Bom dia, João Marcos, pessoal,
Obrigada por divulgar a conversa de ontem - é sempre uma honra escutar Ítala, a memória viva e vívida da lógica brasileira, e aprender com ela. Obrigada a Evelyn pela organização e pela escuta atenta.
Viva Carol, viva todas!
Suas perguntas são pertinentes e algumas respostas são simples: filósofes tendem a desprezar a lógica; as posições hegemônicas - representadas por/em associações nacionais, tanto de pós quanto de ensino - ignoram a lógica como dimensão da prática filosófica (quando não a acusam de ser instrumento de opressão); a maioria dos livros didáticos de filosofia para o ensino médio maltratam a lógica, alimentando, na comunidade filosófica, o que chamo de círculo de expectativas antilógicas... o único curso de licenciatura do Brasil (até onde estou informada) que tem uma disciplina chamada Ensino de lógica é o da UFRGS. Quanto às demais modalidades de diferença em nossa comunidade (com relação ao macho branco padrão), há causas estruturais no contexto das quais as indisposições individuais para mudar de atitude (pedagógica, em prol de um ensino mais diverso, mas não somente) ocorrem. Temos de seguir com nosso trabalho de formiguinha, pesquisando nossas práticas de ensino, nossa história, ampliando os horizontes de pensamento e imaginação e buscando não perder as esperanças (e as paciências).
Um bom final de semana a todes,
G.