SÉRIE DE ENCONTROS
A CRIAÇÃO DA COMUNIDADE: EXERCÍCIOS EMANCIPATÓRIOS
Seminário Aberto
10º Encontro
24 de fevereiro 2026 | 16h30 | Sala de Reuniões
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Entrada livre
O Mito de Israel. O Ocidente, a Política e a Morte
Pedro Bismarck | Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo (CEAU-FAUP)
É preciso pensar Israel tal como Philippe Lacoue-Labarthe e Jean-Luc Nancy pensaram o nazismo, a partir do mito. Mas dizer isto não chega: é preciso interpelar a funcionalidade que o mito detém na política moderna. E, no entanto, também isto é insuficiente: é preciso pensar o mito como a forma através da qual o Ocidente se revela a si mesmo. Aquilo que Gaza nos volta a recordar de forma trágica é que o genocídio não é um mero «acidente da história» ou a exceção «irracional» que prova o humanismo do regime político do capital, mas um elemento constitutivo da história do Ocidente.
Pedro Levi Bismarck é formado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto onde é, desde 2015, Assistente Convidado e investigador no Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo (CEAU). É editor do Jornal Punkto e co-editor de Stones against Diamonds. Escreve regularmente para revistas e jornais da área da arquitectura, mas também no âmbito do ensaio e do pensamento crítico.
Deleuze e a Perversão da Democracia. Figura I
Diogo Nóbrega | Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR-UCP) | Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA)
Deleuze fala-nos de um trabalho, do «esforço que a Figura exerce sobre si própria», de cada vez dissipando em si o refúgio auto-indulgente de uma pátria disponível, privada ou pública. A Figura escapa. O seu esforço, a sua coragem, é aceitar fugir. «É preciso avançar até aí para que reine uma Justiça», diz o filósofo, que não é «senão um Saara», as distâncias, por percorrer sempre, de um deserto em nós. A Figura quer o deserto, o regimento de uma «catástrofe» (é a palavra de Deleuze), através da qual renuncia a um elemento representável, probabilístico de si mesma, em nome de uma unidade cósmica de medida. Esta renúncia não é apenas a reverberação vital de um apelo do tempo, o responso, dir-se-ia, o compromisso mimético, quase-litúrgico da Figura com a passagem do tempo, mas, também, o seu destino democrático.
Diogo Nóbrega é investigador integrado do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), da Universidade Católica Portuguesa, e membro colaborador do Instituto de Filosofia da Nova (IFILNOVA). Doutorou-se na Universidade Nova de Lisboa com uma tese sobre o conceito de “movimento” em Gilles Deleuze. Foi bolseiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Entre 2017 e 2021, foi investigador visitante na Scuola Normale Superiore, em Pisa, sob a orientação do filósofo Roberto Esposito. É autor do livro Deleuze e a Perversão Democrática. Figura I (Coleção Linhas de Fuga, Sistema Solar–Documenta).
Mais informação disponível aqui: https://ifilosofia.up.pt/activities/criacao-comunidade-exercicios-emancipatorios-10

Organização:
Aesthetics, Politics and Knowledge RG | Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - UID/00502/2025 (Erika Rodrigues e Eugénia Vilela), em parceria com a Livraria Trama, o RG Philosophy and Public Space (IF-UP) e o RG Raízes e Horizontes (IF-UP)
(Hugo Monteiro).
Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)
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Instituto de Filosofia (UI&D 502)
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n
4150-564 Porto
Tel. 22 607 71 80
E-mail: ifilo...@letras.up.pt
http://ifilosofia.up.pt/
Financiamento, avaliação e auditoria do Instituto de Filosofia:

SÉRIE DE ENCONTROS
A CRIAÇÃO DA COMUNIDADE: EXERCÍCIOS EMANCIPATÓRIOS
Encerramento da 1ª Série de Encontros
9 de março 2026 | 10h00 - 18h30 | Sala de Reuniões - FLUP
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Entrada livre
No âmbito da série de encontros A Criação da Comunidade: Exercícios Emancipatórios, convidamos todos os interessados para o encerramento da 1ª série de encontros que se realizará no dia 9 de março de 2026, a partir das 10h00, na Sala de Reuniões 1 da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
PROGRAMA
10h00 | Abertura
A Criação da Comunidade: itinerários, fugas, circulações
Erika Rodrigues
Universidade do Porto, Instituto de Filosofia, RG Aesthetics, Politics and Knowledge
Hugo Monteiro
Universidade do Porto, Instituto de Filosofia, RG Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal
Pablo Gonzales
Livraria Trama, Research Centre for Life, Mind, and Society, Departamento de Filosofia da Universidade do País Basco (UPV/EHU)
10h40 | Sessão de comunicações
Hostis: inconsistência anarquista para uma cruel destituição da sociedade
António Baião, Centro de Ética, Política e Sociedade da Universidade do Minho
Política da separação – Notas sobre o conceito de Democracia
Diogo Nóbrega, Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (UCP) e Instituto de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa
Comunidade e solidão: o princípio de insuficiência do “eu” e o aparato disciplinar do isolamento
Marisa Carvalho, RG Aesthetics, Politics and Knwoledge, Instituto de Filosofia da Universidade do Porto
11h40 | Discussão
Moderação: Erika Rodrigues
12h10 | Almoço
14h00 | Sessão de comunicações
A comunidade sem fim
Pedro Levi Bismarck, Centro de Estudos Nuno Portas da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto
Comunidades estéticas, entre lugares e imaginários
Ana Miriam Rebelo, Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura (FBAUP) e Centro de Estudos Nuno Portas da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto
Não há comunidade (que não seja) queer
Hugo Amaral, Instituto de Estudos Filosóficos da Universidade de Coimbra
15h00 | Discussão
Moderação: Hugo Monteiro
Intervalo
15h40 | Sessão de comunicações
Husserl e Wittgenstein: a “comunidade” como condição constitutiva de sentido
Tiago Pereira, Licenciatura em Filosofia, Universidade do Porto
A construção sonora de mundos possíveis: significado e linguagem
Ricardo Vieira, Coletivo Bandung Ghosts
16h20 | Discussão
Moderação: Erika Rodrigues
Intervalo
17h00 | Sessão de comunicações
Crise ecológica, fascismo e o colapso do social
João Francisco Pinho, Coletivo Bandung Ghosts
Sobre a crítica corsária de Pier Paolo Pasolini
Ricardo Menezes, Coletivo Bandung Ghosts
17h40 | Discussão
Moderação: Pablo Gonzales
18h00 | Mesa redonda
Conversa com os Coletivos Seiva – Educação Política e Capacidade de Ação, Bandung Ghosts e Mais um grupo de Leitura.
18h30 | Encerramento
Informação detalhada aqui: https://ifilosofia.up.pt/activities/encerramento-criacao-comunidade-exercicios-emancipatorios-1
SÉRIE DE ENCONTROS
A CRIAÇÃO DA COMUNIDADE: VULNERABILIDADES E DISSIDÊNCIAS
Sessão de apresentação da 2ª Série de Encontros
29 de abril 2026 | 18h00 | Livraria Trama - Porto
Entrada livre
Convidamos todos os interessados para a sessão de apresentação da 2ª Série de Encontros “A Criação da Comunidade: Vulnerabilidades e Dissidências” que ocorrerá no dia 29 de abril de 2026, às 18h00, na Livraria Trama, com a presença de Erika Rodrigues (IF-Universidade do Porto), Hugo Monteiro (IF-Universidade do Porto) e Pablo González (Livraria Trama e EHU-Universidade do País Basco).
