e produtos químicos que na sua maioria passavam a ser
fabricados no próprio Paraguai.

Comparando-se esta imensa explosão de progresso com a dependência
total da quase inexistente indústria brasileira e argentina, é
evidente que o Paraguai, para a “CIVILIZAÇÃO INGLESA”, era um
perigo. A euforia do governo paraguaio ante às realizações em tão
curto tempo, e as perspectivas que se abriram ao país, evidencia-se
no
entusiasmo após o lançamento do vapor nacional “Rio Branco” às águas
em 1856, uma verdade que provocará, pela sua importância econômica,
um
ressentimento surdo contra essa magnífica emancipação nacional,
verificado sempre onde as CLASSES DOMINANTES foram costumeiramente
meros sabujos do imperialismo: português, espanhol ou inglês,
dependendo das circunstâncias. Assim, o progresso paraguaio exporta
madeira, produz louça fina, constrói ferrovias, exporta salitre,
ergue
fábricas de pólvora, papel e enxofre. Instala-se o telégrafo,
reformula-se o uso da terra com o emprego de mais implementos
agrícolas, todos fabricados na fundição de Ibycuí, dando melhores
condições de trabalho ao camponês que aumenta sua produtividade. O
povo paraguaio está incluído no processo de desenvolvimento do país e
sabe, por experiência prática, que participa dos seus frutos. Um
período em que não se conheciam os ladrões nas cidades ou em regiões
despovoadas; qualquer viajante podia caminhar só à noite pelo campo,
com grandes quantidades de dinheiro para compra de fumo aos
fazendeiros e camponeses, seguro que não havia de ter mais de uma
respeitosa saudação dos caminhantes que encontrasse.


“O RESPEITO À COISA PÚBLICA EXISTE ATÉ NA CLASSE MAIS ÍNFIMA DA
POPULAÇÃO. NÃO SABERIA CITAR UM EXEMPLO DE FALTA DE PROBIDADE DESDE O
ESTADO OU ATÉ MESMO DA PARTE DA GENTE MAIS NECESSITADA”
Essa coesão moral entre governo e o povo, sedimentada por uma
estrutura econômica que emancipou o país, levava o Paraguai a ser, em
poucos anos, a mais progressista república americana – o que já era
potencialmente. Isso representava um insulto aos padrões que o
imperialismo inglês impôs à América do Sul, onde predominava a
hipocrisia cevada na corte imperial brasileira e nos salões da
burguesia portenha, para criar uma cortina de fumaça encobrindo o
assalto econômico praticado pela Grã-Bretanha no hemisfério sul.
O Paraguai, um país mediterrâneo esquecido do mundo que fizera sua
independência já em 1811, começa a ser notado além dos salões
diplomáticos de Buenos Aires e Rio. As origens da Guerra do Paraguai
que germinavam desde o início do século, começavam a tomar contornos
nítidos, na medida em que o POVO GUARANI consolida o seu progresso.
Estes brilhantes resultados, finalmente serão anulados com quaisquer
pretextos disponíveis, justamente para que um país emancipado
economicamente não ponha em risco o “equilíbrio do Plata”; um
“equilíbrio” que como se verá, significa manter o domínio do capital
inglês sobre os dois mais importantes países da América do Sul:
Brasil
e Argentina.


O FIM


A DESTRUIÇÃO FINAL DE UM PAÍS LIVRE.

Enfim, a guerra está terminada. O Paraguai está destruído. O Paraguai
perdeu cento e quarenta mil quilômetros quadrados do seu território.
O
Império do Brasil, finalmente, tem os pedaços de terra que sempre
cobiçou. A Argentina ficou com o Chaco Austral e quase empolga todo o
Chaco Boreal. As terras perdidas pelo Paraguai somam em quilômetros
quadrados mais que os estados brasileiros de Pernambuco e Alagoas
juntos; mais que Alagoas, Espírito Santo e Paraíba juntos; mais que
Santa Catarina e o Rio de Janeiro juntos. Enfim, é roubado do
Paraguai
um território maior que Portugal e a Dinamarca juntos; maior que a
Bélgica e Cuba juntos; maior que a Alemanha Oriental e a Albânia
juntos; maior que a Áustria e Costa Rica juntos.


