Prezadxs:
Esta mensagem é realmente OFF (e provavelmente a última que envio
sobre o tema), pois não faço qualquer esforço em aproximar o que digo
aqui à Lógica ou à Teoria da Argumentação. Ela é escrita pelo meu
coração vagabundo, que "não se cansa de ter esperança".
Por um lado, como bem apontou a Luiza, é realmente difícil defender a
tentativa de _ressignificação semântica_ dos termos em questão
("vagabunda", "vadia"). Por outro lado, como o Abílio, eu próprio não
tenho problemas com o vocabulário usado no caso do artigo em tela,
dado o objetivo ao qual ele se prestou. Não tenho, aliás, nenhum
compromisso particular em defender (aquilo que considero) o "bom
gosto", que por mim pode perfeitamente ir à merda --- pardon my
French.
A "eficácia" da estratégia empregada para chamar a atenção do leitor,
usada pelo texto da Profa. Márcia Barbosa, me parece comprovada pelo
fato de o termos discutido tão amplamente aqui nesta lista.
Pessoalmente, concordo com Gisele que o texto tem o seu valor e que
está bem ajustado ao seu contexto de publicação. De todo modo, no que
diz respeito a Marie Skłodowska Curie, cientista e ser humano de
primeira qualidade, sinto que algumas das histórias partilhadas pelo
Carlos na mensagem abaixo são mais interessantes do que todo o resto
que foi dito sobre isso até agora. O blog do Globo só teria a ganhar
com textos que incluíssem causos assim em seus conteúdos, e a
divulgação da ciência como um todo, bem como a advocacia dos direitos
humanos, ganhariam igualmente com os argumentos cuidadosos elaborados
por alguns colegas que se manifestaram aqui.
JM