Quando vem a Taciturna De Limiar em Limiar O Presente Frágil
3º Seminário de Investigação
1 e 2 de julho 2026 | 18h00-20h00 | Sala 302
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
O Projeto “Quando vem a Taciturna De Limiar em Limiar O Presente Frágil”, de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade,
tem o prazer de convidar para a realização do 3.º Seminário de Investigação, a decorrer
nos dias 1 e 2 de julho de 2026, na
Sala 302, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto,
das 18h00 às 20h00.
Conta com a participação dos seguintes investigadores:
Celeste Natário, Carlos Pimenta, Cláudia Marisa, Cristina Aguiar, Ezequiel Santos, Rui Lopo, Hugo Monteiro, Mário Correia, Nuno Matos Duarte, Elter Manuel Carlos, Afonso Becerra, Armando Nascimento Rosa, Madalena Xavier, Ana Coimbra Oliveira, Paulo Azevedo,
Sofia Vilar Soares e Carlos Barradas.
Sinopse
“Como dançar sobre ruínas, exumar arqueologias estupradas, em comunhão exalando e destilando melancolias e nostalgias? Um palimpsesto a sangrar, bordado em nervos de
resistência? Como metamorfose e presença frágil irrompe uma hypokeímenon poética no âmago da phýsis, um eidos evanescente entre o devir e a imutabilidade, kairós que tremula a Taciturna. Presença telúrica que mutila e acaricia movendo-se de limiar em limiar
com a ferocidade de um espasmo, coito em sussurro com o vazio que ascende, abraço em voo e invasão sutil, ruptura tangível, lâmina de erupção surda, chama refletida em água, punhal que rasga e cega as línguas da pele com ternura, morde músculos segundo a segundo.
Convulsiona limiares-feridas onde o presente se desagrega, se multiplica em centopeias de medo, ser-para-a-morte, ser-para-o-gozo, entrelaçado de circunvoluções que se violam uma a uma, regurgitando e vomitando com violência o frágil vazio do agora. Duplo
sentido de tempo e dom, o presente é uma oferenda precária que se devora na voracidade, na fúria suavizada por melancolia que amarra e lambe momento a momento o instante e o fim. O eterno conflito entre passado, presente e futuro, apenas um orgasmo ontológico
que de encruzilhada em encruzilhada confronta e excita a finitude. O presente frágil macera-se em profanações com a consciência dilacerada de uma flor decapitada com os dentes. Dança-se entre limiares – entre ser e não-ser, desejo e vazio, vida e morte, a
transitoriedade uma carne amada e estilhaçada que revela a beleza do caos que nunca volta para trás. De limiar em limiar, a dança dá a parir momentos irrepetíveis não canceláveis pelo terror, metamorfoseando urgência apocalíptica em sobrevivência sobre os
cadáveres, transmutando fragmentos em infinitudes vulneráveis, colapso em ressurreição, fim como génese. A criação invoca as Mahavydias, deusas ferozes da sabedoria impura que dói e que ri, Fernando Pessoa delirando "Oriente a oriente do Oriente", Camilo Pessanha
exalando melancolia entre lençóis de linho, Al Berto destilando medo em éter poético, Paul Celan invocando a "Canção de uma Dama na Sombra". Lamento que perdura quando se cala para sempre, cordas que na ausência vibram mais e mais. Quem ressurge das cinzas?”
Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade

Ficha Artística
Direção, Coreografia, Dramaturgia e Formação Hugo
Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade | Dança e Interpretação Sara Miguelote,
Lucia Marrodan, Ethel Desdames e Marta Pieczul | Desenho de Luz Luís Ribeiro |
Figurinos UN T |
Cenografia NuIsIs ZoBoP & UN T |
Sonoplastia Paulo Costa & Nuisis Zobop |
Desenho de Som João Oliveira & NuIsIs ZoBoP |
Teoria e Filosofia Hugo Calhim Cristóvão, Joana von Mayer Trindade, Celeste Natário,
Carlos Pimenta, Cláudia Marisa, Cristina Aguiar, Ezequiel Santos, Hugo Monteiro Rui Lopo, Mário Correia, Nuno Matos Duarte, Elter Manuel Carlos, Chris Page, Afonso Becerra, Armando Nascimento Rosa, Madalena Xavier, Ana Coimbra Oliveira, Paulo Azevedo, Sofia
Vilar Soares e Carlos Barradas | Vídeo Os Fredericos |
Fotografia Alípio Padilha, João Peixoto e José Caldeira |
Produção Executiva Cristina Aguiar & NuIsIs ZoBoP |
Coproduções: Casa das Artes de Famalicão, Centro Cultural Vila Flor – Guimarães, Teatro
Stephens – Marinha Grande, Oficina Municipal do Teatro – Coimbra, Teatro Municipal de Bragança – Algures a Nordeste Festival de Dança Contemporânea, Teatro-Cine de Pombal / Casa Varela – Centro de Experimentação Artística, Fábrica da Criatividade — Castelo
Branco e DDD - Festival Dias Da Dança | Apoios: Teatro Aveirense, Teatro Rosalía de
Castro, Corunha | Residências Artísticas Casa Varela – Centro de Experimentação Artística,
Kale/Armazém 22, Centro de Criação do Candoso / Fábrica Asa – Guimarães, Teatro Viriato – Viseu, Casa Museu Afonso Lopes Vieira – Marinha Grande, Teatro Aveirense, Centro de Criação e Investigação Nuisis Zobop – Porto.
Parcerias: Instituto de Filosofia da Faculdade de
Letras da Universidade do Porto, Instituto de Sociologia da Universidade do Porto - FLUP, Escola Superior de Educação do Porto, Escola Superior de Arte Dramática da Galiza, ESMAE - Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto | Teatro Helena Sá
e Costa, Universidade Lusófona do Porto, Fórum Dança, Centro Português de Fotografia e Espaço Agra.
A Nuisis Zobop – Associação Cultural é apoiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Organização:
Nuisis Zobop - Associação Cultural de Criação, Investigação e Formação no Domínio das Artes Performativas
RG “Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal”
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