DADO
unread,Oct 17, 2011, 9:49:34 AM10/17/11Sign in to reply to author
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to YoDojo
E aí, galera?!
Já faz um tempinho que não rola uma discussãozinha por aqui. Então, a
partir de umas viajens que tive com meus botões, resolvi trazer e
tentar gerar alguma reflexão (ou qualquer outra coisa :P).
Quando entrei na industria de software não conseguia enxergar algumas
das preocupações, que noto hoje em dia, vindas da empresa onde eu
estava. Nessa época o que tinha fixo em minha mente era "temos que
desenvolver nosso sistema todo no papel, depois, só passar pra alguém
digita-lo", pensamento que um professor meu defendia com toda
voracidade.
Meses depois, procurando, no YouTube, vídeos de engenharia de
software, achei um vídeo de um tal Vinicius Teles "xingando" alguém
que tinha dito algo sobre um monitor velho que aparecia o fundo de um
de seus vídeos. Achei o cara engraçado e continuei buscando mais
vídeos dele. Foi aí que encontrei o primeiro vídeo que assisti falando
de agilidade.
Vou pular a parte romântica de "minha vida mudou" e "encontrei a luz"
pq já passei dessa idade, então, vamos ao que interessa.
Depois desse vídeo, comecei a buscar mais sobre o assunto, meio tímido
ainda, com calma e, quiçá, medo. Era, realmente, tudo bem lento. Mas
foi mais ou menos nesse período que eu notei que existia uma
preocupação sim na metodização em todo aquele lance de fazer programa
di coputadô.
Mais alguns meses se passaram e um amigo do meu chefe falou de uma
parada chamada scrul (scrun? scru? scrum?). Era um lance que estava
funcionando muito bem e que, provavelmente, funcionaria em sua empresa
tb. Ele, então, colocou um kanban em cada mesa, um para cada
funcionário e, toda manhã, passava de sala em sala perguntando,
coletivamente, oq cada um estava fazendo.
Eu já tinha estudado alguma coisinha sobre Scrum e, por isso, fiz a
grande cagada da minha vida: passei um bom tempo criticando, em off,
oq meu chefe estava fazendo. Até hoje eu tento achar uma forma de
punição preu me redimir disso, mas, tudo bem, contar isso aqui pra
galera talvez seja um início dessa redimição, ao fazer com que niguém
repita. :P
Mas enfim, todo esse blablabla era só pra chegar até os métodos,
metodologias, processos e afins. Nós sabemos que, independente de como
eu descobri isso, a industria está preocupada em metodizar o processo
de construção dessas coisinhas que fazemos. É ai que entra ITIL,
Cobit, PMBoK, Scrum, XP e por ai vai. Até ai "tudo bem". O lance é que
cada um desses corpo de conhecimento, metodologia, processos ou
whatever que eu citei, soa como um livro guia aos gerentes de projetos
(usei GP pra colocar alguém de bode espiatório, mas vcs
entenderam...rs), que os/nos levam a manter uma relação com um outro
livre guia um pouco mais conhecido: a Bíblia.
Tudo bem, vou me explicar. Saca só: "cada um é tentado, quando atraído
e engodado pelo seu próprio desejo. Depois, havendo concebido o
desejo, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a
morte." (Tiago 1:14 e 15).
Tá, agora vamos ao wikipedia contextualizar o tal do pecado: "A
palavra Pecado é um termo comumente utilizado em contexto religioso,
descrevendo qualquer desobediência à vontade de Deus; em especial,
qualquer desconsideração deliberada das Leis Divinas. No hebraico e no
grego comum, as formas verbais (em hebr. hhatá; em gr. hamartáno)
significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal
ou padrão. Em latim, o termo é vertido por peccátu".
Eu lembro que na Bíblia diz que (se alguém contestar eu prometo buscar
citações, ou não) não existe distinção de tamanho para pecado, ele,
simplesmente, é o pecado, absoluto e ponto.
Agora voltando à gestão de soft. Com essa ligação que nego faz de
livros guias com a Bíblia, acabam trazendo de herança esse lance do
"se estiver indo contra oq está escrito, vc estará pecando e, sim, vc
vai morrer". Isso faz com que esses caras empurrem praticas, valores e
cerimônias, goela abaixo da galera. E não estou falando dos ditos
"métodos tradicionais" específicamente, isso ta rolando com Agile e
com força.
Resolvi escrever sobre isso pq eu to vendo muito disso acontecendo,
rola até as briguinha estilo as que tinha de .NET vs Java, que creio
que já superamos. Outro motivo deu trazer isso pra ca, foi devido a
uma faisquinha que rolou no twitter ontem entre o Edu Guerra e o
Alexandre Magno. Vou colar só um dos tuites aqui pra não fazer muito
crossover : @axmagno na verdade o mais importante é proj/prod de
sucesso, cliente satisfeito e time motivado, com ou sem "valores"
ágeis.
É isso ai, galera, em suma oq eu quis dizer é: não somos de Java,
nem .NET, muito menos de Agile, somos de desenvolvimento de software e
ponto.
=*
@DadoCe