O que falta é samba para OpenAI

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Guilherme Silva

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Jul 28, 2026, 2:09:28 PM (9 days ago) Jul 28
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Como tá tudo quieto nessas bandas...

Imagino que vocês leram (no youtube, onde se "lê" hoje em dia) sobre a invasão da Hugging Face pela OpenAI. 

E o meu pensamento? Mas por que não usaram as urnas eletrônicas brasileiras para defender a empresa? O único software completamente inhackeável do mundo, defendida pelo baluartes da democracia bananil, experts em tudo.

Em tempo: deixando claro, como sempre: que se dane o Bolsonaro. Vocês vão ver emails meus dizendo isso muitos anos antes do Bolsonaro resolver criar uma cortina de fumaça para suas idiotias e tornar a posição de fragilidade do sistema como sendo um posicionamento político. Sempre disse que é uma vulnerabilidade - não disse que alguém de fato explorou.

E o que mudou nos últimos 10, digo, provavelmente mais para 15 ou 20 anos de discussão nessa lista? 

O custo de hackear se tornou muito muito menor. Hoje basta um prompt bem feito e voilà, é muito mais fácil de explorar brechas em tecnologias de 30 anos.O custo está tão baixo que os modelos saem fazendo sozinhos, sem perguntar - ao confiar no marketing da OpenAI.

Estamos em 2026, evitando as discussões que precisariam ter sido feitas há 20 anos, e achando que o mundo não mudou.


  Guilherme

Vinicius Vollrath

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Jul 28, 2026, 3:39:49 PM (9 days ago) Jul 28
to ar...@googlegroups.com
Bem interessante esse ataque a Hugging Face. Li o comunicado e depois busquei outras fontes.
O modelo estava sendo testado no benchmark ExploitGym. Como ele não tinha respostas, foi buscar na internet.
Aí começou as proezas do modelo. Primeiro, achar uma saída do laboratório de teste para a internet. Conseguiu.
Acho várias referências sobre esse tema no Hugging Face, ele queria trapacear, colar na prova.
Tentou e conseguiu ter alguns privilégios até o sistema detectar a invasão.

Sim, acho que deveria ser proposto ao TSE um teste com IA.

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Irapuan Martinez

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Jul 28, 2026, 6:19:42 PM (9 days ago) Jul 28
to Lista ArqHp
On Tue, Jul 28, 2026 at 3:09 PM Guilherme Silva <guilherm...@gmail.com> wrote:
Mas por que não usaram as urnas eletrônicas brasileiras para defender a empresa? O único software completamente inhackeável do mundo,



Só porque, entropicamente, não existem sistemas perfeitos, não quer dizer que não gozem de segurança. São duas questões distintas aqui.

Não é seu caso Guilherme, mas lá fora a concepção do hacker é o cara que aponta o dedo para um servidor específico e diz "I'm in". Na vida real: O cara sniffa servidores aleatoriamente, se estão com exploits conhecidos. Não patchearam, é dentro. Por isso a gente não vê a front page do Google defaced, mas sim o da delegacia das mulheres de Quixemobim do Leste.

A urna eleitoral não tem conexão, não tem como atacá-la online. O software é instalado e são lacradas, numa cerimônia pública.

Mas seu código fonte poderia estar comprometido antes de ser instalado nas urnas? Poderia. O software poderia ser substituído? Tem o lacre e seria um trabalho manual, o que restringe a quantidade de urnas afetadas. Quanto mais urnas afetadas, mais pessoas envolvidas. E cinco homens podem guardar um segredo se quatro deles estiverem mortos.

Ainda assim, no dia da eleição, urnas nas sessões eleitorais são sorteadas, substituídas, e então submetidas a votações controladas, para checagem se a totalização não está corrompida. O resultado é público e com auditoria privada.

Encerram a votação, totalizam, salvam em pendrive e mandam para o TSE. Poderiam substituir os dados neste caminho? Contrariando os sommeliers de detergente, a urna imprime: Primeiro a zeréssima (no começo da votação, indicando que os votos estão zerados) e a totalização de votos, anonimamente (apenas candidatos totalizados, sem apontar quem votou em quem). O resultado é afixado na porta da sessão. Quem pegar este relatório, pode ir auditar no site do TSE. Tem até app para o patriota auditar ele mesmo.

 
O custo de hackear se tornou muito muito menor. Hoje basta um prompt bem feito e voilà, é muito mais fácil de explorar brechas em tecnologias de 30 anos.O custo está tão baixo que os modelos saem fazendo sozinhos, sem perguntar - ao confiar no marketing da OpenAI.

