Colegas;
Nos bastidores de cada um de êxitos expostos aqui houve diversos fracassos que os antecederam. Mas hoje, graças ao entendimento de que esses percalços são de fato a base sobre a qual edifiquei meu amadurecimento, não me furto em trazê-los ao debate. Paciente refratária ao CPAP, com um IAH de 48,7 e apneias de 92,5 segundos (inda que ela tivesse somente 5 apneias/h, mas cada uma com duração de 92,5 segundos seria, pra mim, um caso grave). Sendo bem sintomático a expectativa de boa adaptação se confirmou. Concluí os ajustes e solicitei a poli. Fui tomado por calafrios ao ver que o IAH havia subido para 75,5 e os despertares de 54,9 pra 90! Não houve interferência posicional já o supino preponderou no exame basal e não no comprobatório. Concluí que a degeneração dos índices não privilegia técnicas. Acredito que neste caso a mola tenha cedido sob o excessivo peso da lingua e da mandíbula (IMC 39,8!) tornando-se mais um fator contribuidor para o colabamento. A partir desta experiência passei a utilizar fios 1,5 mm nos casos de maior obesidade. Se o fio de maior calibre passou a resistir à pressão da lingua outros fatores limitantes continuam a agir. Tema para as próximas postagens.
Abs;