Gestão Estratégica da Inovação

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Rômulo Belluomini

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Apr 2, 2014, 11:41:54 PM4/2/14
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TEXTO 001
Gestão Estratégica da Inovação

O conceito de inovação pode variar conforme sua aplicação, entretanto pode ser entendido como o desenvolvimento de novas ideias que se transformam em ferramentas para aumento da produtividade e competitividade para as organizações.
Na pratica significa melhores resultados, como por exemplo: aumento de faturamento, acesso a novos mercados, aumento das margens de lucro, entre outros benefícios dos quais se destaca a capacitação tecnológica literalmente ligada ao avanço do conhecimento. 
As chamadas inovações tecnológicas referem-se as inovações de produto ou de processo sendo sua aplicação entendida como extensão aberta (open innovation – será estudada em capítulo especifico), portanto com ação em mercado, métodos, suprimentos dentre outras aplicações.
Portanto o assunto inovação esta relacionado a uma área multidisciplinar do conhecimento.
Com esse entendimento é necessário observar e conhecer o atual ambiente, ou seja, as forças que nele atuam e impactam nas organizações, e, sobretudo, nas pessoas que constituem o quadro de colaboradores dessas organizações.
Também é fundamental projetar o valor da interpretação do ciclo de vida dos produtos, serviços, negócios, empresas e pessoas e, efetivamente, suas características fundamentais quanto ao aspecto de geração de caixa e de participação de mercado em cada estagio especifico.
É necessário entender que o principal argumento na introdução de novas tecnologias depende diretamente da oferta de novos conhecimentos e a capacidade das empresas de absorverem novos equipamentos, sistemas e processos produtivos.
Sinteticamente três elementos impactam: capacitação técnica da empresa, finanças e as condições do mercado onde atuam. 
As pessoas frequentemente confundem inovação e processos de inovação com melhoria contínua e processos relacionados a esse tema. Para que uma inovação seja caracterizada como tal, é necessário que seja causado um impacto significativo na estrutura de preços, na participação de mercado, na receita da empresa etc.

Tipos de Inovação
Inovação de produto:
• Consiste em modificações nos atributos do produto, com mudança na forma como ele é percebido pelos consumidores.

Inovação de processo:
• Trata de mudanças no processo de produção do produto ou serviço. Não gera necessariamente impacto no produto final, mas produz benefícios no processo de produção, geralmente com aumentos de produtividade e redução de custos.

Quanto aos Impactos:

Inovação Incremental:
• Remete para pequenas melhorias contínuas em produtos, serviços ou até mesmo em linhas de produtos. 

• Inovação Radical:
• Representa uma mudança drástica. Na pratica modifica o modelo em termos de design embora o objetivo permaneça. 
Do ponto de vista empresarial pode-se afirmar que as empresas mais dinâmicas e rentáveis do mundo são justamente aquelas mais inovadoras que, em vez de competir em mercados saturados pela concorrência, criam seus próprios nichos.

A importância de inovar
Esta na geração de vantagens competitivas que remetem a sustentabilidade das organizações.
Entretanto é fundamental entender que toda inovação parte de uma ideia que estruturada se constitui em negócio.
Partindo da premissa básica que quem pensa e tem ideias são pessoas, de certa forma o entendimento é que a inovação nasce na pessoa.
Portanto as organizações mais inovadoras são aquelas que cujo departamento de recursos Humanos já responde efetivamente como Desenvolvimento Humano.
Na pratica quanto mais desenvolvido o colaborador em termos de conhecimento, comportamento, argumentação, criatividade, administração e integração, quanto mais houver investimento visando uma qualidade de vida melhor para ele, melhor estará o clima organizacional e concomitantemente a motivação e disposição de produzir e de criar.
Em termos gerais quando se alinha a inteligência empresarial, emocional e espiritual todo corpo organizacional passa a ser coeso, livre, sem qualquer engessamento e, portanto propenso ao pensar, criar e apresentar ideias.
Para se pensar em Gestão Estratégica da Inovação temos que refletir sobre:
1. O que significa gestão, estratégia e inovação?
2. O que significa inovação tecnológica?
3. Quais as forças que impactam no atual ambiente?
4. Quais os tipos de consumidores?
5. Ciclo da vida de produtos, serviços, negócios, organizações e pessoas 
6. Variações do ciclo de vida
7. Plus do produtos, serviço, organização , negócio e pessoa