As sessões da 2ª Série de Encontros decorrerão mensalmente, de abril de 2026 a fevereiro de 2027, concluindo com um encontro científico a realizar-se na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
No contexto da 2ª Série de Encontros “A Criação da Comunidade: Vulnerabilidades e Dissidências”, partiremos da análise da noção de “comunidade”, entendida como problema fundamental que nos exige (re)pensar os desafios filosóficos, éticos e sociopolíticos inerentes aos sentidos não fusionais do viver-em-comum, propondo como desdobramento teórico a investigação das noções de “vulnerabilidade” e de “dissidência”. Estas noções serão compreendidas como eixos de fuga e de exteriorização face à violência da massificação, da anulação da alteridade e da docilização estética, identitária e intelectual produzida por prolongamentos hegemónicos de governamentalidade social. Neste sentido, esta nova série de encontros organiza-se, por um lado, em torno da problematização das formas contemporâneas de compreensão do comum e, por outro lado, desenvolve-se em torno do movimento de investigação de modos de inscrição de singularidades partilhadas (estéticas, sociais, educativas, poéticas, filosóficas e culturais), capazes de criar comunidades cujo princípio se fundamenta na responsabilidade ética e na invenção de novos modos de resistência. Tal como na série anterior, estará em causa o debate em torno dos movimentos que produzem “o lugar dos sem-lugar” e “a comunidade daqueles que não possuem comunidade”.
Informação detalhada aqui: https://ifilosofia.up.pt/activities/criacao-comunidade-vulnerabilidades-dissidencias

Organização:
Aesthetics, Politics and Knowledge RG | Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - UID/00502/2025 (Erika Rodrigues e Eugénia Vilela), em parceria com a Livraria Trama (Pablo González) e o RG Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal (IF-UP)
(Hugo Monteiro).
Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)
SÉRIE DE ENCONTROS
A CRIAÇÃO DA COMUNIDADE: VULNERABILIDADES E DISSIDÊNCIAS
2º Encontro
29 de maio 2026 | 18h00 | Livraria Trama - Porto
Entrada livre
Uma “ética bicha”: para dissidir de uma “dissidência normativa”
Liliana Rodrigues
Escola Superior de Educação (P.PORTO) | Associação União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR)
Nuno Santos Carneiro
Instituto Superior de Serviço Social do Porto (P.PORTO)
Na intenção de estabelecer um diálogo com o filósofo espanhol Paco Vidarte, enquanto mote para o questionamento radical das identidades e das militâncias LGBTQ, o propósito deste encontro é o de questionar a im/possibilidade de construção de comunidades e de subjetividades para lá das pautas assimilacionistas a que têm sido votadas as dissidências sexuais e de género. Trata-se de pensar sobre a dissidência normatizada, através de uma agenda assimilacionista que há longa data revela uma “comunidade LGBTQIAPN+” alinhada com os privilégios neoliberais, nacionalistas e capitalistas. O transfeminismo surge nesta conversa como uma inteligibilidade fundamental para reconfigurar as alianças politizadas e transformadoras, rumo a uma solidariedade radical entre outras formas de dissidências.
Liliana Rodrigues é feminista interseccional, com o seu lugar de pertença a Rossas, Vieira do Minho. Psicóloga, doutorada e professora na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESE-P.PORTO), tem dedicado à sua vida académica, social, comunitária e política às questões LGBTQIAPN+ e aos direitos das mulheres. Atualmente presidente da associação “União de Mulheres Alternativa e Resposta” – UMAR, acredita no saber aliado ao ativismo de base e à potência transformadora do afeto.
Nuno Santos Carneiro, psicólogo crítico e doutor em Psicologia. Professor Auxiliar do Instituto Superior de Serviço Social do Porto. Autor de publicações nacionais e internacionais, investigador em Estudos de Género e LGBTQ, perspetivas interseccionais, diversidades e dissidências sexuais de género.
https://ifilosofia.up.pt/activities/criacao-comunidade-vulnerabilidades-dissidencias-2
Organização:
Aesthetics, Politics and Knowledge RG | Instituto de Filosofia da Universidade do Porto – UID/00502/2025 (Erika Rodrigues e Eugénia Vilela), em parceria com a Livraria Trama (Pablo González) e o RG Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal (IF-UP) (Hugo Monteiro) e RG Philosophy and Public Space (IF-UP).