Colegas;
A efetividade do IAH como
principal métrica para classificação do distúrbio há mto está
estabelecida mas nem por isso é ponto pacífico. Já postei casos aqui,
classificados como leves, mas com apneias superiores a 90 seg! Fico
imaginando a demanda que essas apneias provocam sobre o sistema
cardiovascular desses pacientes. Segue mais caso de uma apneia leve mas
que, em meu julgamento, era grave. Paciente de 71 anos, IAH 14,6 ev/h,
bastante sintomática com mta fragmentação e comorbidades várias. Apesar
de praticamente não dessaturar (1,7% TTS < 90%) ela tinha apneias de
46 seg e períodos de dessaturação que perduravam por 53 seg. Pra
complicar ainda mais utiliza prótese total. Iniciamos o tratamento com a
mola e a resposta foi boa: já no primeiro mês os sintomas havia sido
controlados e a paciente dormindo "como não dormia há vários anos". A
poli final revelou um IAH de 5,5 com o IDO caindo de 12,5 para 2,3 e a
mínima subindo de 84% para 88%. Os 24,6 despertares foram reduzidos pra
13,5. Apesar dessa melhora nos índices os dois parâmetros que me
chamaram inicialmente a atenção persistiram ironicamente inalterados: a
duração máxima dos eventos caiu pouco, de 46,5 para 40,0 seg. e o
período máximo em dessaturação de 53,0 para 49,0 seg. Não sei se esses
dois parâmetros me permitem afirmar que o desfecho foi pleno em sucesso.
Farei mais algumas ajustes visando exclusivamente a redução desses
índices. Será que é preciosismo de minha parte? Não sei mas sei que
ficarei mais tranquilo se tentar.
Segue um vídeo da paciente manipulando a órtese.
Abs;
Jorge M. Caram
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