Olá Samuel e todos — mas isto interessa também à Valéria.
Parabéns pelo trabalho — as Categorias Dialéticas da Valéria são realmente uma daquelas coisas em categorias que mesmo quem não "curte" aquekas flexinhas atacando pontos pretos, acha realmente belo. Mas confesso que não consegui entender o título "What If Cantor Was Wrong?" ("E se Cantor estivesse errado?") — não vejo onde, nem o texto explica.
Errado em quê? A Hipótese do Contínuo é indecidível em ZFC, então não se trata de erro.
Vocês sabem melhor do que eu que existem teorias matemáticas perfeitamente consistentes com CH, sem CH, e com a negação de CH. E ainda tem o Teorema de Easton (1970) diz que para cardinais regulares, a função pode ser literalmente qualquer função que satisfaça monotonicidade e uma condição de cofinalidade — o que torna a questão ainda mais aberta.
Então se existe algum Santo da IMO- a Igreja da Matemática Ortodoxa - que pudesse estar errado, não é Cantor — é Gödel, que acreditava que CH deveria ter um valor de verdade definido no universo canônico dos conjuntos. E mesmo assim não seria bem "erro" — seria uma aposta filosófica não confirmada. A independência de CH não é uma falha de Cantor, como vocês sabem, eh um fantástico resultado sobre os limites do método axiomático.
Abraços, Walter
- (Blog post) E se Cantor estava errado ? - 1 atualização
samuel <sam...@ufba.br>: Mar 29 02:43PM -0700
https://logic-forall.blogspot.com/2026/03/what-if-cantor-was-wrong.html
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Oi Valéria, Samuel:
Se a intenção era brincar com um condicional contrafactual e ser “catchy”, então acertaram 😊
Mas eu lhes digo sinceramente: nunca fui muito fã de categorias, porque elas são, em certo sentido, transversais a todos os esquemas combinatórios usuais. Categorias não são “para isso”. Mas, desde que descobri o artigo de 1969 do Lawvere, “Diagonal Arguments and Cartesian Closed Categories”, onde ele mostra como certas categorias, com um mínimo de estrutura, podem ter um imenso poder computacional — a ponto de demonstrar uma série de resultados paradoxais e praticamente o próprio Primeiro Teorema de Gödel — e ainda mais pelo que ouvi do seu trabalho aqui na Chapman, comecei a mudar de ideia sobre o interesse em categorias !
Abraços,
Walter