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O levantamento de custos operacionais foi realizado em 17 unidades organizacionais diferentes, sendo que 14 delas são áreas de realização de aquisições, uma de especificação de demandas de bens e avaliação da adequação da proposta ao edital e duas áreas de atuação jurídica. Foram levantados custos relativos a pessoal, passagens e diárias, instalações, materiais, equipamentos e mobiliário e informática. Encaminho em anexo o Relatório 12 - Levantamento de custos - consolidação de todos os órgãos. O custo médio por evento foi de R$ 5.465,47, mas houve quem gastasse R$ 30.249,00. Interessante também foi a mensuração do custo operacional da licitação x valor da compra. Na ESAF, esse índice ficou em 73,49%. Ou seja, para cada R$ 1 comprado, gastou-se R$ 0,73 com a respectiva licitação. A média geral ficou em 0,92%. Os números mais reveladores, a meu ver, estão na tabela 3, que avalia os custos recorrentes por modalidade de licitação. Uma Dispensa, por exemplo, custava R$ 2.025. Cada Pregão Eletrônico dispendia R$ 20.698 e um Pregão Eletrônico para Registro de Preço, incríveis R$ 32.187 (!!!!). O estudo avaliou, também, o custo imposto ao fornecedor para vender ao governo. A metodologia é meio discutível, mas os resultados demonstram que sai caro negociar com a Administração Pública. Para vender por Dispensa (pequeno valor), por exemplo, em média, o fornecedor gastava R$ 486 por evento. Outras conclusões interessantes: Em todas as modalidades tradicionais e pregões, o custo de vender à União é menor para as empresas muito pequenas (pois elas têm procedimentos mais simples e equipes mais baratas) e as empresas grandes (pois elas têm maior capacidade de diluição dos custos de vender à União). são as empresas médias que têm maiores custos de vender à União. Quanto ao custo financeiro e com garantias, 68% dos fornecedores transferem explicitamente à União seus custos, sendo que 31% dos fornecedores transferem explicitamente seus custos tanto de garantia como de prazo.
Acho curioso que não exista referências na Internet sobre esse estudo. Aparentemente, o MPOG encomendou a coisa, mas não teve interesse em divulgar os resultados. Só encontrei essa notícia sobre o estudo, tratando apenas de relativizar os custos do Pregão Eletrônico em relação às demais modalidades: http://www.comprasnet.gov.br/noticias/noticias1.asp?id_noticia=194 Se atualizarmos os valores do estudo, que se refere a 2006, para hoje, veremos que os custos dos processos licitatórios são, sim, um elemento extremamente relevante a se levar em conta quando discutimos a gestão de compras do setor público. Abraços. Franklin Brasil CGU-MT |
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Estive semana passada no 10º Congresso Brasileiro de Pregoeiros realizado pela Negócios Públicos em Foz do Iguaçu. Em um dos materiais distribuídos (Compras Públicas Edição 2014-2015) há um levantamento médio, por fase, de uma licitação. Segundo o levantamento o valor médio de uma licitação é de R$ 14.351,50.
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