Valeu, Samuel!
Obrigado por compartilhar! (A outra postagem daquele blog sobre a conjectura do Jacobiano era também muito boa).
Mas eu li duas vezes essa análise e não captei a mensagem...
Eu também joguei xadrez (mal) por alguns anos... Participei do Clube aqui da minha cidade, alguns torneiros. No primeiro torneio em que fui, perdi para um menino de 8 ou 9 anos. Depois eu soube que ele era o campeão brasileiro sub-10 (aliviou um pouco, mas a percepção de que entre o nível amador e o profissional há um abismo, foi definitiva para mim).
As comparações entre matemática e xadrez são boas e ruins ao mesmo tempo.
Eu tenho um livro aqui comigo, do Yasser Seirawan: "Xadrez Vitorioso: Estratégias". Em algum ponto ele despreza o que chama de "mero cálculo", isto é, ficar calculando combinações. Ele diz algo como: "ficar calculando combinações seria mais o que um computador faria". Isso está no sentido pejorativo. O jogador forte de xadrez, contrariamente ao que o senso comum acredita, tem um forte aparato teórico, pensamento estratégico, não é força bruta.
Mas a analogia com matemática perde a força muito rapidamente sempre que nos aprofundamos nessa questão... Um jogo sempre tem questões emocionais envolvidas, erro, limites físicos, o tempo... Nem tudo numa partida real é puramente racional. Muito da beleza e do prazer desse esporte vem da grandeza e da pequenez dos seres humanos quando sua inteligência é colocada sob pressão brutal.
Por outro lado, qual a justificativa para os postulados do nosso autor?
Ele postula umas quatro coisas mas não explica o que o levou a tais postulados...
Essas hipóteses dele parecem bastante razoáveis, mas o mais interessante seria sabermos como ele chegou a elas.
Eu não sei o que acontece no cérebro humano. Parece que é um processo totalmente discreto, quantizado: quanto certo potencial é atingido, uma molécula é disparada de um lado para outro... Ions entram e saem de uma membrana e produzem uma corrente elétrica... Não tenho a menor ideia de como isso se transforma em música, literatura, matemática, sentimentos...
Mas sabemos que, de algum modo, essa mágica ocorre.
Teríamos alguma razão para supor que algo parecido não pudesse ocorrer ou ser simulado por nossos artefatos?
Pelo que acho que entendi do nosso autor, ele acredita que as máquinas terão um papel bastante limitado...
Mas não vi no argumento dele onde está a justificativa para essa conclusão.
Abraços,
M.
Em sexta-feira, 24 de julho de 2026, 'Samuel Gomes da Silva' via LOGICA-L <
logi...@dimap.ufrn.br> escreveu:
O orientador do recém agraciado Medalha Fields tem algo a dizer...