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Elaborar um corpo de conhecimentos como consequência inevitável de um conjunto de axiomas (“dedução”) é um jogo atraente. Os gregos se apaixonaram por ele, graças ao sucesso de sua geometria — apaixonaram-se a tal ponto que cometeram dois erros graves.
Primeiro, passaram a considerar a dedução como o único meio respeitável de se alcançar o conhecimento. Estavam bem conscientes de que, para certos tipos de saber, a dedução era inadequada; por exemplo, a distância entre Corinto e Atenas não podia ser deduzida a partir de princípios abstratos, mas precisava ser medida. Os gregos estavam dispostos a observar a natureza quando necessário; no entanto, sempre se envergonhavam dessa necessidade e consideravam que o mais elevado tipo de conhecimento era aquele obtido por meio da pura atividade mental. Tendiam a subestimar o saber diretamente ligado à vida cotidiana. Conta-se que um discípulo de Platão, recebendo instruções matemáticas do mestre, acabou perguntando impacientemente: “Mas para que serve tudo isso?” Platão, profundamente ofendido, chamou um escravo e, ordenando-lhe que desse uma moeda ao aluno, disse: “Agora você não precisa mais sentir que sua instrução foi inteiramente inútil.” E, com isso, o estudante foi expulso.
Há uma crença muito difundida de que essa visão elevada surgiu da cultura grega baseada na escravidão, em que todas as questões práticas eram relegadas aos escravizados. Talvez seja verdade, mas inclino-me a pensar que os gregos viam a filosofia como um esporte, um jogo intelectual. Muitas pessoas consideram o amador nos esportes como um cavalheiro socialmente superior ao profissional que ganha a vida com isso. Em consonância com esse ideal de pureza, tomamos precauções quase ridículas para garantir que os competidores nos Jogos Olímpicos estejam livres de qualquer mácula de profissionalismo. A racionalização grega para o “culto da inutilidade” pode ter tido base semelhante: a ideia de que permitir que o conhecimento mundano (como, por exemplo, a distância entre Atenas e Corinto) invadisse o pensamento abstrato seria permitir que a imperfeição penetrasse no Éden da verdadeira filosofia. Qualquer que tenha sido a racionalização, os pensadores gregos foram seriamente limitados por essa atitude. A Grécia não foi estéril em contribuições práticas para a civilização, mas até mesmo seu grande engenheiro, Arquimedes de Siracusa, se recusou a escrever sobre suas invenções e descobertas práticas; para manter seu status de amador, divulgava apenas seus feitos em matemática pura.
E a falta de interesse nas coisas terrenas — na invenção, na experimentação, no estudo da natureza — foi apenas um dos fatores que impuseram limites ao pensamento grego. A ênfase dos gregos no estudo puramente abstrato e formal — de fato, o próprio sucesso deles na geometria — levou-os a um segundo grande erro e, eventualmente, a um beco sem saída."
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Instituto de Matemática e Estatística,
Universidade de São Paulo
Rua do Matão, 1010 - CEP 05508-090 - São Paulo, SP
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