Enfim dispor do Quadro Situacional de uma Empresa e entender realmente as relações entre suas diversas áreas. 
• 
• Fonte – Gestão da Inovação- Paulo Bastos Tigre – PhD em Política Científica e Tecnólogica
• Notas de aula – Claudio Rizzo – PhD em Administração e Marketing

Rômulo Belluomini

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Apr 2, 2014, 11:42:34 PM4/2/14
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Texto 002 - Mundialização do Marketing

O conceito de marketing não se altera quando falamos em internacionalização ou mundialização do marketing.
Base Bibliografica – SEBRAE (IPEA) – Gestão Estratégica de Marketing – Prof Dr.Claudio Zenone e Notas de aula Prof. Dr.Claudio Rizzo 
Mundialização e globalização

Na verdade, a denominada “globalização” pode ser entendida como estado condicionado ás relações econômicas, ou seja, uma fase da mundialização.
Mundialização Fonte ( IPEA).
O processo de mundialização observado na dinâmica do mundo capitalista começou a partir dos anos 80.
Neste período, a acumulação de capital avançou por meio da transnacionalização produtiva e da capacidade da economia global de funcionar em tempo real, como uma unidade, em escala planetária.

No caminho do desenvolvimento tecnológico e do processo de transnacionalização econômica da década de 90, novas formas de competição entre empresas e sistemas econômicos moldam-se e prevalecem em diversas áreas.

A oferta de produtos é interligada em âmbito mundial, por meio da crescente cooperação entre empresas, que entram em acordos quanto à divisão de mercado e à troca de conhecimentos tecnológicos, compartilhando muitas vezes riscos e custos financeiros.

O aumento do número de fusões em nível mundial leva à evidência do crescimento da atuação das empresas transnacionais, que, no entanto, se concentram regionalmente, com o objetivo do atendimento dos grandes blocos econômicos que se desenvolveram.

Contudo, com a aceleração da globalização, a política econômica de cada país passa a ser grandemente condicionada por fatores externos, visando atender aos requisitos da competitividade internacional e da participação ativa no processo de inter-relação mundial.

Em cada economia nacional, a velocidade da internacionalização das atividades, em grande parte, é influenciada pelas políticas públicas internas compatíveis com os requisitos do aumento dos fluxos entre países.

Para o francês Jean-Pierre Paulet, a mundialização é o ponto de chegada de um longo processo: internacionalização, transnacionalização e globalização.

As motivações para Internacionalização

Motivações

1. Estratégias de Crescimento
2. Aproveitamento de oportunidades criadas
3. Proximidade geográfica e afinidades culturais e linguísticas
4. Redução de custos e aproveitamento de economias de escala
5. Aproveitamento da imagem do país
6. Apoios governamentais

O composto de marketing

Deve ser adaptado ao ambiente onde será inserido, ou seja, observando cultura, usos, costumes, tradições da região e do país.
Para o produto existem ainda as pressões para estandardização, ou seja, que alcancem determinado nível de padronização exigido e que varia por segmento. 
Além desses elementos para a política de preços devem ser levados em conta custos de transporte, diferentes moedas, níveis de vida, tipos de concorrência e modos de fazer negócios.
É recomendável sempre utilizar agências de propaganda e de apoio promocional do próprio país e região alvo para colocação do produto ou serviço. Uma característica da propaganda é que se trata de um meio de comunicação que permite atingir muitos públicos, o que reduz o custo do contato. Entretanto é fundamental a observação sobre os aspectos da língua e mais uma vez as tradições, cultura e costumes. 
Os canais de distribuição são fundamentais e indispensáveis, uma vez conhecida a sua potencialidade no mercado onde se pretende inserir o produto, serviço, enfim a organização e, consequentemente a sua marca e imagem muito bem definidas no tratamento do Marketing Corporativo.

