bruno.ramos.mendonca
unread,Jun 6, 2022, 5:32:09 PM6/6/22Sign in to reply to author
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to LOGICA-L, eduardoochs, LOGICA-L, bruno.ramos.mendonca
Olá, Eduardo:
Minha memória me traiu um pouco, mas fui procurar e, na seção 4.4 do livro, ele mostra que uma série de exemplos de classes elementares não são definíveis. Para isso, ele prova que o pertencimento a essas classes não é preservado por isomorfismo parcial. O seu argumento nessa seção pressupõe a seguinte conexão entre definibilidade em primeira ordem e preservação de uma propriedade por jogos de back and forth.
No que segue, direi que A e B são r-parcialmente isomorfos se o Proponente tem uma estratégia vencedora em qualquer jogo de back and forth sobre A e B com no máximo r rounds. Além disso, direi que uma classe elementar K é definível se existe uma fórmula F de nossa linguagem formal tal que, para toda estrutura A, A satisfaz F see A \in K.
O seguinte fato vale.
1) Seja K uma classe de estruturas. Se K é definível por uma fórmula F de nossa linguagem com ranking quantificacional r, então, para algum m natural e para todo q maior ou igual a r, K=C_1\cup ... \cup C_m, em que C_i são classes de equivalência por q-isomorfismo parcial.
Demonstração. Pelo teorema das formas normais de Hintikka, para todo q maior ou igual a r, F é equivalente a uma disjunção P_1\vee ...\vee P_m em que cada P_i tem ranking quantificacional q. Pelo mesmo teorema, nós sabemos que cada P_i define uma classe de equivalência por q-isomorfismo parcial C_i. Logo, K=C_1\cup ... \cup C_m.
Ou seja, em algum sentido, a definibilidade de uma propriedade implica em sua preservação por isomorfismo parcial. E por isso é possível explorar a contrapositiva: se a propriedade não é preservada por isomorfismo parcial, então ela não é definível.
Abraços
Bruno