Mas isso não é ainda o mais importante. O importante é que o
imperialismo inglês, destruindo o Paraguai, mantém o status quo na
América meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado
economicamente livre, com uma estrutura industrial desenvolvendo-se
rapidamente. E, ao fazer isso, agrega ao seu poder, como credor
implacável, o Império do Brasil – que vai cair por causa dessa guerra
– a República Argentina e o Uruguai. Estes três aliados da Tríplice
Aliança, ganhando os territórios e dividindo o butim de guerra, na
verdade perdem. O Brasil fica com uma dívida externa espantosa e só
consegue saldar seus compromissos mais urgentes aumentando os
empréstimos com os bancos ingleses, o que vale dizer, atrelando-se
cada vez mais aos juros de Rotschild. De 1871 a 1889, o Império do
Brasil – até cair de podre – é obrigado a fazer a seguinte evolução
da
sua dívida junto ao Banco Rotschild:


a. 1871........................................ 3.000.000 de
libras
b. 1.875 ..................................... 5.301.200
libras
c. 1.883 ................................... 4.599.600
libras
d. 1.886 .................................. 6.431.000
libras
e. 1.888 .................................. 6.297.300
libras
f. 1.889 .................................. 19.875.000
libras
Total........................................ 45.504.100 libras


A Argentina enveredada por não melhor caminho. De 1865 até 1876, sua
dívida oriunda de empréstimos no exterior soma a apreciável cifra de
18.747.884 libras. O Império do Brasil e a República da Argentina –
sempre com o Uruguai de contrapeso – destruíram o Paraguai para o
imperialismo inglês e pagaram por isso em vidas humanas e num
endividamento crescente, que determinou inclusive a impossibilidade
de
um desenvolvimento autônomo de suas economias, sempre ligadas, até
hoje, ao capital estrangeiro.

O Paraguai, que tinha uma estrutura social baseada no acesso de todos
à terra, com as “estâncias da pátria” criadas por Francia,
estimuladas
por Carlos Antonio e em pleno desenvolvimento no período de Francisco
Solano Lopes, terá toda essa organização destruída criminosamente nos
cinco anos de ocupação dos aliados. Suas terras, após a derrota, são
vendidas para estrangeiros – passam a ser seus proprietários,
capitalistas de Amsterdan, Londres ou Nova York, que jamais visitaram
o país, mas que cobraram enormes taxas para que os camponeses
paraguaio sutilizassem os campos que lhes foram roubados. O governo
de
ocupação ainda entrega tudo de valor, de propriedade do Estado que
restou de pé no Paraguai. Uma dessas propriedades, orgulho do
Paraguai
livre, foi a sua estrada de ferro, “vendida” aos ingleses. Resta um
país mutilado, castrado, que nunca mais pode reerguer-se; mataram o
Paraguai literalmente – exterminaram 96,50% da sua população
masculina!

Na destruição do Paraguai, matou-se no nascedouro a grande esperança
de liberdade econômica da América do Sul. Consolidou-se o domínio
estrangeiro do capital espoliador – jogou-se por terra a audácia e a
vontade indomável de resistir e perpetuarem-se até apodrecerem no
poder político, homens como Mitre, Sarmiento, os gabinetes fantoches
de Pedro II e os herdeiros do caudilhismo de Venâncio Flores.
O desastre econômico que se abate sobre os ex-aliados da Tríplice
Aliança, o agravamento da dívida destes países e a impossibilidade de
libertarem-se do capital estrangeiro até hoje, evidenciam a presença
brutal do imperialismo inglês puxando os cordéis da dominação.
Enfim, o modelo de libertação que nos propunha com grande eficiência
o
Paraguai da metade do século XIX, os sabujos do imperialismo inglês
destruíram – acabando também com a possibilidade de rompimento das
relações abjetas entre o oprimido e o opressor na América do Sul
eliminando este último, representado naquele período histórico pelo
capital inglês.


Destruiu-se o Paraguai assassinando um povo. Exterminando brutalmente
uma nação. Não fosse a verdade escondida por gerações e gerações de
historiadores oficiais, restaria hoje às massas americanas, pelo
menos
o exemplo de um povo livre, condenado ao extermínio pelo crime de sua
liberdade.
Uma lição que seria tão mais útil – se fosse ensinada ao povo –
porque
hoje nenhuma potência mais pode ter o desprezo da Inglaterra ao saber
do extermínio da nação paraguaia expressado nas cretinas palavras de
Lord Palmerston:
“ A Inglaterra tem tanta força, que pode cagar em todas as
conseqüências”


Chiavenato, Julio José: "Genocídio Americano: A Guerra do Paraguai",
EDITORA BRASILIENSE

http://www.monografias.com/trabajos33/triple-alianza/triple-alianza.s...

