Oi Marcelo!
Obrigado, e desculpa eu ter me expressado um pouco mal...
O que você respondeu me ajuda sim, mas a minha dúvida principal era
outra; deixa eu desmontar ela em várias partes.
a) ∼(a∧b)→(∼a∨∼b) é uma implicação estrita
b) ∼(a∧b)→(∼a∨∼b) é um teorema
c) ∼(a∧b)←(∼a∨∼b) não é um teorema
d) ∼(a∧b)←(∼a∨∼b) tem um contra-modelo
e) existe um modelo M=(W,R,v) no qual ∼(a∧b)←(∼a∨∼b) é
falso em pelo menos um dos mundos de W
Você mostrou o (b), o que é útil porque eu tou tentando aprender a
demonstrar coisas em lógica modal (mas tou fazendo isso bem aos
poucos - não é a maior prioridade agora), mas pelo que eu entendi do
paper do JYB os itens c, d e e são "claramente verdade" e só eu é que
não consigo ver porquê...
Deixa eu contar onde eu tou empacado - e desculpem a abordagem
não-padrão.
Vou tentar encontrar o modelo do item (e) acima.
Seja (W,R) um frame com três mundos, todos relacionados entre si (R=W×W).
Sabemos que ∼(a∧b) ou é 111 (verdadeiro em todos os mundos) ou 000
(falso em todos os mundos). Se ∼(a∧b) for 111 então ∼(a∧b)←(∼a∨∼b) vai
ser 111 também, então pra gente ter alguma chance de satisfazer o (e)
neste frame a gente tem que ter ∼(a∧b) valendo 000. O único modo de
∼(a∧b) valer 000 é a gente ter a∧b valendo 111, e aí vamos ter que ter
a valendo 111 e b valendo 111 também. Se a vale 111 e b vale 111,
então ∼a vale 000, ∼b vale 000, ∼a∨∼b vale 000 também, e daí
∼(a∧b)←(∼a∨∼b) vale 111 - e a gente se ferrou.
Dá pra adaptar o argumento acima pra qualquer frame (W,R).
[[]] =(,
Eduardo...