Mais especificamente, o congresso visa articular todas as áreas da filosofia (ética, metafísica, lógica, epistemologia, estética, filosofia política e filosofia da ciência) em torno de uma metodologia comum de investigação conceitual baseada na pergunta “o que é X?”. A proposta combina unidade conceitual e pluralidade temática, favorecendo o diálogo entre diferentes tradições filosóficas e promovendo uma reflexão metafilosófica sobre definição, explicação e análise conceitual.
O problema geral abordado é a crescente fragmentação da filosofia contemporânea, marcada por uma especialização excessiva e pela falta de comunicação entre suas áreas. Nesse contexto, torna-se necessário retornar a uma questão estruturante capaz de integrar diferentes campos sem reduzi-los. A ideia é investigar de que modo a pergunta “O que é isto?” pode funcionar como um núcleo metodológico transversal para a investigação filosófica contemporânea.
A estratégia metodológica consiste na aplicação de onze procedimentos complementares de análise conceitual (incluindo definições, oposições, diagramas, categorização e simbolização), que estruturam a chamada de trabalhos e orientam as contribuições científicas ao congresso.
Ao articular rigor conceitual, pluralismo metodológico e alcance internacional, o evento busca restaurar a unidade da filosofia em torno de sua questão fundamental, reafirmando sua relevância intelectual, científica e cultural no contexto contemporâneo e oferecendo uma contribuição decisiva para a promoção da pesquisa filosófica no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo.
Haverá, por um lado, conferências sobre a história da questão e, por outro, apresentações sobre temas específicos do tipo “O que é a loucura?”.
A ideia, contudo, é que em tal apresentação específica haja um bom equilíbrio entre a loucura em questão e a metodologia geral de resposta à pergunta ti esti. Também é importante evitar cair na loucura.
O congresso convida filósofos de todas as áreas e tradições a refletirem sobre seus objetos de estudo a partir da questão orientadora “O que é X?”, entendida não como um pedido de mera opinião nem como a imposição de uma teoria normativa, mas como uma busca disciplinada por compreensão conceitual.
As contribuições podem abordar qualquer tema. O que unifica o congresso não é o objeto de estudo, mas o foco metodológico na clarificação e na compreensão conceitual.
As submissões devem engajar-se explicitamente com um ou mais dos onze procedimentos metodológicos para abordar a questão “O que é X?”. Esses procedimentos são concebidos como ferramentas heurísticas e complementares, e não como restrições rígidas.
O congresso “O que é isto? Eis a questão!” convida a retornarem à mais básica das questões filosóficas — não para encerrá-la com respostas definitivas, mas para explorar, de modo coletivo e rigoroso, as múltiplas formas pelas quais a compreensão pode ser buscada.
O prazo para submissão de resumos para apresentação de comunicações é 15 de fevereiro de 2026.
• Os resumos devem indicar claramente a questão abordada e a metodologia utilizada para respondê-la.
• Extensão dos resumos: normalmente entre 300 e 500 palavras.
• As apresentações podem ser teóricas, históricas, lógicas ou interdisciplinares, desde que mantenham um foco claro na investigação conceitual. A duração de cada comunicação é de 30 minutos, incluindo a discussão.
Entre as 20 palestras plenárias, haverá palestras de Décio Krause "O que é a identidade?" e Otávio Bueno "O que é a verdade?". Lógico/as são bem-vindo/as para apresentar palestras sobre "O que é uma prova?", "O que é um quantificador?", "O que é a possibilidade?" , etc Não há falta de tópicos!
O que é isto? Eis a questão!
Rio de Janeiro, de 27 a 31 de julho de 2026
https://sites.google.com/view/what-is-it
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Prof. Dr. Dr Jean-Yves Beziau
Programa de Pós-Graduação em Filosofia - PPGF
Departamento de Filosofia, Universidade Federal do Rio de Janeiro
http://lattes.cnpq.br/7881030748722960