Rômulo Belluomini

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Apr 2, 2014, 11:43:23 PM4/2/14
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TEXTO 003 - GESTÃO ESTRATÉGICA DA INOVAÇÃO

Base Bibliográfica:
Gestão da Inovação – Paulo Bastos Tigre

1. A inovação esta diretamente dependente daquilo que se denomina capacitação técnica da empresa (conhecimento – parque industrial – colaboradores técnicos – pesquisa), sua força financeira e da potencialidade e condições dos mercados que atuam.
2. As grandes mudanças tecnológicas são efetivamente acompanhadas de transformações econômicas, sociais e institucionais, uma vez que a tecnologia necessita de elementos como regimes jurídicos, motivação econômica e condições políticas, institucionais adequados para se desenvolver.
3. “Do ponto de vista tecnológico, a revolução industrial se caracteriza pela substituição da habilidade e do esforço humano pelas maquinas”.
4. “A difusão de inovações tecnológicas organizacionais na era fordista permitiu o aparecimento da grande empresa e a profissionalização das atividades da P&D”.
5. DIFUSÃO
A inovação produz impactos econômicos relevantes quando é difundida amp´lamente pelas empresas, setores e regiões, permitindo o desenvolvimento de novos empreendimentos e possibilitando a criação de novos mercados.
a. Direção ou Trajetória Tecnológica
A direção assumida por uma determinada tecnologia se refere ás opções técnicas adotadas ao longo de uma trajetória evolutiva.
b. Ritmo de difusão
O ritmo de difusão de uma tecnologia se refere á velocidade de sua adoção pela sociedade.
c. Condicionantes Técnicos
A difusão esta condicionada pelo grau pelo grau em que uma inovação é percebida como difícil de ser entendida e usada.
d. Condicionantes econômicos
O ritmo de difusão depende dos custos de aquisição e implantação de novas tecnologias, assim como das expectativas de retorno de investimento.
e. Condicionantes institucionais
e1. Disponibilidade de financiamentos e incentivos fiscais para inovação.
e2. Clima favorável ao investimento no país.
e3. Acordos internacionais de comércio e investimento.
e4. Sistema de propriedade intelectual.
e5. Existência de capital humano e instituições de apoio.

Também são fatores que condicionam difusão de novas tecnologias : estratificação social, a cultura, a religião e o regime jurídico.
IMPACTOS DA DIFUSÃO
Os impactos da difusão podem ser analisados sob diferentes enfoques:
Econômico 
Social
Ambiental
6. TECNOLOGIA
Conhecimento de técnicas enquanto as técnicas envolvem aplicações desse conhecimento em produtos, processos e métodos organizacionais.
7. INOVAÇÕES DE PROCESSOS
Referem-se á forma de operação tecnologicamente novas ou substancialmente aprimoradas, obtidas pela introdução de novas tecnologias de produção.

Rômulo Belluomini

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May 6, 2014, 11:31:14 PM5/6/14
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TEXTO 004 - Gestão Estratégica da Inovação

CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO
Autor: Prof. Dr. Claudio Rizzo

