O entendimento é de que os avanços do sistema de TV digital não podem ser suprimidos na TV paga
Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e
Comunicação (Brasscom) quer que as prestadoras de TV por assinatura, de
qualquer tecnologia, sejam obrigadas a manter a interatividade, hoje já
presente em várias geradoras locais em diversas capitais do país. A
reivindicação foi apresentada pela entidade na consulta pública da
proposta de regulamento do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC),
concluída ontem pela Anatel. Segundo a associação, atualmente as
prestadoras de TVC, MMDS, DTH e TVA estão discriminando o conteúdo dos
canais de programação das emissoras que já usam a transmissão digital ao
removerem dos sinais destes canais o conteúdo interativo.
A Brasscom sustenta que as indústrias brasileiras de software e
de equipamentos já colocaram no mercado vários modelos de TVs dotados
dos recursos de interatividade. “São exemplos que demonstram não haver
restrições tecnológicas, nem de circuitos eletrônicos, nem de softwares,
para que a adoção da interatividade”. Para a entidade, isso indica que
a adoção desses recursos pelas prestadoras do SeAC não só é viável como
unifica a oferta desses conteúdos para diversas camadas da sociedade
brasileira, sem discriminação.
A Record, por sua vez, defende a utilização da multiprogramação
disponível no sistema de TV digital brasileiro, no SeAC. “Segundo o
conceito de carregamento obrigatório, os sinais de áudio e vídeo deverão
ser carregados sem qualquer supressão. Sendo assim, a multiprogramação,
por este prisma, deverá ser transmitida fidedigna e integralmente. Pela
ausência de qualquer nota em todo o regulamento sob consulta que afirme
esta obrigação, pede-se a inclusão do dever de carregamento da
multiprogramação”, avalia a emissora.
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Um abraço.