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http://www.omaha.com/article/20091218/ENTERTAINMENT01/712189961
"O Brasil não veio barganhar. As nossas metas não precisam de dinheiro
externo. Nós iremos fazer com os nossos recursos, mas estamos
dispostos a dar um passo a mais se a gente conseguir resolver o
problema que vai atender, primeiro, a manutenção do desenvolvimento
dos países em desenvolvimento. Nós passamos um século sem crescer,
enquanto outros cresciam muito. Agora que nós começamos a crescer, não
é justo que voltemos a fazer sacrifício", disse Lula.
Nem Obama e nem Marina. Lula é o cara e Lula surpreende e Obama
decepciona na reta final da COP-15
Imprensa mundial avalia atuação dos líderes no último dia de
conferência da ONU sobre as mudanças climáticas
Dos principais líderes mundiais que discursaram até o momento em
Copenhague, o Presidente Lula, foi o único a apresentar novidade na
complicada busca por um novo acordo global sobre o clima. Ele
manifestou nesta sexta-feira, 18, a disposição brasileira de, em caso
de acordo, destinar dinheiro para ajudar países mais pobres a
combaterem os efeitos das mudanças climáticas.
Lula já havia discursado ontem. Uma nova fala de Lula não estava
prevista para hoje, mas ele foi chamado de última hora e segundo a
imprensa surpreendeu a todos ao manifestar a disposição de, em caso de
acordo, alocar dinheiro do Brasil em um fundo internacional para
ajudar países pobres a combater os efeitos das mudanças climáticas. O
discurso de Lula, a partir deste ponto, foi aplaudido diversas vezes.
O Presidente disse que, aquela seria a primeira vez em que ele falaria
sobre o plano de ajuda. "Vou dizer, de público, uma coisa que eu não
disse ainda no meu país, não disse à minha bancada e não disse ao meu
Congresso: se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está
disposto a colocar dinheiro também para ajudar os outros países",
disse Lula.
O Presidente Lula disse, em discurso no último dia da Conferência
sobre o Clima em Copenhague (COP-15), que o Brasil está disposto a
contribuir para o fundo de apoio a países pobres destinado a auxiliá-
los a reduzir os efeitos do aquecimento global e controlar suas
emissões
"Estamos dispostos a ajudar no financiamento, se nós nos colocarmos de
acordo em uma proposta final aqui. Agora, o que não estamos de acordo
é que as pessoas mais importantes do planeta assinem um documento só
para dizer que assinamos", disse. Lula afirmou que estava "muito
decepcionado" com o ritmo de negociações.
Já o presidente norte-americano Barack Obama cobrou no seu discurso
mais ação dos países em desenvolvimento. "Os países em desenvolvimento
não querem se comprometer tanto no acordo, o que não compreendo. Há
países que acham que acham que os países ricos devem assumir a maior
parte da responsabilidade. Eu acho que todos devem se comprometer e
agir de uma forma unida para enfrentar esta ameaça real", disse.
Barganha
Em um pronunciamento duro, Lula criticou a falta de entendimento entre
os diversos chefes de governo que se reuniram até a madrugada desta
sexta-feira e enviou um recado aos países ricos, que nas palavras do
presidente foram à conferência para "barganhar".
Lula justificou a decisão de contribuir para o fundo afirmando que,
para o mundo desenvolvido, conseguir que todos os seus cidadãos "tomem
café da manhã, almoço e janta" era uma coisa do passado. Mas que para
muitos países da África, América Latina e Ásia "isso ainda é uma coisa
do futuro", arrancando palmas da plateia.
Ele destacou que o dinheiro dos países ricos para auxiliar os pobres a
enfrentar o aquecimento global não deve ser encarado como uma esmola,
mas um "pagamento pela emissão de gás estufa feita durente dois
séculos por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro".Até
o site do Greenpeace, elogia Lula...