Caros,
Na sexta-feira próxima, dia 7, teremos a palestra abaixo no Departamento de Filosofia da PUC-Rio.
Abraços,
Bruno.
Prof. Marcos Silva - UFAL
Sexta-feira, 07 de Abril, 10:00, sala do dep. de Filosofia, PUC-Rio
Como entender a normatividade da razão no contexto do pluralismo lógico?
É fácil tomarmos a razão como uma autoridade e constatarmos que nós a
obedecemos, ou ao menos, que devemos obedecê-la. Contudo, não é nada óbvio
como podemos determinar o fundamento da autoridade que nos compele a
obedecer à razão. Afinal, em virtude do que tomamos a razão como autoridade
e nos vemos compelidos a obedecê-la? Qual é a natureza desta demanda por
justificação? Em virtude do que nos sentimos coagidos pela razão em nossas
práticas discursivas e inferenciais? Neste trabalho, visaremos desenvolver
uma proposta filosófica pragmatista baseada em jogos, ou seja, práticas
regradas, e em acordos públicos para compreender o fenômeno da
racionalidade, em geral, e da necessidade lógica, em particular. O poder da
razão pode ser vista como um poder de compelir alguém a aceitar uma
conclusão a partir de outras asserções. Contudo, no contexto contemporâneo
da pluralidade de lógicas alternativas o desafio da normatividade da lógica
parece ficar ainda mais difícil: como algumas formas não-clássicas de
raciocínio podem desempenhar o papel de compelir nossas práticas e
inferências? Para tanto responder esta questão, exploraremos a sugestão de
que a lógica é mais próxima da ética que das ciências empíricas ao usarmos
as noções de jogos e acordos práticos para a compreensão da objetividade e
da racionalidade no horizonte do pluralismo lógico. A tese a ser
desenvolvida aqui é a de que obrigação racional deve ser vista como um tipo
de obrigação moral e que, em particular, necessidade lógica deve ser vista
como um tipo de coerção moral, baseada nas noções normativas de regras,
autoridade, comprometimento, e reconhecimento mútuo.