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A NOVA FCSH vai abrir, a partir de 2026, a área de especialização em Filosofia da Arte no âmbito do Mestrado em Filosofia.
A especialização em Filosofia da Arte organiza-se em torno das seguintes áreas científicas: Estética, História da Filosofia, História da Filosofia/Estética, incluindo ainda uma Opção Livre, que permite aos estudantes escolher unidades curriculares de qualquer área científica, promovendo percursos formativos flexíveis e interdisciplinares.
O corpo docente integra investigadores de reconhecido mérito académico: João Constâncio, Maria João Mayer Branco, Bartholomew Ryan, Nélio Conceição e Paolo Stellino, membros integrados do IFILNOVA, e ainda João Pedro Cachopo, membro do CESEM e colaborador do IFILNOVA.
Com esta nova especialização, a NOVA FCSH consolida a sua aposta no ensino avançado da filosofia e da estética, oferecendo aos estudantes uma formação sólida e atualizada nas problemáticas centrais da Filosofia da Arte, em diálogo com a tradição filosófica e os debates contemporâneos.
A primeira fase de candidaturas ao Mestrado termina no dia 9 de fevereiro de 2026, decorrendo a segunda fase de 13 de fevereiro a 13 de abril de 2026. Caso sobrem vagas das fases anteriores, será aberta uma terceira fase de candidaturas, de 15 de abril a 15 de junho de 2026.
Para mais informações sobre a especialização em Filosofia da Arte, por favor consulte o Edital de Candidatura e a Estrutura Curricular.
A nova oferta formativa surge sem prejuízo da continuidade do Mestrado em Estética e Estudos Artísticos, que se manterá em funcionamento.
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PRÓXIMOS EVENTOS | NEXT EVENTS
19 – 23 janeiro 2026
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Seminário Permanente do EPLab
Virtude entre inimigos – Uma leitura da receção fichteana da Germânia de Tácito
João Gouveia
Terça-feira, 20 de janeiro
10:30 – 12:00
NOVA FCSH – Torre A, Sala A209
Durante as guerras napoleónicas, Fichte recebeu a Germânia de Tácito como um testemunho da força e coragem do povo alemão. Dois aspetos desta receção ilustram a formação de uma mentalidade nacionalista. Primeiro, há que referir a defesa das virtudes de um povo pela voz do inimigo. Roma permanece o assunto de fundo na Germânia de Tácito, construindo uma mensagem não expressa sobre a perda da virtude primitiva por parte do povo romano e dos seus líderes. Em segundo lugar, é também claro como Fichte acredita ingenuamente na capacidade do povo para manifestar velhas virtudes militares de uma forma intelectualizada e orgulhosa. O idealista alemão destaca a coragem alemã como principal tema da obra de Tácito. Contudo, fá-lo na esperança de mostrar que os alemães do século XIX podem preservar a sua linguagem e permanecer coesos como uma comunidade linguística, afirmando assim o seu destino enquanto cidadãos espiritualmente sofisticados. Tácito apoia-se na leitura que faz dos hábitos dos germânicos para mostrar como é que o fortalecimento de virtudes morais se manifesta no fortalecimento de poder militar. Fichte, por sua vez, recorre ao passado idílico do povo alemão, tal como descrito por Tácito, para defender a reativação da virtude perdida da coragem, agora na sua manifestação espiritual e linguística. Mesmo que ambos tenham concedido crédito ao reconhecimento da virtude universal (a virtude que valeria a pena seguir), Tácito mostrou-se disponível para aprender com os germânicos novas formas de preservar as virtudes que valorizava e novas possíveis manifestações delas. Por outro lado, Fichte esteve apenas disponível para aprender exclusivamente com os germânicos primitivos e para absorver a sua essência coletiva – germanidade, mesmo que um conjunto de qualidades particulares, tornou-se indistinguível da virtude universal. De acordo com uma tal visão, o inimigo torna-se um aspeto acidental para a nação alemã, permitindo que esta se feche narcisisticamente em si mesma. Isto mostra uma dimensão menos óbvia do peso militar das relações internacionais, pois mesmo que a preservação de inimigos bem definidos não conduza necessariamente a relações pacíficas, a valorização exclusiva do passado nacional do nosso próprio povo pode minar a capacidade para conceber a própria existência de inimigos, sem criar novas formas de os conceber de todo.
Mais informações sobre o Seminário Permanente do EPLab aqui.
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ArgLab
CORES Reading Group
Wednesday, 21 January
13h30 – 15h30 [WET] · Online
Organised by the research project CORES — Communicative Paths to Righting Epistemic Wrongs, the reading group is open to researchers of any background with interests in social epistemology, social philosophy of language, and/or political philosophy. More info here.
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ArgLab
Microaggressions and Epistemic Injustice in Healthcare
Reading Group
Chapter 4
Epistemic Microaggressions
Thursday, 22 January
16:30 – 18:00 [WET]
Online
+ info
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CultureLab
Seminário do Grupo de Estudos sobre Nietzsche
Nietzsche e o judeu errante
Ernani Chaves (Professor Catedrático da Faculdade de Filosofia/IFCH/UFPA e Professor dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e em Psicologia da UFPA)
Sexta-feira, 23 de janeiro
11:00 – 12:30
NOVA FCSH – Torre A, Sala A101
Em pelo menos três vezes na obra tardia, duas vezes em “O caso Wagner” e uma vez em “O Anticristo”, Nietzsche se refere à figura do “ewige Jude”, do “judeu errante”, essa figura mítica, que povoa o nosso imaginário e sobre a qual existem as mais diversas narrativas. O objetivo de minha exposição é apresentar, nas suas linhas mais gerais, o contexto teórico e histórico, a partir do qual Nietzsche se utiliza dessa figura, no interior de sua apreciação do que se costumou chamar de cultura judaico-cristã. Por fim, pretendo fazer algumas considerações a propósito da possível pertinência das análises nietzschianas no contexto contemporâneo, marcado pelas guerras, nas quais o judaismo e a judeidade ocupam lugar central.
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Os eventos e as publicações são divulgados nas línguas em que decorrem ou são escritos.
The events and publications are disseminated in the languages in which they take place or are written.
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