El tema de la Guerra Grande es un tema muy amplio e imposible de
abarcar en su totalidad en una breve monografía. Este punto es el
Tratado Secreto de la Triple Alianza o Pacto de exterminio del
Paraguay. Con dicho documento se sella la suerte de nuestra patria,
como país, como nación, como estado libre y soberano. Y por tal
motivo, considero al tratado de la triple alianza como la crónica de
una muerte anunciada para con el país más desarrollado de la América
de antaño. La Guerra de la triple alianza se desarrolla, como
veremos,
en un marco internacional de movimientos comerciales, fruto de la
Revolución Industrial, y el cambio en las modalidades del
colonialismo. Tal cambio se refiere a que los nativos de un país se
ocupen de los gastos e Inglaterra de las ganancias. Del colonialismo
militar, nos deslizamos hacia el colonialismo económico, mucho más
sutil pero igual de perverso. Esta guerra concluye con una de las
naciones más avanzadas desde el punto de vista económico e industrial
de toda América.

Si analizamos un poco la situación de los países del Plata en aquel
entonces, nos daremos cuenta que nuestros vecinos colaboraban
anualmente cifras exorbitantes a las entidades bancarias de Londres.
Así, nos dice Chiavenato: EL IMPERIO DEL BRASIL DEDIABA CASI 70% DEL
SALDO FAVORABLE DE SU COMERCIO EXTERIOR PARA PAGAR LOS INTERESES
CONTRAÍDO CON LOS EMPRÉSTIMOS INGLESES”
LA SITUACIÓN DEL OTRO GRANDE, LA ARGENTINA, TAMPOCO ERA MENOS
DESASTROSA, DEBIENDO EN REITERADAS OCASIONES RECURRIR AL CAPITAL
INGLÉS, POR EJEMPLO AL DERRUMBAR-SE LOS PRECIOS DE LOS CUEROS, LA
LANA
Y EL GANADO. El presidente Mitre fue muy claro para con sus
conciudadanos al decir: "¿Cuál es la fuerza que impulsa a este
progreso? Señores... ES EL CAPITAL INGLÉS". El Ministro de Hacienda
argentino, Lucas González, daba su opinión acerca de la guerra y
entre
otras cosas mencionaba que UNO DE LOS TANTOS OBJETIVOS DE LA GUERRA
ERA "obtener beneficios muy grandes para el comercio DEL MUNDO, MUY
ESPECIALMENTE DEL COMERCIO INGLÉS que encontrará en el Paraguay LIBRE
Y CIVILIZADO un gran mercado que explotar".
El Paraguay va pujando con esfuerzo propio y ayuda mutua, forjando
así
un CRECIMIENTO AUTÓNOMO. Todo esto se va haciendo INTOLERABLE para
los
propietarios del capital extranjero, siendo inaudito PARA ESTOS
mencionados personajes QUE UN PAÍS EN EL PLATA PUDIERA SUBSISTIR SIN
RECURRIR A EMPRÉSTIMOS INGLESES. Su misión en síntesis era la de
ELIMINAR una política en ascenso que CONTRARIABA sus intereses
económicos.

Entre tantos motivos del por qué del acuerdo encontramos varios:
eliminar una potencia en ascenso, las oportunidades tanto económicas
como territoriales que ofrecería la conquista de un nuevo país, el
Brasil se despojaba de un eventual rival que aliado con la Argentina
podría presenciar una seria amenaza en su ambición hegemonista
regional.
He aquí el "Protocolo Secreto de Guerra contra el Paraguay de 1857",
contraído entre Brasil y la Argentina ocho años antes del tratado
secreto y un año después del tratado de amistad, comercio y
navegación, que firmara Paranhos con el canciller paraguayo José
Berges:
"En el Ministerio de Relaciones Exteriores de la Argentina, en el
legajo, Guerra de la Triple Alianza contra el Paraguay, año 1865,
caja
1, folio 3/12, los historiadores Rodolfo Ortega Peña y E. L. Duhalde
encontraron el protocolo secreto contra el Paraguay firmado el 14 de
diciembre de 1857 por Paranhos y Santiago Derqui y financiado por el
Barón de Mauá (...)"

