Walter: Permitam-me esclarecer a todos, em particular o Arthur que levantou
a proposta, que a Sociedade Brasileira de Lógica não é proprietária da
Lista. Apenas decidiu há tempos usar oficialmente a Lista para seus
comunicados.
Arthur: Não é proprietária, mas avalizou o funcionamento da mesma em reunião
ocorrida em Assembleia durante o Encontro em Itatiaia. A Sociedade
Brasileira de Lógica poderia, por exemplo, retirar o aval desta lista e
avalizar outra com uma proposta de funcionamento que não endosse ameaças e
ofensas. Não confundam isto com censura, que é algo completamente diferente.
Com o aval da SBL, eu confiei nesta Lista, e jamais esperava ser alvo de
ofensas e ameaças.
Walter: De todo modo, como presidente da Sociedade Brasileira de Lógica,
seria contrário a qualquer medida restritiva nesse sentido. Se a Lista
não consegue manter seu estatuto de interesse e passar ao largo das
disputas pessoais, isso é problema da Lista. Há listas que se extinguem -
apenas espero que isso não aconteça com esta.
Arthur: Então o senhor continua avalizando uma lista na qual têm ocorrido
casos de ofensas e ameaças. São formas válidas de argumento ou falácias?
Então, como "lógico" que és, avalizas uma lista de "Lógica" na qual falácias
são admitidas, aceitas, e sequer são reconhecidas como falácias, e do tipo
mais grosseiro.
Walter: Lamento essa desinteligência entre apenas dois usuários, e espero
logo mais voltar à Lista respondendo a um tópico interessante sobre
loterias.
Arthur: O senhor e muitos outros parecem não ter lido com atenção a mensagem
original que enviei. Eu é que lamento que, nesta desatenção, estás me
igualando com o autor das ameaças e ofensas a mim dirigidas, apenas por eu
ter expresso pontos de vista pessoais que parecem ter desagradado bastante o
autor de tais ofensas. Quero saber que inteligência é esta, em oposição a
uma suposta desinteligência, que avaliza falácias e sequer as reconhece? Uma
lista como esta, então, apenas cultiva um tipo de teorização da Lógica e
"Filosofia", sem qualquer práxis, sem reconhecer a necessidade de um mínimo
de ética em qualquer convivência social. Ou seja, parece que a maioria
prefere apenas um tipo de degustação intelectual, na qual um tipo de
teorização lógica ou "filosófica" dá um tipo de prazer, um tipo de
excitação, sem qualquer comprometimento ou engajamento com um sentido maior
da existência e da vida. É por isto que tenho dito que a "Filosofia" das
academias não é genuína, não tem quase nada a ver, a não ser como uma
grotesca caricatura, com a Filosofia praticada, por exemplo, por expoentes
tais como Pitágoras e Platão. O comportamento quase sempre omisso de muitos
"filósofos" ilustra muito bem o quanto não é Filosofia o que os pretensos
"filósofos" acadêmicos apregoam em sua degustação constante. Isto sem tirar
o mérito das ideias de muitos de seus trabalhos; são um bom exercício
intelectual, muitas vezes, mas não constituem filosofia genuína, pois esta
inclui um tipo de engajamento e enamoramento, os quais transcendem as meras
construções intelectuais.