Joao Marcos
unread,Dec 12, 2016, 2:07:56 PM12/12/16Sign in to reply to author
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to Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de LOGICA
Mais eventos interessantes na UFRN!
JM
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From: Samir UFRN
Date: 2016-12-12 15:11 GMT+01:00
Prezados(as),
Teremos hoje, após o seminário do Professor Abílio, uma palestra
ministrada pela Professora Cândida Melo.
Amanhã (13/12/2016), teremos a palestra do Professor Marcos Silva às 14hs.
Título e resumo (Marcos Sílva)
Como entender a normatividade da razão no contexto do pluralismo lógico?
É fácil tomarmos a razão como uma autoridade e constatarmos que nós a
obedecemos, ou ao menos, que devemos obedecê-la. Contudo, não é nada
óbvio como podemos determinar o fundamento da autoridade que nos
compele a obedecer à razão. Afinal, em virtude do que tomamos a razão
como autoridade e nos vemos compelidos a obedecê-la? Qual é a natureza
desta demanda por justificação? Em virtude do que nos sentimos
coagidos pela razão em nossas práticas discursivas e inferenciais?
Neste trabalho, visaremos desenvolver uma proposta filosófica
pragmatista baseada em jogos, ou seja, práticas regradas, e em acordos
públicos para compreender o fenômeno da racionalidade, em geral, e da
necessidade lógica, em particular. O poder da razão pode ser vista
como um poder de compelir alguém a aceitar uma conclusão a partir de
outras asserções. Contudo, no contexto contemporâneo da pluralidade de
lógicas alternativas o desafio da normatividade da lógica parece ficar
ainda mais difícil: como algumas formas não-clássicas de raciocínio
podem desempenhar o papel de compelir nossas práticas e inferências?
Frege, em 1897, associa, seminalmente, a discussão sobre a natureza da
lógica à discussão moral e à liberdade, quando afirma que "Logic has a
closer affinity with ethics [than psychology]... Here, too, we can
talk of justification, and here, too, this is not simply a matter
ofrelating what actually took place or of showing that things had to
happen as they did and not in any other way" (Posthumous Writings, p.
4). Neste trabalho, exploraremos a sugestão de que a lógica é mais
próxima da ética que das ciências empíricas ao usarmos as noções de
jogos e acordos práticos para a compreensão da objetividade e da
racionalidade no horizonte do pluralismo lógico.