Este pacto se podría considerar como la primera pincelada del que se
firmara el 1 de mayo de 1865, o sea que sólo había que renegociar
algo
ya pactado ocho años antes. Entre otras cosas el documento sostenía
lo
siguiente:
La Argentina debía emplear todos los medios para que otros estados
ribereños, y especialmente la República del Paraguay, se adhieran a
los mismos principios de libre navegación; abrir el río a todas las
banderas del mundo, así como los medios de hacerlos efectivamente
útiles.
Que todo esto se cumpla con el mayor empeño posible, y si hubiese
resistencia de los paraguayos a abrir su río, el gobierno imperial se
comprometía a tomar medidas coercitivas y aún recurrir a la guerra.
El Brasil conocía más que cualquier otro estado la situación
económica
en la que se encontraba su aliado, la Argentina. Si la situación
económica del Brasil era mala, la de Argentina era calamitosa. Con
estos dos artículos el Brasil tiene asegurado en su compañero de
causa, una serie de jugosos empréstitos para hacer frente a los
gastos, que una guerra de tal envergadura pudiera llegar a acarrear.
Los aliados se obligan solemnemente a no deponer las armas sino de
común acuerdo, y mientras no hayan derrocado al actual gobierno del
Paraguay, así como a no tratar separadamente, ni firmar ningún
tratado
de paz, tregua, armisticio, cualquiera que ponga fin o suspenda la
guerra, sino por perfecta conformidad de todos. (Art. 6)
CON ESTO, DON PEDRO II DA POR HECHO QUE LA GUERRA LLEGARÍA HASTA EL
FIN DEL PARAGUAY, SIN ARREGLO DE PAZ HASTA QUE ÉSTE SEA DESTRUIDO POR
COMPLETO. Sostengo que este artículo hace de la entrevista en Yataity
Corá un acto, donde la esperanza por llegar a una paz honrosa para
todos los beligerantes, fuese sólo un sueño.
No siendo la guerra contra el pueblo paraguayo sino contra su
gobierno, los aliados podrán admitir en una legión paraguaya a todos
los ciudadanos de esa nación que quisieran concurrir al derrocamiento
de dicho gobierno, y les proporcionarán los elementos que necesiten,
en la forma y condiciones que se convenga. (Art. 7)
ES ESTE ARTÍCULO EL MÁS REPUGNANTE DE TODOS; la guerra es contra el
gobierno paraguayo y no contra el pueblo. SIN ENBARGO, saquean su
capital VILANDO MUJERES, NIÑOS Y ANCIANOS. Dice, podrán admitir una
legión paraguaya, pero OBLIGAN A PRISIONEROS A MATAR A SUS PROPIOS
HERMANOS. Alberdi se pregunta: ¿Será que el gobierno paraguayo
pagará
la deuda que deje esta guerra?, ¿O será el pueblo devastado el que
corra con los gastos?.


Los aliados exigirán de aquel gobierno el pago de los gastos de la
guerra que se han visto obligados a aceptar, así como la reparación e
indemnización de los daños y perjuicios causados a sus propiedades
públicas y particulares y a las personas de sus ciudadanos, sin
expresa declaración de guerra, y por los daños y perjuicios causados
subsiguientemente en violación de los principios que gobiernan las
leyes de la guerra. La Rca.Oriental del Uruguay exigirá también una
indemnización proporcionada a los daños y perjuicios que le ha
causado
el gobierno del Paraguay por la guerra a que la ha forzado a entrar,
en defensa de su seguridad amenazada por aquel gobierno. (Art. 14)
Considero a este artículo como el histórico; la República Argentina
nos libera de los gastos de esta guerra el 12 de agosto de 1942 bajo
la presidencia de Ramón Castillo, 72 años después de la guerra. El
Brasil, el 4 de mayo de 1943, bajo la presidencia de Getulio Vargas,
73 años después de la guerra. PROBAMOS ASÍ, QUE DESDE UN PRINCÍPIO
LOS ALIADOS QUISIERON DEVASTAR LA ECONOMIA PARAGUAYA Y LA DE SUS
GENERACIONES VINIDERAS. Este tratado quedará secreto hasta que el
objeto principal de la alianza se haya obtenido. (Art. 18)
Esto es más que obvio, a sabiendas, los mismos aliados de que el
pacto
es injusto y abominable por donde se lo mire, se mantendría oculto
evitando de esta manera ningún tipo de reacción, ya sea de los países
contratantes como del mundo entero.

