Antonio Marmo, legal, gostei do que li. Nos livros do Mario mesmo, nos citados "Métodos Lógicos e Dialéticos", o autor explica até coisas sobre juízos modais. Eu confesso que isso me atraiu muito. Eu particularmente não consigo ignorar os antigos, seja por motivo da didática deles aparentemente ser melhor, ou até mesmo por uma questão histórica e filosófica, digo, como saberei quais foram as influências que uma exerceu sobre a outra, se eu nem sequer apreender a coisa? Ao menos no meu entender, para um estudioso verdadeiramente interessado, não faz o menor sentido ignorar os conhecimentos mais antigos.
João Marcos, você colocou um ponto interessante, que é referente a contribuição ao diálogo científico. Eu preciso te confessar que não possuo preocupação com isso, explico, ao começar estudar filosofia e afins, foi com a intenção de querer ter uma espécie de vislumbre intelectual sobre as coisas de Deus, mas logo em seguida eu fiquei sabendo do tal estado-contemplativo, que me parece que muitos filósofos conseguiram atingir. Então o que eu busco atualmente, como estudante, é apenas isso. Eu entendo que há pessoas que querem contribuir especificamente para o diálogo científico, mas para um sujeito como eu, que desta forma busca o saber, sinceramente, isso não tem importância nenhuma.
Eu com meus 16 anos de idade comecei a estudar programação de software, comecei com a citada Linguagem C, hoje programo em algumas outras também, e atualmente trabalho como freelance desenvolvendo sistemas Web em geral. Nesta brincadeira, muito divertida claro, da computação, onde além de programação também brinquei muito com redes, sistemas operacionais, dentre outras coisas, no meu entender, acabei que criando uma imagem muito boa da ciência, e em específico a ciência da computação. O que quero dizer é que gosto e tendo a gostar cada vez mais das ciências em geral, mas de tal modo que a própria filosofia e a ciência se coadunam em apenas um tipo de saber, que é complementado numa espécie de aprofundamento da consciência utilizando, neste ponto, da própria religião e consequentemente buscando algo de verdadeiramente transcendente. No meu entender, isso tudo vai formar o citado estado-contemplativo: na apreensão de um saber supremo. E é isto que busco.
Enfim, o que começou com uma busca por um vislumbre com certo viés intelectual a respeito das coisas de Deus, pelo que me parece, me levará fatalmente a Ele mesmo, a contemplação d'Ele. Esta ideia me fascina também, eu me coloca num estado de paz impossível de descrever...
Portanto, como iniciante, tenho interesse é na lógica, seja ela moderna ou antiga.