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SCHOLBERG, Henry: Bibiography of Goa and the Portuguese in India. 1982. Entries FD 6-12 lists the Goa Census of 1900, 1910, 1921, 1931, 1940, 1950 and 1971. The location for the Census volumes is given as Central Library Panjim. They are probably quite comprehensive as each set consists of 4 vols. but the number of pages is not indicated.
Access to the Bibliography is at https://doi.org/10.1017/S0026749X00011288
Eddie Fernandes
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Dr. Teotonio de Souza opined that "No discussion on Goan identity can be complete by ignoring the caste system that dogs Goan society." Prof. Lucio Rodrigus wrote a story, To Konna'lo? It delves on the very question raised in Goa among family talk and gossip.
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Goeses cristãos ambíguos menosprezam Jesus Cristo
(Serpentes venenosas procuram esposas goesas)
O anúncio, inserido na secção de matrimónios na página dos classificados do Navhind Times, era bem claro: «Católico romano brâmane, solteiro, de 35 anos de idade, atraente, bem estabelecido, procura noiva nas mesmas condições». Católico brâmane? Não era a primeira vez que, em pleno século XXI, um jornal diário de Goa publicava propostas de casamentos nesses termos em desafio à Constituição indiana que expressamente condena a prática de discriminação por castas. Também a Conferência dos Bispos Católicos da Índia tem vindo a condenar, em diversas ocasiões, a publicação de anúncios desse teor. O padre Alex Godinho, depois de o ler, pensou que tinha chegado a hora de, numa das próximas prédicas dominicais, dar um esclarecimento aos fiéis. “No terceiro domingo a contar de hoje - pensou ele - até calhava bem, porque, a leitura do Evangelho versava sobre a presença de Jesus Cristo e Maria, sua Mãe, num casamento em Caná da Galileia, onde transformou a água em vinho.”
O templo estava repleto como sempre. Após a leitura do Evangelho, o padre Alex exprimiu alto e bem claro: «- Espero que todos tenham ouvido bem o episódio das bodas de Caná, porque Cristo, Deus feito Homem, ao marcar a sua presença, quis demonstrar a santificação do matrimónio. O homem deixa o pai e a mãe para se unir à sua mulher, e os dois tornam-se uma só carne. O que Deus uniu, o homem não o deve separar. Neste assunto Jesus foi muito claro e preciso, embora os homens possam violar as leis divinas segundo os seus vícios e interesses pessoais. Cabe a Deus julgar-nos. Há dois juízos: O juízo particular é logo depois da morte. O juízo universal será depois da ressurreição dos mortos no fim do mundo. Por falar em matrimónios e como os meus irmãos já sabem, aparecem nos jornais, de vez em quando, propostas de casamentos em que são mencionadas castas e é sobre isso que eu quero falar hoje; não querendo prolongar mais sobre a indissolubilidade do casamento. Jesus proclamou, insistentemente, que todos são filhos do mesmo Deus, e portanto, somos todos iguais. Para Deus, que gerou o Universo do nada, não há castas, nem raças nem classes sociais! Mais ainda porque fomos baptizados como cristãos assumindo o compromisso de O seguir. Nos anúncios intitulam-se de brâmanes, chardós, etc. Falar de castas é falar doutra religião e não da nossa. Pergunto eu, essas pessoas são cristãs ou hindus? Cristo advertiu-nos: “-Ninguém pode servir a dois senhores. Porque, ou odiará a um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro”. Admito perfeitamente que um hindu ortodoxo siga o que bem lhe aprouver apesar de violar a Constituição. Devemos respeitar as outras religiões e não vamos comentar as suas leis. Eles são “eles”, e, nós somos “nós”. “Nós” somos cristãos baptizados. Ou seguimos a Jesus ou, então, aos outros deuses. Jesus Cristo não escolheu ou dividiu os seus discípulos segundo as castas, grupos ou classes sociais, quando, é certo, havia-os no Seu tempo: Os saduceus, os doutores da lei (escribas), os fariseus, os zelotas, os herodianos, os essénios, e samaritanos, estes últimos considerados como raça