Você acredita que o futuro dos cursos de Computação está em ensinar mais uma linguagem de programação? Talvez estejamos olhando para o problema errado. Enquanto universidades asiáticas passam a incorporar Filosofia na formação em Inteligência Artificial, muitas instituições brasileiras ainda discutem apenas ferramentas, frameworks e o uso dos LLMs em sala de aula. E se o verdadeiro diferencial do profissional do futuro não for programar melhor, mas pensar melhor? Nesta crônica, proponho uma reflexão incômoda: a era da IA talvez esteja exigindo menos treinamento em tecnologias passageiras e muito mais capacidade de compreender problemas, construir modelos conceituais e formular as perguntas que as máquinas ainda não sabem fazer. Vale a pena repensar o que estamos ensinando antes que nossos currículos se tornem parte do passado.
Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação
Universidade de São Paulo
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