Sandra PereiraMunidas de faixas e cartazes, ADIs reivindicaram na Câmara, na última terça
A
paralisação das Assistentes de Desenvolvimento Infantil (ADIs) de Taboão da
Serra, anunciada desde a semana passada está confirmada para esta segunda-feira,
dia 28 de maio. Ao todo a cidade conta com 400 profissionais, que auxiliam os
professores nas salas de aulas das escolas municipais.
O motivo da
paralisação é a reivindicação do aumento salarial da categoria, além de
reconhecimento delas no Estatuto do Magistério. Além da paralisação, uma
manifestação na Praça Nicola Vivilechio, por volta das 14h e na Câmara da cidade
também fazem parte dos planos das assistentes.
A greve, de acordo com as assistentes é por dignidade, reconhecimento profissional e salarial.
Segundo a nota, desde abril do ano passado, as ADIs se reuniam e se mobilizavam pelo enquadramento no Estatuto do Magistério, o que lhes garantiria o reconhecimento como professoras de acordo com as novas determinações da LDB e dos diversos pareceres do Conselho Nacional de Educação que entendem que a educação de 0 a 6 anos é trabalho pedagógico e, portanto, todas as profissionais que trabalham em creches devem ser reconhecidas como professoras usufruindo de todos os direitos previsto ao Magistério.
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Por
Nely Rossany, da Gazeta SP
As
400 assistentes de desenvolvimento infantil, que auxiliam os professores na sala
de aulas das escolas municipais de Taboão da Serra confirmaram a paralisação
nesta segunda-feira. De acordo com a prefeitura, as aulas não serão afetadas. As
Adi’s, como são chamadas reivindicam aumento de salário e reconhecimento como
professoras no Estatuto do Magistério. Uma manifestação na praça Nicola
Vivilechio, no Centro às 14 horas e depois na Câmara Municipal também foram
confirmadas.
Em
nota, a categoria diz que a greve é ‘por dignidade, reconhecimento profissional
e salarial’ e que desde abril do ano passado elas estão se mobilizando para
garantir o que está na Lei e pareceres do Conselho Nacional de Educação, que
entende educação de 0 a 6 anos como trabalho pedagógico. Segundo as assistentes,
todas as profissionais que trabalham em creches devem ser reconhecidas como
professoras usufruindo de todos os direitos previstos no Magistério.
Foto:
Rose Santana
ADIs foram até a Câmara Municipal pedir apoio dos vereadores para
reivindicações
As
Adi’s alegam que exercem o mesmo trabalho que uma professora, só que recebem um
salário bem menor, cerca de R$ 800, enquanto um professor recebe R$ 2.200. Em
setembro do ano passado, quando também fizeram uma paralisação, a Secretaria de
Educação conversou com as funcionárias, mas segundo elas, foi incorporada ao
salário, uma gratificação de R$ 150, o que não era o objetivo da greve.
Outro
fato que as profissionais reclamam quanto à inclusão de alunos especiais nas
escolas. “Eles [prefeitura] enviam crianças especiais para a escola regular, mas
não oferece nenhuma estrutura física, não tem almofadas, cadeiras especiais e
confortáveis, nada, é a maior dificuldade, tem criança que não se mexe, eles
sofrem muito. Os profissionais também não recebem treinamento para lidar com as
crianças especiais. Isso não é inclusão, é exclusão”, desabafou uma Adi durante
sessão da Câmara da última terça-feira, 22. Procurada pela Gazeta SP, a
Assessoria de Imprensa da prefeitura disse que a Secretaria de Educação não vai
comentar o assunto antes da paralisação.
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| ADIs em protesto na Câmara
Municipal Foto: Rose Santana - 22.mai.2012 |
Por Allan dos Reis, da Redação
As cerca de 230 Assistentes de Desenvolvimento Infantil (ADI’s) de Taboão da Serra entram em greve nesta segunda-feira, dia 28. Entre uma série de reivindicações, elas exigem serem tratadas como professoras e enquadradas no Estatuto do Magistério, que lhe trariam – além de salários – outros benefícios profissionais.
Em “carta aberta”, as ADIs convocam outras categorias a entrarem em greve e reclamam que até hoje “o prefeito Evilásio Farias não respondeu às reivindicações”.
Em audiência na câmara em fevereiro passado, a advogada Dra. Eliana Lucia Ferreira, que defende a categoria, disse que as ADI’s exercem todas as atividades que um professor realiza e por isso falta “apenas vontade política” para o reenquadramento.
Durante um encontro político em abril, o secretário de educação José Marcos foi taxativo ao afirmar que apenas o próximo governo iria resolver questões como o baixo salário pago a ADIs e merendeiras e o déficit de salas de ensino básico e vagas de creche.
Confira abaixo as reivindicações das ADI’s