impura pelos judeus, o equivalente aos ditos adivasis e dalits na Índia. Imagino o que teria acontecido se Jesus Cristo tivesse nascido aqui em Goa nos nossos dias. Ele que era carpinteiro e filho adotivo do carpinteiro José! Ele que não era doutor! Mais: Ele que escolheu para a constituição dos doze Apóstolos, entre outros, pescadores analfabetos e um cobrador de impostos letrado. Certos goeses, fariseus modernos de Goa, tê-l’O-iam certamente votado ao desprezo. Rigorosamente estes supostos cristãos nobres de meia-tigela estão a desprezá-l’O nos nossos dias. O Cristianismo chegou à Índia há dois mil anos pela mão do Apóstolo S. Tomé, o Duvidoso, e ainda não foi entendido por essas cabeças duras como pedras! Naturalmente, aqui na Índia ou na Europa, uma pessoa culta não é obrigada a desposar outra iletrada, da mesma forma uma mulher médica e dita civilizada não pode ser forçada a casar com um pescador rude, porque esse casamento, certamente, terminaria numa dolorosa separação. Evidentemente já é condenável se um médico dito brâmane não quiser casar com uma médica de uma dita casta baixa só por causa da casta e não pela diferença de temperamento, carácter ou personalidade. É vergonhoso falar em cristãos desta ou daquela casta porque os ocidentais riem-se dessa classificação, desse “apartheid à indiana”. Uma vez um turista alemão disse-me que alguns goeses cristãos ainda não tinham saído da idade média, que se julgam civilizados mas não passam de boçais e que é gente convencida e bárbara. Uma vergonha para nós goeses cristãos!»
Alguns fiéis agitaram-se e sentiram-se incomodados. A maioria demonstrou sinal de agrado e apoio, balançando cabeças e exibindo sorrisos. O padre Alex Godinho tinha posto o dedo na ferida. Natural de Mormugão, fora um aluno brilhante no seminário de Nasihk (Maharashtra) e depois cursara Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana (PUG) em Roma.
Depois de ter tecido mais algumas considerações continuou: «-Se os analisarmos em termos sociopolíticos e materiais, são pessoas atrasadas e tem dificuldade em adaptar-se aos tempos modernos. A libertação de Goa ocorreu há 50 anos e estes senhores julgam-se ainda na era colonial, vivem num mundo de ilusões. Se os analisarmos em termos teológicos, eles são o joio no meio do trigo e como Cristo disse, o joio que foi semeado pelo demónio será lançado na fornalha de fogo. Eles estão contra Cristo e contra a Constituição da nossa Índia que teima em ser uma grande democracia aqui na Ásia onde ainda há ditaduras. Caros irmãos, existe o ouro e existe o ouropel; o primeiro é ouro autêntico com os quilates que a lei exige e o segundo é ouro falso, o fingido. Há o cristão autêntico e o cristão pagão; o primeiro é aquele que aceitou a Palavra de Jesus Cristo e A põe em prática e o segundo é o que quer seguir dois senhores ao mesmo tempo. Cristo vincou bem: - “Quem tem ouvidos, oiça. Quem puder entender, entenda.” Irmãos, estas pessoas perdem o seu tempo ao, de forma hipócrita, orarem “Senhor, Senhor!”, porque muitos são chamados e poucos são escolhidos.»
Até os poucos fiéis que normalmente parecem dormitar durante o sermão desta vez estavam bem acordados e com as orelhas bem abertas. O padre Alex era famoso pelos seus sermões ao utilizar as Palavras de Cristo – repetindo-as sempre – e que constam dos quatros Evangelhos e por recontar as aparições de Guadalupe (México), Lurdes e La Salette (França), Fátima, (Portugal), Knock (Irlanda), Banneux e Beauraing (Belgica), Akita (Japão), Vailankanni (Tamil Nadu – Índia), Kibeho (Ruanda – África), as recentes da Medjugorje (Bósnia – Herzegovina), etc. Não permitia que as frases proferidas por Cristo há dois mil anos ficassem esquecidas. Não empregava frases muito usadas e adjectivos repetidos até a exaustão como era habitual ouvir da boca de outros pregadores. Evitava repisar, tanto quanto possível, termos usados e abusados como “devemos praticar o bem”, “revelação do mistério”, “o dom de sermos justos”, etc., porque, pensava ele, os mesmos já não entravam naquelas cabeças duras.
