Boa noite, gostaria de usar este espaço para divulgar meu trabalho recentemente publicado na amazon:
Uma das ideias principais presentes nesta obra é propor a seguinte sequência de equivalências:
∃x <-> x=x <-> x∈x
Este fato nos diz que o Paradoxo de Russell refere-se a um x inexistente, isto implica na invalidade dos dos teoremas de Gödel que utilizam o paradoxo do mentiroso.
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JACQUETTE, Dale. Anatomy of a Nonidentity Paradox. South American Journal of Logic, [s. l.], v. 2, n. 1, Julho 2016. Disponível em: http://www.sa-logic.org/sajl-21.html. Acesso em: 6 fev. 2022. - o autor questiona se algo realmente pode satisfazer a propriedade: ∀x(Fx→x≠x). Apesar de ser uma expressão de sintaxe correta, pensamos que ela restringe-se a elementos inexistentes.
“Nothing in classical logic truly has a property unless it exists” (JACQUETTE, 2016, p.124)
“(...) em lugar do ‘existe’ também se pode dizer ‘é igual a si mesmo’ (…) pois admitimos que ‘há homens’ é o mesmo que ‘há homens iguais a si mesmos’ (...)” (FREGE, 2009, p. 182, 184).
“‘Existe x’ equivale a dizer que ‘x é real’, que ‘x é uma realidade’.” (SCHLICK et al., 1975, p. 58).
Hilbert sustentava este pensamento, para ele “existir” era sinônimo de “não contraditório” (COSTA, 1992, p. 53), Wittgenstein também parece gatinhar nesta questão, pois via a contradição como algo impossível (inexistente).
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Eduardo: obrigado pelas referências! Desculpe a demora pessoal. Compartilho um esboço de uns 2 anos atrás com vocês, ele resume bem esta “lógica” e delimita uma terminologia:
https://docs.google.com/document/d/1gU7sDEvr7181t9O3IBkaPYRPibxcvdRFghIWoNNB_34/edit?usp=sharing
Na verdade não classifico como uma lógica, mas um sistema que simplifica a linguagem natural, reduzindo suas classes gramaticais radicalmente.
A referência é "GAMUT, L. T. Preface to Logic, Language and Meaning. Chicago: University of Chicago Press, 1991."
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Thiago: eu parti de um ponto de vista de Tarski e também do fato de que a filosofia depende da linguagem natural, portanto seria inferior no sentido de dependência.
"Não há problema filosófico que não
tenha recebido muitas respostas
entre si incompatíveis. (…) um
mesmo filósofo pode oferecer
diferentes respostas para diferentes
aspectos da matemática. (…) Como
qualquer filosofia sua tarefa não é nos
prover de teorias verdadeiras (…) A
filosofia não é uma ciência e não lhe
cabe uma noção científica de verdade." (SILVA, 2007, p. 15, 234).
SILVA, J. J. Filosofias da Matemática. São Paulo: Unesp, 2007.
“(…) uma terminologia completamente precisa e adequada, em filosofia, é um ideal inatingível.” (DA COSTA, 2008, p. 14).
COSTA, N. C. A. Ensaio sobre os Fundamentos da Lógica. São Paulo: Hucitec, 2008.
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João Marcos: realmente, eu tentei sair por uma via diferente daquela que, mediante impossibilidade de formalização da linguagem natural (LN), apelou para as linguagens artificiais que nada mais são do que “recortes” da LN. Tarski não obteve sucesso no tratamento da questão a respeito da formalização da linguagem natural e deixou claro que seus métodos devem ser encarados de forma restrita às linguagens artificiais-formais (BARWISE e ETCHEMENDY, 1987, p. 5; TARSKI, 2007, p. 12, 166).
"(…) abandono agora a tentativa de resolver nosso problema para a linguagem cotidiana e restrinjo-me, daqui em diante, inteiramente às linguagens formalizadas. Estas podem ser aproximadamente caracterizadas como linguagens artificialmente construídas nas quais o sentido de toda expressão é univocamente determinado por sua forma. (...) todas as tentativas de caracterizar esse significado (da semântica) de maneira geral e exata fracassaram." (TARSKI, 2007, p. 33, 165).
BARWISE, J. e ETCHEMENDY, J. The Liar: an essay on truth and circularity. New York: Oxford University Press, 1987.
TARSKI, Alfred. [1933] ‘O conceito de verdade nas linguagens formalizadas’, In: C. Mortari e L.H. Dutra orgs. Alfred Tarski: A Concepção Semântica da Verdade. Textos clássicos. SP: Ed. UNESP, 2007.
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Alex: obrigado pela atenção, tenta dar uma olhada no esboço.
Estou aberto às críticas e sugestões.