A este documento, los firmantes anexaron un protocolo que entre otras
cosas mencionaba lo siguiente:
Que en cumplimiento del Tratado de Alianza de esta fecha, las
fortificaciones de Humaitá serán demolidas, y no será permitido
erigir
otras de igual naturaleza, que puedan impedir la fiel ejecución de
dicho tratado. (1º)
Que siendo una de las medidas necesarias para garantir la paz con el
gobierno que se establecerá en el Paraguay, el no dejar allí armas o
elementos de guerra, los que se encuentran serán divididos en partes
iguales entre los aliados. (2º)
Que los trofeos y botín que se tomen al enemigo serán divididos entre
los aliados que hagan la captura. (3º)
Esto fue simplemente para coronar las falacias expuestas un poco más
arriba. Es muy fácil entender las pretensiones aliadas; nos condenan
a
no tener fortificaciones que en algún momento puedan llegar a
comprometer sus monopolios, restringiendo de esta manera nuestra
soberanía.

Por otra parte, nos manifiestan expresamente en dicho documento el
saqueo del cual seremos víctimas, y todos, absolutamente todos los
bienes de la república, ellos lo resumen en "trofeos y botín". El
Uruguay, cuya participación en la guerra fue exigua, devolvió los
trofeos el 31 de mayo de 1885. Por su parte la Argentina lo hizo bajo
la presidencia de Juan Domingo Perón el 19 de agosto de 1954, a
ochenta y cuatro años de la finalización de la guerra. Sin embargo,
el
Brasil nunca devolvió los trofeos ni los cincuenta mil documentos
robados del archivo nacional de Asunción.
6. El Tratado es descubierto. Repudio nacional y mundial.
En el mes de mayo de 1866, un año después de su firma, el tratado es
descubierto, causando notable revuelta en los países latinoamericanos
y en todo el mundo, principal motivo del carácter secreto del pacto.
En nuestro país, el pacto fue blanco de serias y enérgicas protestas
por parte de toda la población, de todas las edades y todas las
clases
sociales. Nos comenta el historiador Efraín Cardozo:
"La publicación del tratado de la triple alianza tuvo en Asunción
vastas repercusiones populares. Los ejemplares de "El Semanario" eran
arrebatados de las manos. Hubo que tirar en hojas sueltas el texto y
el comentario que le acompañaban. Espontáneamente, sin que hubiera
preparativos, todas las clases sociales se congregaron en el Club
Nacional (…)".
También las bellas, pero a la vez valientes mujeres paraguayas,
lanzaron su protesta, tomando la palabra las señoras Eleida Peña de
Molinas y Escolástica Barrios de Gill:
"La mujer paraguaya, tiene ya hecha su resolución indeclinable al pie
de los altares de la patria: MORRIR CON ELLA antes de que sea
VILIPENDIADA por el desnaturalizado enemigo que pretende DESPOJARNOS
DE NUESTRAS VIRUDES, DE NUESTRO HONOR Y DE NUESTRA PATRIA.”
8. Crímenes de Guerra. Saqueo al país.
Ya decía Alberdi, que "el derecho a la guerra en sí es el derecho del
homicidio, del robo, del incendio, de la devastación. Estos actos son
crímenes por las leyes de todas las naciones del mundo. LA GUERRA LOS
SANCIONA Y LOS CONVIERTE EN HECHOS HONESTOS Y LEGÍTIMOS, VINIENDO A
SER EN REALIDADE LA GUERRA EL DERECHO DEL CRIMEN (...)".
Lo que nos queda por ACOTAR, es que LA GUERRA DE POR SÍ YA ES UN
CRIMEN, UN HOMICIDIO GENERALIZADO QUE NO RESPECTA A NADA NI A NADIE,
EXTERMINANDO TODO A SU PASO. ¿ QUE TIPO DE NATURALEZA JURÍDICA PUEDE
TENER UN ACTO ASÍ?, ¿Defender la Soberanía?. Tal vez sea el único
hecho válido para llegar a una guerra en una nación civilizada
escatimando hasta el último de los recursos válidos.
Pero aquí el punto en cuestión es el crimen dentro del crimen, un
acto
vergonzoso y repudiable desde cualquier punto de vista. Es muy
sencillo, en todas las guerras se cometen los llamados "crímenes de
guerra", desde la antigüedad hasta nuestros días; desde los pueblos
celtas que usaban los cráneos de sus enemigos para tomar vino, hasta
las humillantes torturas proporcionadas por soldados norteamericanos
a
los prisioneros iraquíes. Este crimen del crimen llegó a alcanzar
grados de espanto, y en nuestra epopeya estuvo al orden del día.
El tratado de por sí ya fue un crimen político, y a éste se le
sumaron
todos los crímenes contra la humanidad de la que fueron partícipes
los
aliados; ya sea en el campo de batalla, DONDE GASTÓN DE ORLEANS,
CONDE
DE EU, ENTRA EN ESCENA O EN LOS VANDÁLICOS SAQUEOS REGISTRADOS EN
ASUNCIÓN.

