Why do we teach logic?

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Alexandre Rademaker

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Aug 3, 2018, 6:41:02 AM8/3/18
to logi...@dimap.ufrn.br

But the primary goal, the one thing that I really want my students to come away with, is not any skill at symbolisation and truth-tables, but rather a method of thinking which involves minute and precise attention to detail and which involves an ability to reason from and manipulate definitions.


If you teach intro logic (as a required course or not), what do you think the point of it is?




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Giselle Reis

unread,
Aug 6, 2018, 10:52:28 AM8/6/18
to logi...@dimap.ufrn.br
Isso me lembrou do seguinte texto que já circulou por aqui:


"But wait, doesn’t philosophy focus very heavily on logic, analysis of arguments, fostering a critical approach, etc.? Shouldn’t this fact alone make us expect that exposure to philosophy would almost certainly lead to some improvement in thinking and reasoning skills? Not necessarily."

Eu gostaria muito de acreditar no que a Sara diz e é com um pensamento parecido que organizo o curso de lógica construtiva (sem deixar de ter algumas aulas sobre um pouco de história, motivação, e outras lógicas). Mas seria bom ter evidências mais concretas de que o treinamento em métodos formais resulta em um raciocínio mais estruturado (em geral).

[]s
Giselle

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Walter Carnielli

unread,
Aug 6, 2018, 11:58:51 AM8/6/18
to Lista dos Logicos Brasileiros
Acho que esse artigo é  bullshit. Ninguém diz que estudar filosofia significa "improving one’s thinking skills".

O que se melhora  é a capacidade de escrita e de argumentação, que é outra coisa.

Abs

Walter

Rogério Braga

unread,
Aug 7, 2018, 8:39:11 AM8/7/18
to LOGICA-L
Walter,

Quando você melhora a capacidade de escrita e argumentação você não está melhorando habilidades de pensamento?

Você poderia me ajudar a entender seu ponto de vista?

Abraços.

Rogério Braga-

Walter Carnielli

unread,
Aug 7, 2018, 11:13:24 AM8/7/18
to Lista dos Logicos Brasileiros
 Não necessariamente, Rogério.
Melhorando a capacidade de escrita e argumentacao  você melhora sua habilidade intelectual, como você melhoraria  aprendendo chinês  ou tocando violino.

Mas não necessariamente melhora sua capacidade de jogar xadrez, demonstrar teoremas, ou  resolver quebra-cabeças lógicos.

São coisas complementares, mas não exatamente coincidentes.

 Contudo, não sou nenhum especialista nisso,  apenas expresso minha opinião,fundamentada  dentro do possível.

Abraços
Walter

Rogério Braga

unread,
Aug 9, 2018, 11:11:23 PM8/9/18
to LOGICA-L
Ah sim, entendo seu ponto.

Embora eu tenha um pouco de dificuldade de enxergar os diversos "campos da inteligência" sem serem domínios imbricados.

Pra mim é claro que inteligência linguística ou musical, exemplos que você deu, não trabalhem da mesma maneira que a inteligência lógico-matemática, no entanto dificilmente alguma pessoa ao estudar violino ou chinês, não terá influência ou nenhum acréscimo sequer no desenvolvimento da inteligência lógica-matemática ao fazê-lo.

Talvez eu pense isso por ter aprendido tanto outras línguas quanto tocar violão de uma maneira não ortodoxa e, ao buscar uma palavra em outra língua que faça sentido em algum contexto de estudo, ou até mesmo uma nota que esteja faltando em um solo que eu esteja tentando tocar, eu tenha costume de me aliviar soltando coisas do tipo: "Ahhh era lógico que era isso que estava faltando!" Rs.

De qualquer maneira, muito obrigado pelos esclarecimentos.

Um abraço.

Rogério Braga-

Joao Marcos

unread,
Sep 6, 2018, 12:56:31 PM9/6/18
to Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de LOGICA
On Mon, Aug 6, 2018 at 11:52 AM Giselle Reis <gisel...@gmail.com> wrote:
[...]
> Eu gostaria muito de acreditar [...]
> Mas seria bom ter evidências mais concretas de que o treinamento em
> métodos formais resulta em um raciocínio mais estruturado (em geral).

Seria muito bom que os professores pudéssemos de alguma forma superar
nossos preconceitos contra o estudo da pedagogia, e que a
aprendizagem-ensino pudesse ultrapassar finalmente o estágio
pré-científico, "intuitivo", no qual todo mundo tem *opinião*, baseada
em achaques e quejandos, mas ninguém precisa apresentar *provas* ---
ou "evidências", se nos permitirmos tal anglicismo.

* * *

Este assunto me faz pensar em uma reunião muito curiosa da qual
participei há poucos dias, em que o ensino de Teoria dos Conjuntos e
de Álgebra para alunos de Tecnologia da Informação era questionado
(aparentemente questionado pelos próprios alunos, que certamente sabem
melhor o que é importante aprender, e ao que tudo indica também por
alguns professores da área de programação). O cerne da questão,
aparentemente, era de que o conteúdo destas ditas áreas da Matemática
não seria "intuitivo".

Diferentemente da maior parte dos meus alunos e colegas, que nasceram
com os mais diversos tipos de "intuição" sobre o mundo, eu tive que
penosamente construir as minhas intuições, uma a uma, ao longo da
vida. Ainda as estou construindo. Nasci com apenas duas intuições,
de fato: (1) a intuição de que a marcha a ré do carro deveria ser
engatada para trás, nunca para a frente; (2) a intuição de que a massa
de um objeto material não se altera de acordo com a velocidade na qual
este objeto atravessa o espaço. Infelizmente, a intuição (1) não é
falsa nem verdadeira: é uma mera convenção. A intuição (2), por outro
lado, é simplesmente falsa.

* * *

Joao Marcos

--
http://sequiturquodlibet.googlepages.com/

Antonio Marmo

unread,
Sep 7, 2018, 9:31:19 AM9/7/18
to logi...@dimap.ufrn.br
Já há uma hipótese, aliás a mais aceita, de que a componente sintática da linguagem é do ponto de vista evolutivo uma exaptação da capacidade inata humana de lidar com números. Isto está nos trabalhos de Chomsky, Hauser e Fitch.

Também a componente fonológica foi exaptada a partir da capacidade humana de imitar sons de animais.
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