Não é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face-a-face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos, incessantemente sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida.
O homem que vive na indiferença pelas dores do próximo, recebe dos semelhantes a indiferença pelas dores que lhe são próprias.
Afastemo-nos do convívio social, e a solidão deprimente será para nós a resposta do mundo.
Se usamos severidade para com os outros, seremos julgados pelos outros com rigor e aspereza.
Se praticamos, em sociedade ou em família, a hostilidade e a aversão, entre parentes e vizinhos, encontraremos a antipatia e a desconfiança.
Se insultarmos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegar-nos-á à inaptidão.
Um gesto de carinho para com o desconhecido na via pública, granjear-nos-á o concurso fraterno dos grupos anônimos que nos cercam.
Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria.
O trabalho bem vivido produz o tesouro da competência.
Atitudes de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto a nós.
Otimismo e esperança, nobreza de caráter e puras intenções atraem preciosas oportunidades de serviço, em nosso favor.
Todo dia é tempo de semear. Todo dia é tempo de colher.
Do livro *SEGUE-ME* Emmanuel_/Chico Xavier
Colaboradora: Magali Inês Brum.

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