Em “O processo”, Kafka leva o leitor a perceber que, mesmo vivendo
sob
a égide do “discurso” da democracia “plena”, na “prática” a
semântica
está repleta de conotações feudais, uma vez que, as instituições, não
guardam sua razão de ser na prestação de serviços públicos, mas na
submissão ao poder e às camadas dominantes.
Todo discurso é mísero e vazio por mais erudito que possa ensejar;
somente a atitude embasada em alteridade quiçá num magnânimo “modus
vivendi” pode ser digna de louvor e eloqüência.