E claro, também estamos na aurora da computação quântica. 

image.png

AI poderia então achar brechas na votação eletrônica brasileira? A AI não tem como sair de casa e ir ao depósito onde as urnas dormem na véspera da eleição. Precisam ainda mobilizar uma quantidade assombrosa de pessoas para virar 1% ou 2% dos votos. Pessoas, aquele ponto mais fraco de manter algo em segredo.

E AI ainda não tem como lidar com paradoxos, não importa o quanto estão avançadas. Você pode brincar com uma LLM delirando como ela resolveria o "Paradoxo do Vovô" ou "O Problema dos Dois Generais", mas é da natureza dos paradoxos não terem solução. E há um paradoxo inerente à fraudes eleitorais: Não produzem alternância de poder.

Não tem como um sistema eleitoral estar fraudado e produzir alternância de poder ao mesmo tempo.

Claro, poderia existir alguma espécie de shadow government que apesar da alternância, eles continuam se beneficiando. Só alternam para não dar bandeira. Aqui é Occam: Quanto mais você precisa complicar a explicação, menos ela tende a ser verdadeira. Explicações precisam encerrar a questão, não suscitar ainda mais questões.

Em suma: I) Fraudes eleitorais eliminam alternância de poder;

II) É muito mais barato manipular as eleições chamando paspalhos (Tiririca, Enéas, qualquer um com sobrenome "Bolsonaro" etc) para puxar votos na Câmara do que fraudar a urna.

 
Estamos em 2026, evitando as discussões que precisariam ter sido feitas há 20 anos, e achando que o mundo não mudou.

Corretíssimo.

Eu topei ontem com alguém dizendo que o modelo escolar foi inventado numa era de escassez de informações. Hoje, em termos práticos, eliminamos esta escassez… E a escola segue ainda o mesmo modelo.

O modelo escolar não é baseado em aprendizado, mas em memorização; e no geral, condena acesso a ferramentas que, do lado de fora, usamos o tempo todo para amparar a atividade intelectual.

A escola é obsoleta? Poderia não ser: Apesar de não termos mais escassez de informação, estamos cada vez mais estúpidos.

Aqui é um bom ponto de discussão que evitamos. Fraude no sistema eleitoral brasileiro, não é. Porque as pessoas que estão tentando conversar publicamente sobre, tem nítidas más intenções. Eles deliberadamente estão explorando esta zona cinza entre a dúvida legítima e espalhar a incerteza. Não porque são espertos, mas perceberam no erro e tentativa, o que os beneficia.

Não pode questionar as urnas? Claro que pode. Mas comecem de um ponto informado. O pessoal até hoje cobra que a urna não imprime e que o voto não é auditável. 

E agora, temos outra questão em separado: Um STF corrupto e draconiano.

As pessoas que exploram a incerteza da votação, aproveita e cola esta questão à pauta. Sim, temos um STF que expôs todas suas cores, em reação a um bando de delinquentes que arrastaram uma multidão. 

Se quiserem saber minha opinião, eu acho que as lagostas do STF saíram baratas, a viver numa bolsocracia. Mesmo com o Master abertamente comprando ministros? Bom, o Master também comprou os atores centrais do Bolsonarismo. E vários do PT também. Então o Master não é o ponto de referência, se ele está permeando tudo.

O autogolpe teria acontecido sem o Supremo exceder sua institucionalidade? Não saberia dizer, é terreno das coisas que se esqueceram de acontecer. Tenho apenas certeza que o autogolpe não aconteceu porque gente dentro das Forças Armadas se restringiram às suas institucionalidades. 

A gente cobra um estado ideal das coisas, com juízes isentos se limitando aos autos. Aqui é outro destes terrenos esotéricos. Mas o ideal é ideal, não é factível, ele só é perseguido. No final das minhas contas, eu acho que a gente demoraria mais andar nessa direção numa kakistocracia do que numa judiciocracia.


Irapuan Martinez

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Jul 30, 2026, 9:29:01 AM (7 days ago) Jul 30
to Lista ArqHp
E a inteligênça artificiar racionalizando fora da caixa (de areia) e invadindo geral?


"The models identified and used publicly exposed credentials at the account-level on other publicly-available services. This includes four accounts on four services," the company said.

A culpa é dos humanos e eles botam na entidade que eles quiserem. 
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