Convém destacar que no ambiente pós-moderno criar diferenciais é fundamental para garantir a competitividade de maneira continuada, tendo em vista a velocidade da ocorrência de eventos. 
Como cita DUALIBI E SIMONSEN JR. (RIZZO,1.998):
“A criatividade finalmente compreendida em si mesma é a capacidade de formar mentalmente ideias, imagens e coisas não presentes ou dar existência a algo novo, único, original, porém, com um objetivo”.
Portanto, a capacidade de inovar de forma constante é fundamental para uma maior competitividade e, para isso, as organizações, bem como, as pessoas, precisam estar totalmente ligadas aos elementos que estão no ambiente e no seu entorno.
Na verdade é necessário desenvolver os sentidos, para uma relevante percepção sobre o sentido da vida, a composição de interesses que se inserem nas pessoas ao redor do mundo, dos países, dos impactos, necessidades e desejos da sociedade em geral.
Portanto um dos primeiros atributos é o “conhecimento”, pois é o elemento fundamental para alimentação do estoque de ideias.
Cabe também destacar que o fato de uma organização poder ou não prosperar a partir da criatividade dependerá não só da sua capacidade de construção de vantagens competitivas únicas e inimitáveis (PRAHALAD,318), mas da sua constante inserção e rapidez na construção de ideias.
Outro elemento a ser destacado quando se trata de criatividade é o real entendimento do que é imaginação e fantasia.
Fantasia consiste na capacidade de representar sem restrições o novo e o irreal, eventualmente pela combinação de elementos da realidade. A imaginação é a representação mental daquilo que é lembrado ou do que nunca foi apresentado aos sentidos (DUALIBI & SIMONSEN, 2000:16).
Numa exagerada analogia e adaptação de Aristóteles:
“A tragédia ou felicidade, o erro ou o êxito são representados não por homens, mas por ações”.
Portanto é fundamental colocar em pratica as ideias e delas transformar ações, seja, fantasias, imaginações e sonhos de um ou de outro, pois o sucesso não acompanha o médio, o trivial ou aquilo que todos pensam. O sucesso vem da ousadia, do querer inovar, do sair do comum, com objetivos claros.
Em um mundo em constantes mudanças e em busca contínua de uma estética inovadora, o “normal” é insuficiente. 
Criar é pensar no responsável e no irresponsável, sem crítica, sem limitação, sem questionamento, pois tão forte é o apelo ao inovador que o que era antes um elemento até condenável, num piscar de olhos passará a ser a expectativa e atenção do momento.
Para que a criatividade possa fluir de maneira harmoniosa e simples, a mais primária das sugestões é a de eliminar a crítica precipitada.
Normalmente, este tipo de crítica é um elemento inibidor de toda manifestação criativa, pois instala a negação de deslumbramento, portanto, interrompe pelo silêncio as manifestações de um mundo sensível que normalmente atravessa a experiência humana (TEIXEIRA, 2002:259).
Em um sentido mais profundo, através de uma atravancada e perturbadora restrição, retira qualquer sentido estético e harmonioso, imerge a própria alma na amargura e falta de luz, causa o arrebatamento da paixão.
Sem amor e emoção não existe arte.
Essa afirmação remete a uma reflexão sobre o conceito da Disney que realmente deu certo.
Em um mundo ávido de inovações constantes, a criatividade consiste em um elemento fundamental de valor inclusive na arquitetura do perfil do profissional do terceiro milênio.
Na verdade fonte de ideias, pensamentos e sonhos. Onde tudo nasce. 
Ser comum em uma sociedade capitalista e consumista inebriada pelo “novo”, pelo sedutor, pelos elementos que ofertam um maior sentido de poder, status e prazer é estar estagnado, literalmente ancorado, sem rumo, portanto, sem navegar e sob o risco de ser engolido por imensas ondas.
Em uma adaptação a BACHELARD (1989:76), os verdadeiros e poderosos interesses que podem justificar a navegação no atual ambiente são os interesses pelos quais sonhamos , não os que calculamos. São os interesses fabulosos.
Isso se faz com imersão no campo criativo. A necessidade de estar sempre um passo a frente, mantendo a competividade.
Para reflexão:
"As emoções mais profundas das pessoas, suas ambições e sonhos precisam sempre de uma nova linguagem que as cristalize e envie suas mensagens ao mundo" (GOBÉ, 188).

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