«Castas, classes sociais, – prosseguiu o padre Alex – são criações humanas e tem a ver com antigas tradições. Cristo disse: - “ Esvaziaste a palavra de Deus com a vossa tradição” e mais adiante lembrou a profecia de Isaías que dissera aos fariseus e doutores da Lei hipócritas que não adiantavam nada ao prestarem culto a Deus porque ensinavam preceitos humanos”. Mateus, 15,6-9. Esses grandes “batkares” (latifundiários) quando citam a sua casta estão a auto-elogiar-se e a elogiarem-se uns aos outros. Ouçam o que Cristo disse: - Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado e quanto a vós, conheço-vos muito bem: o amor de Deus não está dentro de vós. Como é que podereis acreditar, se viveis a elogiar-vos uns aos outros e não buscais a glória que vem do Deus único?” À propósito, quero contar-vos o que vi há dois anos atrás na Tanzânia. Encontrava-me na aldeia de Ligullo juntamente com o padre Jordan que me apresentou o chefe tradicional dessa localidade, um régulo, dono de uns bois e cabritos. Vestia um casaco branco desbotado, calções remendados, sandálias desgastadas e na cabeça um chapéu de feltro sujo. Atrás de si, em atitude de respeito e servilismo, dois elementos do povo estavam em troncos nus e descalços. Ele, o régulo da aldeia ao lado dos dois “pés descalços”, julgava-se um grande senhor por ser dono de gado e por estar vestido; ele estava no topo da sua sociedade rural. Mas se fosse repentinamente transportado de Ligullo para Nova Iorque ou Londres seria visto como um mendigo e colocado na cauda da sociedade urbana mais desenvolvida. O mesmo se passa com os nossos “batkares”. Aqui em Goa ainda se julgam grandes senhores mas quando comparados com os porteiros impecavelmente fardados dos hotéis de 5 estrelas nova-iorquinos ou londrinos não passam de “uns coitadinhos”. Quando estive a estudar em Roma, reparei que as empregadas de limpeza italianas, depois da hora do trabalho, vestiam-se muito melhor do que as mulheres dos “batkares” goeses. As situações são relativas. Aqui julgam-se grandes, mas lá fora são considerados insignificantes. Não se esqueçam de que Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, lavou os pés dos discípulos. Aquele que é Mestre e Senhor Imortal lavou e enxugou os pés dos Apóstolos! Deu-nos uma lição: Já não se justifica nenhum tipo de superioridade porque somos todos irmãos! Lembrem-se sempre: Nós não somos eternos e depois da morte prestaremos contas a Deus.»
Entre os fiéis presentes encontravam-se alguns turistas de origem goesa vindos da América e da Europa e estes sabiam do que o padre estava a falar. Outros vindos de Mumbay podiam testemunhar que esse problema praticamente já não se punha nessa megalópole.
«- E agora termino. No Evangelho de Mateus, 23, 27-33, podeis descobrir estas palavras duras de Jesus Cristo dirigidas aos grandes de então: “- Sois como sepulcros caiados: por fora bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão. Serpentes, raça de cobras venenosas! Como é que poderíeis escapar à condenação do inferno?” Caros irmãos! Deus além de Misericordioso é severo. Por isso mesmo, e para terminar, pergunto eu, não estará Deus a ler esses anúncios da seguinte forma: Serpente, raça de cobra venenosa, solteiro, de 35 anos de idade, atraente, bem estabelecido, procura cobra nas mesmas condições?»
Pela primeira vez na história daquela igreja de Salcete uma gargalhada mal contida varreu o auditório de um extremo ao outro. Mais uma vez ficou provado a fogosidade do brilhante padre Alex Godinho e o povo adorava sermões concisos e cirúrgicos. De resto ele limitava-se a repetir o que Jesus Cristo dissera há 2000 anos atrás e não acrescentava nada à Bíblia Sagrada.
Pedro Mascarenhas, 17 (Domingo de Ramos) de Abril de 2011
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