Haciendo gala al exterminio, los ejércitos aliados de la mano de
Bartolomé Mitre, cometieron crímenes con ensañamiento y alevosía.
Así,
podemos citar la contaminación de las aguas de los ríos con cadáveres
coléricos, expandiendo así la mortal enfermedad hacia los militares y
civiles que bebían de esas aguas, siendo antecedente éste del
principio de una guerra bacteriológica.
El ejército aliado obligó a los paraguayos a luchar contra su propio
ejército, como nos comenta Ulrich Lopacher en una de sus anotaciones:
"Durante la rendición de Humaita aconteció algo notable: uno de los
que se rendían, abandonó, de pronto, a sus compañeros, se precipitó
como loco, sobre uno de los nuestros y lo abrazó, lo besó y no quiso
desprenderse de él (…) resultó ser UNA SARGENTA en uniforme de
artillero y que había participado del sitio en la fortaleza de
Humaita. Nuestro compañero, resultó ser su marido y luchaba como
prisionero (…). En realidad debió haber todo un batallón de
prisioneros (…)".


TAMBIÉN FUERON PUESTOS A LA VENTA UN CENTENAR DE PRISIONEROS
PARAGUAYOS, VENDIDOS COMO ESCLAVOS AL MEJOR POSTOR, Y TENIENDO COM
DESTINO FINAL EL IMPERIO BRASILEÑO. Éste, ya en aquella época,
albergaba la tímida suma de cuatro millones de esclavos.
PERO AÚN MAS DESGARRADORES, SON LOS HECHOS COMO LA QUEMA DE
HOSPITALES
Y DEGOLLAMIENTO DE PERSONAS EN TOTAL ESTADO DE INDEFENSIÓN. ASÍ, LO
TOMARON COMO OCIO, EL CONDE DE EU, CERRANDO Y QUEMANDO EL HOSPITAL DE
PIRIBEBUY, DONDE SE ENCONTRABAN ANCIANOS Y NIÑOS EN ESTADO
CALAMITOSO.
Y POR OTRA PARTE, EL URUGUAYO VENANCIO FLORES, QUE AL CONCLUIR LAS
BATALLAS DISFRUTABA DEGOLLANDO PRISIONEROS.
Asunción fue saqueada en su totalidad el 1 de mayo de 1869. Fue
ocupada por las tropas brasileñas causando desmanes en la desolada
ciudad, así estos nefastos personajes continuaron violando mujeres,
niños y cualquier ciudadano paraguayo. Y NO NOS OLVIDEMOS QUE LA
GUERRA ERA CONTRA EL GOBIERNO PARAGUAYO. La ciudad fue saqueada EN
TODO SENTIDO, no hubo respeto HACIA NADA, NI HACIA NADIE. Tampoco se
salvaron las embajadas de los gobiernos extranjeros.
ASÍ ESCRIBE EL CÓNSUL FRANCÉS A CAXIAS: "Vi saquear el consulado de
Portugal y la Legación norteamericana, mi propio consulado fue por
dos
veces robado". De esta misma forma también el cónsul italiano alude
que los consulados de su país fueron saqueados por la caballería del
coronel Vasco Álvarez. También alega el argentino Garmendia "los
vencedores entraron a saco".


UN CASO MUY CURIOSO NOS COMENTA AGÜERO WAGNER: "Los solados
brasileños
también se dedicarían a cobrar dinero para devolver a sus familias
niños extraviados, como el caso de Manuel Domeq García, por quien su
familia debió pagar ocho libras esterlinas en rescate".
Vemos que el país se encontraba totalmente en ruinas. Reinaba la
anarquía total por las calles y ni los propios aliados podían
sostener
la situación. Las casas fueron saqueadas en su totalidad, las puertas
rotas a hachazos, la paz pública exterminada y una población que
entre
sus últimos suspiros clamaba por una justicia muy lejana para
aquellos
tiempos.


