Vamos por partes.
Pessoas que trabalham com lógicas clássicas pressupõem que certas fórmulas são ou não antologias em um determinado sistema conforme o sistema é definido. Assim, de fato, o que é um antologia clássica não o é necessariamente em sistemas com três ou mais valores, por exemplo.
Um paradoxo é algo um tanto diferente disso. E depende como se vê a noção de paradoxo.
Para ter um paradoxo não é necessário, todavia, que a lógica seja clássica. O paradoxo do mentiroso, por exemplo, continua sendo um paradoxo mesmo do ponto de vista de outras lógicas não-clássicas. E não é preciso para esses casos haja mecanismos que recuperem o "classicismo" do sistema.
Como assim? É que dizer que uma asserção ser verdadeira equivale a ser falsa não é a mesma coisa que dizer que ela seja nem falsa nem verdadeira.