Uma informação resumida. Para seguir o tema:
https://infogm.org/
jccmarques
A quem pertencem as sementes?
Embora tendo recentemente deixado de publicar a revista em papel do mesmo nome, a associação francesa INF’OGM continua a combater a manipulação genética no domínio das sementes.
Enquanto na União Europeia se negoceia o fim do enquadramento regulamentar dos OGM, designados agora sob o disfarce de NTG (novas técnicas genómicas), por trás deste novo nome o que se pretende é acabar com a avaliação dos riscos e com a rotulagem, aprovando a modificação artificial das plantas em laboratório.
Depois de os Estados-Membros terem validado essa desregulamentação em 19 de dezembro último, cabe agora aos deputados do Parlamento Europeu aceitarem-na ou recusarem-na, os quais se têm mostrado hesitantes perante uma maior privatização da vida por intermédio de patentes sobre esses OGM / NTG.
A INF’OGM emitiu um podcast sobre o assunto, mostrando como se descodificam as biotecnologias nisso utilizadas, e explicando as etapas a que os grandes interesses recorreram para alcançar a aprovação de patentes sobre organismos vivos. O que aconteceu em três fases: a instituição do catálogo oficial, os híbridos F1 e os certificados de obtenção vegetal.
A associação mostra em seguida as consequências prejudiciais para as empresas de sementes de dimensão modesta e para a biodiversidade nas culturras agrícolas. Por fim, evidencia-se o modo como as patentes provocaram a subida exponencial do preço das sementes e a concentração do mercado das empresas produtoras de sementes. No programa, a INF’OGM entrevista Fabien Girard, da Universidade de Grenoble, Pierre Dorand, da empresa Aubepin, Noémie Uehlinger, da empresa Sativa, e Stéphane Lemarié, do INRAE (instituto francês de pesquisa agrícola e ambiental).