Sobre a Argentina, acho fundamental q nos pronunciemos e nos unamos às iniciativas de crítica e oposição à destruição em curso no país vizinho. Mandei a carta e mandei algumas mensagens de apoio a colegas argentinos, algumas manifestações de amizade e solidariedade podem fazer alguma diferença para alguém. Particularmente, recuso-me a duvidar de atos q possam ser considerados ineficazes, desimportantes ou pequenos pelo senso comum. Como nos versos:
En la lucha de clases
Todas las armas son buenas
Piedras
Noches
Poemas
Agora, depois da mensagem do Júlio, não é possível ficar calado. Se estudar lógica não ajuda a dar algum valor aos fatos, então pq estudar qq coisa no fim das contas? Data vênia ao Júlio, mas jogar nas costas do peronismo a crise na Argentina sem falar da capitalização promovida pelos interesses de Washington, com o apoio da burguesia Argentina, é o mesmo q descontar a escravidão da história do Brasil e afirmar q a culpa da nossa atávica crise é o estado perdulário, ou a degradação da moral e dos costumes.
As críticas ao peronismo deixo para outra hora, para não encher a paciência de vcs, e tb vou me eximir de dar bibliografia, pq hj, com Internet, é muito fácil buscá-las na página do Conicet, de Rosario, da UBA, p.ex.
Mas pra quem gosta de cinema, pra não esquecer da poesia q citei inicialmente, sugiro a quem ainda não viu o filme La Hora de los Hornos, de Pino Solanas, q reconta a história da Argentina de uma perspectiva histórico crítica. Filmaço.
Espero q a mobilização aqui no Brasil resulte em alguma coisa e q mais gente se conscientize, se mobilize e se organize internacionalmente, como a direita faz. Inclusive pq os problemas de lá são os daqui tb.
Saudações,
cass.