9. Conclusiones
La alianza ha reducido a los pueblos del Plata a un papel secundario.
QUEDA BIEN CLARO QUE LA GUERRA TUVO PREMISAS COLONIZADORAS, DONDE SE
IMPUSO LA EXPLOTACIÓN DEL HOMBRE POR EL HOMBRE. DE GUERRA A UN TIRANO
CONVERTIERON EN GUERRA A UN PUEBLO. El Brasil y la Argentina llevaban
el ESTANDARTE DE LA CIVILIZACIÓN A UN PUEBLO CIVILIZADO como el
Paraguay. EL PRIMERO PREGONABA EL ROL CIVILIZADOR CON SUS CUATRO
MILLONES DE ESCLAVOS Y EL SEGUNDO CON LA EXTERMINACIÓN DE GAUCHOS EN
LOS FORTINES DE LA FRONTERA.
ES IMPORTANTE MENCIONAR LA PARTICIPACIÓN DEL CAPITAL INGLÉS EN LA
CONTIENDA, DE LA MANO DE SUS AGENTES PLENIPONTENCIARIOS, grandes
comisionistas, y no de Gran Bretaña como se interpreta erróneamente.
A
esto le sumamos la antigua, torpe y poco eficaz diplomacia de López.
Así tenemos la serie de factores que, como un todo, dieron arranque a
la guerra más sangrienta de Latinoamérica.
Si miramos un poco nuestro tema en sí, nos queda una serie de
conclusiones. ASI, PODEMOS AFIRMAR QUE EL TRATADO, TEMA CENTRAL DE
ESTA MONOGRAFIA, FUE UN PACTO PREMEDITADO Y NO ALGO PREMATURO COMO
SOSTUVIESES LOS ALIADOS. Existe una serie de documentos y escritos
que
afirman CONTUDENTEMENTE que este tratado, ha pasado por un largo
proceso de gestación, ALGO MUY BIEN PENSADO y hasta inclusive sus
consecuencias fueron proyectadas a largo plazo, como el caso de LA
DEUDA que dejaría la guerra.
Finalizando, es menester aclarar que es muy difícil hallar a los
verdaderos responsables de esta contienda. Considero que todos
pusieron un grano de arena para que esto se volviera algo
insostenible, obviamente unos más que otros, y que EL TRATADO FUE EL
DOCUMENTO QUE SELLÓ Y CONDENÓ LA SUERTE DE NUESTRO PUEBLO.
Quisiera concluir con una ultima frase de Juan Carlos Gómez, digno
defensor de la causa guaraní: "En el Paraguay anterior a la alianza,
bastaba suprimir un tirano. En el Paraguay de la alianza hay que
rehacer un pueblo".
10. Bibliografía
- Agüero Wagner, Luis: "Las Banderas de Mitre", Augusto Gallegos
Producciones Gráficas y Audiovisuales.
- Alberdi, Juan Bautista: "La Guerra del Paraguay", Edición
Hyspamerica.
- Alberdi, Juan Bautista: "El Crimen de la Guerra", Librería
Histórica.
- Benítez, Luis G.: "Historia Diplomática del Paraguay"
- Cardozo, Efraín: "Hace 100 años: Crónicas de la Guerra de
1864-1870", Ediciones EMASA.
- Chiavenato, Julio José: "Genocidio Americano: La Guerra del
Paraguay", Carlos Schauman Editor.
- García Mellid, Atilio; "Proceso a los falsificadores de la historia
del Paraguay, Tomo II" Ediciones Teoría.
- Niño, José M.: "Mitre. Polémica de la Triple Alianza". Imprenta y
Casa Editora de Ad. Grau.
- Pomer, León: "La Guerra del Paraguay", Centro Editor de América
Latina.
- Rosa, José María: "La Guerra del Paraguay y las montoneras
argentinas", Peña Lillo Editor.
- Tobler, Lopacher: "Un suizo en la Guerra del Paraguay", Editorial
del Centenario.
- Trías, Vivian: "El Paraguay de Francia el Supremo a la Guerra de la
Triple Alianza". Cuaderno de Crisis 19.
Por:
Juan Marcos González García


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